Em nome de bons negócios, empresários brasileiros usam a simpatia e espontaneidade

Novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – A espontaneidade e informalidade do brasileiro nas negociações internacionais provocam situações únicas e muitas histórias para contar. Em missão ao Sul da África, os empresários brasileiros se viram obrigados a negociar com clientes de diferentes culturas e religiões. Os muçulmanos preferem negociar com os homens, enquanto os hindus não apreciam que suas mulheres sejam cumprimentadas ou beijadas por estranhos.

O empresário Paolo Boria, da indústria de alimentos Yoki, foi eleito pelo grupo que viajou à África nesta semana como o melhor contador de histórias e dono de um bom-humor constante. Para ele, as dificuldades e eventuais diferenças que os brasileiros esbarram nas negociações são vencidas pelo “estilo nacional”.

“Nosso jeito informal, simpático e paciente cativa, mesmo quando há um ou outro problema. Isso é com todo mundo”, disse Boria. “Mas nem por isso o empresário deve deixar de conhecer a história e o perfil de seu cliente. É fundamental você estar a par de tudo isso para poder ser bem-sucedido.”

As missões empresariais não são frequentes, mas os negociadores são obrigados a viajar por vários países para fechar negócios de maior volume. A cada nova situação, eles contam que algo diferente é aprendido.

“Com os chineses, o estilo de negociar deve ser o da pergunta constante: ‘O senhor tem certeza disso?’. Só depois da terceira confirmação é que a gente começa a ter alguma segurança de que o negócio vai dar certo”, ensinou o empresário Paulo Amanthea, da Eucatex, que viaja pelo mundo vendendo portas e dobradiças.

Do setor de massas e óleos, o empresário Murilo Farias Santos, da Emit, disse que é preciso estar atento também para negociar com os turcos e gregos, que têm uma longa história em comércio. “Eles são muito bons. Sabem negociar como poucos, pechincham, pedem, insistem e você tem de estar atento para não ir além dos próprios limites”, afirmou.

A missão empresarial, com 98 empresários, à África reuniu representantes de alimentos e bebidas, agronegócios, casa e construção, indústria automotiva, energia, máquinas e equipamentos, varejo, cosméticos, materiais elétricos e eletroeletrônicos, defesa, infraestrutura e têxtil.

Fonte: Agência Brasil


Empresários se mostram satisfeitos com resultado da missão brasileira ao Sul da África

Novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – Determinados a fechar negócios e ampliar o mercado brasileiro no Sul da África, os empresários concluíram ontem (12) a missão de quatro dias por Angola, Moçambique e África do Sul. Para eles, as visitas coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior dão o suporte político e operacional necessário a muitas articulações.

“Cada país tem suas características e necessidades próprias. Mas o fato de você seguir em uma missão como esta é muito mais interessante porque há pessoas de todos os setores e cada um observa uma coisa, ao mesmo tempo, quando se chega a um determinado local em grupo a impressão positiva é muito maior”, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Batista Lohn.

Para o empresário Roberto Tavares Coelho, da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), a missão capitaneada pelo governo funciona para abrir portas em lugares de acesso complexo. “Há países, como Angola e Nigéria, onde é muito difícil chegar e até se aproximar dos clientes. Eles até têm interesse, mas nem sempre sabem como fazer e o fato de haver um apoio do governo aumenta o interesse também.”

De olho na Copa do Mundo na África do Sul em 2010, o empresário Luiz Caldeira, da empresa Muraro Bebidas S/A, que exporta destilados e refrigerantes, usou a tradição da caipirinha e das batidas de frutas para poder conquistar a clientela. “Os africanos ficaram entusiasmados com a ideia de ter caipirinha e batida à venda durante a Copa. Também disseram que precisam de um produto de qualidade e preço acessível.”

De diferentes idades, experiências e setores de atuação, os 98 empresários brasileiros que participaram da missão defendem a manutenção das visitas e o aprimoramento de alguns detalhes. Segundo eles, nos locais em que há mais dificuldades administrativas e burocráticas os reflexos na participação na rodada de negócios são imediatos.

“Em Angola, houve dois contatos que confirmaram que iriam aparecer para as reuniões e não compareceram. Em Moçambique foi muito melhor com perspectivas de negócios futuros e na África do Sul eu fechei efetivamente um ótimo negócio”, disse o empresário Jefferson Werlich, da Companhia Industrial Hcarlos, fabricante de fixadores.

Veterano em missões, o empresário João Viscardi, da Casb fabricante de incubação para aves e suínos, afirmou que a missão abre espaço para que sejam fechados negócios entre brasileiros. “São tantos dias viajando que você acaba fazendo negócio com outro brasileiro, descobre que seu produto complementa o dele e vice-versa. Isso é excelente”, afirmou.

Para Marcelo Siegmann, da Brasil Foods, a participação na missão também caracteriza o interesse institucional no projeto de desenvolvimento econômico do país. “Nesta viagem o ministro [Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio] conseguiu que a África do Sul sinalizasse a possibilidade de acabar com as barreiras contra a carne suína. Para nós, da minha empresa, isso é importantíssimo, o fato de estar aqui indica o interesse da companhia”, afirmou.

Gerente de exportação da Móveis Vila Rica, Camila Rodrigues, disse que a missão foi “extraordinária”. “Eu fechei ótimos negócios. Minha linha de produção é destinada à classe econômica justamente a clientela de Angola e Moçambique. Ao mesmo tempo também já encaminhei futuras parcerias com colegas brasileiros. Encerro a missão muito satisfeita”, disse.

Fonte: Agência Brasil


Miguel Jorge diz que missão à África criou perspectivas para ampliar mercado

Novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – Depois de quatro dias de viagem a três países do Sul da África com um grupo de 98 empresários, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Miguel Jorge, afirmou hoje (13) que o objetivo de ampliar o mercado exportador foi atingido e que outras visitas estratégicas serão realizadas. Segundo Jorge, o Brasil tem a “vocação natural” dos imigrantes árabes que é a de negociar.

“O bom negociante sabe que para negociar tem de ser olho no olho. O vendedor tem de ir atrás do cliente e oferecer produtos de qualidade. É isso que estamos fazendo”, afirmou à Agência Brasil o ministro. “Meu avô e meu pai eram mascates, eles vendiam para várias fazendas no interior de Minas Gerais e só mantinham os clientes porque os produtos tinham qualidade.”

O ministro e os empresários visitam Angola, Moçambique e África do Sul. Em cada país passaram pouco mais de um dia, reuniram-se com autoridades e empresários locais. Nas capitais foram montadas espécies de feiras nos hotéis com direito a balcão de negócios. Na relação de empresários, há pequenos, médios e grandes representantes dos mais diversos setores.

A missão empresarial foi composta por integrantes dos setores de alimentos e bebidas, agronegócios, construção, indústrias automotiva, de energia, de máquinas e de equipamentos, além do comércio varejista, dos cosméticos, de materiais elétricos e eletroeletrônicos, defesa e infraestrutura e têxtil.

Jorge prepara a próxima missão, prevista para março, com destino ao Oriente Médio. Os empresários serão levados ao Irã, à Arábia Saudita e ao Líbano. Em maio, vão ser feitas viagens ao Sudão, à Tanzânia e ao Kênia, na África.

Com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro disse que as missões empresariais atuam com eficiência na divulgação e ampliação do mercado exportador brasileiro. “Quando o empresário chega ao exterior com o amparo do governo federal e acompanhado por outros empresários isso dá uma segurança imensa ao cliente estrangeiro”, disse Jorge.

Aos que criticam a escolha de países pouco desenvolvidos, como Angola, Nigéria e Kênia, o ministro reage. Segundo Miguel Jorge, nesses locais é que os empresários têm oportunidades de se lançar em negócios pioneiros e empreendedores. “Não se pode pensar em negócios ou comércio a curto prazo. Tudo é a médio e longo prazo. É assim que funciona.”

Jorge, representantes de outros setores do governo, e os 98 empresários viajam no Boeing 737 da Força Aérea Brasileira (FAB), apelidado por Sucatão. A viagem foi paga pelo governo federal, assim como o translado nas cidades. Mas as estadas nos hotéis ficaram por conta dos empresários. No total foi gasto cerca de R$ 1 milhão.

Fonte: Agência Brasil


Reuniões em Johanesburgo encerram Missão Empresarial ao Sul da África

Novembro 12, 2009

A Missão Empresarial Brasileira ao Sul da África encerrou seus trabalhos nesta quinta-feira, dia 12 de outubro, em Johanesburgo, África do Sul.  Pela manhã, o ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio exterior, Miguel Jorge, manteve reunião de trabalho com o ministro da Indústria e Comércio daquele país, Rob Davis. Ao longo do dia, foi realizada rodada de negócios entre empresários brasileiros e sul-africanos.

Na segunda-feira e terça-feira, a missão chefiada por Miguel Jorge passou por Luanda, capital de Angola. Na quarta, visitou Maputo, capital de Moçambique. Nesses locais, também ocorreram rodadas de negócio.
A delegação brasileira foi integrada por cerca de cem empresários brasileiros de oito setores econômicos e por representantes de alguns órgãos do governo, entre eles, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri. A missão chegará ao Brasil na manhã desta sexta-feira, dia 13.

Comércio

De janeiro a outubro deste ano, a corrente de comércio entre Brasil e África do Sul foi de US$ 1,4 bilhão – valor 34,9% abaixo dos US$ 2,1 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 1 bilhão, 30,3% menos que o registrado no mesmo período do ano passado – US$ 1,510 milhões.

Este ano, os produtos manufaturados representaram 74,5% da pauta exportadora brasileira, seguidos pelos básicos (22,4%) e semimanufaturados (3,1%). Os principais produtos exportados para a África do Sul foram carne de frango congelada, fresca ou congelada, chassis com motor e carrocerias para veículos, açúcar refinado e partes e peças para veículos automóveis e tratores, dentre outros.

As importações brasileiras da África do Sul foram de US$ 349 milhões entre janeiro e outubro deste ano. O valor foi 45,7% menor que o total alcançado no mesmo período de 2008, quando o Brasil vendeu US$ 643 milhões para os sul-africanos. Entre os produtos comprados do país, os manufaturados representaram 65,4% do total, seguidos pelos semimanufaturados, com participação de 20,6%, e pelos básicos, 14%. Os principais itens importados foram: hulhas, motores para veículos automóveis e suas partes, ferro-ligas e produtos laminados planos de ferro ou aços

Fonte: MDIC


Brasil oferece parceria a Angola nas áreas de gestão, indústria e comércio

Novembro 10, 2009

Maputo – O governo brasileiro prepara para os próximos dias uma parceria para troca de programas nas áreas de gestão e conhecimento em investimentos industriais e comerciais em Angola. O acordo foi firmado hoje (10), durante encontro do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Em fevereiro, Santos se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Definimos com o presidente e o ministro de Negócios de Angola que será realizado um estudo detalhado sobre as áreas de desenvolvimento no país. Temos no Brasil pessoas especializadas nisso”, afirmou o ministro à Agência Brasil. Miguel Jorge coordena uma missão de 98 empresários ao sul da África. “Acertamos que até a próxima sexta-feira (20) esse estudo será enviado a Angola.”

O comércio entre o Brasil e Angola é histórico. O governo brasileiro foi o primeiro a reconhecer a independência angolana, em 1975. De janeiro a outubro de 2009, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 1,226 bilhão. Apenas nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para Angola alcançaram US$ 1,150 bilhão.

Segundo o ministro, várias empresas brasileiras atuam em Angola há pelo duas décadas e meia, como é o caso de algumas construtoras. Desta vez, a missão empresarial reuniu representantes de vários segmentos desde infraestrutura até produtos alimentares e têxteis e móveis, além de móveis.

Os produtos industrializados representaram 84,4% das exportações brasileiras, seguidos pelos básicos (15,5%). Os principais produtos brasileiros vendidos ao país são carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada), açúcar refinado, veículos de carga e chassis com motor e carrocerias para veículos automóveis, dentre outros.

As importações brasileiras provenientes de Angola somaram de US$ 76,4 milhões de janeiro a outubro deste ano. Petróleo em bruto é o único produto angolano adquirido no período.

 

O governo brasileiro prepara para os próximos dias uma parceria para troca de programas nas áreas de gestão e conhecimento em investimentos industriais e comerciais em Angola. O acordo foi firmado hoje (10), durante encontro do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com o presidente de Angola, José Eduardo Santos.

Fonte: Agência Brasil


Presidente de Angola recebe Miguel Jorge no segundo dia da Missão Empresarial ao Sul da África

Novembro 10, 2009

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, foi recebido na manhã de hoje (10/11) pelo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, no segundo dia da Missão Empresarial ao Sul da África. Na audiência, o ministro entregou uma carta do Presidente Luis Inácio Lula da Silva informando ao presidente angolano que essa missão empresarial é mais uma prova do interesse brasileiro em estreitar a relações econômicas com o país.

Esteve também presente na ocasião o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial(ABDI), Reginaldo Arcuri, que  ouviu do presidente angolano uma manifestação do interesse de que o governo brasileiro colabore na industrialização do país africano.

À tarde, a delegação de representantes do governo e empresários brasileiros seguiram para Maputo, capital de Moçambique, segunda escala da missão empresarial. Amanhã, enquanto estiverem ocorrendo rodadas de negócios com investidores e comerciantes angolanos, Miguel Jorge e o presidente da ABDI serão recebidos pelo presidente moçambicano, Armando Emílio Guebuza.

Na quinta feira, 12, a delegação brasileira estará em Johanesburgo, África do Sul, no último dia da Missão Empresarial ao Sul da África.

Fonte: MDIC


Delegação brasileira visita Cingapura de 10 a 12 de novembro

Novembro 10, 2009
Entre os dias 10 e 12 de novembro, uma missão brasileira formada por representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e de outras instituições estará em Cingapura para a primeira Reunião do Comitê Conjunto de Promoção de Comércio e Investimento. Na oportunidade, a delegação também participa da sexta edição anual do Latin Asia Business Fórum (LAB). O evento é organizado pela International Enterprises (IE) Singapore para fortalecer os laços econômicos e comerciais entre as duas regiões e a Apex-Brasil realizará workshops sobre investimentos em infraestrutura no Brasil, com a participação da ABDI, e semicondutores.
O grupo brasileiro será chefiado pelo secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Na programação em Cingapura estão previstas uma conferência com a participação de ministros, vice-ministros e diretores de empresas, rodadas de negócios, visitas técnicas a instituições e empresas e sessões de trabalho. São esperados representantes de mais de 20 países.

Paralelamente ao LAB, o MDIC realizará com o Ministry of Trade and Industry of Singapore (MTI) a primeira Reunião do Comitê de Promoção Comercial e de Investimentos Brasil-Cingapura. Com uma agenda estruturada em propostas já iniciadas conjuntamente, as perspectivas indicam que o encontro deve trazer bons resultados para ambos os países. Na pauta, quatro temas principais: biotecnologia, Programa de Rotulagem sobre Eficiência no Uso da Água, agronegócio e metrologia.

Na área de biotecnologia, representantes dos dois países buscarão identificar oportunidades de negócios e de cooperação, em áreas tanto de infraestrutura tecnológica quanto de geração de capacidade, padronização internacional, verificação da conformidade, certificação, patentes e licenciamentos, uso sustentável da biodiversidade e arranjos produtivos locais.

O Programa de Rotulagem sobre Eficiência no Uso da Água deriva do interesse brasileiro em conhecer melhor o Water Efficiency Labeling Schemes (WELS) que é um sistema de rotulagem voluntária para produtos e equipamentos que utilizam água, como máquinas de lavar e torneiras.

Na parte de agronegócio o enfoque será na promoção comercial, com a participação brasileira em feiras e eventos, que serão realizados em Cingapura. Também está na pauta a redução de barreiras sanitárias, em especial, para leite e derivados, mel e frutas. Cingapura já é importador de carnes “in natura” brasileiras o que, teoricamente, facilitaria a importação de leite.

Há interesse, ainda, na assinatura de um memorando de entendimento entre o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e instituição congênere de Cingapura que possa iniciar cooperação, especialmente na área de metrologia de gás e bioenergia.

Fonte: MDIC

Miguel Jorge desembarca com 98 empresários em Angola para estimular comércio

Novembro 9, 2009

Luanda (Angola) – Em defesa do incremento das relações comerciais entre o Brasil e o Sul da África, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, desembarcou ontem (8) com 98 empresários de vários setores em Luanda, em Angola.

A partir de hoje (9), com uma agenda lotada, o ministro tem reuniões previstas com o presidente daquele país, José Eduardo dos Santos, e seis ministros. Paralelamente os empresários transformam cada oportunidade em balcões de negócios.

“A expectativa é muito boa. Nessas missões, esta é a terceira à África, a maioria tem feito bons negócios e tem tido bons resultados. Temos uma história de bons negócios com a África”, disse o ministro. “Somos mais próximos dos angolanos do que os chineses e norte-americanos [maiores investidores estrangeiros em Angola]. E temos um histórico de cooperação, isso é uma vantagem competitiva.”

Durante a reunião com os empresários hoje (9), o embaixador do Brasil em Angola, Afonso Cardoso, apelou para que eles não concorram com os chineses nem os norte-americanos em determinados nichos comerciais, mas busquem opções.

O diplomata afirmou ainda que o mercado angolano é atraente e aberto, mas que o ideal é buscar aperfeiçoar a mão de obra e respeitar as idiossincrasias locais. Cardoso disse que os angolanos “têm muito orgulho da nação” e destacou que, diferentemente de outros países da África, em Angola não há disputas étnicas. Apenas 4% da população angolana são formados de mestiços e brancos, o restante é negro.

“Vivemos um momento muito especial em Angola, depois de 41 anos de luta, desfruta da paz e da estabilidade”, afirmou o embaixador. “É um pobre país rico. Mas por que os angolanos se acham diferentes? Em primeiro lugar, eles têm a riqueza de que nem todos os países [africanos] dispõem. E ainda é um país que não tem disputas étnicas. O angolano é profundamente nacionalista.”

Com uma economia dominada pela produção de petróleo e diamantes, o governo de Angola tem se dedicado a diversificá-la, estimulando a criação de um fundo de US$ 600 milhões. Segundo o embaixador, a produção de petróleo no país é de cerca de 2 milhões de barris por dia e de mais 10 milhões de quilates por ano de diamantes.

“Esse é um país que tem um projeto de reconstrução nacional, que é ambicioso, e implica fazer muitos investimentos em infraestrutura física e também social. O objetivo do governo de Angola é fazer desse país uma nação forte e potência na região”, disse o diplomata.

Em seguida, o embaixador afirmou: “É necessário capacitar gente e falta gente capacitada. Angola tem créditos brasileiros – de 1997 a 2008 há cerca de US$ 3 bilhões concedidos, mas a China já nos ultrapassou.”

Fonte: Agência Brasil


Miguel Jorge é recebido por cinco ministros angolanos no primeiro dia da Missão Empresarial ao Sul da África

Novembro 9, 2009

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, foi recebido hoje (9/11) por cinco ministros angolanos, no primeiro dia da Missão Empresarial ao Sul da África: da Agricultura, Afonso Pedro Canga; do Urbanismo e Habitação, José dos Santos da Silva Ferreira; do Comércio, Maria Idalina de Oliveira Valente; da Energia, Emanuela Bernadeth Afonso Vieira Lopes; e da Indústria (interina), Kiala Gabriel. Na pauta das reuniões, esteve em discussão o aumento do comércio e dos investimentos bilaterais e as possibilidades de cooperação entre os setores produtivos do Brasil e Angola.

Paralelamente às reuniões, houve ainda rodadas de negócios entre os aproximadamente 90 empresários brasileiros que participam da missão e representantes de empresas angolanas dos setores de alimentos e bebidas, agronegócio, casa e construção, indústria automotiva, energia, máquinas e equipamentos, varejo, cosméticos, materiais elétricos e eletroeletrônicos, calçados, defesa e infra-estrutura e têxtil.

Amanhã, no segundo dia em Angola, está programada uma audiência do ministro Miguel Jorge com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. À tarde, a delegação brasileira segue para Maputo, capital de Moçambique, segunda escala da Missão Empresarial ao Sul da África. O último destino será Johanesburgo, capital da África do Sul, no dia 12.

Intercâmbio comercial

De janeiro a outubro de 2009, a corrente de comércio entre Brasil e Angola foi de US$ 1,226 bilhão – valor 66% abaixo dos US$ 3,609 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 1,150 bilhão – 21,7% menor que o valor registrado nos mesmos meses do ano passado – US$ 1,468 bilhão.

Este ano, os produtos industrializados representaram 84,4% da pauta exportadora brasileira, seguidos pelos básicos – 15,5%. Os principais produtos brasileiros vendidos ao país foram carne de frango congelada, fresca ou refrigerada, açúcar refinado, veículos de carga e chassis com motor e carrocerias para veículos automóveis, dentre outros.

As importações brasileiras provenientes de Angola foram de US$ 76,4 milhões entre janeiro e outubro deste ano. Petróleo em bruto foi praticamente o único produto angolano adquirido no período. Em 2007, as importações brasileiras do país alcançaram apenas US$ 21,4 milhões.

Para conhecer a programação da missão e outros detalhes, acesse www.mdic.gov.br/missoes.

Fonte: MDIC


Missão empresarial brasileira visita Sul da África

Novembro 6, 2009

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Miguel Jorge, chefiará Missão Empresarial ao Sul da África, de 9 a 12 de novembro. A delegação contará com cerca de 90 empresários e líderes de entidades setoriais dos segmentos de alimentos e bebidas, agronegócios, casa e construção, indústria automotiva, energia, máquinas e equipamentos, varejo, cosméticos, materiais elétricos e eletroeletrônicos, calçados, defesa e infra-estrutura e têxtil, além de profissionais do governo.

Dias 9 e 10 a delegação visitará Luanda (Angola). Dia 11, o grupo estará em Maputo (Moçambique) e, dia 12, em Johanesburgo (África do Sul). Em todos os países, serão realizados Encontros Bilaterais e reuniões oficiais, além das rodadas de negócios entre empresários brasileiros e dos países visitados.

A finalidade da viagem é promover o aumento do comércio e dos investimentos bilaterais e explorar possibilidades de cooperação entre os setores produtivos do Brasil com esses países. No caso da África do Sul, a Copa do Mundo também é uma oportunidade de negócios. Empresas brasileiras e sul-africanas poderão formar parcerias para aproveitar as oportunidades ensejadas pela Copa de 2010, na África do Sul, e de 2014, no Brasil.

Esta é a terceira vez no ano que o ministro Miguel Jorge chefia missão empresarial à África. Em janeiro, foram visitados Marrocos, Líbia, Argélia e Tunísia. Em junho, uma delegação brasileira esteve em Gana, Senegal, Nigéria e Guiné Equatorial.

Angola

De janeiro a outubro de 2009, a corrente de comércio entre Brasil e Angola foi de US$ 1,226 bilhão – valor 66% abaixo dos US$ 3,609 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 1,150 bilhão – 21,7% menor que o valor registrado nos mesmos meses do ano passado – US$ 1,468 bilhão.

Este ano, os produtos industrializados representaram 84,4% da pauta exportadora brasileira, seguidos pelos básicos – 15,5%. Os principais produtos brasileiros vendidos ao país foram carne de frango congelada, fresca ou refrigerada, açúcar refinado, veículos de carga e chassis com motor e carrocerias para veículos automóveis, dentre outros.

As importações brasileiras provenientes de Angola foram de US$ 76,4 milhões entre janeiro e outubro deste ano. Petróleo em bruto foi praticamente o único produto angolano adquirido no período. Em 2007, as importações brasileiras do país alcançaram apenas US$ 21,4 bilhões.

Moçambique

De janeiro a outubro de 2009, a corrente de comércio entre Brasil e Moçambique foi de US$ 102,5 milhões – valor 260,8% acima dos US$ 28,4 milhões registrados no mesmo período de 2008. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 100,4 milhões – 253,3% a mais que o registrado nos mesmos meses do ano passado – US$ 28,4,3 milhões.

Este ano, os produtos industrializados representaram 87,3% da pauta exportadora brasileira, seguidos pelos básicos – 12,6%. Os principais produtos brasileiros vendidos ao país foram aviões, carne de frango congelada, fresca ou refrigerada, reboques, semi-reboques, móveis e suas partes e tratores.

As importações brasileiras provenientes de Moçambique foram de US$ 2,1 milhões entre janeiro e outubro deste ano. Fumo em folhas foi praticamente o único produto moçambicano adquirido no período. Em 2007, as importações brasileiras do país alcançaram apenas US$ 2 mil.

África do Sul

De janeiro a outubro deste ano, a corrente de comércio entre Brasil e África do Sul foi de US$ 1,4 bilhão – valor 34,9% abaixo dos US$ 2,1 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 1 bilhão, 30,3% menos que o registrado no mesmo período do ano passado – US$ 1,510 milhões.

Este ano, os produtos manufaturados representaram 74,5% da pauta exportadora brasileira, seguidos pelos básicos (22,4%) e semimanufaturados (3,1%). Os principais produtos exportados para a África do Sul foram carne de frango congelada, fresca ou congelada, chassis com motor e carrocerias para veículos, açúcar refinado e partes e peças para veículos automóveis e tratores, dentre outros.

As importações brasileiras da África do Sul foram de US$ 349 milhões entre janeiro e outubro deste ano. O valor foi 45,7% menor que o total alcançado no mesmo período de 2008, quando o Brasil vendeu US$ 643 milhões para os sul-africanos. Entre os produtos comprados do país, os manufaturados representaram 65,4% do total, seguidos pelos semimanufaturados, com participação de 20,6%, e pelos básicos, 14%. Os principais itens importados foram: hulhas, motores para veículos automóveis e suas partes, ferro-ligas e produtos laminados planos de ferro ou aços.

Fonte: MDIC