MDIC anuncia meta de exportações de US$ 168 bilhões para 2010

Novembro 24, 2009

Rio de Janeiro (RJ) – A meta de exportações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para 2010 é de US$ 168 bilhões, valor 10% acima do acumulado dos últimos 12 meses, que está em US$ 154 bilhões. O anúncio foi feito hoje (24/11) pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, durante a abertura do 29º. Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro (RJ). 

“O Brasil começou 2009 com efeitos muito severos da crise financeira mundial, mas teve relativa recuperação ao longo do ano, o que nos faz acreditar na recuperação das exportações brasileiras em 2010”, ressaltou. 

Segundo Barral, representante do ministro Miguel Jorge no evento, a meta é compatível com a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para as exportações em 2010. O órgão calcula que as exportações de todos os países cheguem a US$ 13,059 trilhões em 2010, crescimento de 9,5% em relação a previsão para este ano – US$ 11,919 trilhões.

 De janeiro até a terceira semana de novembro deste ano, o Brasil exportou US$ 134,668 bilhões, valor 24,4% menor que o do mesmo período do ano passado, US$ 181,246 bilhões. Para 2009, a previsão do MDIC é que as exportações fiquem entre US$ 155 bilhões e US$ 160 bilhões.

 Desafios

Para alcançar a meta das exportações para 2010, o secretário de Comércio Exterior do MDIC destacou a necessidade do Brasil continuar investindo na diversificação da pauta exportadora e dos mercados de destino. “Precisamos recuperar espaço nos mercados dos Estados Unidos e da Europa, mas, segundo o FMI, a recuperação dos mercados será maior nos países em desenvolvimento, sobretudo na Ásia”, destacou. 

O Brasil ainda precisa, segundo ele, atualizar o sistema tributário nacional, investir em logística e em procedimentos de desburocratização e facilitação do comércio e ampliar as linhas de financiamento para os exportadores, dentre outros pontos. Barral também destacou a necessidade de um trabalho conjunto do governo e da sociedade civil para aumentar a percepção da importância do setor exportador na economia nacional. 

O 29º. Enaex prossegue até amanhã, no prédio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), na capital Fluminense. 

Fonte: MDIC


MDIC e Camex participam do 29º Encontro Nacional de Comércio Exterior

Novembro 23, 2009

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, será o representante do ministro Miguel Jorge no 29º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), a ser realizado dias 24 e 25 (terça e quarta-feira) de novembro no Centro de Convenções Firjan, no Rio de Janeiro (RJ). Também participará do evento a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola.

Os dois estarão na abertura oficial do Enaex, às 9h30 (terça-feira), junto com o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Benedicto Fonseca Moreira, e representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Banco Bradesco e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Às 10h30, MDIC, Camex e AEB coordenarão o painel “As propostas para reorganização institucional do comércio exterior”, que terá a participação de convidados do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu) e da Fiesp. Durante o painel, a Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás apresentará o “Documento Eletrônico: sua importância na simplificação administrativa e de gestão”.

Tradings

Na parte da tarde, às 14h30, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) realiza o encontro “O desenvolvimento do setor de tradings”. O tema será debatido pelos presidentes da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, e da Sertrading, Alfredo de Goye, e pela secretária-executiva da Camex. O encerramento estará a cargo do secretário de Comércio Exterior do MDIC.

A programação do Enaex prossegue na quarta-feira, com a participação de Lytha Spíndola no painel “Sistema de transporte e sua logística”, como convidada especial. No encontro serão discutidos navegação, porto e multimodalismo.

Palestras

Paralelamente à programação oficial do 29º Enaex serão realizadas palestras e treinamentos sobre assuntos diversos ligados ao comércio exterior. Dia 24 de novembro, das 14h às 16, o tema “Critérios de licenciamento de importação” será apresentado pelo representante do Departamento de Comércio Exterior do MDIC, Marcelo Sampaio. No mesmo dia, das 15h às 17h, o diretor da Secretaria de Comércio e Serviços do MDIC, Maurício Do Val, falará sobre o tema “Exportação de Serviços – Siscoserv”.

Fonte MDCI


SDP promove Encontro sobre Oportunidades de Negócios para o Setor Têxtil

Novembro 20, 2009

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) realizará, na próxima terça-feira (24/11), o Encontro Oportunidades de Negócios para o Setor Têxtil e de Confecções, na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), em Belo Horizonte (MG). O encontro tem por finalidade aumentar a interação entre as regiões produtivas, disseminar importantes informações, como modalidades de fomento aos Arranjos Produtivos Locais e Pólos, buscar soluções em conjunto de problemas específicos, desenvolver incentivo ao cooperativismo e associativismo, estabelecer contatos diretos, ampliar o aprendizado com experiências passadas, além de aproveitar de oportunidades de negócios.

O evento possibilitará, além de outros benefícios, a disseminação de informações. O acesso dos empresários a estas informações permitirá o aumento da competitividade da indústria nacional pela agregação de tecnologia ao processo produtivo, pela maior possibilidade de inovação e de capacitação gerencial e mão-de-obra e demais fatores advindos pela interação entre regiões produtivas.
A realização do “Encontro Oportunidades de Negócios para o Setor Têxtil e de Confecções” faz parte da Agenda de Ações do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva coordenado pelo Departamento das Indústrias Intensivas em Mão-de-Obra e Recursos Naturais (DEORN) da Secretária de Desenvolvimento da Produção (SDP) do MDIC, no âmbito Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) Têxtil e de Confecções.
Os interessados em participar do evento devem fazer sua inscrição através do endereço eletrônico: www.desenvolvimento.gov.br/sistemas_web/encontrotextileconfeccoes/inscricao/inscricao

PDP

O Governo Federal lançou a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) em maio de 2008. O objetivo central da PDP é dar sustentabilidade ao atual ciclo de expansão da economia e alcançar, até o final de 2010, quatro macrometas: a) aumentar para 21% a taxa de investimento fixo em relação ao PIB; b) ampliar a participação das exportações no comércio mundial para 1,25%; c) elevar o gasto privado em P&D para 0,65% e, d) aumentar em 10% o número de MPEs exportadoras.

Para o alcançar essas metas, a PDP foi organizada em três níveis de programas: ações sistêmicas, destaques estratégicos e programas estruturantes. Os programas, por sua vez, foram distribuídos em três novos conjuntos de programas de acordo com suas especificidades e estratégias de médio e longo prazo: mobilizadores em áreas estratégicas, para consolidar e expandir a liderança e  para fortalecer a competitividade.

O setor têxtil e de confecções se encontra no programa para fortalecer a competitividade. Por este ser um setor intensivo em mão-de-obra e de forte impacto social, o Governo Federal priorizou-a em suas ações no sentido de fortalecimento e desenvolvimento da Cadeia Produtiva.

Serviço:
Encontro Oportunidades de Negócios para o Setor Têxtil e de Confecções
Data: 24/11/2009
Hora: 9h às 18h
Local: auditório da FIEMG
Endereço: Rua Timbiras, 1200, auditório 2º andar, Funcionários, Belo Horizonte (MG)
Programação:
9h30: Abertura do evento
Talk Show :”Como inserir sua empresa no mercado internacional”
Frederico Bernardo, Diretor Técnico do Programa Texbrasil.
10h: Mesa redonda
Rene Wakil – Comitê Gestor do Programa Texbrasil e integrante da Câmara da Moda da Fiemg. Rui Magalhães – Diretor de exportação – Empresa Mabel Magalhães. Fernando Santos – Gerente de Exportação – Empresa Feriado Nacional.
12h: Almoço
Talk Show : “O mercado brasileiro para sua empresa”
Alberto Carlos Almeida, Autor do best-seller “A cabeça do Brasileiro”.
13h30: Mesa redonda
Gerson Abranches – Consultor – SENAI/CETIQT – Claudia Baggio Magalhães – Estilista – Empresa Mabel Magalhães -Ronaldo Fraga – Estilista, Criador e Pensador – Empresa ODE
15h30: Coffee Break
Talk Show: “O sucesso da Moda Italiana e a produção regional”
Moreno Petrulli – Consultor da MITOR – Têxtil e Consulting Company – Itália
17h: Perguntas e respostas
18h: Encerramento

Fonte: MDIC


MDIC discute papel do design no Brazil Design Week 2009

Novembro 16, 2009

Na ultima quarta-feira (04/11), das 8h30 às 12h30, a coordenadora-geral de Design e Gestão Ambiental da Secretaria de Desenvolvimento da Produção (SDP) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernanda Messias, participou da 2° edição do  Brazil Design Week, que teve como tema:  “Inovação e Negócios”, ministrando palestra no Fórum Sustentabilidade – “Utilizando o Design como Ferramentas de Inovação”.

No evento, que aconteceu na Fecomércio, em São Paulo (SP), Fernanda Messias abordou temas como o papel do designer em ponto de inflexão produtiva, as tendências da produção e o papel no design nesse contexto,  além de apresentar um painel das mudanças pelas quais a sociedade passou e passa atualmente.

 Clique aqui e veja a apresentação.

Fonte: MDIC


Lula diz que EUA e China precisam assumir mais responsabilidade em acordo sobre clima

Novembro 16, 2009

Roma – Após encontro com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, hoje (16) em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os Estados Unidos e a China precisam assumir “mais responsabilidade” na tentativa de estabelecer metas para redução da emissão de gases de efeito estufa. Ontem, os dois países anunciaram que não será possível definir números para essa redução na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – marcada para dezembro em Copenhague. Eles defenderam que se assine um compromisso político e que as metas sejam fechadas em um próximo encontro.

Lula disse que vai ligar para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e para o presidente da China, Hu Jintao, para conversar sobre a negociação do clima. A proposta do Brasil é reduzir em quase 39% as emissões dos gases causadores do efeito estufa até 2020. Lula disse que espera que a iniciativa brasileira possa servir de motivação para outros países.

“Por que o Brasil tomou a iniciativa de apresentar números? É para a gente cobrar daqueles que passam o tempo inteiro querendo dar lições ao Brasil. Portanto, se o Brasil fez sua parte, eles também terão que fazer. Se não apresentar hoje, apresenta amanhã, se não for amanhã, mês que vem ou ano que vem. Mas o fato é que não tem como escapar e todos terão que apresentar números”, disse Lula.

O presidente disse que não acredita que o encontro de Copenhague perde força com o anúncio da China e dos Estados Unidos sobre a não definição de metas. Ele reafirmou que vai a Copenhague porque “nesse momento somente a presença dos líderes pode mudar alguma coisa”.

“Não há lugar para pessimismo. Nós achamos que quando os dirigentes se reunirem em torno de uma mesa o que pode parecer impossível de se concretizar, pode se concretizar”, defendeu.

Fonte: Agência Brasil


Países ricos consideram fora da realidade acordo sobre mudanças climáticas em Copenhague

Novembro 16, 2009

Brasília – Líderes políticos da Ásia, da Europa e dos Estados Unidos consideraram fora da realidade a hipótese de assinatura de um acordo internacional sobre mudanças climáticas em Copenhague (Dinamarca). O anúncio foi feito ontem (15), em Cingapura, pelo conselheiro da delegação norte-americana, Mike Froman. As informações são da agência portuguesa Lusa.

Ontem, o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, reuniu-se com 19 líderes de nações que fazem parte da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), além do presidente norte-americano, Barack Obama, e do presidente chinês, Hu Jintao.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – marcada para dezembro em Copenhague –, os 192 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) devem chegar a um consenso sobre o novo acordo global para complementar o Protocolo de Quioto pós-2012.

A negociação – que está travada – visa a ampliar metas obrigatórias para os países ricos, incluir os Estados Unidos no regime de controle de emissões de gases de efeito estufa e definir compromissos mais efetivos para grandes emissores em desenvolvimento, como o Brasil, a China e a Índia.

Fonte: Agência Brasil


Começa Cúpula Mundial de Segurança Alimentar sem a participação de líderes do G8

Novembro 16, 2009

Roma (Itália) – Começou na manhã de hoje (16) a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, em Roma. Cerca de 60 líderes de governo participam da reunião cujo objetivo é estabelecer um compromisso mundial para erradicação da fome, que já atinge mais de 1,2 bilhão de pessoas. Entretanto, os chefes das principais economias mundiais, como Estados Unidos, França e Inglaterra não compareceram. Entre os representantes do G8, apenas o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, anfitrião do evento, participa da cúpula.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, destacou em seu discurso que milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza e a fome em função do aumento do preço dos alimentos. “O mundo produz alimentos mais do que o suficiente, mas temos mais de dois bilhões de pessoas passando fome. Para muitos, viver com fome é uma realidade diária”, disse Ban Ki-moon.

Ele destacou a necessidade de fortalecer a agricultura familiar e os pequenos produtores. “Precisamos não apenas alimentar os famintos, mas lhes dar poder para que eles possam comer por seus próprios meios.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai discursar na abertura da cúpula e deve apresentar as experiências brasileiras que reduziram nos últimos anos a população subnutrida, como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A previsão é de que o papa Bento XVI encerre a abertura da cúpula no fim da manhã.

Fonte: Agência Brasil


MDIC participa da Brazil Design Week 2009

Novembro 4, 2009

Nesta quarta-feira (04/11), das 8h30 às 12h30, a coordenadora-geral de Design e Gestão Ambiental da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernanda Messias, participa do Brazil Design Week ministrando palestra no Fórum Sustentabilidade – “Utilizando o Design como Ferramentas de Inovação”. A 2º edição do evento está sendo realizada entre os dias 3 e 6 de novembro, na Fecomercio em São Paulo (SP), com o tema “Inovação e Negócios”.

Em sua apresentação, Fernanda Messias abordará temas como o papel do design(er) em ponto de inflexão produtiva, as tendências da produção e o papel no design nesse contexto,  além de apresentar um painel das mudanças pelas quais a sociedade passou e passa atualmente.

O Brazil Design Week é promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequena Empresas (Sebrae).

Na programação do evento, serão realizadas apresentações de cases internacionais, seminários setoriais, workshops, rodadas de negócios, fórum de sustentabilidade e exposições. Além disso, será apresentada uma pesquisa inédita sobre a contribuição e agregação de valor do design na indústria brasileira. O objetivo é reforçar o conceito de design como instrumento no desenvolvimento de marcas para a geração de inovação nas empresas.

No fórum, mediado por Gisela Schulzinger (Abedesign/Haus Design), além da coordenadora Fernanda Messias, participam ainda do debate os representantes da Johnson & Johnson, Renato Wakimoto, da Natura, Alessandro Mendes, da Klabin, Rosana Cristina Viegas Barbarini , além do presidente do Partido Verde, José Luiz Penna.
Informações sobre 2º edição Brazil Design Week,estão disponíveis no endereço eletrônico:  http://www.bdw09.com.br/
Serviço:
Fórum Sustentabilidade – “Utilizando o Design como Ferramentas de Inovação”
Horário: 8h30 às 12h30
Local: auditório Raul Cortéz
Dia: 4/9/2009

Fonte: MDIC


Cuba recebe visita do Governo Brasileiro

Novembro 3, 2009

Pela segunda vez no ano, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, chefiará visita oficial a Cuba, em 4 de novembro. Como parte da programação em Havana, ele se reunirá com autoridades do governo cubano e presidirá a primeira reunião do Grupo de Trabalho Brasil-Cuba, junto com o ministro do Comércio Exterior e Investimentos Estrangeiros, Rodrigo Malmierca.

Miguel Jorge também participará da abertura do Dia do Brasil na 27ª Feira Internacional de Havana (FIHAV) e visitará o pavilhão brasileiro. Este ano, a FIHAV contará com a participação de 32 empresas brasileiras, cuja participação no evento está sendo coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O Grupo de Trabalho Brasil-Cuba foi criado em julho último, durante visita oficial do ministro brasileiro, com o intuito de acompanhar os projetos de cooperação econômica entre os países, que fecharam o período janeiro-setembro de 2009 com um intercâmbio comercial de US$ US$ 249,7 milhões. O valor é 38,3% inferior ao registrado no ano passado, US$ 404,7 milhões.

Ainda integram a comitiva o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Comercio bilateral

Nos nove primeiros meses de 2009, as importações brasileiras provenientes de Cuba aumentaram 42,4%, passando de US$ 23,8 milhões (2008) para US$ 33,9 milhões (2009). O país ocupou a 71ª posição entre os mercados fornecedores de produtos ao Brasil. A importação ficou concentrada, sobretudo, em extratos biológicos para uso medicinal (72,9% do total), cimento portland (23,5%) e charutos (1,6%).

No acumulado janeiro-setembro de 2009, as exportações brasileiras para Cuba somaram US$ 215,8 milhões, o que representou queda de 43,3% sobre o mesmo período de 2008, quando as vendas externas para os cubanos totalizaram US$ 380,9 milhões. O país ocupou a 60ª posição entre os mercados compradores de produtos brasileiros.

Nos primeiros nove meses deste ano, a pauta de exportação brasileira para Cuba foi constituída por 61,8% de bens industrializados e 38,2% de produtos básicos. Os principais produtos brasileiros vendidos para o país, nesse período, foram: farelo e resíduos da extração de óleo de soja, carne de frango congelada, fresca ou congelada, café cru em grão, óleo de soja refinado, enchidos de carne, óleo de soja em bruto, móveis e calçados, dentre outros.

Levantamento da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostra que há diversos produtos brasileiros com potencial de crescimento nas exportações para Cuba. Dentre eles, óleos combustíveis, leite e derivados, carnes, aparelhos de telecomunicação, artigos de plástico, preparações vegetais, veículos automotores e autopeças, calçados, fertilizantes, produtos químicos, aparelhos de aquecimento e refrigeração e bens de informática.

Por outro lado, o estudo mostra que há possibilidade do Brasil comprar mais pescados, medicamentos, cimento portland e bens de consumo como charutos e bebidas alcoólicas de Cuba.

Fonte: MDIC


Em seminário, especialistas defendem simplificação do sistema tributário nas exportações

Outubro 27, 2009

São Paulo – Pesquisa realizada entre 300 empresas associadas à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostrou que 29% delas consideram a acumulação de créditos tributários relativos à exportação na esfera federal como um problema muito grave e 44% responderam que, também na esfera estadual, a acumulação desses créditos é muito grave.

Os exportadores acumulam créditos por pagar tributos ao comprar produtos usados como insumos para a fabricação de itens destinados à venda no exterior. Nesse processo, os insumos teriam alíquota zero, por exemplo. Com isso, a restituição por parte da Receita Federal passa por uma análise antes de ser efetivamente paga.

A pesquisa foi comentada hoje (27) durante o seminário Desoneração Tributária das Exportações: um Apelo à Competitividade. Segundo a secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, se depender do governo, o setor exportador brasileiro terá um sistema totalmente desonerado já em 2010. “O mundo inteiro desonera a exportação e, para o produto brasileiro concorrer em pé de igualdade com um concorrente estrangeiro lá fora, precisa ser desonerado também.”

Segundo ela, a dificuldade para desonerar o sistema tributário brasileiro está na sua complexidade, incomparável com o restante do mundo, porque há quatro impostos do tipo valor agregado, que são pagos ao longo do processo produtivo e que vão se deduzindo em etapas posteriores. “Esse tipo de cálculo de imposto que não é só aquele em contraposição ao que incide sobre o consumidor final, como existe nos Estados Unidos, por exemplo.”

Lytha reforçou que, no Brasil, cada componente da cadeia vai pagando o imposto e, quando chega na etapa final, no momento de exportar o produto, o ideal seria que todo o imposto pago antes fosse devolvido. “Mas é muito difícil identificar esses valores a quem é devido e essa devolução, muitas vezes, está sujeita a fraudes. O sistema tributário brasileiro torna mais complexa a devolução desses tributos e das etapas produtivas anteriores”, analisou.

Para ela, a saída é a nota fiscal eletrônica e o sistema de escrituração digital, que estão em implementação pelo governo. “Isso vai permitir identificar com clareza qual é o imposto embutido nos insumos e, com isso, vai ficar mais fácil devolver o tributo que é legítimo e, ao mesmo tempo, evitar que esse mecanismo de restituição não se transforme em um elemento vulnerável à manipulação ou a fraudes”, explicou Lytha.

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, disse ter dúvidas de que ocorra, em curto prazo, uma reforma ampla geral no sistema tributário relativo às exportações. “Em 2011 [depois das eleições], a solução da carga tributária das exportações tem que ser a primeira pauta, seja no Congresso Nacional, seja no Executivo. A reforma tem que ser ampla porque é preciso mudar a natureza dos impostos, eliminando impostos acumulativos, para que o país não fique amarrado a uma estrutura retrógrada, complexa e que leva o país à falta de competitividade.”

O professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmou que o modelo tributário brasileiro é antiexportador. Segundo ele, o ideal é que o país tenha um sistema que torne as empresas capazes de competir no mercado internacional de acordo com a produtividade, de sua capacidade industrial e inovação, sem que se “exporte” para o exterior o imposto que incide sobre o produto. “Esse imposto tem que ser cobrado lá fora como imposto de consumo. É um ônus que deve recair sobre o consumidor e não sobre o produtor porque isso distorce as formas de concorrência”, explicou.

Belluzzo enfatizou que a desoneração é um direito que o exportador tem e não deve ser encarada um incentivo. Ele disse, ainda, que a desoneração não pode ser setorial, pois deve se aplicar a todas as áreas que se dedicam à exportação. Segundo o economista, a carga tributária do Brasil foi se transformando ao longo do tempo pelo peso dos impostos indiretos e, sobretudo, com impostos que incidem sobre o faturamento. “Isso tudo provoca sérias distorções no cálculo do custo do produto exportado. Isso nos coloca em uma condição desfavorável em termos competitivos. É um quadro que veio junto com a valorização do câmbio.”

Fonte: Agência Brasil