Carga tributária e falta de incentivos afastam investimentos no Brasil, avaliam advogados

Agosto 18, 2008

Pequim (China) - A alta carga tributária, a falta de incentivos e os empecilhos para instalar um escritório de prospecção de negócios no Brasil afastam investimentos estrangeiros do país. Essa é a avaliação dos advogados do escritório Duarte Garcia, Casseli Guimarães e Terra, que, desde 2003, conta com uma base em Pequim para orientar investidores chineses interessados no Brasil. Entre os clientes estão nomes de peso como as empresas Baosteel e Chalco.

“Sentimos, quando fomos a uma feira em 2001 na China, que o mundo estava girando um pouquinho diferente, estava caminhando para a Ásia e achamos que era importante estarmos de olho nesse segmento”, conta Luiz Arthur Caselli Guimarães, um dos sócios-fundadores.

O escritório decidiu, então, desenvolver atividade fixa na China. Para isso, precisou de uma autorização especial do Ministério da Justiça local. Como ocorre com qualquer advogado estrangeiro, os brasileiros estão autorizados apenas a atuar como consultores jurídicos do direito do seu país de origem.

Segundo a advogada Heloisa Di Cunto, há interesse chinês no Brasil, mas há dificuldades de toda ordem, como a obrigatoriedade de o investidor ter um representante residente no Brasil com poderes para receber citação judicial. “Isso limita o investimento, pois nem todo mundo tem alguém que pode ficar solidariamente responsável, no CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], por terceiros que conhece mas que estão do outro lado do mundo”, diz a advogada.

Ela conta, ainda, que a alta carga tributária e a falta de incentivos também desestimulam negócios de peso. “Tive vários casos em que investimentos da ordem de US$ 2 bilhões foram suspensos porque o tempo de retorno do capital a ser investido giraria em torno de 15 a 20 anos. É um investimento a longo, longo prazo, e isso tem sido um problema sério.”

Para o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, os investimentos chineses no Brasil não são maiores devido à burocracia. Como exemplo, menciona o caso da Baosteel, que tenta, há mais de quatro anos, investir em uma siderúrgica no Brasil. As negociações com o governo do Maranhão não tiveram sucesso e, agora, está sendo finalizado acordo com o governo do Espírito Santo.

“A empresa gastou milhões tentando e enfrentou tudo o que é tipo de dificuldade, problemas de meio ambiente, de zoneamento da prefeitura. Acabou tendo que mudar de localização e jogar fora tudo o que investiu”, conta Tang. O investimento, à época orçado em US$ 1,5 bilhão, passou para US$ 3 bilhões devido à valorização do real. “Temos um modelo econômico de pobreza com um sistema de entraves perfeito”, critica.

Esse exemplo não vale para a China, que adota políticas agressivas de atração de investimentos estrangeiros. Heloisa Di Cunto acredita que o pouco investimento brasileiro no país asiático se deve, principalmente, a questões culturais. Outro aspecto diz respeito, justamente, à incerteza quanto às normas jurídicas que regerão a atuação em território chinês.

Caselli Guimarães frisa que, quase na totalidade dos negócios, os contratos são regulados pela legislação chinesa. Mas ele não vê isso como problema. “O que é mais distante é o conceito de propriedade. Embora ele seja garantido pela Constituição da China, apenas há dois anos passou a ser posto em prática”, comenta. Apesar disso, Caseli Guimarães acredita que há, sim, segurança jurídica para investimentos brasileiros na China.

Fonte: Agência Brasil


Potencial do mercado chinês levou gaúcho a se instalar no país

Agosto 18, 2008

Pequim (China) - O potencial de consumo do gigantesco mercado chinês levou o gaúcho Winston Ling a fundar a Yi Cai He Ltd., em Xangai. Ele importa e distribui com exclusividade produtos tipicamente brasileiros como a cachaça Ypioca, do Ceará, o guaraná Fruki, do Rio Grande do Sul, e os cafés especiais da mineira Monte Alegre Coffees. 

“Desde 1980 quando visitei a China pela primeira vez, tenho acompanhado o desenrolar da abertura econômica, e sempre sonhei fazer negócio com a China. Somente 20 anos depois a oportunidade surgiu, por acaso, com as fibras de PP da Fitesa, para a construção civil”, conta.

Este ano a Fitesa – uma empresa do grupo Petropar - saiu do mercado de fibras de PP (misturadas ao concreto para prevenir as rachaduras superficiais).  Ling continuou a atuar na China no mesmo ramo, através de outros fornecedores, e entrou no mercado de bebidas e alimentos colocando as delícias brasileiras ao alcance do paladar chinês. 

O empresário destaca que a maioria dos estrangeiros, inclusive os brasileiros, está “trabalhando” a China como base de produção, porque isso dá resultados de mais curto prazo. Ele preferiu outro caminho. “Resolvi morar na China definitivamente para desenvolver minha própria rede de contatos e ‘trabalhar’ a China como mercado de destino, que dá resultados de mais longo prazo, pois é mais difícil abrir negócio e sobreviver aqui”, justifica. 

Conhecer a cultura local é primordial, garante Winston Ling. Segundo ele, é preciso compreender que a meta de todos os chineses é ser dono de seu próprio negócio, e que a regra é a falta de lealdade dos funcionários para com as empresas onde trabalham. Também é necessário entender que os chineses não sabem dizer “não”. 

Lição fundamental é aprender o conceito de guanxi, a rede de relacionamento que, aqui, é condição para se fazer negócios.  Ling diz que ao contrário das economias capitalistas de mercado, onde as relações comerciais são impessoais, na China o fundamental é a amizade. “Na China se despende bastante tempo e energia desenvolvendo e cultivando uma rede de contatos, porque isso funciona. Primeiro você precisa ser amigo, para então fazer negócio”, ensina.


Marca brasileira de calçados já tem quatro lojas na China

Agosto 18, 2008

Pequim (China) - A China é o segundo país do mundo em número de bilionários, atrás apenas dos Estados Unidos. São cerca de 240, contra 420 americanos. O time de milionários é de cerca de 20 milhões de pessoas, metade de todo o mercado consumidor brasileiro. Há ainda cerca de 300 milhões de chineses – quase dois brasis – de classe média. Somadas, cerca de 400 milhões de pessoas participam da vida econômica do país.

As vendas de multinacionais como Wal-Mart, McDonalds e Coca Cola crescem mais na China do que em qualquer outro lugar do mundo. No caso da Wal-Mart, o crescimento no gigante asiático é de 53% contra 6% no resto do mundo. O mercado já descoberto por empresas do mundo ainda é negligenciado pela grande maioria de empresas brasileiras. Não é o caso da mineira Arezzo.

A marca brasileira de calçados já tem quatro lojas na China, abrirá mais seis nos próximos três meses e pretende chegar a 2015 com 177 pontos espalhados pelo país, todos em sistema de franquia. As negociações com o parceiro chinês começaram em 2006. “Percebemos que o crescimento acima de 10% ao ano na ultima década gerou uma classe econômica emergente ávida por consumir produtos de mais qualidade, criando o cenário perfeito para a proposta de modelo que tínhamos a oferecer”,  relata o diretor de Expansão & Franquias da Arezzo, Mario Goldberg.

Ele conta que a iniciativa partiu de um grande grupo calçadista chinês, inicialmente interessado em fabricar os sapatos da marca brasileira.  “Mostramos a eles que o nosso interesse era o de desenvolvimento de marca e varejo”, explica Goldberg. As negociações e a discussão do Business Plan duraram cerca de dois anos.

Não foi simples. Segundo o executivo da Arezzo. as dificuldades foram da distância geográfica (mais de 22 mil quilômetros) ao fuso horário, problemas de entendimento e comunicação devido à barreira do idioma.  Sem falar nas diferenças na forma e modelo de gestão, restrições e processo burocrático de importação, etc. “Sem duvida nenhuma, trata-se do maior mercado consumidor potencial que apresenta um tremendo desafio em virtude das diferenças mercadológicas e culturais existentes”, ensina.

As primeiras quatro lojas da Arezzo foram finalmente inauguradas em junho e julho deste ano em Shanghai, Najin e Tianjin. Nas vitrines, sapatos de alta qualidade e preço duas vezes maior que no Brasil.  “Vendemos para uma consumidora extremamente exigente, que demanda qualidade”, justifica Mário Goldberg.  A empresa já tem lojas em Portugal, Venezuela, Bolívia e Paraguai.

Fonte: Agência Brasil


Com fracasso de Doha, mais barreiras

Agosto 18, 2008

Especialistas alertam para dificuldades em negociações e contestações na OMC

BRASÍLIA. O enfraquecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC), com a falta de entendimento na Rodada de Doha, abrirá caminho para outras barreiras às exportações, avaliam especialistas em comércio exterior. Até mesmo nos questionamentos levados ao Órgão de Solução de Controvérsias da OMC haverá dificuldades. Os países que se sentirem prejudicados pela nova legislação européia, por exemplo, terão de esperar mais tempo para ter suas demandas avaliadas pelos comitês de arbitragem do organismo internacional.

- Os países tendem a respeitar instituições que estão com o moral alto. Esse é um dos riscos da falta de acordo na OMC. As regras multilaterais de comércio podem ser ignoradas - afirmou o diretor de negociações internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Mário Marconini.

Ele alertou que o Brasil, que vem aumentando sua participação no comércio global, será cada vez mais visado pelos concorrentes. Por isso, os empresários brasileiros e o próprio governo precisam se adaptar à nova realidade: devem saber tanto contestar as novas barreiras quanto se adequar às novidades, caso do pré-registro das cerca de 30 mil substâncias químicas.

- Tem que ser profissional, especialmente com a introdução de temas novos, sobre os quais não há normas estabelecidas, como meio ambiente e trabalho - ressaltou Marconini.

O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, costuma dizer que, sem acordo na Rodada de Doha, venceu o protecionismo. O meio ambiente, acrescentou Castro, tem sido uma das principais desculpas para adotá-lo.

- Meio ambiente é a senha para o protecionismo - afirmou o vice-presidente da AEB, que também concorda que a OMC perdeu credibilidade.

Para o governo brasileiro, ainda é cedo para se dizer que a oportunidade de um acordo acabou na Rodada de Doha. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para que seja realizada uma nova reunião ministerial para tratar do assunto ainda no próximo mês, antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos, que acontecerão no início de novembro.

Com esse objetivo, Lula vem conversando com chefes de Estado nos últimos dez dias. Já tratou pessoalmente do assunto com os presidentes George W. Bush (EUA) e Hu Jintao (China) e falou por telefone com os primeiros-ministros Manmohan Singh (Índia) e Gordon Brown (Reino Unido). O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, discutiu o tema na semana passada com o diretor-geral da OMC, o francês Pascal Lamy.
Fonte: O Globo


Quantidade exportada começou a cair este ano

Agosto 18, 2008

O secretário Welber Barral contesta, mas a verdade é que depois de uma longa seqüência de anos de crescimento das exportações, em 2008 o Brasil começou a experimentar um movimento de queda na quantidade exportada. A receita não caiu e até subiu 27% entre janeiro e julho, impulsionada por ganhos nos preços, sobretudo de alimentos e commodities.

Mas o índice quantum da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), que mede a quantidade exportada, acusa queda de 1,6%, no primeiro semestre de 2008 em relação a 2007, com desempenho pior para os produtos manufaturados, cujo volume caiu 3,9%, enquanto os semimanufaturados recuaram 0,9% e os produtos básicos cresceram 0,9%.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o volume exportado até julho não caiu - ao contrário, cresceu 6,1%. A diferença está na metodologia de cálculo. Enquanto o governo usa os números brutos de peso, sem levar em conta especificidades de produtos que distorcem o resultado final, a Funcex criou o índice quantum, que procura eliminar distorções e apresenta um resultado mais depurado e de melhor qualidade. Metodologias à parte, o fato é que o País exportou menos este ano e só apresenta resultado positivo em valor porque os preços dos produtos subiram no exterior.

Se a luz amarela começou a acender em março/abril, pior agora que Estados Unidos, Europa e Japão parecem mergulhar na recessão, o que os levará a reduzir a importação. E, se a China desacelerar, como prevêem analistas, a luz vermelha pode começar a piscar. Some-se a isso a queda recente - e, ao que tudo indica, persistente - de preços de alimentos e commodities que o Brasil exporta.

Mas nada disso abala o otimismo de instituições com o futuro das exportações. Em seu último boletim, a Funcex reviu a receita deste ano, elevando-a a US$ 197 bilhões, acima da estimativa do governo, de US$ 190 bilhões.

Fonte: O Estado de São Paulo


Comércio entre Chile e SP cresce 11%

Agosto 18, 2008

As comercializações de produtos chilenos para São Paulo tiveram incremento de 11% no primeiro semestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano passado. A informação tem como base dados levantados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil e divulgados pelo ProChile, escritório de fomento de exportações de produtos e serviços pertencente à Direção Geral de Relações Econômicas Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Chile. A corrente de comércio entre São Paulo e o Chile, de janeiro a julho deste ano, foi superior a US$ 1 bilhão, completa a informação.
Fonte: O Estado de São Paulo


Ataque à burocracia na exportação

Agosto 18, 2008

Governo anuncia em 3 de setembro a ‘Nova estratégia para as exportações’, adotada por 40 órgãos envolvidos

Com a queda no preço das commodities e o desaquecimento da economia mundial, o governo se prepara para enfrentar tempos mais difíceis para as vendas externas do País e vai anunciar, em 3 de setembro, a “Nova estratégia para as exportações” - um sistema de controle, avaliação, responsabilização e cobrança aplicado a 40 órgãos do governo envolvidos com comércio exterior.

Por atuarem separadamente, não interagirem entre si e estarem dispersos em vários ministérios, os entraves burocráticos impostos por esses órgãos atrapalham, dificultam, atrasam e prejudicam operações de exportação. A idéia é facilitar e agilizar as operações, com foco em seis macroobjetivos definidos em consenso pelos 40 órgãos que com eles se comprometeram.

Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, para operacionalizar a “Nova estratégia” não basta obrigar burocratas a agir de forma coordenada. “Cada órgão terá gestores responsáveis com metas e prazos a cumprir e de quem o Ministério cobrará resultados efetivos.”

“Não vamos fazer coisas gigantescas nem pirotecnia, mas vamos assumir coletivamente o firme compromisso de atingir a meta de ampliar para 1,25% a participação do Brasil nas exportações mundiais e alcançar a receita de US$ 210 bilhões em 2010”, diz Barral, um ex-consultor em comércio exterior que atuava em Santa Catarina e há um ano migrou para o Ministério do Desenvolvimento.

Que a dispersão e a burocracia do governo atrapalham as exportações não é novidade. Desde os tempos da antiga Cacex (Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil) as empresas reclamam da inoperância governamental. São exigências fitossanitárias, licenças do Ministério da Agricultura, carimbos da Saúde, do Meio Ambiente, enfim, uma infinidade de demorados atos burocráticos que antecedem considerar o produto pronto para exportação. Muitas vezes o comprador estrangeiro não espera e compra de outro país.

Dessa vez, garante Welber Barral, o governo vai conseguir derrotar a burocracia. Para isso, reuniu durante meses representantes dos 40 órgãos de vários ministérios e com eles discutiu e aprovou por consenso a meta de alcançar a receita cambial de US$ 210 bilhões em 2010, com foco em seis macroobjetivos: 1) aumentar a competitividade; 2) atrair um número maior de pequenas e médias empresas; 3) agregar valor às exportações; 4) fomentar acordos internacionais; 5) expandir exportações de serviços; 6) ampliar a presença do Brasil em mercados novos da África, Oriente Médio, Ásia e Leste Europeu. Um exemplo é o prazo de dois anos dado à Embratur para firmar o turismo brasileiro na China e trazer chineses para visitarem o Brasil.

A “Nova estratégia” inclui também um esquema em que as empresas exportadoras poderão consultar informações sobre legislação ou exigências burocráticas, acessando, via internet, o órgão responsável, onde encontrarão nome, e-mail, telefone e como falar com o gestor responsável do órgão que procuram. Se a empresa, por exemplo, quiser usar benefícios do “drawback” na operação, ou conhecer as regras de prática de dumping, encontrará as informações online e poderá falar com o gestor responsável do Ministério do Desenvolvimento.
Fonte: O Estado de São Paulo


Economia da Argentina cresce 6,5% em junho

Agosto 18, 2008

Buenos Aires, 18 de Agosto de 2008 - A economia argentina cresceu 6,5% em junho ante igual mês do ano passado, mas sofreu queda de 0,8% em relação a maio, informou o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) na sexta-feira passada. Com o resultado de junho, o Produto Interno Bruto (PIB) acumulou alta de 8,1% no primeiro semestre ante igual período de 2007.
Os números mostraram a debilidade da expansão econômica que o país vive desde 2003, após a grave crise de 2001. A alta anual de 6,5% é a variação mais baixa desde abril de 2006 e significa perda de 1,5% com relação a maio (o PIB cresceu 8%) e de 2,5% ante abril (alta de 9%), também na comparação anual.
No entanto, a perda de 0,8% em junho deste ano em relação a maio passado exibe, por sua vez, a pior percentagem desde abril de 2004, conforme dados do Indec.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, admitiu desaceleração do crescimento econômico e atribuiu a mesma ao prolongado conflito agrário que viveu o país, ao adiantar os dados oficiais durante ato na quarta-feira passada.
A greve dos produtores agropecuários durou quatro meses, desde o início de março, com a suspensão da comercialização de grãos ara exportação e bloqueios nas estradas que causaram o desabastecimento, e afetaram a provisão de insumos industriais.
A recuperação econômica começou em 2003, quando a Argentina registrou melhora do PIB de 8,8% e continuou com altas de 9% em 2004, 9,2% em 2005, 8,5% em 2006 e 8,7% em 2007.

Fonte: Gazeta Mercantil


Banco Central reduz burocracia para operações com câmbio

Agosto 18, 2008

O Banco Central aprovou sexta(15) mudanças operacionais no mercado de câmbio para reduzir a burocracia e o custo das operações, principalmente para empresas exportadoras e aquelas que têm dívidas em moeda estrangeira.

     A regulamentação acabou também com o limite de compra de moeda para corretoras e distribuidoras de valores autorizadas a operar com câmbio. A regra anterior dizia que essas instituições só poderiam ter estoque de moeda de US$ 500 mil, ou seja, esse valor em caixa. Agora, o BC diz apenas que a instituição tem que ter patrimônio ou capital suficiente para arcar com a operação.

      O fim do limite vai ajudar na criação dos correspondentes cambiais, anunciada em julho. As corretoras terão mais espaço para vender moeda estrangeira para turistas em hotéis e agências de viagens. Antes da mudanças, os bancos com limite maior teriam mais poder para credenciar os correspondentes cambiais.

      Uma das novas normas permite o uso de boletos simplificados de câmbio na compra de moeda estrangeira, o que agiliza a operação. O cliente não precisa mais esperar a emissão do contrato para assiná-lo. A mudança serve para exportadores, importadores e turistas. A regra não vale para contratos de câmbio de investimento, empréstimo e financiamento.

Fonte: Folha de São Paulo


Empresa brasileira atua com capital 100% brasileiro em Pequim

Agosto 17, 2008

Pequim (China) - A Weg, maior fabricante de motores elétricos da América Latina e uma das cinco maiores do mundo, é uma das poucas empresas brasileiras que tomaram o rumo do Oriente e instalaram plantas industriais na China. Diferentemente da Embraco, que buscou um sócio chinês, a empresa de Santa Catarina partiu para um negócio com capital 100% brasileiro.

“A China foi um país que despontou no cenário mundial e que atraiu a presença dos nossos maiores clientes. Era natural que mais cedo ou mais tarde o crescimento deles refletisse no nosso crescimento também”, disse o vice-presidente da Weg, Sergio Schwartz.

Tudo começou com a aquisição de uma fábrica em Nantong. Junto, veio a carteira de clientes da fábrica - os nossos próprios clientes da WEG, que já haviam se instalado  na China. Segundo Schwartz, a aquisição foi mais um passo dentro da estratégia de internacionalização da companhia, visando maior penetração comercial no mercado asiático, melhoria logística operacional e comercial e maior competitividade.

“O estudo do mercado, é claro, foi a nossa lição de casa. Como preferimos comprar uma empresa, procuramos aquelas que estavam à venda. E foi quando nos deparamos com uma grande quantidade de fábricas de motores que o próprio governo da China já tinha preparado para a privatização”, contou. A WEG encontrou em Nantong uma empresa com as características que procurava.

“Vale lembrar, o preço não estava considerado, porque a negociação com o povo chinês envolve muito mais do que isso: é como entregar uma filha ao noivo no altar. Eles querem saber quais são as nossas intenções, e não se intimidam em cancelar um negócio, caso tenham alguma dúvida em relação ao desenvolvimento da empresa ou dos funcionários que já estavam trabalhando na fábrica”, explicou.

A WEG Nantong Electric Motor Manufacturing foi inaugurada no começo de 2005. Hoje, a empresa conta com uma fábrica de 29.350 metros quadrados e 450 funcionário na Zona de Desenvolvimento Econômico da província de Jiangsu, a 250 quilômetros de Shangai, uma das principais cidades da China. A primeira unidade industrial da WEG no continente asiático produz motores elétricos trifásicos de baixa e alta tensão e máquinas de alta e baixa tensão, destinadas principalmente para os segmentos de acearia, mineração, petroquímica e fabricantes de bombas e compressores do continente asiático.

Por que é vantajoso produzir na China? A resposta do vice-presidente da WEG é simples e direta: “Potencial de mercado, presença de clientes globais e níveis de competitividade com produção local”.

Fonte: Agência Brasil