Viajante ganha isenções na aduana a partir de hoje

outubro 1, 2010

Regras sobre o que paga e o que não paga imposto nas compras no Exterior começam a vigorar.
Quem viajar ao Exterior está sujeito a novas regras sobre o que carrega na bagagem. Entre as principais mudanças que entram em vigor hoje está a isenção de declaração e pagamento de impostos de máquina fotográfica, relógio de pulso e celular, sendo uma unidade de cada item, desde que sejam comprovados seu uso pessoal e as circunstâncias da viagem.

Além disso, foram definidas cotas quantitativas para bebidas alcoólicas, cigarros, charutos, cigarrilhas e fumo.

O auditor fiscal da Receita Federal José Alex Nóbrega de Oliveira ressalta que as modificações foram feitas para aliviar o turista da burocracia, consolidar legislações que até então eram dispersas e facilitar a identificação de pessoas que fazem comércio ilegal nas fronteiras.

– A ideia não é coibir o turista, tanto que a normativa deixa mais clara muitas regras que antes eram subjetivas e ficavam a critério do fiscal, como a quantidade de bebidas alcoólicas, que agora está determinada – explica Oliveira, responsável pela área de controle integrado em Paso de Los Libres – que faz divisa com Uruguaiana na fronteira entre Brasil e Argentina.

Apesar das mudanças, as cotas de bagagem não mudaram, continuam estipuladas em US$ 500 para quem viaja de avião e em US$ 300, para via terrestre, alerta Oliveira. A norma de comércio fronteiriço, direcionada a moradores de fronteira, também segue em US$150 mensais para produtos de subsistência (com exceção de proibidos por lei).

Nos próximos dias, a Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) deverá publicar um “perguntão da bagagem’’, definindo o que é considerado bem de uso pessoal e a quantidade permitida.
Fonte: Zero Hora


A promoção do Brasil no exterior

janeiro 11, 2010

Bayard Boiteux, Mauricio Werner, professor e consultor

OBrasil, infelizmente, não tem conseguido aumentar o número de turistas estrangeiros que nos visita, apesar de todos os esforços promocionais do governo federal, sobretudo aqueles oriundos do Plano Aquarela. Não recebemos nem sequer um por cento de todos os turistas internacionais que viajam pelo mundo.

O governo resolveu apenas falar em receitas geradas pelo turismo, sem mencionar o fluxo quantitativo.

O Plano Aquarela, que conceitualmente traz ações pontuais nos mercados prioritários, não apresenta nenhuma inovação nas formas de promoção. Repete programas anteriores como escritórios no exterior, tours de familiarização, press trips e participação em eventos internacionais.

Tal fórmula é a mesma apresentada nos últimos 20 anos, e não nos trouxe aumento significativo de consumidores.

Ao analisar o Plano Aquarela, vejo exatamente o trabalho revolucionário, à época, de Oswaldo Trigueiros e Glória Britto Pereira, na Funtur, mas, que para nossa tristeza, não evoluiu.

O trabalho das grandes empresas de turismo, com raras exceções, não tem nenhuma criatividade, nem no formato nem na inovação. Eventos de turismo discutem os mesmos problemas, quase sempre ligados a comissionamento de empresas aéreas.

Estamos no século 21 e precisamos mostrar uma nova cara ao mundo globalizado. Não a de programas assistencialistas, baseados numa filosofia política ultrapassada, mas num país que possui grandes talentos e pesquisadores, que podem revolucionar a atividade com base na criatividade.

O mundo ainda nos percebe como um grande balneário, repleto de música e futebol.

Pouco avanço houve numa promoção de nossa gente e de nossos valores culturais. A segmentação passa por uma efetiva visão do potencial local ancorado em tendências como as experiências culturais, o viajar por conta própria e a internet, como instrumento de escolha de produtos, com verdadeiras viagens virtuais com visão prévia de nossos sonhos.

Estamos muito, muito longe, de tal realidade: cidades mal sinalizadas turisticamente, falta de centros de informações turísticas, inexistência de um toll free em vários idiomas, funcionando 24 horas, para orientar o turista.

É tão pouco e já fizemos tais sugestões inúmeras vezes. Não seria mais evidente cuidar melhor de dita infra-estrutura primária, para depois promover melhor e com uma nova política para os fluxos que aqui chegam? É triste. E desculpe novamente a utilização de tal expressão: não vermos um efetivo benchmarketing, com destinos que estão dando certo e que poderiam nos ajudar. Chega de tanta foto e tanto sorriso de autoridades e vamos passar para um trabalho efetivo.

Nos últimos anos, vimos nascer os Embaixadores do Rio, os cafés da manhã com o corpo consular, os seminários educacionais para vendas de destinos, o Rio é de vocês, Rio Convention and Visitors Bureau sem um aproveitamento melhor do poder público. Cada governo quer apenas dizer o que está fazendo e desconhecer o passado do turismo.

Em sã consciência ninguém pode ignorar a revolução nas gestões Caio Luiz de Carvalho, João Dória Junior, Miguel Colassuano, Roberto Gherardi, Trajano Ribeiro, Alfredo Laufer, para citar apenas alguns exemplos. Não seria vital criar um conselho de notáveis que pudessem se posicionar? Vejo no Conselho de Turismo da CNC uma voz que quer colaborar e que pode, sem conotação governamental, ser uma forma de assessoria nas políticas públicas e privadas de turismo.

Precisamos nos conscientizar de que o mundo anda muito rápido e que não podemos perder o trem TGV, caso contrário ficaremos fora do circuito internacional, apesar da captação de grandes eventos esportivos, que são momentâneos, e não geram um aumento real de turistas nos anos subseqüentes.

Vamos olhar para os mercados mais próximos e investir mais no Mercosul e na preparação de nossos recursos humanos para recebimento de tais visitantes, como faz muito bem o Estado de Santa Catarina.

Nossa preparação tem que ser mormente presencial e não à distância. É pouco provável que cursos de idiomas ministrados pela internet possam trazer melhorias reais.

Não quero ter uma visão pessimista mas, com a proximidade das eleições e as visões de crescimento de 100% de turistas em 10 anos, apresentadas no Rio, pelas autoridades federais, que não não condizem com a realidade que se nos apresenta, precisamos mudar.

É uma reflexão, de alguém que com muita humildade e parcimônia deseja colaborar e quer ver um Brasil diferente na percepção de possíveis compradores do produto mas sobretudo que a Lei Geral do Turismo, o PNT e o Plano Aquarela possam ajudar no aumento de turista e no market share.
Fonte: Jornal do Brasil


Entra em vigor norma da Anac sobre descontos para passagens aéreas internacionais

abril 23, 2009

Brasília – Entra em vigor hoje (23) a norma da Agência Nacional de Aviação (Anac) que concede descontos abaixo do piso determinado para passagens aéreas internacionais.

De acordo com a Resolução n.º 83, publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, inicialmente, as empresas do setor poderão dar descontos até 20% abaixo da tabela da Anac. A partir de julho, serão permitidas tarifas até 50% mais baratas. Em outubro, os descontos poderão ser de até 80% e, a partir de abril do próximo ano, não haverá mais limite.

Atualmente, um vôo do Brasil para os Estados Unidos, por exemplo, não pode sair por menos de US$ 708. Para a França, a Alemanha, a Itália e a Inglaterra, o preço mínimo é de US$ 869. Para o Japão, é de US$ 2.046.

Fonte: Agência Brasil


Carnaval é fonte para a atração de investimentos

março 4, 2009

Ação da Apex-Brasil aproveita carnaval para fomentar exportações brasileiras. Empresários de setores como café, equipamentos agrícolas e tecnologia participam de encontros de negócios e se impressionam com o desfile das escolas de samba na Sapucaí

O carnaval brasileiro se incorporou definitivamente às ações desenvolvidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e entidades representativas da indústria na busca por novos negócios. A mais conhecida festa nacional foi palco para que executivos de 17 setores viessem conhecer o Brasil e participar de encontros de negócios em cinco estados.
O grupo composto por 105 empresários e formadores de opinião de 22 países deixou o Brasil neste final de semana depois de participar de reuniões, visitar pólos produtivos da indústria e assistir ao desfile das escolas de samba na Sapucaí, no Rio de Janeiro. O objetivo da iniciativa foi fortalecer e intensificar o relacionamento entre empresários brasileiros e compradores internacionais, incrementando o ambiente de negócios neste período de crise. Os encontros realizados nos dias que antecederam e sucederam o carnaval foram organizados em Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

A idéia de promover a cultura nacional, paralelamente a uma ação comercial, como já acontece nos eventos realizados fora do país, mostrou-se acertada. “Aproveitamos o momento para mostrar as várias faces do Brasil. O carnaval é a maior festa do mundo e pode se transformar definitivamente num fator gerador de contratos comerciais”, explica Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil.

Áreas potenciais

Entre os convidados estavam produtores de vídeo publicitário e de cinema dos Emirados Árabes, Canadá, Índia, Alemanha, França, Estados Unidos e Reino Unido. “Nosso interesse é fazer parcerias comerciais, desenvolver programas conjuntos de televisão que possam ser veiculados aqui e lá fora”, diz Eliana Russi, gerente do projeto Brazilian TV Producers, parceria entre a Apex-Brasil e a Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV). De acordo com ela, o que mais chamou a atenção dos visitantes canadenses, por exemplo, foi a infra-estrutura do mercado audiovisual e o talento dos profissionais brasileiros.

“Nossos produtores ganharam uma canal de comunicação com esses executivos e já podem ampliar os seus contatos internacionais”, reforça Paulo Henrique Miranda, gerente da Film Brazil, parceria entre a Apex-Brasil e a Associação Brasileira de Produtoras de Audiovisual (Apro), que trouxe ao Brasil representantes de empresas dos Estados Unidos, Emirados Árabes, Inglaterra, Alemanha e Índia.

Executivos do mercado de software e serviços de tecnologia da informação dos Estados Unidos e da Índia se reuniram com brasileiros antes do carnaval. O diretor da Softex, Djalma Petti, destaca as vantagens competitivas do Brasil. “Sempre procuramos mostrar que a inovação está integrada ao nosso trabalho. Com o carnaval, mostramos como somos também criativos”, diz Petti.
A Inno Vest Group, da Virgínia, e a Quimbik, de São Francisco, participaram de vários encontros de negócios com companhias brasileiras que desenvolvem soluções completas em tecnologia da informação e gostaram do que viram. Para David Dastvar, da Inno Vest Group, o Brasil é um tesouro escondido. “Não estamos procurando o serviço com o preço mais baixo, mas aquele que tenha a melhor solução tecnológica. E o Brasil nos surpreendeu com sua capacidade”.

Kurt Neumann, chefe de finanças da Quimbick, acredita que o Brasil evoluiu bastante. “Os brasileiros são muito honestos em sua cultura, e isso os deixa transparentes tanto no trato pessoal como na hora de fechar negócios”, declarou.

Agricultura

Já empresários do setor de café se reuniram com representantes de uma grande distribuidora do Chile para discutir a expansão das vendas do produto brasileiro para o vizinho sul-americano. De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), Natan Herszkowicz, “a conseqüência do encontro será a aproximação dos dois lados e a seleção de algumas empresas nacionais como fornecedores. A expectativa é de que este ano os negócios cheguem a US$ 1 milhão para o Chile e, em 2010, tripliquem, beirando os US$ 3 milhões”.

Colombianos e bolivianos visitaram o Rio Grande do Sul em busca de fornecedores de peças e máquinas agrícolas, como tratores e colheitadeiras. A reunião, promovida pela Apex-Brasil e pelo Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (SIMERS) já rendeu frutos: um comprador boliviano adquiriu peças para colheitadeiras para revenda naquele país.

A ação da Apex-Brasil também levou compradores e formadores de opinião estrangeiros à Bahia. Organizada pelo Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia (Sindifibras), visitas a fazendas de sisal mostrou o grande potencial das fibras naturais como produto para a composição de peças da indústria automotiva, por exemplo, ou como alternativa a materiais plásticos, conforme demanda de compradores holandeses. Importadores da Finlândia mostraram maior interesse nas telas de sisal e tapetes.

Também vieram ao Brasil representantes dos setores têxtil, cosméticos, calçados, equipamentos eletroeletrônicos, carnes suína e bovina, panificação

Fonte: APEX


Ações de divulgação do Brasil no exterior têm alíquota do Imposto de Renda zerada

fevereiro 6, 2009

Brasília – Está na edição de hoje (6) do Diário Oficial da União a norma que reduz a zero a alíquota do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de beneficiários residentes ou domiciliados no exterior usados para promover o Brasil nestes países.

Segundo o Decreto nº 6.761, o benefício incidirá sobre despesas com pesquisas de mercado, aluguéis e arrendamentos de estandes e locais para exposições ou feiras, no exterior, inclusive promoção e propaganda nesses eventos, para divulgar destinos turísticos brasileiros

As operações serão registradas no Sistema de Registro de Informações de Promoção (Sisprom), do Ministério do Desenvolvimento, no site www.sisprom.desenvolvimento.gov.br.

Fonte: Agência Brasil


Conta externa piora

janeiro 27, 2009

Crise internacional atinge em cheio o relacionamento do país com o exterior, que registra um déficit de US$ 28,3 bilhões, o maior em 10 anos. Brasileiros gastaram US$ 10,9 bi em viagens

A crise financeira internacional provocou estragos consideráveis nas contas do país com o exterior. O Brasil terminou 2008 com o pior resultado em transações correntes dos últimos 10 anos. O déficit nessa conta, que engloba a balança comercial, a conta de serviços e as transferências unilaterais — basicamente o dinheiro que brasileiros mandam do exterior — atingiu US$ 28,3 bilhões. Antes disso, o pior resultado para as transações correntes ocorreu no ano de 1998, quando o déficit bateu em US$ 33,416 bilhões.

Para se ter uma ideia de como as contas externas deterioraram rapidamente com a crise, basta lembrar que um ano antes o saldo em transações correntes foi positivo em US$ 1,551 bilhão. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central no fim de 2008 tudo piorou. O saldo da balança comercial ( diferença entre as exportações e importações) caiu de US$ 40,032 bilhões em 2007 para US$ 24,746 bilhões em 2008. Ao mesmo tempo, aumentaram as despesas com serviços e rendas, principalmente no que diz respeito à remessa de lucros e dividendos para o exterior, que cresceram cerca de US$ 10 bilhões de um ano para o outro, passando de US$ 22,435 bilhões em 2007 para US$ 33,875 bilhões no final do ano passado.

O déficit em transações correntes significa que o Brasil voltou a depender de recursos externos para financiar os compromissos fora do país. Mesmo assim, o chefe do departamento econômico do BC (Depec), Altamir Lopes, ressalta que a deterioração não foi tão forte como em crises anteriores porque o Brasil reduziu o seu nível de endividamento externo e passou a ser credor líquido nos últimos meses.

Segundo Altamir, nas crises anteriores o Brasil aumentou drasticamente o gasto com juros da dívida externa. Não foi o que aconteceu em 2008. No ano passado, mesmo com a crise, o gasto com juros, de US$ 7,232 bilhões, foi o menor desde 1994, quando a despesa totalizou US$ 6,337 bilhões. “Hoje, temos receitas maiores e menos despesas”, assegurou.

Turismo
A crise no setor externo pode ser, em parte, medida pelas viagens internacionais. Antes da escalada do dólar, o saldo líquido de viagens (diferença entre o que os brasileiros gastam no exterior e a receita que os estrangeiros em viagem ao Brasil deixam aqui) era, em média, deficitário em cerca de US$ 500 milhões todo mês. Com a crise, o déficit baixou para US$ 101 milhões em dezembro último, o melhor resultado para meses de dezembro de toda a série.

Isso significa que, com a escalada do dólar, os brasileiros deixaram de lado as viagens internacionais. Mesmo assim, no ano, contando com os meses anteriores à crise, a despesa de brasileiros no exterior alcançou US$ 10,962 bilhões, o maior gasto de toda a série. Já os estrangeiros, apesar da crise, se beneficiaram da cotação da moeda, e gastaram como nunca no país. Em 2007, as receitas com estrangeiros no país somaram US$ 4,953 bilhões, chegando a US$ 5,785 bilhões em 2008
Fonte: Correio Braziliense


Desvalorização do real estimula turismo internacional no Brasil

janeiro 9, 2009

Brasília – A desvalorização do real em relação ao dólar, provocada pela crise econômica mundial, deverá estimular o turismo internacional no país, que fica mais acessível ao consumidor externo. A expectativa é da presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Jeanine Pires.

“O que percebemos no último trimestre de 2008 e que permanece no início de 2009 é uma reação a curtíssimo prazo dos estrangeiros do mercado sul-americano para o Brasil. Desde dezembro, observamos uma reação positiva dos argentinos, uruguaios e chilenos, turistas considerados de média distância”, disse Jeanine.

De acordo com dados do Ministério do Turismo, em novembro, US$ 440 milhões ingressaram na economia do país por meio de gastos de turistas estrangeiros. Entre janeiro e novembro de 2008, o valor chegou a US$ 5,253 bilhões, ultrapassando em US$ 300 milhões toda a receita de 2007. O volume é 17,15% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 4,484 bilhões).

Os desembarques em vôos internacionais no Brasil, entre janeiro e novembro, registraram a entrada de 5.949.676 passageiros. No acumulado, até novembro, houve um aumento de 3,83% em relação ao mesmo período do ano passado.

Jeanine afirmou que a principal meta é a atração de divisas para o país, uma combinação do número de pessoas que vem para o Brasil com o tempo que elas permanecem e com quanto gastam durante esse período. A promoção internacional começou em setembro de 2008 e seguirá até julho de 2010.

“A partir de janeiro, fizemos uma grande ofensiva continuando o trabalho de promoção internacional e analisando como cada país está se comportando de acordo com seu cenário econômico”, destacou a presidente da Embratur.

O crescimento do turismo tem reflexos diretos na economia nacional. Segundo a organização mundial World Travel & Tourism Council (WTTC), o Brasil cresce na liderança mundial na geração de empregos na área de turismo, passando de quinto em 2008 para quarto lugar em 2018.

“O investimento no setor de turismo é muito mais baixo que em outros setores da economia. A mão-de-obra é abundante e os investimentos são pequenos. No país há mais de 6 milhões de pessoas empregadas no setor, que emprega desde pessoas da economia informal, com curso técnico, e aos de nível superior”, acrescentou Jeanine.

Fonte: Agência Brasil


Alta do dólar deve atrair mais estrangeiros ao País

novembro 24, 2008

Na contramão da maior parte dos setores da economia, o turismo brasileiro pode sair fortalecido com a turbulência nos mercados globais. A alta do dólar deve atrair mais visitantes estrangeiros para o Brasil, uma vez que terão mais poder de compra no País e encontrarão pacotes mais baratos em divisa estrangeira.
“Há uma grande expectativa de que, com a valorização do dólar, passemos a receber mais turistas estrangeiros a partir do próximo ano”, explica Lourdes Fellini, diretora da Fellini Turismo e presidente da Eventpool – entidade que reúne empresas brasileiras de turismo receptivo e de eventos. O setor ainda não sente os efeitos do câmbio nos negócios, mas a realidade deve mudar a partir de abril, quando termina o inverno europeu e os habitantes do Velho Continente embarcam para viagens internacionais.
Os pacotes nacionais para estrangeiros não sofrem tão intensamente impacto com a variação da moeda americana. No entanto, as refeições, os passeios e os hotéis, além de todos os itens de consumo, ficam mais baratos no momento da conversão da moeda – e não é pouca coisa. Apenas nos últimos três meses, o dólar se valorizou em mais de 40% diante do real.
Lourdes alerta, no entanto, que é preciso manter a divulgação internacional do País para que se atraia estrangeiros. A participação em feiras internacionais e a exibição de alternativas diversas para o turismo, “não apenas Nordeste e Rio de Janeiro”, podem beneficiar a todos. “Esta é a hora de incentivar a divulgação do Brasil lá fora”, defende.
O trade da Serra Gaúcha também espera que a valorização do dólar atraia mais estrangeiros. Empresários do setor, organizados em entidades de classe e pelas prefeituras, têm participado de feiras e eventos internacionais para divulgar seus destinos. Recentemente, estiveram na Argentina apresentando a gastronomia e a beleza natural da Serra.
“Nesta época de verão, é interessante que vendamos o destino da Rota do Sol especialmente para os turistas argentinos e uruguaios que vêm de carro para o litoral”, acredita Julio Cardoso, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares e Região das Hortênsias. Ele lamenta, no entanto, a falta de um aeroporto na região para atrair mais visitantes externos.
Não apenas o Rio Grande do Sul se beneficiará com a atração de mais estrangeiros. Santa Catarina, um local que vê seu turismo efervescer no período de verão, já se prepara para colher os frutos da alta do dólar. A empresa de marketing turístico SC+, que promove o estado no Mercosul, informou que os vôos fretados de Buenos Aires para o estado terão um aumento de 50% em janeiro e fevereiro em relação ao verão passado.
A Lan Chile também confirmou a operação de um vôo regular Santiago – Florianópolis duas vezes por semana. Isso, somando-se ao número de estrangeiros que virão de carro do Mercosul, gera uma projeção de crescimento de 10% para a temporada que começa, de acordo com a Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura de Santa Catarina.
Fonte: Jornal so Comércio (RS)


Crise econômica pode equilibrar balança de turismo, diz presidente da Embratur

outubro 15, 2008

Rio de Janeiro – Um dos efeitos da crise sobre a economia do Brasil deve ser o maior equilíbrio na balança de turismo, que reflete o número de visitantes que ingressam no Brasil e o contingente de brasileiros que viajam ao exterior. Com o aumento do dólar, o número de brasileiros que viajam para o exterior deve cair, na mesma medida em que o turismo interno será beneficiado.

A avaliação foi feita pela presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Jeanine Ribeiro, durante palestra de apresentação da Campanha Brasil Sensacional, de promoção do país no exterior, na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

“Quando tivermos uma estabilização da taxa cambial, que não deve voltar a um patamar tão baixo, devendo ficar entre R$ 1,85 e R$ 2,00, vamos ter um equilíbrio na vinda de estrangeiros para o Brasil e da saída de brasileiros. Se o dólar estivesse muito barato, teria muitos brasileiros viajando”, disse Jeanine.

Segundo ela, mesmo com a alta do câmbio, o número de turistas que ingressam no Brasil não deve diminuir, porque têm perfil de maior poder aquisitivo.

“Um momento de crise faz com que as pessoas parem e não tomem a decisão [de viajar]. Na medida em que as coisas vão retomando, as pessoas vão decidindo viajar. Mas a expectativa para a temporada no Brasil é muito boa, tanto no mercado doméstico quanto no internacional, porque você ainda tem uma demanda aquecida”, afirmou.

No ano passado, a balança do turismo ficou negativa em US$ 3,3 bilhões, refletindo uma tendência já registrada em 2006, quando o déficit turístico registrou US$ 1,4 bilhão. Este ano, segundo o Banco Central, ingressaram no país, até agosto, US$ 3,866 bilhões e saíram US$ 7,862 bilhões, representando uma diferença negativa de US$ 3,996 bilhões.

Em 2007, o Brasil recebeu cerca de 5 milhões de visitantes, número semelhante ao de brasileiros que viajaram para o exterior.

Fonte: Agência Brasil


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