Setor químico garante exportação

Agosto 28, 2008

O Japão, o principal importador de álcool brasileiro para uso químico, comprou até julho 94,7 milhões de litros do produto, 51% a menos que em igual período do ano passado.

A forte queda nos preços do etanol nos Estados Unidos - o que tirou, momentaneamente, esse mercado do foco das usinas do Brasil - abre espaço para que a indústria química volte às compras. É este setor que deve, até o final desta safra, em abril de 2009, ajudar a fechar a meta do País de exportar o recorde de 4,9 bilhões a 5 bilhões de litros de álcool, ante os 3,4 bilhões da safra passada.

O Japão, o principal importador de álcool brasileiro para uso químico, comprou até julho 94,7 milhões de litros do produto, 51% a menos que em igual período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A tendência, é que esse país aproveite a saída dos americanos no mercado para retomar os negócios. “Esse recuo é normal, sobretudo quando os Estados Unidos entram comprando muito agressivamente, como ocorreu nos últimos meses. O preço sobe muito e o setor de alcoolquímicos retarda as compras para conseguir valores menores”, explica Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência.

Em todo o ano de 2007, o Japão comprou 367 milhões de litros, 60% mais que no ano anterior. Já a Coréia do Sul, segundo maior comprador de álcool para uso químico, importou de janeiro a julho deste ano mais que o dobro de igual período de 2007.. Foram 77,3 milhões de litros, ante 25,6 milhões de litros nos sete primeiros meses do ano passado.. O percentual de crescimento desse mercado para a atual safra vai depender, segundo Rodrigues, dos preços do petróleo, matéria-prima concorrente nessa indústria.

Até agora, o Centro-Sul fechou contratos para exportar 3,5 bilhões de litros, que devem ser embarcados até novembro. A meta para essa região é embarcar 4,2 bilhões até o final da safra. “Os 700 milhões de litros restantes devem ser, principalmente, álcool de uso químico para a Ásia”. A falta de entusiasmo para firmar novos contratos de álcool com os Estados Unidos se deve ao fato de o mercado brasileiro estar pagando 23% mais (anidro). Desde o pico de preço desse combustível na Bolsa de Chicago (CBOT), em 27 de junho, a cotação caiu 20% - de US$ 2,94 o galão (3,785 litros) para US$ 2,34, em 22 de agosto. “Esse valor deveria estar em níveis de US$ 3,05 para compensar a exportação direta”, acrescenta Rodrigues. Enquanto isso, no Brasil, o movimento foi inverso. O litro do álcool anidro, que no dia 27 de junho valia R$ 0,82 na usina de São Paulo, subiu para R$ 0,86, alta de 4,6%, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP).

A tendência, pelo menos no curto prazo, é de que as cotações do etanol nos Estados Unidos continuem nesse patamar, acompanhando o movimento de estabilização do milho e do petróleo. “A produção local está acelerada, o que aumenta a oferta interna e limita a alta de preços. Pode ser que essa janela de exportação direta pelo Brasil leve um tempo para abrir-se novamente”, diz Mário Silveira, da FCStone.

Fonte: Gazeta Mercantil


Câmbio reduz exportações das indústrias

Agosto 28, 2008

A valorização do real em relação ao dólar está obrigando empresas brasileiras que concorrem com produtos importados a reduzirem custos e preços para competir no mercado nacional. De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 90% dessas empresas brasileiras tiveram de adotar algum tipo de estratégia para concorrer com os importados. Mesmo assim, duas em cada três indústrias perderam participação no mercado brasileiro.
O levantamento mostra que o dólar barato fez com que um terço das empresas brasileiras que concorrem com produtos importados baixasse seus preços. Além disso, 50% das empresas disseram ter reduzido custos. Houve melhora também na qualidade do similar nacional de 35% das companhias. A reação também veio das empresas exportadoras. Segundo a CNI, 78% das exportadoras adotaram alguma estratégia para estimular as exportações. Quase metade (48%) aponta a redução do custo como estratégia fundamental para manter suas vendas ao exterior.
“A redução de custos e o aumento da produtividade não é apenas a estratégia prioritária para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado doméstico, mas também para melhorar a competitividade no exterior”, diz a CNI. A segunda estratégia mais destacada para estimular exportações é a busca por novos mercados: 42% das empresas pesquisadas assinalaram essa opção. Esse percentual sobe para 45% entre as grandes empresas. A redução dos preços ou da margem de lucro é a terceira opção mais destacada, por 26% das empresas entrevistadas.
Segundo a CNI, no Brasil, 38% das empresas são exportadoras. Metade delas deixou de exportar ou perdeu participação no mercado internacional nos últimos 12 meses por causa da queda do dólar. A outra metade conseguiu se manter no mercado. A valorização da moeda brasileira diante do dólar também estimulou a utilização de insumos importados. A pesquisa da CNI mostra ainda que 81% das grandes, 61% das médias e 41% das pequenas empresas usam matérias-primas estrangeiras.
Em termos setoriais, o destaque negativo é para a indústria do vestuário, uma vez que 23% das empresas consultadas interromperam as exportações nos últimos 12 meses. Nas indústrias de couro, papel e celulose e têxteis, essa proporção também foi alta e superou 10%. Em oito setores - móveis, têxteis, madeira, borracha, veículos automotores, minerais não-metálicos, máquinas e equipamentos e equipamentos hospitalares e de precisão - mais da metade das empresas tiveram perda de participação dos seus produtos no mercado internacional. Por outro lado, alguns setores como limpeza e perfumaria, bebidas e papel e celulose aumentaram a sua participação no mercado externo mesmo com a valorização do real.
O levantamento informa, ainda, que em quatro setores - têxteis, calçados, vestuário e equipamentos hospitalares e de precisão - a competição com produtos importados é mais intensa e levou 75% das empresas a perderem participação no mercado doméstico. O documento avalia que, embora mais expostas à concorrência com produtos importados, as grandes empresas estão mais preparadas para enfrentar essa concorrência.
A Sondagem Especial sobre o impacto da valorização do real frente ao dólar foi feita com 1.564 indústrias entre 26 de julho e 6 de agosto deste ano. Entre as empresas consultadas, há 885 pequenas, 458 médias e 221 grandes.

Estado diminui volume de vendas, mas ganha em receita
Leandro Brixius

A valorização do real frente ao dólar atinge de maneira distinta as indústrias exportadoras do Rio Grande do Sul, mas mesmo com a redução de volumes totais, há aumento do faturamento em moeda norte-americana nos primeiros sete meses do ano. No período, o Estado exportou 11,2% menos que na mesma época em 2007, mas em compensação, a receita cresceu 47% e o preço médio valorizou 66%, ambos em dólares e contabilizando também as commodities.
Segundo o economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Álvaro Garcia, as principais exportações industriais gaúchas são de calçados e móveis, dois setores que têm a mão-de-obra como insumo com maior participação nos custos e sob o qual a valorização do real tem um peso forte. “Essas indústrias ainda não conseguiram compensar essa elevação em seu preço em dólar”, explica.
Com a atual cotação entre as moedas, a West Coast, por exemplo, reduziu suas exportações e hoje vende 30% da produção para o exterior, principalmente América do Sul e Europa. “Esse índice já foi bem maior e hoje estamos lutando para permanecer no mercado externo”, compara o diretor de marketing da empresa, Sérgio Baccaro Júnior. O executivo estima que para recuperar a competitividade, o dólar precisaria ser cotado pelo menos entre R$ 1,75 e R$ 1,80. Baccaro revela que a West Coast insiste em manter negócios no exterior em função dos investimentos já realizados em comunicação e consolidação da marca.
A concorrência - tanto no exterior quanto no País - com os calçados produzidos na Ásia não pesa muito para a West Coast, mas é determinante para a redução dos negócios de empresas com produção em série, mesmo modelo adotado pelos asiáticos. “Temos um produto de maior valor agregado, não vendemos commodities e sim, moda, por isso não sofremos tanto, mas o maior diferencial de preço em favor da Ásia é a mão-de-obra, já que o custo da matéria-prima é semelhante”, explica. Desenvolver produtos diferenciados, com design próprio, é a principal estratégia que tem sido adotada pelas indústrias do setor para permanecer no mercado em condições de competir mesmo com o real valorizado.
Por outro lado, o dólar baixo torna mais barato em reais o valor dos bens de capital, permitindo que as indústrias possam se reequipar e modernizar. “O câmbio valorizado favorece também os setores que demandam insumos e máquinas do exterior”, cita Garcia. Os dados da FEE mostram que as vendas externas de máquinas agrícolas cresceram 68% em receita e 17% no preço médio entre janeiro e julho. Além de utilizarem alguns bens de capital importados, o desempenho dessas indústrias vêm a reboque da alta global das commodities, principalmente a soja, um item significativo das exportações gaúchas.
Para ele, diversificar os mercados é uma estratégia que deve ser adotada pelos exportadores frente à desvalorização do dólar, que não ocorre só em relação ao real, mas também com outras moedas. A moeda norte-americana se desvaloriza no mundo em função do déficit fiscal e dos problemas da economia dos EUA. “Nos últimos três anos, o Rio Grande do Sul tem ampliado seus mercados e a China passou a ser a maior compradora, absorvendo 10,6% do total neste ano”, diz Garcia.

Valorização do real ameaça pequenas e médias exportadoras
O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o economista Flávio Castelo Branco, afirmou que o processo de valorização do real frente ao dólar ameaça o crescimento de empresas de pequeno e médio porte que atuam no mercado externo. Segundo ele, houve uma ampliação do número de empresas de menor porte nesse mercado, nos últimos anos, apesar de o maior desempenho do comércio exterior estar no segmento de grande porte.
“Mas, acho que este movimento está ameaçado”, afirmou o economista ao divulgar a Sondagem Especial realizada pela CNI sobre os efeitos do câmbio nas empresas brasileiras. A pesquisa mostra que 46% das médias empresas diminuíram a sua participação no mercado externo nos últimos 12 meses e 6% pararam de exportar. Esse percentual é maior do que no segmento de pequenas ou grandes empresas.
Para o economista da CNI Paulo Mol, as pequenas empresas já tinham sofrido com o processo de valorização do câmbio e muitas já tinham deixado de exportar. Para ele, o resultado da pesquisa mostra que o processo agora está se exaurindo para as empresas de médio porte. “As exportações começam a se deteriorar. O processo saiu do patamar das pequenas empresas e passou para as de médio porte”, disse Mol.
Pelos dados da CNI, metade das empresas de médio porte é exportadora. A sondagem industrial mostra que, além de estarem perdendo espaço tanto no mercado doméstico quanto no exterior, as empresas brasileiras estão mais dispostas a utilizarem insumos importados como uma das estratégias para minorar os efeitos da perda de competitividade causada pelo câmbio.
A sondagem mostra que, do universo de empresas que perderam participação no mercado doméstico, 12% passaram a utilizar insumos importados em 2007 ou 2008 e 17% não usam, mas pretendem passar a importar esses insumos. “Existe claramente uma predisposição das empresas em usar insumos importados no processo produtivo. A valorização do real tem estimulado o aumento dessas importações”, afirmou Castelo Branco.
O economista destacou que os efeitos do câmbio não são iguais em todos os segmentos ou portes de empresa. Segundo ele, as grandes empresas se posicionam mais fortemente no mercado e têm mais capacidade de reação. Para ele, as medidas adotadas pelo governo para ajudar os setores mais afetados pela valorização da moeda não tiveram uma intensidade suficiente para compensar a perda de competitividade provocada pelo câmbio.
Fonte: Jornal do Comércio (RS)


Real forte faz empresa que concorre com produto importado perder mercado, diz CNI

Agosto 27, 2008

Brasília - Duas em cada três empresas industriais que concorrem com produtos importados perderam participação no mercado doméstico por causa da valorização do real. A constatação é do do boletim Sondagem Especial, divulgado hoje (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pelo mesmo motivo, diz o boletim, metade das empresas exportadoras deixou de vender no exterior ou perdeu participação no mercado internacional nos últimos 12 meses.

Segundo a CNI, o resultado da sobrevalorização do real atinge a competitividade tanto em relação ao tamanho da empresa quanto em termos setoriais. Com o dólar mais fraco, aumenta o estímulo à compra de matérias-primas importadas. As empresas de pequeno porte são as mais prejudicadas, pois estão menos preparadas para a concorrência, mesmo participando menos da disputa com os produtos importados.

Entre os setores que mais perderam participação no mercado interno, a CNI destaca têxteis; calçados; vestuário e equipamentos hospitalares e de precisão. Nesses setores, 75% das empresas perderam participação no mercado doméstico.

A estratégia foi procurar aumentar a competitividade no mercado interno, reduzindo custos e aumentando o ganho de produtividade e, de acordo com a CNI, esse é o foco de 90% das companhias. No caso das pequenas e de médio porte, uma saída foi reduzir preços e diminuir a margem de lucro.

A pesquisa da CNI sobre os efeitos do câmbio nas empresas brasileiras contou com a participação de 1.564 empresas industriais: 885 pequenas, 458 médias e e 221 grandes empresas. Segundo a confederação, o período de coleta de informações foi de 26 de julho a 6 de agosto de 2008.

Fonte: Agência Brasil


CNA diz que alto preço dos alimentos garante recorde do agronegócio nas exportações

Agosto 27, 2008

Brasília - As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 7,9 bilhões no mês de julho e atingiram US$ 41,7 bilhões no acumulado do ano, com crescimento de 30,2% sobre as exportações do setor em igual período do ano passado. A informação foi dada ontem (26) pelo assessor técnico de Comércio Exterior da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Matheus Zanella.

Segundo Zanella, o desempenho é recorde histórico, influenciado basicamente pelos altos preços dos alimentos no mercado internacional. E tudo indica que “as exportações do agronegócio continuarão em ritmo forte, estimuladas pelos preços, mesmo que as quantidades exportadas nem sempre acompanhem o aquecimento do setor”, disse ele.

De acordo com o assessor da CNA, a alta dos preços no mercado externo favoreceu especialmente as vendas brasileiras do complexo soja – a quantidade exportada aumentou apenas 7,9%, mas a elevação em 63,6% dos preços garantiu exportação recorde de US$ 11,9 bilhões, de janeiro a julho. Esse valor é 76,6% maior que o dos embarques de soja no mesmo período de 2007.

Zanella disse que a China é, no momento, o maior comprador da soja brasileira, devido ao fato de o país garantir o fornecimento do produto, que é a base da alimentação e das rações utilizadas pela agropecuária chinesa. A China também aumentou as compras do Brasil, porque Estados Unidos e Argentina enfrentam problemas na oferta do produto.

O segundo destaque nas exportações do agronegócio nacional são as carnes bovina, suína e de aves, que somaram US$ 8,4 bilhões nos sete primeiros meses de 2008, com crescimento de 36,7% em relação ao mesmo período de 2007. Foram US$ 3,6 bilhões em carne de frango (+45,5%), US$ 3 bilhões em carne bovina (+18,2%), US$ 821 milhões em carne suína (+36,3%) e US$ 313 milhões em carne de peru (+53%).

Zanella ressaltou que também registraram expansão signifcativa as vendas de produtos florestais, que aumentaram 14,4% no ano, com receita de US$ 5,6 bilhões, bem como as exportações de café, que cresceram 15,4%, com vendas de US$ 2,4 bilhões. Já o complexo sucroalcooleiro ficou praticamente igual, com vendas de US$ 3,8 bilhões e aumento de 3,5%, por causa da queda de preços do açúcar no mercado internacional.

O assessor da CNA acrescentou que o câmbio favorável e o aquecimento do consumo interno também contribuíram para o aumento da importação de produtos agrícolas, que somaram US$ 6,8 bilhões de janeiro a julho, com evolução de 44,7% sobre igual período do ano passado, em especial por causa dos altos preços do trigo, responsável por um quinto do total das importações do setor.

Fonte: Agência Brasil


Importados pesam na balança argentina

Agosto 26, 2008

A balança comercial da Argentina parece estar se enfraquecendo à medida que fabricantes compram mais e mais produtos importados, disse ontem o grupo de altos estudos Ecolatina. Na semana passada a presidente argentina Cristina Fernandez disse que o país havia divulgado um excedente comercial de US$ 1 bilhão em julho, acima dos US$ 485 milhões do mesmo período no ano anterior.
Mensalmente, o excedente esteve acima dos US$ 308 milhões em junho, quando uma greve dos fazendeiros deteve muitas exportações. O excedente de junho caiu de forma notável em relação aos US$ 940 milhões do mesmo período no ano anterior. As importações na primeira metade de 2008 subiram 40%, alimentadas por volumes mais altos, disse a Ecolatina em um relatório de pesquisa. As exportações também subiram, mas principalmente por causa dos preços mais altos.
“A lacuna entre a quantidade de importações e exportações se expandiu consideravelmente”, disse a Ecolatina. O peso argentino mais forte combinado com uma falta de bens produzidos no país levaram os fabricantes locais a importar mais bens. Enquanto isso, as fábricas voltadas para a produção local estão operando com capacidade total.

Fonte: Gazeta Mercantil


Ministério atribui déficit comercial a problemas na programação de embarques

Agosto 25, 2008

Brasília - A balança comercial brasileira registrou, na semana passada, exportações de US$ 3,731 bilhões contra importações equivalentes a US$ 4,571 bilhões. O saldo foi negativo em US$ 840 milhões entre os dias 18 e 24 deste mês, mas, no acumulado do mês, é positivo em US$ 1,279 bilhão e sobe para US$ 15,932 bilhões no ano.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações na quarta semana de agosto diminuíram 26,7% em relação à semana anterior em função da programação de embarques. A informação foi publicada no endereço www.mdic.gov.br e não fornece maiores detalhes, dizendo apenas que houve retração de 39,8% no embarque de produtos básicos, 16,8% de produtos manufaturados e de 14,6% dos produtos semimanufaturados.

Por produtos, as exportações mais afetadas foram as de petróleo em bruto, soja em grão, fumo em folha, café em grão, minérios de ferro, cobre e manganês. Houve atrasos também nos embarques de gasolina, óleos combustíveis, automóveis, autopeças, tratores, laminados planos, calçados, celulose, açúcar, ferro-ligas, alumínio em bruto, couros e peles.

Nos 16 dias úteis de agosto, as exportações somaram US$ 14,924 bilhões, o que dá um aumento de 42,1% em termos de média diária comparada ao mesmo mês do ano passado, com destaque para as vendas de petróleo em bruto, minério de ferro, farelo de soja e carnes suína, bovina e de frango.

Embora em menor valor, as importações somaram US$ 13,645 bilhões no mês, com expansão de 69,7% na comparação das médias diárias de agosto deste ano e de 2007. A evolução decorre principalmente das compras de adubos e fertilizantes para o plantio da próxima safra agrícola, combustíveis, lubrificantes, aeronaves e peças, bem como equipamentos mecânicos e farmacêuticos

Fonte: Agência Brasil


Drawback é tema de encontros semanais no MDIC

Agosto 22, 2008

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vai inaugurar, a partir da próxima quarta-feira (27/8), a série “Encontros de Drawback”, com o objetivo de prestar esclarecimentos para empresários e operadores do comércio exterior sobre a utilização das diversas modalidades de drawback.

A programação será aberta com uma palestra das 10h às 11h sobre normas e procedimentos do regime aduaneiro especial de drawback, no auditório do MDIC – Esplanada dos Ministérios, Bloco J, Térreo. Entre 11h e 12h30, o público poderá tirar as dúvidas durante um debate com os palestrantes.

Empresários e operadores de comércio exterior que tiverem pendências específicas no Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex) poderão participar dos despachos executivos que serão realizados das 14h30 às 17h30.

Os encontros serão realizados sempre às quartas-feiras no mesmo horário. A participação do público é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail decex.cgab@desenvolvimento.gov.br. Cada encontro poderá receber até 50 inscritos, com limite máximo de três representantes por empresa.

Público alvo

Empresários que operam no regime de drawback ou representantes legais das empresas. Neste último caso, para agendamento de despachos executivos, será obrigatória apresentação de cópia autenticada de documento que certifique que o procurador é responsável pela empresa exportadora.

Serviço: “Encontros de Drawback”
Datas: 27/8, 3/9, 10/9 e 17/9
Horários: Palestra e debate das 10h às 12h30 e despachos executivos das 14h30 às 17h30
Endereço: Auditório do MDIC – Esplanada dos Ministérios, Bloco J – Térreo

Mais informações
Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex) do MDIC
Telefone: (61) 2109-7325 com Sra. Iris

Fonte: MDIC


Exportações podem superar US$ 200 bi

Agosto 22, 2008

As exportações estão surpreendendo e os especialistas em comércio exterior já estimam que podem ultrapassar a barreira de US$ 200 bilhões este ano.

Se as previsões se confirmarem, esse resultado será obtido apesar da valorização do real. Graças a esse desempenho, as projeções para o saldo comercial também subiram e já atingem US$ 25 bilhões a US$ 27 bilhões.

A Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) revisou para cima suas estimativas e agora projeta exportações de US$ 201 bilhões em 2008, uma alta de 25% em relação a 2007. “Mesmo que os preços de exportação recuem daqui para frente, o efeito na balança comercial brasileira só vai aparecer no fim do ano”, avaliou Fernando Ribeiro, da Funcex, acrescentando que as cotações da soja e do minério de ferro embarcados hoje pelo Brasil já estão seladas.

O bom desempenho do preço das commodities exportadas explica esse fenômeno. No acumulado do ano até junho, a quantidade exportada pelo Brasil recuou 0,6%, enquanto os preços subiram 27,2%. Para Ribeiro, o volume embarcado deve se recuperar levemente e fechar o ano com alta entre 2% e 3%. Em compensação, os preços podem voltar um pouco, depois do pico.

De acordo com a Funcex, as importações devem atingir US$ 176 bilhões este ano, o que significa alta de 46%. Por isso, a entidade revisou sua projeção de saldo de US$ 23 bilhões para US$ 25 bilhões. Para a LCA Consultores, o saldo da balança comercial brasileira pode chegar a US$ 26 bilhões, com as exportações atingindo US$ 206 bilhões. “Os preços das exportações estão batendo recordes”, disse Francisco Faria, economista da LCA.

Para Lia Valls, coordenadora de projetos do Centro de Estudos do Setor Externo da Fundação Getúlio Vargas (Cesex-Ibre/FGV), a estabilização no ritmo de crescimento da quantidade importada também pode favorecer a balança comercial brasileira, tornando-se possível encerrar o ano com um saldo positivo próximo de US$ 27 bilhões a US$ 28 bilhões. No departamento econômico do Bradesco, a projeção para o saldo comercial também atinge US$ 27 bilhões. Os economistas do banco não descartam um resultado ainda mais expressivo, dependendo do desempenho do preço das commodities no segundo semestre.

Fonte: Valor Econômico


Governo institui a comissão de implantação do Sistema Integrado de Comércio e Serviços (Siscoserv)

Agosto 22, 2008

Em uma ação conjunta, os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge; da Fazenda (MF), Guido Mantega; e o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Henrique Meirelles assinaram a Portaria nº 170, de 20 de agosto de 2008, publicada hoje (21/8), no Diário Oficial da União (D.O.U.), que autoriza a criação da Comissão que formulará propostas para o desenvolvimento e a implantação do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviço (Siscoserv).

Prevista no Plano Plurianual (PPA), 2008-2011, do Governo Federal, a instituição dessa Comissão ficará sob a responsabilidade do MDIC, e caberá ao grupo planejar, organizar, coordenar e controlar as atividades para implantação do novo sistema, além de tomar decisões consensuais, que não conflitem com os compromissos assumidos pelo País em fóruns internacionais.

As secretarias de Comércio e Serviços (SCS), do MDIC, da Receita Federal (SRF) e as diretorias de Assuntos Internacionais e de Política Econômica do Banco Central (Bacen) terão funções específicas na Comissão, que é de formular e harmonizar conceitos aplicáveis ao comércio exterior de serviços. A presidência será exercida pelo titular da SCS, que contará com a equipe técnica do Departamento de Políticas de Comércio e Serviços (Decos).

A comissão poderá se reunir extraordinariamente para discutir questões urgentes, quando convocada por qualquer de seus membros ou por solicitação do coordenador do grupo técnico.

Fonte: MDIC


Fortalecimento para importar

Agosto 21, 2008

As informações de que a China estuda lançar um pacote de estímulo econômico sugerem a tentativa de o país buscar uma transição do modelo exportador para o importador. A análise é do consultor e sócio-diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud. Para dele, a China estaria visando fortalecer a economia para depois conceder isenção tributária a produtos agrícolas de outros países que entram no mercado chinês. A idéia é preparar o mercado chinês, talhado para exportar, a conviver com a concorrência dos importados. Isso beneficiaria o Brasil, pois, aliado ao processo de valorização da moeda chinesa, ficaria mais barato vender um produto brasileiro para
Fonte: O EStado de São Paulo