Indústria cria marca para promover exportação

setembro 14, 2010

A Apex e o Siamfesp lançaram, em São Paulo, a marca Metal Brasil, que vai ajudar o setor de metais não ferrosos a se destacar no exterior. O mercado árabe está entre os alvos do projeto.

São Paulo – A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e o Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Siamfesp) lançaram ontem (13), em São Paulo, a marca Metal Brasil. O objetivo é ampliar a visibilidade do setor no mercado externo e, consequentemente, aumentar as exportações. O mercado árabe está entre os alvos do projeto.

Atualmente, o Projeto Setorial Integrado (PSI) da Apex e Siamfesp conta com a participação de 51 empresas. “Queremos atrair mais empresas do setor para o projeto, não só de São Paulo, mas do Brasil todo”, afirmou o presidente do sindicato, Denis Perez Martins. Segundo ele, a entidade já participou duas vezes da feira Big 5 Show, do setor de construção, em Dubai, e empresas do ramo querem participar novamente este ano. “É um mercado muito promissor”, disse ele.

Com o lançamento da marca Metal Brasil, a Apex e o Siamfesp renovaram o acordo para promoção das exportações do setor, que teve inicio em 2007. O novo projeto, que será válido para o período de 2010 a 2012, receberá investimentos de R$ 1,21 milhão. De acordo com o diretor de negócios da Apex, Maurício Borges, os investimentos serão destinados à participação em feiras internacionais, ações de marketing e publicidade e realização de projetos comprador, de imagem e vendedor.

No ano passado, as exportações do setor somaram US$ 37 milhões. Com o novo projeto, a meta é chegar em 2012 com vendas no valor de US$ 42 milhões e aumentar o número de empresas exportadoras de 32 para 38. “Será muito fácil se posicionar no mercado externo com a marca Metal Brasil”, disse Borges. Segundo ele, as empresas do setor “abraçaram a causa” da inovação e do design diferenciado. “Não tenho dúvida que vamos fazer toda a diferença”, acrescentou.

O símbolo da marca, colorido por duas cores da bandeira brasileira, o amarelo e azul, foi desenvolvido pela empresa de design Keenwork. Está sendo criado ainda um portal com informações do projeto, do setor, datas de eventos e catálogos das empresas. O site www.metalbrasil.com.br, que terá versões em português, inglês e espanhol, deve entrar no ar no final de novembro.

De acordo com o diretor-executivo do Siamfesp, Oduwaldo Alvaro, a marca Metal Brasil vai passar também uma idéia de associação brasileira do setor, que é muito importante para o mercado externo ter como referência.
Fonte: Industria e Brasil Brasil Arabe


O desafio de proteger marcas no exterior

agosto 28, 2009

NÃO É incomum que, ao começar a exportar, uma empresa brasileira enfrente interdições ou ações reparatórias pelo uso de sua própria marca.
Isso às vezes ocorre porque uma marca pode ter sido desenvolvida e protegida por uma empresa do país importador antes de que a empresa brasileira ali começasse a operar -e sem intenção dolosa. Outras, contudo, são o resultado danoso do oportunismo por parte de empresas estrangeiras e da falta de meios de proteção pela empresa brasileira.
Ao ver uma marca brasileira desenvolver-se no mercado interno com grandes chances de internacionalizar-se, mas sem estratégia de proteção, empresas dos países de destino podem valer-se da territorialidade do direito sobre as marcas para registrá-las em seu nome, tornando-se donas, naqueles países, de marcas originalmente brasileiras.
Para a empresa brasileira, reaver a marca pode ser muito custoso ou mesmo impossível. A empresa perde, assim, o capital de imagem que a marca poderia levar para o novo mercado, tem que arcar com custos de embalagem e apresentação que seriam evitáveis caso pudesse aproveitar a marca já desenvolvida no Brasil e vê seriamente prejudicada toda a sua estratégia de divulgação e promoção. A notória criatividade brasileira faz de nossas empresas também grandes geradoras de designs inovadores que amiúde são copiados no exterior sem nenhuma forma de retribuição.
A cópia indiscriminada impede, ainda, que o reconhecimento da originalidade dos desenhos se reverta em atalho para o lançamento dos produtos e alavanca para a conquista de fatias expressivas nos novos mercados.
Marcas e desenhos industriais ou designs são expressões particulares do campo geral da propriedade intelectual ou da apropriação dos resultados imateriais do trabalho intelectual. Ainda não há, no país, grande familiaridade com os temas relativos à proteção da propriedade intelectual no sistema internacional de comércio, mas não restam dúvidas de que essa fragilidade precisa ser superada tão rapidamente quanto possível.
Prestígio e reputação, atributos comunicados aos consumidores através das marcas, são fontes de valor tão importantes quanto a capacidade de fabricar ou desenvolver tecnologias e desenhos industriais originais. Todos esses ativos são imateriais e representam formas de propriedade intelectual que, para gerar valor, precisam de proteção nos diversos mercados.
É verdade que fazer uso dos distintos sistemas de proteção pode ser complexo e custoso, particularmente para as pequenas empresas. Para enfrentar essa situação, urdiram-se tratados simplificadores do registro entre países das diferentes modalidades de propriedade intelectual.
O Brasil é membro de só um desses tratados, relativo à proteção de tecnologias por meio de patentes. Parece mister, contudo, participar também de arranjos semelhantes no campo das marcas comerciais, dos desenhos industriais e de outras modalidades de propriedade intelectual capazes de agregar valor às nossas exportações.
O debate durante seminário organizado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, neste mês, demonstrou haver consenso quanto à conveniência de participar do Protocolo de Madri e do Tratado da Haia, que visam a facilitar, respectivamente, o depósito de marcas e de desenhos industriais entre os países. O Brasil é hoje o quinto país em número de registros de marcas no mercado interno. Mas a situação é totalmente distinta no mercado internacional, pois ainda é praticamente desprezível o volume de marcas brasileiras protegidas fora do Brasil.
A adesão ao Protocolo de Madri pode ser, portanto, particularmente importante. O tema, debatido desde 2001, foi examinado pela Camex (Câmara de Comércio Exterior), que aprovou pareceres relativos à adesão do Brasil. Ouvidos diferentes segmentos da indústria brasileira, os pareceres elaborados pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial e pelo Grupo Interministerial da Propriedade Intelectual foram favoráveis à adesão.
A adesão a tratados internacionais parte do Poder Executivo, mas cabe ao Congresso Nacional dar a palavra final. Assim, deputados e senadores deverão analisar a proposta de adesão ao Protocolo de Madri. Promover e proteger a inovação na indústria brasileira é prioridade nacional reconhecida por todos, e será sob esse prisma que o Congresso discutirá a proposta de adesão a esse protocolo, possivelmente ainda neste ano.

EDUARDO GOMES é deputado federal pelo PSDB-TO e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
JORGE ÁVILA é presidente do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial)
Fonte: Folha de São Paulo


Brasil está perto de aderir ao sistema internacional de marcas

agosto 25, 2009

Rio de Janeiro – O diretor-geral do escritório regional da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi) no Rio de Janeiro, José Graça Aranha, afirmou à Agência Brasil que o assunto  da adesão do Brasil ao  Protocolo de Madri, em análise no Gabinete Civil da Presidência da República desde 2007, “está mais do que maduro”.

O  sistema internacional  de marcas tem hoje 84 países signatários, incluindo os Estados Unidos, a Europa inteira, boa parte da Ásia (Japão, China, as duas Coréias, o Irã) e vários países da África. A Índia está em vias de aderir. “Muitos dos nossos  parceiros comerciais já são signatários.  A América Latina é que está um pouco atrasada”,  indicou.

Graça Aranha fez hoje (25) uma avaliação geral do Protocolo de Madri para os participantes do 29º Seminário e Congresso Internacional da Propriedade Intelectual, promovido nesta capital pela Associação Brasileira de Propriedade Inteletcual (ABPI).

Ele enfatizou que o  protocolo simplifica e  barateia o sistema de proteção de marcas no exterior, sobretudo para as pequenas empresas exportadoras. “É um sistema que só tem vantagens”. Lembrou que se uma empresa não quiser usar o tratado pode ir diretamente ao país onde deseja proteger sua marca. “Não é uma obrigação. É uma opção”.

Graça Aranha confirmou que, de acordo com estudos feitos por várias instituições nacionais e estrangeiras, entre as quais a Ompi, “o que se gasta para proteger a marca no exterior pelo sistema de Madri é 10% do que  gastaria se a empresa  fosse diretamente país por país”.

Na assembléia geral do Protocolo de Madri, que será realizada em setembro próximo, o português deverá ser incluído entre os idiomas em que os pedidos de registro de marca poderão ser apresentados. “É um ponto a mais que pode vir  ajudar no processo”, admitiu  Graça Aranha. O  Protocolo de Madri não só reduz gastos das empresas, mas simplifica os procedimentos.

O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Jorge Ávila, disse à Agência Brasil que está torcendo para que seja enviada o mais rápido possível para o Congresso Nacional a proposta de adesão do governo brasileiro ao  Protocolo de Madri.

Ávila acredita que uma vez efetivada a adesão brasileira ficará mais fácil para o país aderir a outros tratados, como o de Haia, voltado para a proteção de desenhos industriais. “O Tratado de Haia é para facilitar o depósito de desenhos industriais entre os países.” Ele espera que o tema já possa a ser discutido no grupo interministerial da propriedade intelectual nos próximos 30 dias.

Como o tratado é muito similar ao de Madri, Ávila acredita que a tramitação será muito mais rápida. “Aderindo, você gera mais negócios”, disse o presidente do INPI.

Embora represente vantagens para as empresas nacionais, a adesão brasileira ao Protocolo de Madri ainda enfrenta certa resistência da parte dos escritórios de advocacia, afirmou Ávila.  “Você perde, talvez, um dinheiro de intermediação, que é pequeno, mas é fácil. Mas, ganha um dinheiro que é grande porque, quanto mais movimentos tiver de marca, você tem litígios, contratos complexos etc. E você acaba recorrendo a um serviço profissional, para te facilitar”, argumentou.

Fonte: Agência Brasil


Produtores querem reconhecimento internacional da cachaça como bebida típica do Brasil

agosto 25, 2009

Rio de Janeiro – O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) está lutando, com o apoio do governo brasileiro, para conseguir que a cachaça nacional seja reconhecida no mercado externo como um produto típico e exclusivo do Brasil, como ocorre em relação à tequila, no México, e ao champanhe, na França. Os principais alvos do setor são, no momento, os Estados Unidos e a Comunidade Europeia.

O tema foi discutido no 29º Seminário e Congresso Internacional da Propriedade Intelectual que a Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (Abdi) está realizando no Rio de Janeiro.

O diretor executivo do Ibrac, Carlos de Lima, disse hoje (24) em entrevista à Agência Brasil que “todo o esforço do setor e do governo brasileiro é para que a cachaça seja reconhecida como uma bebida típica e exclusiva do Brasil”.

Decreto presidencial de 2001 conferiu à cachaça o reconhecimento de procedência, ou seja, certificou que a bebida é tipicamente brasileira. Lima afirmou, entretanto, que o decreto só tem força no Brasil. Daí a soma de esforços para que ela seja reconhecida também no exterior.

Nos Estados Unidos, segundo maior consumidor internacional da cachaça brasileira, depois da Alemanha, o produto é rotulado desde 2000 como rum brasileiro (brazilian rum). A meta é mudar essa denominação para cachaça, simplesmente, porque aí estaria implícita, segundo Lima, a procedência brasileira.

O Ibrac está aguardando a publicação de uma consulta pública nos Estados Unidos, que possa dar o reconhecimento de produto típico e exclusivo do Brasil, para que a bebida não entre mais no exterior com esse rótulo de rum equivocado.

Na Europa, o processo é um pouco diferente, pois algumas empresas estão se apropriando do nome cachaça para rotularem seus produtos que nada têm a ver com a bebida brasileira. “A gente espera que uma vez que a cachaça seja reconhecida na União Europeia como uma indicação geográfica, isso dá força para que nós possamos coibir esses atos naquele continente”.

A ideia é mostrar aos países a ligação histórica que a cachaça tem com o Brasil. O Ibrac está resolvendo alguns processos internos para poder apresentar um pleito formal à Comunidade Europeia para o reconhecimento da cachaça como uma bebida exclusiva do Brasil. Lima estima que isso deverá ocorrer no início de 2010. As ações com esse objetivo são apoiadas integralmente pelo governo brasileiro, informou.

O setor produtivo de cachaça reúne cerca de 4 mil marcas e gera mais de 600 mil empregos em todo o país. Ele não foi afetado pela crise financeira internacional. “É um setor que vem crescendo e se desenvolvendo cada vez mais”. Em 2008, foram exportados US$ 16 milhões, o que correspondeu a 11 milhões de litros de cachaça.

Carlos de Lima revelou que o crescimento registrado foi de 18% em termos de valor e 20% em termos de volume, em comparação ao ano anterior. Hoje, menos de 1% da produção é exportado, disse o diretor executivo do Ibrac.

A capacidade instalada de produção de cachaça no Brasil alcança, aproximadamente, 1,2 bilhão de litros. “A gente ainda tem um potencial de crescimento da exportação muito grande”, disse. Segundo Lima, o reconhecimento da cachaça como bebida típica do Brasil dará um impulso grande às exportações.

Fonte: Agência Brasil


Congresso deve ratificar adesão do Brasil ao Protocolo de Madri, diz deputado

julho 21, 2009

Rio de Janeiro – Um grupo de parlamentares brasileiros participa hoje (21) em Genebra, na Suíça, de reunião na Organização Mundial da Propriedade Intelectual para conhecer o sistema de registro internacional de marcas, conhecido como Protocolo de Madri.

O deputado Bruno Rodrigues (PSDB-PE), que lidera o grupo, informou que a proposta de adesão do Brasil ao protocolo deve ser encaminhada ao Congresso Nacional em agosto, quando termina o recesso parlamentar. Segundo Rodrigues, a proposta está parada na Casa Civil da Presidência da República há cerca de dois anos.

De acordo com o deputado, a adesão ao protocolo beneficiará as empresas brasileiras, que pagam altos custos para registrar suas marcas no exterior. “Aderindo ao Protocolo de Madri, com um único registro, ela [marca] passa a valer em 84 países [signatários]”. Esses mercados representam a quase totalidade da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e da China, que são os grandes parceiros comerciais do Brasil, afirmou Rodrigues, em entrevista à Agência Brasil.

Rodrigues acredita que o Congresso ratifique sem problemas a proposta de adesão do Brasil ao protocolo, uma vez que todo o processo foi amplamente estudado pelos ministérios envolvidos e aprovado pelo governo. Ele lembrou que a oposição também é favorável.

“Então, não vemos motivo para que a mensagem não seja encaminhada rapidamente ao Congresso”, afirmou o parlamentar. Ele espera que o Congresso ratifique a proposta por unanimidade e informou que a medida, já com o Brasil signatário, deverá ter vigência imediata.

Para o presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, Jorge Ávila, a ida dos parlamentares brasileiros a Genebra, para se inteirar do funcionamento e das vantagens do sistema poderá funcionar como um facilitador das discussões sobre a adesão do Brasil ao protocolo.

Fonte: Agência Brasil


Adesão do Brasil a sistema internacional de registro de marcas reduzirá custo para empresas

julho 21, 2009

Rio de Janeiro – A adesão do Brasil ao Protocolo de Madri, sistema internacional de registro de marcas, poderá reduzir em cerca de dez vezes o custo da operação para as empresas, de acordo com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi).

 

O presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Jorge Ávila, disse hoje (21) à Agência Brasil que é difícil estimar de quanto será a redução, mas garantiu que ela será significativa. “Mas existe uma simplificação tão brutal que, de fato, a redução é muito significativa.”

 

Quando uma empresa deseja ter sua marca protegida em vários países, mas o país de origem não é signatário do protocolo, ela terá que adotar um procedimento específico em cada mercado. “Se o país não for membro do Protocolo de Madri, não há nenhum sistema que facilite administrar de maneira centralizada esse portfólio de marcas”, explicou.

 

A adesão do Brasil ao protocolo é defendida pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Relações Exteriores, e pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). A proposta está há cerca de dois anos na Casa Civil da Presidência da República.

Na próxima quinta-feira (23), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) realizam um seminário para debater os pontos do Protocolo de Madri.

 

Segundo Ávila, o protocolo facilita a comunicação entre as empresas depositantes de marcas e as autoridades nacionais dos países signatários. “Ele unifica datas e prazos. Você passa a ter uma gestão da marca bastante mais simples. Não se trata apenas da economia de taxas e despesas. Você tem uma economia de procedimentos”.

 

Para o presidente do Inpi, a adesão ao Protocolo de Madri vai beneficiar todas as empresas, sobretudo as companhias exportadoras. Ele prevê que serão beneficiadas, particularmente, as micro e pequenas empresas que não dispõem de estrutura como as grandes para manter suas marcas protegidas em vários países. Com a adesão, o procedimento para as pequenas companhias poderá ser feito por meio do Inpi.

 

Ávila previu que o idioma não será barreira para a adesão do Brasil. Na próxima assembleia geral do Protocolo de Madri, marcada para setembro, há chances de o português ser incluído entre os idiomas tratados pelo sistema. Atualmente, os idiomas aceitos são o inglês, o espanhol e o francês. “Mas, mesmo se não for [incluído], a gente não considera o idioma uma barreira intransponível”, disse.

Fonte: Agência Brasil


Projeto engavetado

julho 21, 2009

A Casa Civil da Presidência da República está engavetando há dois anos um projeto de lei a ser enviado ao Congresso para o Brasil aderir ao Protocolo de Madri, que simplifica o registro mundial de marcas mundiais do país. Foi o que disse ontem em Genebra o presidente do PSDB, senador Sergio Guerra, acompanhado de outros sete parlamentares que visitam a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi), com tudo pago pela entidade. A Ompi tem interesse que o Brasil faça logo sua adesão. Fontes no governo, porém, apontam um lobby de escritórios de advocacia, que estariam contra a medida.
Fonte: Valor Econômico


Protegido: Especialistas americanos ensinam brasileiros a obter marcas e patentes nos EUA

maio 8, 2009

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Brasil já está entre os dez principais países do mundo em pedido de registros de marca

abril 24, 2009

Rio de Janeiro – Com um total de 124.660 pedidos de marcas depositados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), em 2008, dos quais 70% de empresas nacionais, o Brasil é atualmente um dos dez principais países do mundo em termos de pedidos de marcas apresentadas. A avaliação foi feita hoje (24) à Agência Brasil pelo diretor-geral do primeiro escritório regional da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi) no Rio de Janeiro, José Graça Aranha.

Em relação aos pedidos de patentes feitos no país, o Brasil é líder na América Latina, com 26.232 solicitações no ano passado. Mas, no mundo em desenvolvimento, está atrás da China e da Coréia do Sul, por exemplo, embora muito próximo da Índia, disse Aranha.

De acordo com levantamento provisório divulgado pela Ompi em janeiro deste ano, o Brasil subiu três posições no ranking de depositantes de patentes, passando da 27ª para a 24ª classificação. No grupo do Bric, formado por Brasil, Rússia, Índia e China, o relatório da Ompi revela que somente a China e o Brasil mostraram aumento no número de pedidos de patentes internacionais em 2008 em relação ao ano anterior. O total de depósitos brasileiros subiu de 396 para 451, superando países como a Irlanda (444) e a África do Sul (382).

José Graça Aranha avaliou que o Brasil completa, na próxima semana, 200 anos da primeira legislação de propriedade intelectual com avanços ao longo do tempo. O Brasil foi um dos primeiros países a adotar uma lei sobre a matéria, em 1809. “Sem dúvida que ao longo desses 200 anos o marco jurídico desenvolveu enormemente”, disse.

Ele afirmou que o sistema vai continuar a ser aperfeiçoado, como vem sucedendo nos últimos anos. Existe hoje uma maior conscientização sobre a importância da proteção da propriedade industrial. “Nós temos que trabalhar para que esse tema seja desmistificado e que as empresas e as pessoas possam usar esse sistema de uma maneira mais eficiente”.

O que precisa, segundo indicou o diretor-geral da Ompi, é o sistema ser desenvolvido “no sentido de que ele seja menos caro para os titulares das marcas, das patentes, dos desenhos, enfim, das criações. Para que o usuário possa, por todos os meios que existem hoje em dia da informática, da internet, ter mais acesso e proteção em tempo mais curto e gastando muito menos”. Explicou que isso pode ser feito a partir do estabelecimento de mecanismos que façam com que “a parte burocrática seja menos custosa para o titular da marca”.

O Escritório de Cooperação Técnica e Capacitação para América Latina e o Caribe da Ompi vai trabalhar para desenvolver mecanismos que reduzam os custos e facilitem a vida dos usuários, afirmou José Graça Aranha. Por outro lado, externou pessimismo quanto à evolução, este ano, de um acordo internacional para proteção de recursos genéticos, de folclore e de conhecimento tradicionais, como desejam o governo brasileiro e outros países da região.

O assunto está na pauta da Ompi há oito anos, mas os avanços não têm sido grandes. Aranha assegurou que a questão é importante para o Brasil porque poderá refletir em outras áreas, como a biodiversidade.

“Na minha opinião pessoal, acho que não deve haver uma grande mudança. Com relação ao governo brasileiro e outros governos interessados no tema, existe uma mobilização para que haja progresso nessa áreas, porque elas são importante para o desenvolvimento do país. Nós temos quase um quarto da biodiversidade do planeta”, disse.

O escritório regional vai prestar serviços aos usuários do sistema de propriedade industrial, que são os inventores e empresários, e aos governos. Ele dará assistência aos países, por exemplo, que desejarem melhorar a implementação dos sistemas de marcas e patentes, atuando também na arbitragem e mediação de conflitos.

Fonte: Agência Brasil


Brasil vira marca de produtos no exterior

abril 9, 2009

Uma imagem cada vez mais comum ao lado dos conjuntos de bateria e percussão é o verde e amarelo de pandeiros, cuícas e repiniques. Instrumentos típicos do samba, os modelos têm ganhado espaço como produto de exportação, e não apenas para fabricantes nacionais. Grandes grupos estrangeiros já descobriram na “marca Brasil” um exótico potencial de vendas.
É o caso da fabricante japonesa de baterias Pearl, dona de 30% desse mercado no mundo. Há dois anos, a companhia criou a marca “Brazilian” em sua linha de percussão. Devidamente pintados de verde e amarelo, os pandeiros e cuícas da Pearl nem chegam ao Brasil: “Não é o brasileiro que vai comprar isso. Além disso, nosso produto é muito caro para competir com o que já existe localmente”, diz o gerente da Pearl para a América Latina, Alessandro Bisetto.Tanto na Pearl quanto em outras empresas que apostam nessa linha , os principais clientes são os grandes mercados internacionais, como Estados Unidos e Europa, puxados por brasileiros ou descententes que vivem lá. “É a linha que mais cresce dentro de nossos instrumentos de percussão”, afirma Bisetto.
Para a paulista RMV, foram os instrumentos típicos da batucada brasileira que abriram as portas ao mercado externo, há mais de uma década. Hoje, a linha ligada ao samba é vendida apenas no País, mas a marca se consolidou fora e as baterias, principal produto da RMV, são vendidas para cerca de 10 países na América Latina, Europa e Ásia. “Os produtos brasileiros têm um potencial enorme fora do País. Hoje nós já transcendemos isso e conseguimos emplacar as outras linhas”, diz o diretor da RMV e presidente da Anafima, Anselmo Rampazzo.
Na Rozini, fabricante nacional de instrumentos de corda, a linha de violão, que já era pequena, quase sumiu. Mas a empresa se mantém quase ilesa à concorrência com o seu principal negócio: violas e cavaquinhos. “São instrumentos típicos brasileiros. Fora do País pouca gente sabe tocar, e não haveria escala para ser fabricado na China”, afirma José Roberto Rozini, dono da empresa
Fonte: Gazeta Mercantil


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