A balança comercial da segunda semana de novembro de 2009 teve superávit de US$ 165 milhões (média diária de US$ US$ 33 milhões). O valor é resultado da diferença entre as exportações e as importações, nos cinco dias úteis da segunda semana do mês (de 9 a 15). Nesse período, as exportações foram de US$ 3,276 bilhões (média de US$ 655,2 milhões) e as importações de US$ 3,111 bilhões (média de US$ 622,2 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) fechou em US$ 6,387 bilhões (média de US$ 1,277 bilhão).
Na comparação com a média diária da primeira semana de novembro (US$ 651,5 milhões), as exportações desta segunda semana tiveram acréscimo de 0,6% devido ao aumento nas vendas externas de bens manufaturados (+16,9%). Foram vendidos mais óleos combustíveis, açúcar refinado, aviões, gasolina, aparelhos transmissores/receptores e motores e geradores. Em contrapartida, diminuíram as exportações de produtos semimanufaturados (-35,9%), resultado das quedas de açúcar em bruto, ferro-ligas, couros e peles, semimanufaturados de ferro ou aço, ferro fundido e óleo de soja em bruto, e de básicos (-5,8%), por causa de minério de ferro, carne de frango e bovina, milho em grão e fumo em folhas.
Também houve redução nas importações (-9,6%) frente à primeira semana, que teve média de US$ 688,3 milhões. O motivo foi a diminuição nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos eletroeletrônicos, químicos orgânicos/inorgânicos, farmacêuticos e cereais.
Mês
No resultado mensal, considerando as duas primeiras semanas de novembro, o saldo comercial foi positivo em US$ 18 milhões (média de US$ 2 milhões). As exportações alcançaram US$ 5,882 bilhões (média de US$ 653,6 milhões) e as importações US$ 5,864 bilhões (média de US$ 651,6 milhões), resultando em uma corrente de comércio de US$ 11,746 bilhões (média de US$ 1,305 bilhão).
Nas exportações, comparadas as médias diárias das duas primeiras semanas de novembro deste ano com a média de todo o mês de outubro último (US$ 670,6 milhões), houve diminuição de 2,5% nas exportações, por causa de redução nas vendas de produtos básicos (-7,1%) e manufaturados (-1,5%), enquanto os bens semimanufaturados apresentaram aumento de 0,1%. Nas importações, a média diária até a segunda semana de novembro foi 7,3% superior á média de outubro deste ano (US$ 607,3 milhões). Foi verificado crescimento nas aquisições de aeronaves e peças (70%), combustíveis e lubrificantes (14,4%), plásticos e suas obras (13,8%), veículos automóveis e partes (13,1%) e equipamentos mecânicos (12,4%).
Já na comparação com novembro de 2008 (US$ 737,7 milhões), também pelo critério da média diária, houve decréscimo de 11,4% nas exportações, nas três categorias de produtos. Entre os manufaturados, a diminuição foi de 19%, em razão da retração nas vendas de aviões, automóveis de passageiros, óxidos e hidróxidos de alumínio, calçados, aparelhos transmissores/receptores e pneumáticos. Para os produtos básicos, a retração nas exportações foi de 6,8%, por conta de soja em grão, café em grão, minério de ferro, fumo em folhas e farelo de soja, enquanto para os semimanufaturados, houve redução de 0,3%. Nesse caso, foram vendidos menos ferro fundido, óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro/aço e alumínio em bruto.
Nas importações, a média diária das duas primeiras semanas de novembro deste deste ano ficou 0,7% abaixo da média de novembro do ano passado (US$ 655,9 milhões). Diminuíram os gastos, principalmente, com siderúrgicos (-50,2%), borracha e obras (-22,6%), aeronaves e peças (-14,2%), químicos orgânicos/inorgânicos (-14,0%) e instrumentos de ótica e precisão (-8,1%).
Ano
O superávit no acumulado do ano, com 217 dias úteis, fechou em US$ 22,617 bilhões (média de US$ 104,2 milhões). O resultado é 3,6% maior que o registrado no mesmo período de 2008, na comparação pela média diária, e 1,8% superior, na comparação por valores totais.
No ano, as exportações foram de US$ 131,761 bilhões (média de US$ 607,2 milhões) e as importações de US$ 109,144 bilhões (média de US$ 503 milhões). A corrente de comércio, nesse período, chegou a US$ 240,905 bilhões (média de US$ 1,110 bilhão).
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Fonte: MDIC