Em nome de bons negócios, empresários brasileiros usam a simpatia e espontaneidade

Novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – A espontaneidade e informalidade do brasileiro nas negociações internacionais provocam situações únicas e muitas histórias para contar. Em missão ao Sul da África, os empresários brasileiros se viram obrigados a negociar com clientes de diferentes culturas e religiões. Os muçulmanos preferem negociar com os homens, enquanto os hindus não apreciam que suas mulheres sejam cumprimentadas ou beijadas por estranhos.

O empresário Paolo Boria, da indústria de alimentos Yoki, foi eleito pelo grupo que viajou à África nesta semana como o melhor contador de histórias e dono de um bom-humor constante. Para ele, as dificuldades e eventuais diferenças que os brasileiros esbarram nas negociações são vencidas pelo “estilo nacional”.

“Nosso jeito informal, simpático e paciente cativa, mesmo quando há um ou outro problema. Isso é com todo mundo”, disse Boria. “Mas nem por isso o empresário deve deixar de conhecer a história e o perfil de seu cliente. É fundamental você estar a par de tudo isso para poder ser bem-sucedido.”

As missões empresariais não são frequentes, mas os negociadores são obrigados a viajar por vários países para fechar negócios de maior volume. A cada nova situação, eles contam que algo diferente é aprendido.

“Com os chineses, o estilo de negociar deve ser o da pergunta constante: ‘O senhor tem certeza disso?’. Só depois da terceira confirmação é que a gente começa a ter alguma segurança de que o negócio vai dar certo”, ensinou o empresário Paulo Amanthea, da Eucatex, que viaja pelo mundo vendendo portas e dobradiças.

Do setor de massas e óleos, o empresário Murilo Farias Santos, da Emit, disse que é preciso estar atento também para negociar com os turcos e gregos, que têm uma longa história em comércio. “Eles são muito bons. Sabem negociar como poucos, pechincham, pedem, insistem e você tem de estar atento para não ir além dos próprios limites”, afirmou.

A missão empresarial, com 98 empresários, à África reuniu representantes de alimentos e bebidas, agronegócios, casa e construção, indústria automotiva, energia, máquinas e equipamentos, varejo, cosméticos, materiais elétricos e eletroeletrônicos, defesa, infraestrutura e têxtil.

Fonte: Agência Brasil


Empresários se mostram satisfeitos com resultado da missão brasileira ao Sul da África

Novembro 13, 2009

Cidade do Cabo (África do Sul) – Determinados a fechar negócios e ampliar o mercado brasileiro no Sul da África, os empresários concluíram ontem (12) a missão de quatro dias por Angola, Moçambique e África do Sul. Para eles, as visitas coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior dão o suporte político e operacional necessário a muitas articulações.

“Cada país tem suas características e necessidades próprias. Mas o fato de você seguir em uma missão como esta é muito mais interessante porque há pessoas de todos os setores e cada um observa uma coisa, ao mesmo tempo, quando se chega a um determinado local em grupo a impressão positiva é muito maior”, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Batista Lohn.

Para o empresário Roberto Tavares Coelho, da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), a missão capitaneada pelo governo funciona para abrir portas em lugares de acesso complexo. “Há países, como Angola e Nigéria, onde é muito difícil chegar e até se aproximar dos clientes. Eles até têm interesse, mas nem sempre sabem como fazer e o fato de haver um apoio do governo aumenta o interesse também.”

De olho na Copa do Mundo na África do Sul em 2010, o empresário Luiz Caldeira, da empresa Muraro Bebidas S/A, que exporta destilados e refrigerantes, usou a tradição da caipirinha e das batidas de frutas para poder conquistar a clientela. “Os africanos ficaram entusiasmados com a ideia de ter caipirinha e batida à venda durante a Copa. Também disseram que precisam de um produto de qualidade e preço acessível.”

De diferentes idades, experiências e setores de atuação, os 98 empresários brasileiros que participaram da missão defendem a manutenção das visitas e o aprimoramento de alguns detalhes. Segundo eles, nos locais em que há mais dificuldades administrativas e burocráticas os reflexos na participação na rodada de negócios são imediatos.

“Em Angola, houve dois contatos que confirmaram que iriam aparecer para as reuniões e não compareceram. Em Moçambique foi muito melhor com perspectivas de negócios futuros e na África do Sul eu fechei efetivamente um ótimo negócio”, disse o empresário Jefferson Werlich, da Companhia Industrial Hcarlos, fabricante de fixadores.

Veterano em missões, o empresário João Viscardi, da Casb fabricante de incubação para aves e suínos, afirmou que a missão abre espaço para que sejam fechados negócios entre brasileiros. “São tantos dias viajando que você acaba fazendo negócio com outro brasileiro, descobre que seu produto complementa o dele e vice-versa. Isso é excelente”, afirmou.

Para Marcelo Siegmann, da Brasil Foods, a participação na missão também caracteriza o interesse institucional no projeto de desenvolvimento econômico do país. “Nesta viagem o ministro [Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio] conseguiu que a África do Sul sinalizasse a possibilidade de acabar com as barreiras contra a carne suína. Para nós, da minha empresa, isso é importantíssimo, o fato de estar aqui indica o interesse da companhia”, afirmou.

Gerente de exportação da Móveis Vila Rica, Camila Rodrigues, disse que a missão foi “extraordinária”. “Eu fechei ótimos negócios. Minha linha de produção é destinada à classe econômica justamente a clientela de Angola e Moçambique. Ao mesmo tempo também já encaminhei futuras parcerias com colegas brasileiros. Encerro a missão muito satisfeita”, disse.

Fonte: Agência Brasil


Força tarefa contra Embraer

Novembro 12, 2009

Parlamentares dos EUA tentam impedir governo de Barack Obama de negociar compra com a empresa brasileira. Objetivo é assegurar que encomendas sejam feitas à americana Hawker

Dois parlamentares dos Estados Unidos disseram na terça-feira ter escrito para o secretário de Defesa do país, Robert Gates, pedindo que ele se oponha a qualquer negociação para que os EUA adquiram aviões de ataque leve fabricados pela Embraer. O senador Sam Brownback e o deputado Todd Tiahrt, ambos do Kansas, pediram, em carta datada de 9 de novembro, que Gates confirme se o governo americano manteve ou planeja manter qualquer discussão sobre a compra ou arrendamento de pelo menos 100 aviões Super Tucanos.

“Escrevemos para expressar nossa enfática e inequívoca objeção a qualquer acordo desse tipo”, disseram os parlamentares na carta, divulgada em comunicado. Eles argumentaram que um acordo do tipo prejulgaria uma análise em andamento pela Força Aérea para plataformas alternativas que possam realizar missões de ataque leve e reconhecimento armado, que pode abrir caminho para um financiamento para um programa desse tipo a partir de 2011.

Os parlamentares acrescentaram que os militares americanos já investiram pesadamente no desenvolvimento do Hawker-Beechcraft AT-6B, fabricado pela empresa privada Hawker-Beechcraft, no Kansas. Segundo os parlamentares, não permitir que a empresa dispute a concorrência provocará “objeções enfáticas do Congresso”. O Senado e a Câmara aprovaram, cada, projetos que pedem uma “competição total e aberta para o arrendamento ou compra de aviões de ataque leve”. “Na crise atual da aviação, seria irresponsável para o departamento tomar quaisquer medidas na direção de comprar ou arrendar um avião estrangeiro quando uma opção fabricada nos Estados Unidos está disponível para qualquer competição que possa resultar (da análise de alternativas)”, disseram.

O número
100
Total de aviões modelo Super Tucano que poderia ser adquirido pelos Estados Unidos.
Fonte: Correio Braziliense


Argentinos é que devem acelerar liberação de licenças, e não brasileiros, diz ministro

Novembro 10, 2009

Maputo – Em meio ao impasse sobre as licenças não automáticas para alguns produtos importados da Argentina, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, avisou hoje (10) que o governo da Argentina é que deve acelerar a liberação dos documentos dos brasileiros. À Agência Brasil, Miguel Jorge afirmou que aguarda uma sinalização dos argentinos para solucionar o impasse.

“A solução tem de partir da Argentina. Os argentinos é que têm de liberar as licenças dos produtos brasileiros dentro do prazo e não demorar até 180 dias, como ocorre em alguns casos”, afirmou o ministro, que está na África em missão com 98 empresários brasileiros. “Continuo à espera de que os representantes da Argentina me procurem.”

Para o ministro, o assunto não deve ser tratado nem definido entre chefes de Estado. No próximo dia 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. “A decisão argentina é discricionária. Não se pode ser discricionário em comércio exterior”, disse Miguel Jorge.

Há cerca de duas semanas, o governo brasileiro impôs licenças não automáticas a 15 produtos argentinos na tentativa de reverter as barreiras impostas pelos vizinhos a mercadorias brasileiras. Para os argentinos, a decisão é uma retaliação. Os brasileiros negam.

Na semana passada, o secretário da Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, afirmou que a decisão do Brasil deve ser combatida porque demonstra a falta de cumprimento de um acordo pelo governo Lula.

A lista de produtos afetados pelas medidas deve chegar a 15 itens, como autopeças, freios e baterias para veículos. Miguel Jorge disse que o objetivo da decisão brasileira é assegurar espaço para a mercadoria nacional. Segundo ele, o impasse com a Argentina gera queixas constantes dos empresários sobre a demora nas negociações.

Fonte: Agência Brasil


Produtos argentinos começam a ser liberados na fronteira

Outubro 30, 2009

Entrada se tornou mais lenta desde a decisão do Brasil de não liberar automaticamente algumas mercadorias

PORTO ALEGRE – Desde esta última quarta-feira, 29, aumentou a expedição de licenças de importação para produtos provenientes da Argentina no Porto Seco rodoviário de Uruguaiana, fronteira oeste do Rio Grande do Sul, mas a demora na liberação do documento ainda sobrecarrega a área disponível no local para os caminhões que transportam os produtos.

Na tarde desta quinta-feira, o local tinha 755 caminhões, dos quais 534 veículos transportavam mercadorias de importação e os demais, de exportação. A maior parte dos veículos para importação aguardava a emissão da licença pela Secretaria de Comércio Exterior, processo que se tornou mais lento desde a decisão do governo brasileiro de não conceder o documento de forma automática a alguns produtos vindos da Argentina.

O atendimento foi ampliado em aproximadamente uma hora para melhorar o fluxo de despacho, conforme dados obtidos com a Receita Federal no Porto Seco. O horário de funcionamento passou das 8h às 20h ou 20h30, em vez de terminar às 19h. O local foi dimensionado para acomodar 560 vagas e habitualmente cerca de 150 caminhões aguardam a cada dia a liberação das cargas que entram ou saem do País – e dependem da anuência de vários órgãos como Secex, Receita e Ministério da Agricultura. O porto segue uma lista de prioridades na liberação de alguns tipos de cargas, como inflamáveis e perecíveis.
Fonte: Agencia Estado


A auto-flagelação brasileira no Comércio Exterior não pode mais continuar.

Outubro 21, 2009

Voltando ao assunto de exigência prévia de LI (Licença de Importação), na “mudança do jogo”, onde o governo brasileiro deveria penalizar o exportador ou país exportador , instaura uma penalidade contra o importador brasileiro.

Para um país que se diz competitivo, correto, não poderia ter este tipo de pensamento, em cima dos já sofridos exportadores e importadores.Que se penalize no entanto, a quem de direito, ou seja, ao país que está nos prejudicando de forma direta, e não criando subterfúgios para aproveitar e obter maior arrecadação. Não podemos entender que seja o “troco” ao país, já que poderia ser feito de outra forma.

No caso da farinha (semana passada) hoje Vinho, azeitona, Azeite de Oliva, uva passa, doces, geléias, entre outros…
por exemplo, se vamos penalizar porque a Argentina esta solicitando LI de produtos brasileiros, temos que pensar de outra forma, ou seja, passar a exigir que a farinha venha em outro tipo de invólucro , mais caro , mais resistente, com isto encarecendo o produto e fazendo o exportador pressionar o seu governo.

A exigência de LI na importação brasileira é um direito do governo brasileiro, porém com a finalidade de proteção e defesa de nossos produtos e de sua produção.

Devemos solicitar ao governo que seja feito a exigência de forma prévia, porém com prazo para o importador poder obter a LI ou desistir da operação.Configurando no caso, o chamado ” Vacatio Legis”.

Quando se faz tal exigência sem o “aviso prévio”, ocasiona multa de 30% no caso de mercadoria embarcada sem LI prévia, fato este que se torna uma cruel penalidade imposta ao importador, que já trabalha com uma margem mínima de lucro, a qual as vezes, no valor final de venda não chega a 20%.

A forma de procedimento existente hoje é de que toda a vez que um importador adquirir uma mercadoria, solicita a LI, porém na maioria das vezes ele já esta importando normalmente e é pego de surpresa com tal exigência e sua mercadoria já embarcou, não tendo mais a oportunidade de se livrar da multa, muito menos de tempo para cancelar a operação.

A saída então, é aplicar o famoso “jeito brasileiro”.

Quando o cliente solicita informação e/ou solicita a emissão de LI, terá que ser tomada seguinte providência:

1. Entrar no tratamento administrativo do Siscomex , editar a NCM em questão , que o mesmo informará a exigência ou não de LI.
2. Printar (prt sc) a tela ali mencionada e salvar em seu computador.
3. Quando acontecer este tipo de impasse no intervalo entre o procedimento 2 e o efetivo embarque , será necessário emitir LI e então enviar junto com a solicitação, a tela printada, para que seja emitida a LI sem restrição de embarque.
Infelizmente, atualmente é a única solução.

Também devemos ser portadores das sugestões, pois nunca podemos somente criticar sem apresentar propostas de melhorias.

Logo, aguardamos sugestões para serem enviadas aos órgãos pertinentes, através de entidade de classe, atitude correta,da qual somos totalmente favoráveis.
Paulo Renato Mousquer
Comexleis


Camex visita Espanha para conhecer políticas de simplificação do comércio exterior

Outubro 16, 2009

A secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola, chefiará de 20 a 23 deste mês, a delegação brasileira à Espanha, no âmbito de Cooperação Brasil e Espanha em Facilitação de Comércio. A comitiva será composta por representantes dos órgãos intervenientes no comércio exterior brasileiro que integram o Grupo Técnico de Facilitação de Comércio (GTFAC) da Camex e visitará Valência, Barcelona e Madri.

“O extraordinário crescimento do fluxo de comércio brasileiro dos últimos anos recomenda a adoção de práticas de gestão mais modernas, mundialmente reconhecidas e largamente utilizadas por nossos principais parceiros comerciais, bem como a melhor coordenação das atividades dos diferentes agentes envolvidos no processo”, afirma a secretária-executiva Lytha Spíndola.

Os trabalhos que serão desenvolvidos pelos representantes do GTFAC deverão contribuir para simplificar e facilitar o fluxo comercial entre o Brasil e a Espanha, além de atender às diretrizes da Estratégia Nacional de Simplificação do Comércio Exterior. De acordo com  a secretária-executiva da Camex, os contatos poderão ainda favorecer futuros acordos de reconhecimento mútuo entre os órgãos brasileiros e espanhóis, com a utilização de práticas e procedimentos harmonizados entre os dois países, o que contribui para facilitar a entrada de produtos brasileiros em outros países.

A delegação brasileira participará de reuniões técnicas com autoridades espanholas e realizará inspeções in loco para avaliar os procedimentos adotados na Espanha, principalmente em portos, aeroportos e vistorias em empresas que se beneficiam do cadastro positivo no comércio exterior, conhecido como Operador Econômico Autorizado (OEA).

Segundo Lytha Spíndola, as visitas contribuirão para avaliação e aperfeiçoamento da prática brasileira e a formulação de políticas mais modernas de comércio exterior. “Vamos conhecer os sistemas de análise de risco e de controle das operações de comércio exterior, bem como os mecanismos de coordenação das agências de governo na execução de suas atividades. O objetivo é principalmente a simplificação de procedimentos e a redução de prazos, para dar maior celeridade ao sistema brasileiro, sem prejuízo da segurança”, acrescenta.

A missão representa a segunda etapa da cooperação Brasil-Espanha, que teve como primeiro passo a realização de workshop sobre facilitação do comércio, realizado em Brasília, entre os dias 16 e 18 de setembro. O encontro contou com a presença de representantes de vários órgãos do governo espanhol, o que possibilitou trocas de experiências entre representantes de ambos os países sobre o processo de controle e a liberação das importações e exportações brasileiras e espanholas, para possibilitar a simplificação dos procedimentos na área de comércio exterior.

GTFAC

O Grupo Técnico de Facilitação do Comércio (GTFAC) foi criado pelo Conselho de Ministros da Camex, com a finalidade de promover a coordenação de órgãos e agências do Governo Federal intervenientes no comércio exterior. Os trabalhos do GTFAC visam harmonizar, simplificar, modernizar, desburocratizar procedimentos e implementar soluções conjuntas para a facilitação e desenvolvimento do fluxo comercial. Além disso, essas ações têm o intuito de incrementar a competitividade dos produtos brasileiros sem comprometer a segurança necessária dos processos.

Como resultado dos trabalhos do GTFAC, várias medidas já foram implementadas e outras estão em andamento, contribuindo para descongestionar as zonas primárias de portos, aeroportos e pontos de fronteira terrestre.

Neste ano, os representantes do Grupo Técnico de Facilitação do Comércio firmaram cooperação bilateral com os Estados Unidos para conhecer os procedimentos de fiscalização adotados no país. Os dois países discutiram e trocaram informações sobre os processos de inspeção e liberação de mercadorias nas zonas alfandegadas, a utilização de mecanismos inteligentes de gestão de risco e a harmonização da atuação das diversas agências de controle americanas. Nos próximos meses, o GTFAC deverá iniciar cooperação com o Reino Unido.

Fonte: MDIC


Operação Poseidon desarticula esquema de importações fraudulentas de carros

Outubro 16, 2009

A Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram na manhã de hoje a Operação POSEIDON, para cumprimento de Mandados de Busca e Apreensão nas capitais de São Paulo e do Espírito Santo.

Trata-se de investigação que teve origem em procedimento fiscal da Alfândega de Vitória – ALF/VIT, revelando uma complexa e bem estruturada organização criminosa voltada para a prática de fraudes o comércio exterior, com ênfase na interposição fraudulenta de empresas e no subfaturamento na importação de carros de luxo e motocicletas superesportivas.

As investigações apontam que o mentor e principal beneficiário da fraude seria um tradicional revendedor de veículos importados na cidade de São Paulo, que utilizando o esquema reduzia drasticamente seu desembolso com o pagamento dos impostos incidentes sobre a importação e sobre as vendas no mercado interno, obtendo lucros muito maiores e concorrendo deslealmente com importadores e comerciantes que operam dentro da lei.

Peça-chave do esquema fraudulento desde o início de 2006, uma trading com sede no Espírito Santo e filial na cidade de São Paulo, beneficiária do sistema FUNDAP – Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias – de incentivo à importação, nacionalizou irregularmente 212 automóveis e 100 motocicletas até março de 2009.

Entre os veículos importados encontram-se os modelos norte-americanos MUSTANG GT, CORVETTE, HUMMER H3, PONTIAC SOLSTICE e DODGE CHARGER SRT-8, os europeus BMW MINI COOPER, PORSCHE 911 e BENTLEY CONTINENTAL GT e os orientais LEXUS RX 350, NISSAN QUEST e INFINITY FX-45 e FX-35.

A Receita Federal estima que o volume de tributos sonegados na importação e no mercado interno, mais as multas cabíveis, atinja R$ 41 milhões.

Os participantes do esquema de fraudes praticaram, em tese, os crimes de formação de quadrilha, descaminho, contra a ordem tributária e contra o sistema financeiro, entre outros.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social – Ascom/RFB


Despachantes aduaneiros sugerem cautela nas transações

Outubro 14, 2009

As disputas de comércio entre China e México poderão definir o curso futuro das relações com os parceiros chaves durante a administração de Obama, disseram despachantes aduaneiros no último fim de semana.

As relações de comércio China – Estados Unidos poderão estar em um ponto de inflexão, de acordo afirmação do conselheiro geral da costa do Pacífico do Conselho de Despachantes Aduaneiros, Peter Friedmann, durante a conferência anual Western Cargo em Rancho Mirage, na Califórnia.

O presidente Obama seguiu a recomendação do International Trade Comission e aprovou uma tarifa de 35% sobre a importação de pneus da China. A denúncia de comércio justo foi feita pela United Steel Workers´Union.

Segundo Freiedmann, esta ação poderia ser perigosa porque a China é a maior fornecedora de mercadorias de baixo custo de todos os tipos para os Estados Unidos. A China é também um dos maiores mercados de exportação para os produtores dos Estados Unidos, então uma retaliação ao país poderia ter repercussões em toda a economia.

Alguns analistas de comércio que apoiam o presidente Obama disseram que os Estados Unidos tinham “enviado à China uma mensagem”, conforme Friedmann. A moeda chinesa continua sendo subvalorizada entre 15% e 20%, o que aumenta a competitividade das exportações para os Estados Unidos e faz com que suas exportações para a China sejam mais dispendiosas. A China já tem uma vantagem competitiva devido aos baixos salários e normas ambientais menos rigorosas.

Por outro lado, se a disputa do pneu não for resolvida, a China poderia restringir ainda mais as importações dos Estados Unidos. Além disso, os Estados Unidos que começaram a fazer progressos ao recrutar o apoio da China para lidar com regimes anti-americanos na Coreia do Norte e Irã, poderiam ter em perigo esses ganhos geopolíticos.

A disputa entre Estados Unidos e México também tem conotações de trabalho. O Sindicato dos Caminhoneiros opõe-se a uma provisão do North America Free Trade Agreement que permite aos caminhoneiros do México entregarem mercadorias nos Estados Unidos.

Na opinião de Friedmann, enquanto o Sindicato dos Caminhoneiros citaram preocupações de segurança na tentativa de restringir o acesso de caminhoneiros mexicanos ao mercado dos Estados Unidos, também é verdade que o trabalho organizado é tradicionalmente oposto aos acordos de livre comércio. Os caminhoneiros transfonteiriços disputam US$ 2,4 bilhões e colocam em perigo exportações dos Estados Unidos para o México.

Fonte: Guia Marítimo


Fiesp quer pressão contra países desenvolvidos

Outubro 14, 2009

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) usou o peso do nome de Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz em 2007 por sua atuação contra o aquecimento global, para promover a contribuição do setor produtivo paulista à pauta de negociações que o governo brasileiro pretende levar para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a Cop-15, que será realizada em dezembro, em Copenhague.

Em documento divulgado ontem, a entidade paulista defende que o país priorize a inclusão social e o nivelamento das assimetrias regionais no processo de redução das emissões de gases do efeito estufa.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou a necessidade da adoção de fontes de energia renováveis (bagaço de cana-de-açúcar e eólica) e com baixa intensidade de carbono (nuclear e gás natural) para garantir a segurança energética do mundo. O dirigente cobrou dos países desenvolvidos o cumprimento de acordos anteriores, como o Plano de Bali, de 2007, que prevê a redução da emissão de gases-estufa por parte de países desenvolvidos e a responsabilidade de nações emergentes de atenuar esse foco de poluição. “As emissões do Brasil representam apenas 2% do total global, mesmo assim o país busca traçar metas para o desmatamento, que representa 75% de nossas emissões, enquanto os EUA se propõem a reduzir até 2020 apenas 4,5% o nível de CO2 lançado na atmosfera em relação ao ano-base 1990. Esse compromisso deveria ser muito maior, de 25% a 40%”, disse.

Em seu comentário, Al Gore Gore reconheceu que as reduções de seu país são insuficientes e que a aprovação de uma lei pelo Senado americano sobre o tema dificilmente sairá antes da Cop-15. “A redução pode ser insuficiente, mas ela também estabelece preços para o carbono e isso desengatilhará reduções muito mais rapidamente”, explicou.

Gore também disse que o Brasil tem uma posição de liderança, junto com os EUA, nas negociações ambientais globais e que cabe somente ao país decidir como implementar políticas de proteção e exploração da floresta amazônica.

As propostas da Fiesp envolvem temas como o comércio internacional, energia, desenvolvimento de mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL) e utilização do solo. Nos pontos sobre comércio, os mais bem detalhados pela entidade, prevê-se a criação de selos para produtos com o objetivo de mensurar o ciclo de carbono de sua produção e o estímulo de investimentos em tecnologias e métodos de produção de baixo carbono, especialmente em países em desenvolvimento.

Fonte: Valor Econômico