Logística é o maior entrave ao crescimento do agronegócio

Agosto 26, 2008

Responsável por fornecer ao mercado internacional as principais commodities, o Brasil é destaque quando o assunto é o setor primário. Maior produtor e exportador de diversas culturas como o café, açúcar, soja e laranja em 2007, a balança comercial do agronegócio nacional fechou em US$ 49,6 bilhões. Os números são bons, mas poderiam ser melhores se não fosse o colapso logístico que o País enfrenta.

A avaliação é do consultor de logística e infra-estrutura de transportes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antonio Fayet, que fez a palestra “Grandes Oportunidades do Agronegócio”, ontem (25/8), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (FAES).

Apesar do agronegócio no Brasil responder hoje por um terço do PIB nacional e representar 40% dos postos de trabalho, o setor passa por um momento de crise. Há deficiências em toda cadeia logística. Problemas na infra-estrutura portuária, rodoviária e hidroviária, são alguns dos obstáculos que prejudicam o escoamento da produção brasileira. A falta de terminais portuários encarece a cadeia logística. Fatores como as altas multas de navios em espera nos portos, o aumento do tempo nas estradas em função das más condições de conservação das rodovias, os fretes inflacionados, pesam na balança comercial brasileira e no bolso do produtor rural.

Para Fayet, o Brasil possui tecnologia e produtividade de primeiro mundo, mas sua infra-estrutura logística deixa a desejar. “A maioria dos portos brasileiros não atende nem metade da capacidade de suas demandas. Por isso, toneladas de produtos têm que encontrar pontos de saída em outras regiões, encarecendo a logística e deprimindo os preços pagos ao produtor em todo o país”. Dados da CNA mostram que o custo para se transportar uma saca de soja, por exemplo, até os portos, chega a representar mais de 50% do faturamento do produtor.

Fonte: CNA


Zoneamento do porto de Rio Grande exclui área de terminal de GNL

Agosto 22, 2008

Apesar de o município de Rio Grande ainda disputar a instalação de um terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Petrobras, um novo fator pode atrapalhar as expectativas dos rio-grandinos: a alteração no Plano de Zoneamento das Áreas do Porto Organizado do Rio Grande. O chefe da Divisão de Planejamento do porto do Rio Grande, Darci Tartari, relata que com as mudanças será complicado implementar o complexo no município, sendo necessário um novo estudo do planejamento.
“A alternativa que restaria, neste contexto, é a outra margem, em São José do Norte”, argumenta Tartari. O Conselho de Autoridade Portuária do porto do Rio Grande (CAP/Rio Grande) aprovou na semana passada a proposta de alteração no Plano de Zoneamento. A área que estava prevista para receber o terminal de GNL foi destinada para a ampliação de projetos de reparo e construção naval. Trata-se de um terreno de 22,9 hectares, ao lado do dique seco.
Tartari participou nesta quinta-feira de reunião do grupo de logística do Fórum Temático de Infra-Estrutura da Agenda 2020. Ele também adiantou que nesta semana foi enviado para a análise da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) o projeto do edital para a efetivação de um Terminal de Produtos Florestais em Rio Grande. Em até 30 dias, o documento deve ser devolvido para que o processo possa ter continuação.
Também esteve presente no encontro o superintendente do aeroporto internacional Salgado Filho, Marco Aurélio Franceschi, que destacou que o cronograma da ampliação da pista do aeroporto de Porto Alegre está dentro do previsto. No entanto, para não haver perigo de atraso, a realocação das famílias que moram próximas à área onde serão feitas as obras terá que ocorrer até o primeiro semestre do próximo ano.
Na semana passada foi entregue o estudo de impacto ambiental do projeto para a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Agora, o órgão deverá realizar uma audiência pública para discutir o assunto. A expectativa é de que o licenciamento ambiental seja concedido até o final do ano. Se isso se concretizar, o processo licitatório da ampliação deve ser aberto no primeiro semestre de 2009. Se não forem verificados empecilhos, a extensão da pista será concluída até o final de 2011.
“É uma ação importante para todo o Rio Grande do Sul”, diz o superintendente. A pista será expandida de 2,28 mil metros para 3,2 mil metros. A ampliação permitirá, conforme Franceschi, que as aeronaves de maior porte possam sair de Porto Alegre com cerca de 95% da sua capacidade de transporte ocupada. Ele argumenta que a medida trará um ganho para a exportação de empresas gaúchas que, muitas vezes, utilizam o modal rodoviário para chegar a São Paulo e dali enviar suas mercadorias por aviões.
“Com a obra, as cargas poderão sair do Estado direto para o destino final”, relata o superintendente. Entre as cargas que serão beneficiadas ele cita produtos perecíveis, como frutas e peixes, e de maior valor agregado, como eletroeletrônicos. O coordenador técnico da Agenda 2020, economista Paulo de Tarso Pinheiro Machado, afirma que a ampliação da pista do aeroporto favorecerá o crescimento da economia gaúcha. Machado enfatiza que é uma meta da Agenda 2020 acompanhar as informações dos projetos que são considerados como prioritários para o desenvolvimento do Estado.
Fonte: Jornal do Comércio (RS)


Movimentação de veículos no porto de Rio Grande ultrapassa 40 mil unidades

Agosto 20, 2008

De janeiro a julho, as importações aumentaram 57,7% sobre igual período de 2007.

A movimentação de veículos continua em alta no porto de Rio Grande, registrando de janeiro a julho deste ano 40.671 unidades, com alta de 49,7% em comparação com igual período do ano passado.

As importações, mais uma vez, foram responsáveis pelo bom desempenho na movimentação de veículos, com 37.844 unidades, um aumento de de 57,7%. Já as exportações não tiveram o mesmo êxito e registraram queda de 8,3%, com 2.827 veículos.

Nas importações, o maior destaque foi novamente o Corsa Classic, que corresponde por 80% da movimentação desse segmento, atingindo 30.308 unidades, com incremento de 43,6%. Logo em seguida, vêm a Tracker, o Ômega e os tratores. Além disso, o porto do sul gaúcho passou a receber o mais novo modelo da General Motors, a caminhonete Captiva.

Embora as exportações tenham registrado queda, os embarques de ônibus e de colheitadeiras tiveram alta. No entanto, a movimentação de tratores caiu 22%.
Fonte: Zero Hora


Frete de navios de contêiner sofre queda nos preços

Agosto 15, 2008

Com a diminuição das taxas de frete de contêineres e a desaceleração dos percentuais de movimentação de carga em rotas de comércio-chave, começa a haver capacidade ociosa de linhas oceânicas

As taxas de frete dos navios de contêiner estão caindo, com a possibilidade de negociação de grandes descontos, já que os armadores preferem optar por menores valores a correr o risco de terem de desempregar as embarcações.

A taxa de frete diária média de uma embarcação Panamax de 3.500 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) caiu para US$ 27 mil, saindo dos US$ 31 mil cobrados em maio e dos US$ 33 mil em março, de acordo com um broker de Londres.

Atualmente, o frete de um navio capaz de transportar 2.750 Teus está em US$ 22 mil por dia, US$ 8 mil a menos que em março. Já a diária de embarcações de 1.700 Teus está por volta de US$ 16 mil contra US$ 18.500, seis meses atrás.

Enquanto o ritmo das movimentações diminui a cada dia nas rotas mais importantes - o comércio marítimo Ásia-Europa deve crescer 10% este ano, contra 20% em 2007 -, outros trades registram aceleração. As linhas da Ásia para a América do Sul e sul da África, por exemplo, bem como as do Oriente Médio, devem adquirir capacidade, particularmente navios de tonelagem média.

Os perfis dos afretamentos também têm mudado. Ao invés dos habituais dois e três anos, o tempo dos contratos caiu à metade, numa estratégia dos transportadores de não ficarem presos a índices que num futuro próximo podem parecer altos demais.

Relatórios de afretamentos cancelados assim como desistências de encomendas de embarcações a estaleiros deprimiram o mercado nas últimas semanas.

A alemã NSB, a maior companhia de afretamentos de transporte marítimo de contêiner do mundo, com uma frota de 87 navios e 360 mil Teus, cancelou neste mês um contrato no valor de US$ 620 milhões para operar oito navios de 4.250 Teus. A companhia não conseguiu convencer os bancos a financiarem as embarcações.

Da mesma forma e mais recentemente, o armador Evergreen suspendeu os planos de operar por longo prazo oito navios de 12.400 Teus, da companhia grega Nikki Shipping.

Fonte: Guia News


Brasil e Uruguai querem impulsionar hidrovia

Agosto 14, 2008

A Comissão Mista Brasileiro-uruguaia decidiu hoje impulsionar a implementação de uma hidrovia “junto a outros planos de infra-estruturas de transporte para reativar a integração física e econômica na fronteira.

Em reunião de trabalho de dois dias que terminou hoje no Palácio Santos, sede do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, foram traçados os fundamentos para impulsionar o desenvolvimento da Bacia da Lagoa Mirim.

O ministro de Transporte e Obras Públicas uruguaio, Víctor Rossi, disse que foi reativada a comissão bilateral sobre o tema, que havia sido “paralisada”, o que demonstra o interesse de ambos os países em criar um nexo de “integração física e econômica”.

O ministro afirmou que o reatamento dessa comissão permitirá “acelerar” este projeto de transporte, destinado a aumentar o intercâmbio de pessoas e bens entre os dois países.

Rossi reconheceu que um dos pontos mais importantes tratados durante a reunião foi estabelecer uma “política ambiental da região” para a preservação dos rios e para que esta política se dirija para toda a região.

Marcelo Moreira, presidente da Seção Brasileira da Comissão da Lagoa Mirim, afirmou que a execução do projeto é de suma importância para Uruguai e Brasil, pois permitirá que a lagoa se transforme em um “laço de união” entre ambos os países.

O representante brasileiro comentou que as medidas compensatórias ambientais serão claras, já que será reduzido o número de caminhões nas estradas e sua influência sobre a fauna silvestre.

A Lagoa Mirim está localizada a 20 quilômetros das cidades fronteiriças de Rio Branco (Uruguai) e Jaguarão (RS).

Com uma superfície de 3.500 quilômetros quadrados, foi declarada Reserva Mundial de água doce

 

Fonte: O Estado do Maranhão


Frete marítimo já tem aumento de até 150% em 2008

Agosto 13, 2008

Aumento do frete marítimo para exportações é resultado de pressões como o aumento do preço do petróleo no mercado internacional e já desestimula produção de alimentos
Com as pressões internacionais do preço do petróleo e, ainda por cima, os gargalos de infra-estrutura nos portos brasileiros, os exportadores enfrentam grandes problemas para dar continuidade em suas vendas ao comércio exterior. Um dos itens mais graves deste “pacote” de problemas é o aumento dos preços do transporte marítimo para exportações.

Segundo reportagem publicada na Folha de São Paulo e na Gazeta Mercantil, somente em 2008 o custo para o transporte marítimo aumentou 57% para as exportações de automóveis e até 150% no caso do minério de ferro, produto responsável pela maior tonelagem embarcada nos portos brasileiros.

Um dos motivos para esta alta nos fretes marítimos é a oscilação dos preços do petróleo no mercado internacional. De acordo com um levantamento do Ministério do Desenvolvimento, cada US$ 10,00 de aumento na cotação do barril da commodity causa o encarecimento de U$ 500,00 por dia no frete de navios cargueiros. Para se ter uma idéia, o preço do barril do petróleo passou de US$ 71,47 para US$ 115,20 nos últimos 12 meses, chegando a bater a casa dos US$ 145,00.

Recordes históricos

Com estas pressões, o valor do frete marítimo cobrado no Brasil está atualmente no maior patamar da história. Segundo levantamento de especialistas do setor, este cenário já representa uma tarifa adicional de 9% sobre os produtos comercializados.

No Brasil, a situação está ainda mais grave devido aos gargalos de infra-estrutura encontrados nos portos. Estes gargalos já causaram prejuízos, entre multas e taxas por causa de atrasos, de até R$ 5 bilhões na última safra colhida.

Segundo Luiz Antônio Fayet, consultor de Logística da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil), estes entraves já vêm ocasionando a redução na produção de soja e milho em vários Estados brasileiros.

O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas de Logística (NTC&Logística) está preocupado com a saúde financeira de seus associados. “Nenhuma empresa de transporte tem gordura suficiente para absorver este aumento”, diz.

Para o governo brasileiro, será preciso que os empresários encontrem estratégias para lidar com este novo cenário: “Acabou a era do petróleo a US$ 30,00″, diz Weber Barral, secretário de Comércio Exterior.

Fonte: Transporta Brasil


Porto de Buenos Aires apresenta necessidade de reformas de urgência

Agosto 12, 2008

Em uma coletiva de imprensa realizada pela AGP (Administración General de Puertos) no Porto de Buenos Aires, Argentina, o gerente de Engenharia e Operações, Rodolfo Ghiglione, destacou a importância das obras de expansão e segurança a serem realizadas.

Em Buenos Aires, segundo Ghiglione, foram investidos 158 milhões de pesos nos últimos quatro anos, 72% dos quais em obras de dragagem, 20% em ligações viárias e ferroviárias, e 8% em manutenção das instalações.

Há, porém, muitas obras urgentes aguardando realização. Entre os projetos em estudo, estão a ampliação do espelho d’água no interior do porto, a ampliação do círculo de manobras para 500 metros (no momento ele possui 300 metros), o aumento do canal de passagem de navios para 200 metros, e a remoção de embarcações e peças de navios do fundo das águas do porto.

Além disso, também se discute a ampliação. Em Buenos Aires, a movimentação de contêineres vem crescendo continuamente desde 2002, atingindo 1 milhão e 154 mil Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2007, número próximo à capacidade teórica de 1 milhão e 200 mil Teus.

Para isso, há um plano diretor que começou a ser pensado em 2005 e fixa bases para o crescimento dos terminais até 2030. Também se espera resolver pendências relativas ao processo de licitação para a construção do Terminal 6, iniciado três anos atrás.

Fonte: Guia News


BNDES estuda ferrovia ligando o Atlântico e o Pacífico

Agosto 8, 2008

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está estudando um projeto de “corredor ferroviário bioceânico”, ligando os portos de Santos (SP) ou Paranaguá (PR), no Oceano Atlântico, ao chileno de Antofagasta, no Pacífico, informou o presidente da instituição, Luciano Coutinho. De acordo com ele, houve pedido de uma comissão interministerial para que o banco de desenvolvimento analisasse o projeto. “Mas ainda é bem inicial”, afirmou.

Coutinho tocou no assunto de passagem, enquanto citava projetos de ferrovias que devem receber recursos do BNDES. Diferenciou, porém, o estágio do projeto bioceânico de outros que já estão sendo construídos. Coutinho citou, também de passagem, o trem-bala entre Rio e São Paulo na lista dos projetos que podem receber financiamento. É um projeto também em análise, mas já está bem mais adiantado que o de ligação entre Atlântico e Pacífico.

Fonte: Agência Estado


Empresas aéreas de carga respondem a processo administrativo por formação de cartel

Agosto 7, 2008

Brasília - A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça investiga a formação de cartel no setor de transporte aéreo de cargas há vários meses e instaurou, no último dia 23 de abril, um processo administrativo contra empresas e funcionários que teriam se unido para fixar conjuntamente os preços dos serviços e, assim, eliminar a concorrência.

Ao todo, 26 pessoas e empresas são citadas no processo que, segundo a assessoria da SDE, se encontra na fase de apresentação de defesa pelos investigados. Sem mencionar a data em que o prazo começou a valer, a assessoria informou que eles têm 30 dias para encaminhar seus argumentos e provas.

Se a denúncia de formação de cartel for comprovada, além de punições administrativas como multas de até R$ 3 milhões, as empresas podem ter que responder criminalmente. Os valores recolhidos por meio de multas decorrentes de condenações por práticas anti-competitivas são destinadas ao Fundo de Direitos Difusos, administrado por um conselho federal

Ontem (5), o Ministério Público do estado de São Paulo ofereceu denúncia contra dez pessoas de sete companhias de transporte aéreo de cargas. Segundo o promotor Roberto Porto, foram denunciados Dener de Souza, gerente da American Airlines Cargo; Renata de Souza Branco, gerente da KLM Cargo; Paulo Jofily de Monteiro Lima, gerente da Air France Cargo; Margareth de Almeida Faria, gerente da Alitalia e Luis Fernando Costa, gerente da United Airlines.

Também constam da denúncia Norberto Jochmann, Javier Felipe Meyer de Pablo e Herman Arturo Merino Figueroa, respectivamente, presidente, gerente e diretor da ABSA Cargo, além de José Roberto Rodrigues da Costa e Carlo Winfried Uebele, gerente e diretor da VarigLog.

Em entrevista à Agência Brasil, o promotor afirmou que o esquema teria sido desvendado graças a um Acordo de Leniência (delação premiada com o fim de prevenir ou reparar dano de interesse coletivo) que o Ministério Público e a própria SDE firmou com a empresa alemã Lufthansa. Pelo acordo, em troca das informações, a companhia ganharia o benefício de ficar de fora da ação penal, o que realmente aconteceu.

A assessoria da SDE, no entanto, não confirmou ou negou que o acordo tenha realmente sido firmado com a Lufthansa. A secretaria disse não poder informar a origem das denúncias sobre o esquema a fim de não atrapalhar o andamento do processo administrativo.

Além de coordenar a Política Nacional de Defesa do Consumidor, a SDE é o órgão do Ministério da Justiça responsável por instruir os processos administrativos relativos a condutas anti-competitivas e a atos de concentração. Seus pareceres, não vinculativos, são enviados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia responsável por julgar, em última instância, os processos administrativos instruídos pela SDE.

Fonte: Agência Brasil


Governo federal quer ampliar recursos para o Fundo de Marinha Mercante

Agosto 7, 2008

Rio de Janeiro - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho,  afirmou no dia 5/8, no Rio de Janeiro, que está buscando apoio dos Ministérios da Fazenda e dos Transportes  para o Fundo de Marinha Mercante (FMM), cujos recursos são oriundos da taxa de arrecadação de afretamento. 

“Vamos equacionar isso. O Fundo da Marinha Mercante é muito importante e precisa  apoiar o setor”, prometeu Coutinho. Ele admitiu, entretanto, que  há no momento uma  sobrecarga de demanda por financiamentos do BNDES na área do petróleo, o que retardou um pouco o questão do FMM.

A  diretora do FMM, Débora Martins Teixeira, disse à Agência Brasil que o fundo já tem contratados até 2010 cerca de R$ 9 bilhões para obras da indústria naval consideradas prioritárias pelo Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante. E acrescentou que haveria, ao final desse período, um saldo em torno de R$ 400 milhões.  “O que os ministérios estão tentando é uma forma de aumentar o fluxo de recursos para o fundo, em função da crescente demanda do setor”.  Ela salientou, contudo, que o fundo não está sem recursos.

Em  nota enviada à Agência Brasil, o Ministério dos Transportes esclareceu que um conjunto de projetos ora em análise pelo Departamento do Fundo da Marinha Mercante deverá somar mais R$ 3 bilhões para investimentos no setor naval até o final de 2010. A assessoria de imprensa do ministério assinalou que esses projetos têm a  execução garantida e estão  incluídos entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“A provável conversão de tais projetos em contratos poderá levar a um déficit transitório de recursos para investimentos somente a partir de 2011”, diz a nota. Por essa razão, o governo federal estaria estudando meios de garantir os recursos necessários para poder manter o fluxo de investimentos por intermédio do Fundo da Marinha Mercante.  A procedência desses recursos, porém,  ainda não foi definida, assegurou  a assessoria.

Fonte: Agência Brasil