Pará e Venezuela estabelecem nova rota marítima para aumentar exportações

Novembro 13, 2009

Brasília – Os governos da Venezuela e do estado do Pará assinaram, nesta semana, termos de cooperação nas áreas de energia, ciência e tecnologia, agricultura, povos indígenas, transporte, educação superior, turismo, cultura e esporte. Segundo a governadora Ana Júlia Carepa, um dos principais acordos firmados com o presidente Hugo Chávez é o estabelecimento de uma rota marítima regular de navios entre o Pará e a Venezuela.

“O presidente Chávez determinou que em 45 dias os navios já façam o primeiro carregamento, trazendo produtos que nos interessam, como fertilizantes, e levando carnes, pescados, frutas e polpas”, disse Ana Júlia à Agencia Brasil. Segundo ela, atualmente os agricultores e pecuaristas têm que transportar sua produção até o Porto de Santos, em caminhões refrigerados, para ser exportada. Com a nova rota, os navios sairão do Porto de Barcarena, próximo a Belém.

“Todos ganham porque o preço dos produtos será bem mais viável e cria uma rota de oportunidades não só para a Venezuela como também para outros países. Vai reduzir muito o preço do frete, melhorar a lucratividade dos produtores e tornar nossa carne muito mais competitiva”, ressaltou a governadora.

As exportações para a Venezuela têm crescido muito nos últimos anos. De acordo com dados do governo paraense, o estado exportava para aquele país, até 2006, cerca de US$ 170 milhões em produtos. Dois anos depois, em 2008, o valor quase dobrou, saltando para US$ 334 milhões. Além de fertilizantes, os venezuelanos devem embarcar cimento e derivados de petróleo para o Brasil.

Fonte: Agência Brasil


Entrada da Venezuela no Mercosul não prejudica acordo do bloco com Israel, diz Shimon Peres

Novembro 12, 2009

São Paulo – O presidente de Israel, Shimon Peres, disse hoje (12), ao participar de uma cerimônia na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que não acredita que o acordo comercial entre o Mercosul e Israel vá ser prejudicado com a possível entrada da Venezuela no bloco. As relações de Israel com a Venezuela, estão estremecidas desde o conflito na Faixa de Gaza entre palestinos e israelenses, quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, criticou duramente as ações das forças armadas israelenses.

Segundo Peres, o Mercosul não deverá adotar as iniciativas de Chávez. “Acredito que ele é que terá que adotar a política do Mercosul que é uma política de cooperação e não uma política de ódio”. Peres disse estar muito satisfeito com o Brasil por ter aberto o Mercosul para Israel e reitereou que Chávez deve “chegar a um acordo mundial, porque o mundo não vai seguir o seu exemplo”.

O chefe de estado israelense ainda comentou, de forma bem-humorada, os problemas energéticos venezuelanos. “Sei que Hugo Chávez é um homem muito especial. Aliás, há um ponto em que concordo com ele. Como, por exemplo, que você não deve pensar quando está tomando banho, porque gasta água”.

Peres também voltou a fazer críticas ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que teria financiado o Hesbolah. Em sua opinião, “uma organização terrorista”, que dividiu a Autoridade Palestina. Mas acrescentou que, embora considere Ahmadinejad, um líder “que não tem mensagem positiva para o futuro, Israel deveria tentar um acordo de paz com o Irã”.

No final de sua entrevistas aos jornalistas, o presidente de Israel afirmou que o Brasil pode ajudar nos acordos de paz no Oriente Médio. “O Brasil tem hoje uma voz especial que é respeitada em todo o mundo”. Depois do evento na Fiesp, Peres irá receber uma homenagem no Clube Hebraica, em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil


Brasil e África do Sul firmam acordo para venda de carne suína

Novembro 12, 2009

Johanesburgo (África do Sul) – Os governos da África do Sul e do Brasil firmaram hoje (12), em Johanesburgo, um acordo de fast track (de negociações rápidas) para tentar solucionar problemas comerciais que travavam exportações e importações de mercadorias dos países. Um dos principais entraves envolve a venda de carne de porco brasileira que sofre com as restrições impostas pelo governo sul-africano.

Os sul-africanos alegam questões fitossanitárias para vetar a entrada de carne de porco do Brasil. Mas, as autoridades brasileiras afirmam que o produto obedece a todas as regras internacionais e não há razões para a proibição.

Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e do Comércio e Indústria da África do Sul, Rob Davies, reiteraram hoje que há intenções de buscar solução para a exportação da carne suína e encerrar a controvérsia.

Davies afirmou que no começo de 2010 um representante do Ministério da Agricultura da África do Sul irá ao Brasil para negociar um acordo para a exportação da carne suína brasileira. Para Jorge, até fevereiro essa e outras questões estarão solucionadas.

Aos 98 empresários brasileiros, que estão em missão ao Sul da África, Davies recomendou que os brasileiros invistam em áreas complementares às locais e não concorrentes às que atuam os sul-africanos. “Não queremos destruir capacidades, mas complementá-las”, afirmou o ministro sul-africano.

De janeiro a outubro deste ano, o comércio entre Brasil e África do Sul foi de US$ 1,4 bilhão – abaixo dos US$ 2,1 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Para a África do Sul, o Brasil vende principalmente carne de frango, chassis, motores de veículos, carrocerias, açúcar refinado e autopeças, dentre outros.

Da África do Sul foram comprados um total de US$ 349 milhões, no mesmo período. Os principais produtos comprados dos sul-africanos são hulhas, motores para veículos automóveis, ferro-ligas e produtos laminados planos de ferro ou aços.

De acordo com o ministro, o objetivo da viagem é incentivar a ampliação o comércio e os investimentos bilaterais, explorando possibilidades de cooperação entre os setores produtivos do Brasil com esses países.

A África do Sul é a última escala da missão empresarial, liderada por Miguel Jorge, iniciada no último domingo (8). A viagem começou por Angola e depois continuou em Moçambique. É a terceira vez no ano que o ministro comanda uma missão de empresários à África.

Em janeiro, uma missão de empresários visitou Marrocos, Líbia, Argélia e Tunísia. Cinco meses depois, em junho, uma delegação brasileira esteve em Gana, Senegal, Nigéria e Guiné Equatorial.

Fonte: Agência Brasil


OEA pede mediação do Brasil na disputa entre Colômbia e Venezuela

Novembro 11, 2009

O Brasil deveria mediar a disputa diplomática entre Colômbia e Venezuela, que levou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a conclamar seu país a se preparar para a guerra. O pedido veio do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

O governo brasileiro propôs um encontro no dia 26, em Manaus, entre os países amazônicos, segundo informou a OEA. Colômbia e Venezuela devem participar.

O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, disse ontem não acreditar no aumento da tensão na América do Sul por causa das declarações de Chávez. “O Brasil vê tudo isso com moderação. Não creio que vá acontecer absolutamente coisa nenhuma”, disse o ministro. “Cremos que tudo isso possa ser resolvido com o diálogo e a posição do Brasil é sempre uma posição de moderação.”

Outros países já tentaram se colocar como mediadores, O chanceler do Panamá, Juan Carlos Varela, entrou em contato com os ministros das Relações Exteriores de Colômbia e Venezuela, Jaime Bermúdez e Nicolás Maduro, para tentar estabelecer o diálogo, mas os esforços não foram produtivos.

Chávez afirmou no domingo que os comandantes militares do país devem estar preparados para a guerra e pediu aos cidadãos que defendam a pátria contra futuros ataques que poderiam ser orquestrados pelos EUA através do acordo para usar bases militares na Colômbia.

“Não vamos perder um dia na nossa principal missão: nos preparar para a guerra e ajudar as pessoas a se preparar para a guerra, porque isso é responsabilidade de todos”, disse Chávez.

“Senhor comandante da guarnição militar, batalhões da milícia, vamos treinar. Estudantes revolucionários, trabalhadores, mulheres: todos prontos para defender esta terra sagrada chamada Venezuela”, acrescentou.

Depois das declarações de Chávez, o governo da Colômbia assinalou que não fará qualquer gesto hostil em relação aos países vizinhos, mas indicou que está decidido a recorrer à OEA e ao Conselho de Segurança da ONU.

Mas as declarações foram criticadas por cidadãos colombianos e venezuelanos nos dois lados da fronteira, considerada a mais ativa da América do Sul.

Dirigentes empresariais e outros cidadãos da fronteira entre a Colômbia e a Venezuela criticaram o discurso do presidente venezuelano. “Se continuarmos passivos, complacentes e tolerantes, esses irresponsáveis vão nos levar a um conflito”, disse o diretor executivo da Câmara do Comércio de San Antonio, o venezuelano José Rozo. “Eles estão preparados para fazer a guerra e nós a paz”, acrescentou, antes de convocar os comerciantes e representantes do setor financeiros dos dois países a se manifestar para evitar um conflito armado.
Fonte: Valor Econômico


Shimon Peres elogia liderança brasileira na América Latina

Novembro 11, 2009

Brasília – No segundo dia da visita ao Brasil, o presidente de Israel, Shimon Peres, elogiou o que chamou de liderança brasileira na América Latina.

Ao participar de reunião com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ele parabenizou o governo brasileiro por avanços como a redução da pobreza e melhorias na educação. Para ele, o Brasil se transformou em uma grande nação.

No encontro, Amorim lembrou que recentemente visitou Israel três vezes e se referiu à presença do presidente daquele país no Brasil como “uma grande honra”. O ministro destacou que Shimon Peres recebeu um Prêmio Nobel e elogiou seus esforços pela paz na região. “Esse é o objetivo de todos nós para o Oriente Médio”, disse.

Na tarde de hoje, Shimon Peres se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio Itamaraty. Eles vão tratar de temas como a agenda bilateral e a situação política no Oriente Médio, especialmente o processo de paz entre Israel e a Palestina. Em seguida, haverá cerimônia de assinatura de atos e entrevista coletiva dos dois presidentes.

O Brasil e Israel vão firmar acordos nas áreas de cooperação jurídica, turismo, cooperação técnica e coprodução cinematográfica.

Fonte: Agência Brasil


Empresários brasileiros são estimulados a investir em Moçambique

Novembro 11, 2009

Maputo (Moçambique) – A missão de 98 empresários brasileiros que está em Moçambique foi estimulada hoje (11) pelo embaixador do Brasil em Maputo, Antônio Souza e Silva, a investir no país. Segundo o diplomata, o governo moçambicano incentiva aplicações na área de produtos alimentares e precisa de apoio no setor de infraestrutura. Atualmente a economia do país é baseada na produção de fumo e arroz.

“O Brasil é uma espécie de irmão mais velho”, afirmou o embaixador durante reunião com os empresários em Maputo. “Estão começando a explorar gás e já exportam para a África do Sul. No Norte do país, já começou a pesquisa de petróleo no mar e terra. O desenvolvimento do país é lento e harmonioso.”

Depois de 14 anos de instabilidade política e econômica, Moçambique vive um momento de tranquilidade, segundo o embaixador. Mas o país ainda está em fase de organização da economia. Do orçamento geral, 56%  são oriundos de doação direta de 17 países europeus mais o banco africano de desenvolvimento.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que coordena o grupo de empresários na viagem ao Sul da África, recomendou que todos ouvissem o embaixador, que está há um ano e meio em Moçambique. Para o diplomata, há espaço para investimentos no país e geração de mão de obra.

A relação comercial entre Brasil e Moçambique, de janeiro a outubro de 2009, registrou  US$ 102,5 milhões. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras foram de  US$ 100,4 milhões, mais de 253,3% do registrado no mesmo período do ano passado.

Só os produtos industrializados representaram 87,3% das exportações brasileiras para Moçambique, seguidos pelos básicos, que registram 12,6%. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os principais produtos brasileiros vendidos foram aviões, carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada), reboques, semirreboques, móveis e suas partes e tratores.
 
De Moçambique, o Brasil comprou  US$ 2,1 milhões entre janeiro e outubro deste ano. O fumo em folhas é o principal produto de exportação desse país africano.

Moçambique é o segundo país  visitado pelo grupo de empresários. A viagem teve início em  Angola. Esta é a terceira vez, só este ano, que Miguel Jorge comanda uma missão empresarial à África. Em janeiro, foram visitados o Marrocos, a Líbia, Argélia e Tunísia. Em junho, uma delegação brasileira esteve em Gana, no Senegal, na Nigéria e Guiné Equatorial.

*A repórter viajou a convite do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior//Edição: Graça Adjuto

 

Fonte: Agência Brasil 


Lula diz que comércio entre Brasil e Itália deve ser incrementado

Novembro 10, 2009

São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou hoje (10), ao falar para empresários e autoridades italianas, na capital paulista, que o valor comercializado com os negócios realizados entre Itália e Brasil chega a US$ 14 bilhões e é muito baixo, quando comparado ao tamanho dos dois países. “O que o Brasil tem de força no seu mercado interno, tem de porta de entrada para os produtos italianos na América do Sul. E a Itália tem de possibilidade de entrada de produtos brasileiros na Europa. Nós temos muita coisa a construir juntos”.

Lula reforçou que no mundo globalizado não existe mais a possibilidade de esperar que outro país vá procurar produtos para comprar em outros mercados, já que, na maioria das vezes, os países viajam muito mais para vender. “O que é importante é que seja construído um equilíbrio, porque a  balança comercial entre dois países tem que ser uma via de duas mãos. Não interessa para nenhum país ter uma vantagem no superávit muito grande na balança comercial”.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou em seu discurso na abertura do segundo dia do Fórum Empresarial Brasil-Itália, que o Brasil deve fechar o terceiro trimestre de 2009 com um crescimento anualizado do Produto Interno Bruto (PIB) de 8 a 10% e fechar o ano com crescimento de 4 a 5%.  

O ministro lembrou que o governo implementou programas de estímulo econômico ao consumo interno e à demanda para conter os efeitos da crise econômica global. “O Brasil gastou 1,2% do PIB para esses estímulos e fez um programa modesto comparado a outros países que gastaram mais e vão sair com dívidas”.

Mantega enfatizou que o Brasil tem o sistema financeiro mais sólido do mundo, o que pôde ser percebido durante a crise e disse que é seguro aplicar no mercado de capitais brasileiro já que a valorização da Bolsa de Valores foi de 187% nos últimos 12 meses. “A economia brasileira possui grandes atrativos, porque tem expectativa de crescimento prolongado e já começou seu novo ciclo de crescimento”.

Uma comitiva de 350 empresários e autoridades italianas participou do Fórum Empresarial Brasil-Itália, que visa reforçar as relações econômicas entre os dois países e aprofundar as possibilidades de cooperação industrial e oportunidades de investimento para as empresas italianas.

Entre os setores de interesse dos italianos estão as áreas de defesa, infraestrutura, tecnologias espaciais, ciências médicas e saúde. Além desses, estão os setores têxtil, alimentício, couro e calçados, madeira e produção de móveis, beneficiamento de mármores e granitos, componentes eletrônicos e eletrotécnicos, agropecuário, álcool, papel e papelão, energia e mineração.

Fonte: Agência Brasil


Argentinos é que devem acelerar liberação de licenças, e não brasileiros, diz ministro

Novembro 10, 2009

Maputo – Em meio ao impasse sobre as licenças não automáticas para alguns produtos importados da Argentina, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, avisou hoje (10) que o governo da Argentina é que deve acelerar a liberação dos documentos dos brasileiros. À Agência Brasil, Miguel Jorge afirmou que aguarda uma sinalização dos argentinos para solucionar o impasse.

“A solução tem de partir da Argentina. Os argentinos é que têm de liberar as licenças dos produtos brasileiros dentro do prazo e não demorar até 180 dias, como ocorre em alguns casos”, afirmou o ministro, que está na África em missão com 98 empresários brasileiros. “Continuo à espera de que os representantes da Argentina me procurem.”

Para o ministro, o assunto não deve ser tratado nem definido entre chefes de Estado. No próximo dia 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. “A decisão argentina é discricionária. Não se pode ser discricionário em comércio exterior”, disse Miguel Jorge.

Há cerca de duas semanas, o governo brasileiro impôs licenças não automáticas a 15 produtos argentinos na tentativa de reverter as barreiras impostas pelos vizinhos a mercadorias brasileiras. Para os argentinos, a decisão é uma retaliação. Os brasileiros negam.

Na semana passada, o secretário da Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, afirmou que a decisão do Brasil deve ser combatida porque demonstra a falta de cumprimento de um acordo pelo governo Lula.

A lista de produtos afetados pelas medidas deve chegar a 15 itens, como autopeças, freios e baterias para veículos. Miguel Jorge disse que o objetivo da decisão brasileira é assegurar espaço para a mercadoria nacional. Segundo ele, o impasse com a Argentina gera queixas constantes dos empresários sobre a demora nas negociações.

Fonte: Agência Brasil


Brasil oferece parceria a Angola nas áreas de gestão, indústria e comércio

Novembro 10, 2009

Maputo – O governo brasileiro prepara para os próximos dias uma parceria para troca de programas nas áreas de gestão e conhecimento em investimentos industriais e comerciais em Angola. O acordo foi firmado hoje (10), durante encontro do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Em fevereiro, Santos se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Definimos com o presidente e o ministro de Negócios de Angola que será realizado um estudo detalhado sobre as áreas de desenvolvimento no país. Temos no Brasil pessoas especializadas nisso”, afirmou o ministro à Agência Brasil. Miguel Jorge coordena uma missão de 98 empresários ao sul da África. “Acertamos que até a próxima sexta-feira (20) esse estudo será enviado a Angola.”

O comércio entre o Brasil e Angola é histórico. O governo brasileiro foi o primeiro a reconhecer a independência angolana, em 1975. De janeiro a outubro de 2009, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 1,226 bilhão. Apenas nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para Angola alcançaram US$ 1,150 bilhão.

Segundo o ministro, várias empresas brasileiras atuam em Angola há pelo duas décadas e meia, como é o caso de algumas construtoras. Desta vez, a missão empresarial reuniu representantes de vários segmentos desde infraestrutura até produtos alimentares e têxteis e móveis, além de móveis.

Os produtos industrializados representaram 84,4% das exportações brasileiras, seguidos pelos básicos (15,5%). Os principais produtos brasileiros vendidos ao país são carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada), açúcar refinado, veículos de carga e chassis com motor e carrocerias para veículos automóveis, dentre outros.

As importações brasileiras provenientes de Angola somaram de US$ 76,4 milhões de janeiro a outubro deste ano. Petróleo em bruto é o único produto angolano adquirido no período.

 

O governo brasileiro prepara para os próximos dias uma parceria para troca de programas nas áreas de gestão e conhecimento em investimentos industriais e comerciais em Angola. O acordo foi firmado hoje (10), durante encontro do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com o presidente de Angola, José Eduardo Santos.

Fonte: Agência Brasil


País quer aplicar parte das reservas internacionais no Brasil

Novembro 10, 2009

Teerã (Irã) – O governo iraniano quer aplicar de parte de suas reservas internacionais no Brasil, dentro de um conjunto de medidas que prevê ainda a criação de um banco bilateral e o uso de moeda local nas transações comerciais.

Embora a proposta do governo iraniano seja de conhecimento da área diplomática do Brasil, ela ainda não chegou ao presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, segundo a assessoria de imprensa do BC. A iniciativa na área bancária e financeira fará parte dos assuntos que serão tratados durante a  visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, prevista para este mês.
 
O estabelecimento de mecanismo financeiro bilateral faz parte da estratégia de fortalecimento das operações comerciais entre os dois países. A expectativa do Irã é de que o Brasil possa oferecer uma linha de crédito para exportações de bens e serviços. O governo iraniano depositaria recursos em uma conta-garantia no Brasil, que serviria para mitigar o risco das operações e, desse modo, reduzir significativamente o custo do seguro de crédito.

A política externa do Irã,  desde a ascensão de Ahmadinejad ao poder, passou a atribuir elevada prioridade ao diálogo Sul-Sul ao fazer arranjos de cooperação com países como Cuba, a Nicarágua e Venezuela. O Brasil deve receber o mesmo tratamento e espera-se, em cinco anos, elevar para US$ 15 bilhões as relações de comércio entre os dois países, atualmente em torno de US$ 1 bilhão. 

Com o aprofundamento dessas relações,  no âmbito do comércio e do sistema financeiro, as autoridades iranianas acreditam na atratividade do Brasil como destino de investimentos estatais e privados. Para elas, os capitalizados fundos de pensão do Irã, como o fundo de aposentadoria dos funcionários da National Iranian Oil Company (Nioc, a sigla em inglês), devem fazer aportes de recursos em diversos segmentos da economia brasileira.

A crise política envolvendo o programa nuclear iraniano tem fechado as portas do sistema financeiro internacional ao Irã. Uma parcela dos investimentos iranianos no mercado europeu teve que ser realocado para o Japão, a África do Sul e a Malásia. O Brasil pode ser beneficiado com parte desses investimentos.

 

Fonte: Agência Brasil