Missão empresarial ao Canadá está com inscrições abertas

agosto 3, 2010

O governo brasileiro realiza missão empresarial ao Canadá, de 22 a 24 de setembro, com o objetivo de buscar novos negócios e parcerias estratégicas no país e os empresários interessados em integrar a comitiva podem se inscrever até dia 13 de agosto.

As inscrições estão abertas para representantes de empresas industriais, comerciais exportadoras, tradings e consórcios de exportação brasileiros das áreas de alimentos e bebidas, material para construção, móveis, moda, gemas e jóias, máquinas e equipamentos e entretenimento.

A missão será chefiada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho (MDIC), e terá rodadas de negócios entre empresários brasileiros e canadenses, que serão realizadas em Toronto. A organização do evento é do MDIC e da Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Para saber mais sobre a missão ou se inscrever, acesse www.mdic.gov.br/missoes.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDIC


Brasil envia missão comercial

abril 12, 2010

Daqui a um mês, no dia 15 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai a Teerã, no Irã. Antes, chegará ao país o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, que comanda um grupo com 86 empresários brasileiros. O ministro e os empresários seguiram ontem para o Oriente Médio. A viagem ocorre no momento em que o governo dos Estados Unidos pressiona entidades públicas e privadas para a imposição de sanções ao governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Entusiasmado com a missão, o ministro admitiu que a pressão norte-americana influenciou alguns empresários, mas não atrapalhou outros que estavam determinados a explorar um novo mercado. ’Todos os
empresários que vão para o Irã viajam sem preconceito nem medo. Há grandes, médias e pequenas empresas”, disse. A viagem ao Oriente Médio inclui mais dois países – Egito e Líbano – e vai durar uma semana. É a primeira viagem de empresários comandada por Jorge este ano. A ideia é diversificar os parceiros comerciais do país e aumentar as vendas dos produtos brasileiros no exterior.
No ano passado, as exportações brasileiras para Irã, Egito e Líbano atingiram cerca de US$ 3 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 110 milhões com potencial para aumento das relações comerciais. O objetivo das visitas é tornar o Brasil um parceiro comercial atrativo para esses países, que apresentam estimativas positivas de crescimento econômico para 2010. O Irã tem previsão de crescimento de 3%, assim como o Egito, também de 3%, e o Líbano um pouco mais, atingindo 4%. Os cálculos são do Fundo Monetário Internacional (FMI) . “Para muitos empresários, o Irã e o Egito são mercados fechados e de difícil acesso. A missão, em grupo, favorece os contatos e aumenta a possibilidade de negócios”, explicou Miguel Jorge. “O objetivo é abrir oportunidades, mostrar para eles (iranianos, egípcios e libaneses) a produção brasileira e ampliar as
chances de exportação”, esclareceu o ministro brasileiro.
Fonte: Jornal de Brasilia


Missão busca diversificar exportações

março 24, 2010

A missão ao Irã, Líbano e Egito que o Ministério do Desenvolvimento promove em abril tem por objetivo diversificar a pauta de produtos e aumentar o número de empresas que vendem para a região.

São Paulo – Um grupo de 70 empresas de pequeno e médio portes deve participar da próxima missão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) ao Líbano, Egito e Irã, no mês de abril. De acordo com Mauro Couto, assessor especial do ministro da pasta, Miguel Jorge, a intenção do ministério, com a viagem, é justamente desconcentrar as exportações e diversificar a pauta de produtos. “Atualmente 90% das exportações brasileiras estão na mão de 1.800 empresas”, diz Couto. O assessor representou Miguel Jorge nesta segunda-feira (22), em um encontro preparatório à viagem, na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Entre as participantes da missão, que estiveram reunidas na sede da Câmara Árabe, estão empresas das áreas de alimentos, equipamentos médicos, máquinas, construção, autopeças, biotecnologia, química, aço e energia. Esta deverá ser uma missão de negócios, em um formato similar ao que a pasta vem realizando. Couto prefere não fazer projeções, mas contou aos empresários presentes no encontro que na última missão realizada pelo MDIC, a três países africanos – Angola, Moçambique e África do Sul – os negócios imediatos foram de US$ 11,5 milhões.

Para este ano, o Ministério do Desenvolvimento planejou 12 missões a 25 países. A que será realizada ao Líbano, Egito e Irã terá a liderança do próprio ministro e tem apoio da Câmara Árabe. “Miguel Jorge está fazendo esforços contínuos, desde que chegou a Brasília, para reduzir os custos para empresas brasileiras colocarem seus produtos em mercados não-tradicionais”, disse Couto. Com os três países que serão visitados na próxima viagem, a corrente comercial do Brasil não chega a US$ 3 bilhões, segundo ele. A participação destas nações como destino das exportações não chega a 2%.

No encontro, os empresários puderam ouvir mais detalhes sobre os mercados e a situação atual dos países que serão visitados. “Fiquei profundamente impressionado com o que vi em Teerã, cidade com 15 milhões de habitantes, engarrafamento, restaurantes e supermercados cheios, muita gente comprando nas lojas, comércio aberto até tarde”, disse Couto sobre uma viagem que fez à região, referindo-se à capital do Irã, no começo deste ano. O chefe da Divisão do Oriente Médio II do Itamaraty, Carlos Leopoldo Gonçalves de Oliveira, afirmou que Egito e Líbano são países mostruários na região.

“São dois países multiplicadores de esforços comerciais. Qualquer iniciativa brasileira que tenha êxito será multiplicada para os demais países da região”, afirmou Oliveira. De acordo com o diplomata, Líbano e Egito são países que estabelecem tendências no Oriente Médio. Ele lembrou ainda que o Egito é o país mais populoso do mundo árabe, que reúne o fato de ser africano, árabe e islâmico, domina o Canal de Suez e se revela aberto ao Ocidente. Com o Líbano, fala Oliveira, o Brasil se tornou bastante próximo em função dos laços imigratórios. Oliveira lembra que o Congresso Nacional tem vários descendentes de libaneses.
Fonte: Agencia Brasil Arabe


Apex promove rodadas de negócios em Dubai

março 24, 2010

O Brasil Trade Oriente Médio reunirá dezenas de empresas exportadoras com compradores de nove países da região interessados em importar diversos produtos brasileiros.

São Paulo – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) promoverá em Dubai, entre os dias 9 e 11 de maio, o Brasil Trade Oriente Médio, evento de rodadas de negócios que reunirá até 30 tradings e empresas comerciais exportadoras, representando mais de cem empresas brasileiras de diferentes segmentos.

Os participantes dos setores de alimentos, bebidas,construção, materiais de construção, máquinas, móveis, decoração e autopeças terão a chance de se reunir com compradores dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Omã, Jordânia, Síria e Líbano.

Maurício Manfré, gestor de projetos da Apex, conta que a agência contratou uma consultoria em Dubai (que possui filiais nos países mencionados acima) que está buscando compradores interessados em negociar com as empresas já inscritas.

Divulgação/Apex
Edição da África rendeu US$ 4,3 milhões em negócios
O executivo explica que esta é segunda edição do evento, que aconteceu pela primeira vez em 2009, na África do Sul. Lá, as empresas registraram US$ 4,3 milhões em negócios, além de US$ 40 milhões em negócios futuros, segundo estimativas dos próprios empresários brasileiros. Segundo Manfré, a agência deve realizar uma terceira edição ainda este ano, no sudeste da Ásia. “Estamos seguindo a rota de mercados-alvo”, declarou.

Manfré disse ainda que os setores selecionados para participar do Brasil Trade em Dubai foram apontados pela área de inteligência comercial da Apex como os que têm maiores chances de realizar negócios no Oriente Médio.

Em relação aos compradores procurados pela consultoria, eles devem se encaixar dentro de critérios estabelecidos quanto a “compras, volume de exportação e vontade de trabalhar com produtos brasileiros”, relata Manfré.

De acordo com o gestor da Apex, a agência ainda está na fase de arregimentação das empresas participantes. A seleção acontece até a próxima segunda-feira (29). As companhias interessadas em participar devem antes cadastrar-se no “Diretório das Tradings do Brasil” (www.tradingsdobrasil.com.br). Após realizar o cadastro no diretório, a empresa pode fazer a sua inscrição para o evento.

Serviço
Brasil Trade Oriente Médio
De 9 a 11 de maio, em Dubai
Mais informações com Maurício Manfré
Tel: 61 3426-0202
Fonte: Agencia Brasil Arabe


Agência discute com a GE investimentos em infraestrutura

janeiro 7, 2010

Brasília – O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, reúne-se hoje (7), às 12h, em Brasília, com o presidente mundial da General Eletric (GE), Jeffrey Immelt. O objetivo é tratar dos investimentos da multinacional em todos os setores de infraestrutura do país, como transporte, energia, gás, bens de extração de petróleo e aviação, entre outros. Logo após a reunião, seguida de almoço às 12h30, Teixeira dará entrevista coletiva.

A Apex-Brasil atua na atração de investimentos diretos para o país e, há três meses, negocia com a empresa americana.

Entre os países que mais investiram no Brasil em 2009 estão os Estados Unidos (19% dos investimentos), a China (14%), Holanda (10%) e Colômbia (9%). Os setores que mais atraíram investimentos foram os de petróleo e gás (14%), eletricidade (10%) e veículos (9%).

Fonte: Agência Brasil


Representantes do empresariado iraniano e brasileiro discutem oportunidades de negócios

novembro 24, 2009

Brasília – Representantes do empresariado brasileiro e iraniano se reuniram hoje (24) na Confederação Nacional da Indústria (CNI) para identificar oportunidades de negócios entre os dois países. Os empresários iranianos, que vieram na comitiva do presidente Mahmoud Ahmadinejad, ficaram mais tempo no Brasil para dialogar com os empresários brasileiros.

O gerente executivo da Unidade de Comércio Exterior da CNI, José Frederico Álvares, disse que o encontro foi positivo e serviu para descobrir onde cada lado pode investir. “É um processo que a gente deve começar logo, e acho que esse foi o início do processo, que foi reduzir a falta de informações, inclusive do ponto de vista de conhecimento de negócios, de oportunidades de negócios em ambos os países”, afirmou.

Álvares disse que, daqui para a frente, certamente haverá um incremento dos negócios já existentes entre os dois países, bem como a abertura de novas frentes de investimento. Entre as potencialidades de comércio do Brasil no Irã, estão a comercialização de etanol, alimentos e ferrovias. Já os iranianos têm interesse em oferecer seu conhecimento nas áreas de petróleo e petroquímica

 

O diretor-geral da Câmara de Comércio do Irã, Hassan Najafi Larijani, disse que seu país e o Brasil estão dispostos a expandir o comércio bilateral. “ Existe um vontade entre os dois países [de aumentar as relações comerciais]. Não somos concorrentes, somos complementares, somos parceiros.”

Ele espera que, nos próximos anos, haja um equilíbrio na balança comercial entre os dois países, que hoje está pendendo para o lado brasileiro. No ano passado, as exportações do Brasil para o Irã foram de US$ 1,1 bilhão, sendo que as importações brasileiras de produtos iranianos totalizaram US$ 14,7 milhões.

Nesta terça, os empresários também fizeram uma visita à Agência Brasileira de Promoção e Exportação (Apex-Brasil) para obter informações sobre o marco legal brasileiro de exportações e investimentos.

O gerente de negócios do da Apex-Brasil, Sergio Costa, informou que, durante a visita, os empresários iranianos estavam interessados em saber, de maneira prática, como poderiam exportar para o Brasil e também demonstraram interesse nas áreas de alimentos, energia e telecomunicações. ” Eles querem procurar parcerias e esse foi um primeiro contato para podermos trabalhar o potencial de negócios”, explicou.

Fonte: Agência Brasil


Em nome de bons negócios, empresários brasileiros usam a simpatia e espontaneidade

novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – A espontaneidade e informalidade do brasileiro nas negociações internacionais provocam situações únicas e muitas histórias para contar. Em missão ao Sul da África, os empresários brasileiros se viram obrigados a negociar com clientes de diferentes culturas e religiões. Os muçulmanos preferem negociar com os homens, enquanto os hindus não apreciam que suas mulheres sejam cumprimentadas ou beijadas por estranhos.

O empresário Paolo Boria, da indústria de alimentos Yoki, foi eleito pelo grupo que viajou à África nesta semana como o melhor contador de histórias e dono de um bom-humor constante. Para ele, as dificuldades e eventuais diferenças que os brasileiros esbarram nas negociações são vencidas pelo “estilo nacional”.

“Nosso jeito informal, simpático e paciente cativa, mesmo quando há um ou outro problema. Isso é com todo mundo”, disse Boria. “Mas nem por isso o empresário deve deixar de conhecer a história e o perfil de seu cliente. É fundamental você estar a par de tudo isso para poder ser bem-sucedido.”

As missões empresariais não são frequentes, mas os negociadores são obrigados a viajar por vários países para fechar negócios de maior volume. A cada nova situação, eles contam que algo diferente é aprendido.

“Com os chineses, o estilo de negociar deve ser o da pergunta constante: ‘O senhor tem certeza disso?’. Só depois da terceira confirmação é que a gente começa a ter alguma segurança de que o negócio vai dar certo”, ensinou o empresário Paulo Amanthea, da Eucatex, que viaja pelo mundo vendendo portas e dobradiças.

Do setor de massas e óleos, o empresário Murilo Farias Santos, da Emit, disse que é preciso estar atento também para negociar com os turcos e gregos, que têm uma longa história em comércio. “Eles são muito bons. Sabem negociar como poucos, pechincham, pedem, insistem e você tem de estar atento para não ir além dos próprios limites”, afirmou.

A missão empresarial, com 98 empresários, à África reuniu representantes de alimentos e bebidas, agronegócios, casa e construção, indústria automotiva, energia, máquinas e equipamentos, varejo, cosméticos, materiais elétricos e eletroeletrônicos, defesa, infraestrutura e têxtil.

Fonte: Agência Brasil


Empresários se mostram satisfeitos com resultado da missão brasileira ao Sul da África

novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – Determinados a fechar negócios e ampliar o mercado brasileiro no Sul da África, os empresários concluíram ontem (12) a missão de quatro dias por Angola, Moçambique e África do Sul. Para eles, as visitas coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior dão o suporte político e operacional necessário a muitas articulações.

“Cada país tem suas características e necessidades próprias. Mas o fato de você seguir em uma missão como esta é muito mais interessante porque há pessoas de todos os setores e cada um observa uma coisa, ao mesmo tempo, quando se chega a um determinado local em grupo a impressão positiva é muito maior”, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Batista Lohn.

Para o empresário Roberto Tavares Coelho, da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), a missão capitaneada pelo governo funciona para abrir portas em lugares de acesso complexo. “Há países, como Angola e Nigéria, onde é muito difícil chegar e até se aproximar dos clientes. Eles até têm interesse, mas nem sempre sabem como fazer e o fato de haver um apoio do governo aumenta o interesse também.”

De olho na Copa do Mundo na África do Sul em 2010, o empresário Luiz Caldeira, da empresa Muraro Bebidas S/A, que exporta destilados e refrigerantes, usou a tradição da caipirinha e das batidas de frutas para poder conquistar a clientela. “Os africanos ficaram entusiasmados com a ideia de ter caipirinha e batida à venda durante a Copa. Também disseram que precisam de um produto de qualidade e preço acessível.”

De diferentes idades, experiências e setores de atuação, os 98 empresários brasileiros que participaram da missão defendem a manutenção das visitas e o aprimoramento de alguns detalhes. Segundo eles, nos locais em que há mais dificuldades administrativas e burocráticas os reflexos na participação na rodada de negócios são imediatos.

“Em Angola, houve dois contatos que confirmaram que iriam aparecer para as reuniões e não compareceram. Em Moçambique foi muito melhor com perspectivas de negócios futuros e na África do Sul eu fechei efetivamente um ótimo negócio”, disse o empresário Jefferson Werlich, da Companhia Industrial Hcarlos, fabricante de fixadores.

Veterano em missões, o empresário João Viscardi, da Casb fabricante de incubação para aves e suínos, afirmou que a missão abre espaço para que sejam fechados negócios entre brasileiros. “São tantos dias viajando que você acaba fazendo negócio com outro brasileiro, descobre que seu produto complementa o dele e vice-versa. Isso é excelente”, afirmou.

Para Marcelo Siegmann, da Brasil Foods, a participação na missão também caracteriza o interesse institucional no projeto de desenvolvimento econômico do país. “Nesta viagem o ministro [Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio] conseguiu que a África do Sul sinalizasse a possibilidade de acabar com as barreiras contra a carne suína. Para nós, da minha empresa, isso é importantíssimo, o fato de estar aqui indica o interesse da companhia”, afirmou.

Gerente de exportação da Móveis Vila Rica, Camila Rodrigues, disse que a missão foi “extraordinária”. “Eu fechei ótimos negócios. Minha linha de produção é destinada à classe econômica justamente a clientela de Angola e Moçambique. Ao mesmo tempo também já encaminhei futuras parcerias com colegas brasileiros. Encerro a missão muito satisfeita”, disse.

Fonte: Agência Brasil


Miguel Jorge diz que missão à África criou perspectivas para ampliar mercado

novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – Depois de quatro dias de viagem a três países do Sul da África com um grupo de 98 empresários, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Miguel Jorge, afirmou hoje (13) que o objetivo de ampliar o mercado exportador foi atingido e que outras visitas estratégicas serão realizadas. Segundo Jorge, o Brasil tem a “vocação natural” dos imigrantes árabes que é a de negociar.

“O bom negociante sabe que para negociar tem de ser olho no olho. O vendedor tem de ir atrás do cliente e oferecer produtos de qualidade. É isso que estamos fazendo”, afirmou à Agência Brasil o ministro. “Meu avô e meu pai eram mascates, eles vendiam para várias fazendas no interior de Minas Gerais e só mantinham os clientes porque os produtos tinham qualidade.”

O ministro e os empresários visitam Angola, Moçambique e África do Sul. Em cada país passaram pouco mais de um dia, reuniram-se com autoridades e empresários locais. Nas capitais foram montadas espécies de feiras nos hotéis com direito a balcão de negócios. Na relação de empresários, há pequenos, médios e grandes representantes dos mais diversos setores.

A missão empresarial foi composta por integrantes dos setores de alimentos e bebidas, agronegócios, construção, indústrias automotiva, de energia, de máquinas e de equipamentos, além do comércio varejista, dos cosméticos, de materiais elétricos e eletroeletrônicos, defesa e infraestrutura e têxtil.

Jorge prepara a próxima missão, prevista para março, com destino ao Oriente Médio. Os empresários serão levados ao Irã, à Arábia Saudita e ao Líbano. Em maio, vão ser feitas viagens ao Sudão, à Tanzânia e ao Kênia, na África.

Com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro disse que as missões empresariais atuam com eficiência na divulgação e ampliação do mercado exportador brasileiro. “Quando o empresário chega ao exterior com o amparo do governo federal e acompanhado por outros empresários isso dá uma segurança imensa ao cliente estrangeiro”, disse Jorge.

Aos que criticam a escolha de países pouco desenvolvidos, como Angola, Nigéria e Kênia, o ministro reage. Segundo Miguel Jorge, nesses locais é que os empresários têm oportunidades de se lançar em negócios pioneiros e empreendedores. “Não se pode pensar em negócios ou comércio a curto prazo. Tudo é a médio e longo prazo. É assim que funciona.”

Jorge, representantes de outros setores do governo, e os 98 empresários viajam no Boeing 737 da Força Aérea Brasileira (FAB), apelidado por Sucatão. A viagem foi paga pelo governo federal, assim como o translado nas cidades. Mas as estadas nos hotéis ficaram por conta dos empresários. No total foi gasto cerca de R$ 1 milhão.

Fonte: Agência Brasil


Reuniões em Johanesburgo encerram Missão Empresarial ao Sul da África

novembro 12, 2009

A Missão Empresarial Brasileira ao Sul da África encerrou seus trabalhos nesta quinta-feira, dia 12 de outubro, em Johanesburgo, África do Sul.  Pela manhã, o ministro do Desenvolvimento, Industria e Comercio exterior, Miguel Jorge, manteve reunião de trabalho com o ministro da Indústria e Comércio daquele país, Rob Davis. Ao longo do dia, foi realizada rodada de negócios entre empresários brasileiros e sul-africanos.

Na segunda-feira e terça-feira, a missão chefiada por Miguel Jorge passou por Luanda, capital de Angola. Na quarta, visitou Maputo, capital de Moçambique. Nesses locais, também ocorreram rodadas de negócio.
A delegação brasileira foi integrada por cerca de cem empresários brasileiros de oito setores econômicos e por representantes de alguns órgãos do governo, entre eles, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri. A missão chegará ao Brasil na manhã desta sexta-feira, dia 13.

Comércio

De janeiro a outubro deste ano, a corrente de comércio entre Brasil e África do Sul foi de US$ 1,4 bilhão – valor 34,9% abaixo dos US$ 2,1 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o país alcançaram US$ 1 bilhão, 30,3% menos que o registrado no mesmo período do ano passado – US$ 1,510 milhões.

Este ano, os produtos manufaturados representaram 74,5% da pauta exportadora brasileira, seguidos pelos básicos (22,4%) e semimanufaturados (3,1%). Os principais produtos exportados para a África do Sul foram carne de frango congelada, fresca ou congelada, chassis com motor e carrocerias para veículos, açúcar refinado e partes e peças para veículos automóveis e tratores, dentre outros.

As importações brasileiras da África do Sul foram de US$ 349 milhões entre janeiro e outubro deste ano. O valor foi 45,7% menor que o total alcançado no mesmo período de 2008, quando o Brasil vendeu US$ 643 milhões para os sul-africanos. Entre os produtos comprados do país, os manufaturados representaram 65,4% do total, seguidos pelos semimanufaturados, com participação de 20,6%, e pelos básicos, 14%. Os principais itens importados foram: hulhas, motores para veículos automóveis e suas partes, ferro-ligas e produtos laminados planos de ferro ou aços

Fonte: MDIC


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