Presidente da Costa Rica visita Fiesp para conhecer oportunidades de negócios com o Brasil

Julho 31, 2008

São Paulo - O presidente da Costa Rica, Óscar Arias Sánchez, participou hoje (31) de um encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para conhecer as oportunidades de negócios com o Brasil. Dependente do turismo, agricultura e exportação de produtos eletrônicos, a Costa Rica espera alcançar a meta de US$ 18 bilhões em exportações e para isso deve intensificar as relações comerciais com o mercado brasileiro.

Segundo informações da Fiesp, a Costa Rica é a maior importadora de produtos de Ribeirão Preto, no interior paulista, e o álcool é o principal produto nessa troca comercial. Em 2007, o país também importou do Brasil cerca de 300 toneladas de sementes de capim, suficientes para semear aproximadamente 75 mil hectares, no valor de US$ 1,5 milhão.

De acordo com Sánchez, o comércio entre Brasil e Costa Rica ainda é pequeno e há grande potencial para se desenvolver. Sánches destacou que a posição geográfica do país facilita o desenvolvimento do comércio com a América do Norte e Central, mas não com a América do Sul. “Esta visita nos abre novas oportunidades porque nós vamos nos conhecer melhor. E a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva á Costa Rica será igualmente importante”.

Ele ressaltou que o desenvolvimento do etanol na Costa Rica é pouco expressivo, porque o país é muito pequeno e os engenhos de açúcar são limitados na comparação com o Brasil.  “É necessário uma tecnologia que se adequasse às necessidades de nosso país, que só existe aqui. Por isso, queremos aprofundar o conhecimento dessas empresas pequenas para desenvolver o etanol lá.”

Sánches disse que a Costa Rica vende produtos a 150 países, faturando US$ 1,5 milhão e US$ 3,5 milhões em serviços. “Na Costa Rica, o comércio de bens e serviços representa 100% do nosso Produto Interno Bruto. O comércio com a América do Sul é muito pouco., só 2% do comércio total”. Ele afirmou que a Costa Rica pode comercializar produtos de informática e de alta tecnologia.

Fonte: Agência Brasil


Representantes dos governos do Brasil e da Bolívia participam de reunião em Brasília

Julho 30, 2008

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, recebe, ontem (29/7), uma delegação do governo boliviano, chefiada pelo vice-ministro de Relações Economicas e Comércio Exterior da Chancelaria Boliviana, o embaixador Pablo Guzmán, para uma reunião, na qual será analisado o comércio bilateral entre os dois países. Também participam do encontro o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral e o coordenador da Assessoria Internacional do MDIC, José Mauro Couto.
 
Durante a reunião, serão discutidos temas como missões comerciais; cultura exportadora; implementação de distritos industriais na Bolívia; cooperação em áreas de propriedade intelectual; além da instalação de indústrias dos setores de polímeros e de laticínios. Também compõem a pauta, assuntos como a integração de cadeias produtivas; inovação na gestão pública e o Acordo de Complementação Econômica (ACE 36).

Intercâmbio comercial

A corrente do comércio bilateral, até junho de 2008, já totalizou US$ 1,819 bilhão, crescimento de 68% sobre o mesmo período de 2007, quando atingiu US$ 1,082 bilhão.

No primeiro semestre de 2008, as exportações brasileiras para a Bolívia somaram US$ 517 milhões, uma alta de 24,7% sobre o mesmo período de 2007, quando as vendas brasileiras para aquele país somaram US$ 414,8 milhões. Na pauta exportadora brasileira para a Bolívia, os produtos industrializados representaram 92,9% e os básicos, 7%. Na comparação com 2007, a venda de produtos básicos cresceu 2,1% e a de manufaturados, 23,2%. Já os semimanufaturados apresentaram retração de 13,7%.

As compras  brasileiras oriundas do país alcançaram US$ 1,302 bilhão no semestre, o que significou um incremento de 94,9% sobre o resultado de igual período do ano anterior (US$ 668,1 milhões). Na importação, a pauta é extremamente concentrada em gás natural, sendo responsável por mais de 90% do total desembarcado.

Fonte: MDIC


Governo vai à China divulgar oportunidades de investimento no Brasil

Julho 4, 2008

O governo brasileiro realiza, a partir do próximo domingo (6/7), uma missão comercial à China – Macau, Hong Kong e Pequim –, para apresentar a empresários e investidores o seminário “Oportunidades de investimentos no Brasil”. Chefiada pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, a missão tem o objetivo de atrair mais investimentos chineses para o país.

Nos seminários, serão apresentados projetos que superam os US$ 10 bilhões em investimentos e são principalmente voltados para as áreas de infra-estrutura, logística e geração de energia. A missão ao gigante asiático faz parte das estratégias previstas no documento “Agenda China: Ações Positivas para as Relações Econômico-Comerciais Sino-Brasileiras”, lançado no último dia 3 de julho, em Brasília. O texto sobre o lançamento pode ser lido no link www.desenvolvimento.gov.br/salaimprensa.

Mais do que uma simples exposição do cenário econômico brasileiro, o governo brasileiro pretende apresentar projetos concretos para empresas chinesas, conforme o perfil dos investidores, com apresentação das potencialidades econômicas regionais brasileiras, ainda bastante desconhecidas naquele país. Além de seminários, estão previstas visitas a empresas previamente selecionadas para a apresentação de instrumentos que o Brasil oferece para estabelecimento de projetos específicos.

As apresentações brasileiras serão feitas pelo coordenador-geral da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai) do MDIC, Eduardo Celino – “Agronegócios”-; pelo presidente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira – “Panoramas da economia brasileira e oportunidades de investimentos”–; e pela secretária-executiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior – “Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) e banco de oportunidades estaduais”. Para falar de investimentos em biocombustíveis, o representante brasileiro será o diretor do departamento da Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Alexandre Strapasson. Também participam do evento os secretários do MDIC Welber Barral (Comércio Exterior) e Francelino Grando (Tecnologia Industrial).

Seleção dos setores

Os setores brasileiros potenciais para recebimento de investimentos chineses foram identificados por meio do cruzamento de informações sobre o perfil das multinacionais chinesas, o fluxo de comércio Brasil-China e o interesse brasileiro em agregar valor aos produtos atualmente exportados para aquele país, durante a elaboração da Agenda China.

A partir do documento, foi constatado um renovado interesse das empresas chinesas em investir na infra-estrutura logística para escoamento e transporte de commodities para os portos ou plantas metalúrgicas. Assim, serão divulgadas oportunidades para investimentos chineses na construção de rodovias, ramais ferroviários, minerodutos, terminais portuários e, até mesmo, hidrovias, no âmbito dos projetos priorizados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para outros setores econômicos, são vislumbradas oportunidades de formação de joint ventures em projetos para os quais empresas brasileiras buscam parcerias que aportem capital, tecnologia ou acesso ao mercado chinês.

Verifica-se, ainda, a possibilidade de cooperação entre Brasil e China na produção de etanol, seja para a instalação de novas usinas ou na disseminação da produção desse combustível limpo. Também há interesse brasileiro em estender essa parceria para o biodiesel, principalmente em função da obrigatoriedade de mistura desse combustível ao diesel - a partir de julho de 2008, na proporção de 3%, chegando a 5% em 2013 -, gerando a necessidade de novos investimentos no Brasil.

Programação:

MACAU
Domingo (6/7) 
Visita às fábricas da Zona Fronteiriça de Macau.

Segunda-feira (7/7):
Das 9h às 13h - Seminário “Oportunidades de investimentos no Brasil”, no World Trade Center - Sala Lótus;
Das 15h às 16h – encontro dos representantes do governo brasileiro com o secretário para a Economia e Finanças do Governo da Região Administrativa e Especial de Macau, Francis Tam Pak Yuen;
Das 16h30 às 18h – visita ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa

HONG KONG
Terça-feira (8/7)
09h – Reunião com representantes do Ministério da Indústria da Informação, no âmbito da Subcomissão da Indústria da Informação (Cosban), coordenada pelo Secretario de Tecnologia Industrial (STI) do MDIC, Francelino Grando;

PEQUIM
Terça-feira (8/7)
16h – Visita técnica do secretário de Tecnologia Industrial, Francelino Grando, ao Tsinghua Science Park a convite do Ministério da Indústria da Informação da China;

Quarta-feira (9/7)
Das 8h30 às 13h: Seminário “Oportunidades de investimentos no Brasil”, no China World Hotel
16h: Reunião com o China Development Bank

Quinta-feira (10/7)
10h – reunião com o Vice-Ministro Gao Hucheng
15h: Início das reuniões técnicas com Ministry of Commerce (Mofcom)

Sexta-feira (11.07)
08h30: Continuação das reuniões técnicas com Mofcom
10h: Reunião com a Vice-Ministra Ma Xiuhong
16h: Reunião de encerramento dos trabalhos com o Mofcom

Fonte: MDIC


MDIC, MRE e MAPA lançam Agenda China

Junho 21, 2008

Triplicar as exportações brasileiras para a China e atrair mais investimentos chineses para o Brasil até 2010. Essas são as principais metas estipuladas pela “Agenda China: Ações Positivas para as Relações Econômico-Comerciais Sino-Brasileiras”, documento elaborado a partir de um estudo coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em parceria com os ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com a participação do Conselho Empresarial Brasil-China e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O documento será lançado no dia 3 de julho, às 8h, durante um café da manhã, na sede da CNI, em Brasília. Nos dias 7 e 8 de julho, a estratégia será apresentada a empresários chineses em Macau e Pequim, respectivamente.

Agenda China

Para se chegar à meta de triplicar as exportações brasileiras para a China, até 2010, a Agenda China identificou setores com potencial de expansão das exportações para o mercado chinês que, dessa maneira, permita reduzir o desequilíbrio no comércio bilateral. Durante o estudo, foram apontados 619 produtos como prioritários para o Brasil no mercado chinês. Em 2007, esses produtos representaram 67% do total das importações chinesas, cuja pauta total somou 5.637 produtos.

No universo desses 619 produtos prioritários, foram selecionados, como alvo de ações imediatas, 147 produtos que o Brasil tem competitividade internacional e são altamente demandados pelo mercado chinês. A estratégia prevê ações coordenadas voltadas para resultados efetivos e de reflexo favorável na balança comercial e no fluxo de investimentos. Além das ações específicas de incremento do comércio com a China, a Agenda China apresentará medidas pontuais para ampliar a atração de investimentos chineses para o Brasil, principalmente, em áreas de infra-estrutura e logística.

Inteligência Comercial

Segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, a Agenda China é resultado de uma pesquisa, cujo objetivo central visou o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. “Fizemos um trabalho denso e profundo de inteligência comercial para identificar na pauta exportadora brasileira setores e produtos com grande potencial no mercado chinês em curto, médio e longo prazo”, ressalta. Ele destaca que o documento representa o marco inicial, que se desdobrará em estudos mais aprofundados e um calendário consolidado de atividades com foco no mercado chinês.

As ações estratégicas desenvolvidas pelo grupo interministerial buscam também atenuar os desequilíbrios quantitativos e qualitativos nas transações comerciais entre Brasil e China. De acordo com Barral, desde o ano passado a balança comercial bilateral vem sendo amplamente superavitária em favor da China. “Nós encerramos o ano de 2007, com um déficit comercial com a China de quase US$ 1,9 bilhão”, ressalta.

Para se diminuir esse déficit, uma das metas previstas é o aumento da participação de produtos de maior valor agregado nas exportações brasileiras para a China, já que as exportações brasileiras para o país são predominantemente de produtos básicos e as importações brasileiras de bens chineses são, em sua maioria, compostas por manufaturados.

Intercâmbio

De janeiro a maio de 2008, as exportações brasileiras para a China totalizaram US$ 5,724 bilhões, um incremento de 49% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 3,842 bilhões). Nesse período, a China representou o terceiro principal destino das exportações brasileiras, ficando atrás apenas de Estados Unidos e Argentina.

A pauta exportadora brasileira voltada para o mercado chinês foi composta por 73,1% de produtos básicos e 26,8% de industrializados. Em relação ao desempenho das exportações brasileiras para a China no período janeiro-maio de 2007, observou-se crescimento de 65% dos embarques de produtos semimanufaturados e 52,6% nas vendas de bens básicos. As exportações de produtos manufaturados, entretanto, recuaram 2,8%.

Com relação às importações brasileiras de produtos chineses, de janeiro a maio, houve crescimento de 68,8%, chegando a US$ 7,181 bilhões. O país figurou como a segunda maior origem das compras nacionais, atrás somente dos Estados Unidos.

A pauta de importação de produtos provenientes da China foi constituída, em sua maioria, de produtos industrializados (95,1%) e os produtos básicos responderam por apenas 4,9%. Comparativamente a 2007, o grupo que mais cresceu foi o de básicos, com aumento de 196%, seguido de manufaturados, 65,1% e semimanufaturados, 54,8%.

A corrente de comércio bilateral somou US$ 12,905 bilhões, com crescimento de 59,4% sobre janeiro-maio do ano passado, quando contabilizou US$ 8,098 bilhões.

Fonte/; MDIC


País forma força-tarefa para triplicar vendas à China

Junho 17, 2008

Empresários e governo se uniram para reduzir o déficit comercial do Brasil com a China. Uma força-tarefa com 35 pessoas elaborou um plano estratégico chamado “Agenda China”, para elevar e diversificar as exportações para o gigante asiático. A meta geral é triplicar as vendas para a China até 2010, atingindo US$ 30 bilhões.

Participam do grupo funcionários dos ministérios do Desenvolvimento, Agricultura, Relações Exteriores e da Agência de Promoção de Exportações (Apex). Pelos empresários, estão representantes do Conselho Empresarial Brasil - China e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os técnicos cruzaram as pautas de exportação do Brasil e importação da China e identificaram 619 produtos que os brasileiros poderiam vender aos chineses. Esses itens correspondem a 67% das compras totais da China no exterior. O grupo dividiu os produtos em oportunidades de curto, médio e longo prazo. No curto prazo, foram encontrados 147 itens.

Segundo o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, estão incluídos no grupo de expansão rápida produtores dos setores têxtil e de máquinas e equipamentos, que reclamam da concorrência chinesa. “Mesmo no têxtil, há nichos de mercado, ligados à moda, em que o país é competitivo”.

Rodrigo Maciel, secretário-executivo do Conselho Brasil - China, explica que entre os critérios de escolha dos setores estão o dinamismo do mercado chinês, a competitividade do produto brasileiro, os preços médios praticados na China, a logística e os atuais fornecedores. “Temos que fortalecer a imagem do Brasil na China, que hoje praticamente não existe”, afirmou.

O estudo também mapeia as barreiras tarifárias e não-tarifárias contra as exportações brasileiras, para guiar o governo nas negociações com os chineses. Outro tema é a oportunidade de joint-venture para atrair investimentos chineses ao Brasil, que até agora não chegaram na velocidade que o governo e a iniciativa privada esperavam.

Entre 2000 e 2001, as exportações para a China saltaram 970%, de US$ 1,1 bilhão para US$ 10,7 bilhões. As importações cresceram mais rápido: 1.050%, de US$ 1,2 bilhão para US$ 12,6 bilhões no período. A China ultrapassou a Argentina e se tornou o segundo maior fornecedor do Brasil. Dessa maneira, o saldo do Brasil com a China, que chegou a US$ 2,4 bilhões em 2003, se transformou em déficit de US$ 1,9 bilhão em 2007.

Apesar de números tão desfavoráveis, empresários e governo dizem que é possível cumprir a meta. “Podemos triplicar as exportações, porque o Brasil é competitivo”, disse Barral. “A meta de exportação é factível”, concordou Maciel. Ele argumentou que as exportações do Brasil para a China crescem cerca de 25% ao ano apenas por conta da demanda forte por commodities.

Os resultados detalhados do documento, intitulado “Agenda China: ações positivas para as relações econômicas e comerciais sino-brasileiras”, serão apresentados em Brasília no dia 3 de julho. Na semana seguinte, acontecem seminários sobre o Brasil para importadores e investidores chineses em Pequim e em Macau. A força-tarefa vai funcionar até a Expo Xangai em 2010. Segundo Barral, a metodologia será utilizada para estudos com outros parceiros comerciais. O próximo será a Ucrânia.
Fonte: Valor Econômico


Fiesp realiza missão comercial em Portugal e Espanha

Maio 28, 2008

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) realizam entre os próximos dias 12 e 21 uma missão empresarial a Portugal e Espanha, países que são porta de entrada para os produtos brasileiros na Europa.

Entre 2006 e o ano passado, o comércio Brasil e Portugal cresceu 20%. No entanto, o fluxo ainda é pequeno: cerca de US$ 2 bilhões. Para a Fiesp, existe um relevante mercado ainda não explorado pelas empresas brasileiras.

A Espanha, por sua vez, é o quinto país que mais investe no Brasil, com destaque para o setor de infra-estrutura. O comércio com a Espanha vem crescendo de forma considerável. No ano passado, o fluxo comercial entre os dois países foi de US$ 5,3 bilhões. No exercício anterior havia sido de US$ 3,7 bilhões.

Fonte: Gua News


Resultados de missão comercial à Índia serão apresentados em São Paulo

Maio 5, 2008

São Paulo - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Câmara de Comércio Brasil-Índia promovem hoje (5), em São Paulo, seminário para divulgar os resultados da missão comercial a Nova Delhi, na Índia, no fim de março. O seminário começa às 13h30 no Hotel Gran Meliá Mofarrej.

Durante o encontro, serão divulgadas as oportunidades de negócios identificadas pela missão, que foi chefiada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Essas oportunidades se concentram em setores como infra-estrutura; casa e construção civil; alimentos; varejo; máquinas e equipamentos; moda e tecnologia da informação.

Está prevista a presença do ministro Miguel Jorge, do presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, do presidente da Câmara de Comércio Brasil-Índia, Roberto Paranhos, e do diretor da Câmara de Comércio Brasil-Índia, Rakesh Vaidyanathan.

Fonte: Agência Brasil


Miguel Jorge lidera missão comercial brasileira à Índia

Março 20, 2008

Aproximadamente 80 pessoas, entre representantes do governo e empresários, participarão da Missão Empresarial à Índia, que será liderada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, nos dias 25 e 26 de março. A missão está sendo coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a parceria da Câmara de Comércio Brasil-Índia.

O objetivo da missão é ampliar o intercâmbio comercial entre os dois países, sobretudo nas áreas de máquinas e equipamentos; equipamentos médicos, hospitalares e odontológicos; móveis e artefatos de madeira; pisos e revestimentos; eletro-eletrônicos; software e componentes para couro e calçados. Os setores foram selecionados por Brasil e Índia, por serem considerados de interesse prioritário no comercio bilateral.

Na programação da missão constam: workshops para empresários brasileiros com os temas “Panorama do Mercado Indiano”, “Como Fazer Negócios na Índia” e “Apresentações Setoriais de Entidades Brasileiras”, além de reuniões privadas entre empresários brasileiros e indianos e palestras sobre “Oportunidades na Índia” e “Oportunidades no Brasil”. O ministro Miguel Jorge também realizará reunião bilateral com o ministro do Comércio e Indústria da Índia, Kamal Nath, e visitará a fábrica da empresa Marcopolo, na cidade de Lucknow.

Oportunidades

No cruzamento da pauta de exportações e importações Brasil-Índia, segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, as maiores possibilidades de ampliação das exportações brasileiras ao país estão nas áreas de produtos agrícolas e bens industrializados. Alguns dos principais produtos que podem contribuir para o aumento das vendas são: petroquímicos, celulares e outros aparelhos de telefonia, bens de informática, equipamentos para terraplanagem, minério de cobre, laminados planos, óleo de soja, carne bovina, laticínios, café, soja em grão e farelo, dentre outros.

Do lado indiano, os produtos com maior potencial no mercado brasileiro são: óleos combustíveis, jóias, medicamentos, arroz, autopeças, automóveis, motores de veículos e suas partes, pneumáticos, bens de informática, tecidos sintéticos, inseticidas e herbicidas, polímeros de etileno, fios de cobre, resinas plásticas, matérias corantes, torneiras e válvulas etc.

Intercâmbio

Em 2007, Brasil e Índia registraram uma corrente de comércio recorde de US$ 3,12 bilhões, aumento de 29,4% em relação a 2006, quando havia sido de US$ 2,41 bilhões. O saldo comercial em 2007 foi deficitário para o Brasil em US$ 1,21 bilhão e, em 2006, havia sido de US$ 535,1 milhões.

As exportações brasileiras para a Índia somaram US$ 957,9 milhões no ano passado, um aumento de 2% sobre 2006 (US$ 938,9 milhões). Em 2007, o país ocupou a 35ª posição entre os mercados que mais compraram produtos brasileiros, três colocações abaixo de 2006 (32ª). Os produtos industrializados responderam por 63,3% da pauta exportadora e os básicos por 36,7%.

As importações brasileiras da Índia, em 2007, totalizaram US$ 2,16 bilhões, valor 46,9% maior em relação a 2006 (US$ 1,47 bilhão). Comparando os mesmos períodos, a participação de produtos indianos na pauta importadora brasileira cresceu de 1,61% para 1,79%, números que colocaram o país na 14ª posição entre os maiores fornecedores ao Brasil em 2006 e 2007. A exportação indiana para o Brasil em 2007 ficou dividida da seguinte forma: bens industrializados (98,6%) e produtos básicos (1,4%).

Fonte: MDIC


Venezuela: Miguel Jorge chefiará missão comercial

Dezembro 11, 2007

O ministro do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, chefia de hoje até 13 de dezembro, uma missão comercial brasileira à Venezuela, oraganizada em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e a Apex-Brasil. A missão ocorrerá paralelamente a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva àquele país. Cerca de 150 empresários brasileiros de diversos setores – têxtil, material médico-odontológico, alimentos e bebidas, fármaco, cosmético, software e máquinas, equipamentos e implementos agrícolas – integrarão a missão. Na quarta-feira pela manhã (12.12), participarão de cinco workshops: logística; infra-estrutura; bens de capital; equipamentos médicos e medicamentos e autopeças. À tarde do mesmo dia, os executivos brasileiros farão uma rodada de negócios com empresários venezuelanos. Na quinta-feira (13.12), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, participarão do seminário “Como fazer Negócios no Brasil e na Venezuela”, que marcará o encerramento das atividades oficiais entre os membros dos dois países. De janeiro a novembro de 2007, as exportações brasileiras para a Venezuela totalizaram US$ 4,2 bilhões, valor 30,2% maior que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 3,2 bi). As importações de produtos venezuelanos somaram US$ US$ 320 milhões, um decréscimo de 41,6%. Em 11 meses, o Brasil acumulou um superávit de US$ 3,9 bilhões no intercâmbio comercial com a Venezuela. A corrente de comércio entre os dois países cresceu quase 20% e somou US$ 4,5 bilhões