Importações atingem US$ 17,7 bi em setembro e batem recorde

outubro 2, 2010

Nos 21 dias úteis de setembro, foram importados US$ 17,740 bilhões, com média diária de US$ 844,8 milhões, recorde para o período, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

As exportações brasileiras no mês alcançaram US$ 18,833 bilhões, média diária de US$ 896,8 milhões. No período, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 36,573 bilhões, média diária de US$ 1,741 bilhão. O superávit (diferença entre exportações e importações) foi de US$ 1,093 bilhão, média diária de US$ 52 milhões.

No comparativo com a média diária das exportações registradas em agosto deste ano (US$ 874,4 milhões), houve aumento de 2,6%. A média das importações cresceu 10,6%.

A média do saldo comercial registrou queda de 53,1% na comparação com o resultado de agosto, média de US$ 110,9 milhões.

No acumulado do ano (188 dias úteis), o saldo comercial foi superavitário em US$ 12,777 bilhões (média diária de US$ 68 milhões).

Na comparação com a média diária, o saldo é 40% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, que teve 187 dias úteis e superávit de US$ 21,180 bilhões (média diária de US$ 113,3 milhões).
Fonte: Terra


Exportações e importações voltam aos níveis anteriores à crise

setembro 1, 2010

A competição comercial entre Brasil e China, que envolve importados chineses mais baratos que os equivalentes nacionais, e a conquista de outros mercados pelos chineses, não é culpa da China.

O responsável pela sequência de derrotas entre os dois países nas relações mercantis é o Estado brasileiro. Essa é a avaliação de economistas e especialistas em comércio exterior presentes ontem no 7º Fórum de Economia, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo.

“Apenas dois países, no mundo inteiro, acreditam que a China é uma economia de mercado. Um acredita com alguma dúvida: a China. O outro, de maneira convicta: o Brasil”, afirma Antônio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura entre os anos de 1967 a 1985. Para Delfim, a política industrial, cambial e comercial chinesa não está errada. “Eles fazem o que qualquer país que quer crescer faz. O erro está aqui”, diz o ex-ministro.

As críticas à estratégia adotada pelo Estado brasileiro, consensuais entre os analistas, estão centradas nas políticas econômica e comercial adotadas. Para eles, é preciso reduzir as taxas de juros brasileiras e permitir maior desvalorização cambial, que serviriam por tornar o crédito às empresas mais barato e ampliaria a remuneração oriunda das exportações. O câmbio chinês é fixo em torno de 7 yuans por dólar há cinco anos, enquanto o dólar oscila próximo ao patamar de R$ 1,70. As taxas de juros chinesas são de 2,47% ao ano, enquanto a Selic está fixada em 10,75% ao ano – hoje, o Banco Central anuncia a nova taxa.

Além disso, dizem os especialistas, o governo é “tímido” em fiscalizar a entrada de mercadorias subfaturadas provenientes da China. Segundo números apresentados por Roberto Giannetti da Fonseca, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o saldo entre vendas e compras internacionais de bens manufaturados saiu de superávit de US$ 5,1 bilhões, em 2006, para um déficit projetado de US$ 60 bilhões neste ano.

“Do jeito que está, o déficit da indústria de transformação atingirá US$ 100 bilhões em um ou dois anos. Não só a indústria precisa reverter sua produção para o mercado interno, porque o importado chinês chega mais barato e o câmbio para exportar está ruim, como também estamos perdendo mercado no exterior para os chineses”, diz Giannetti da Fonseca.

Para Renato Amorim, ex-secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil-China e atualmente sócio-diretor da Strategus, o governo brasileiro tem olhado para o alvo errado. Amorim, que chegou ontem de viagem à China, avalia que a disputa se dá em terreno onde os chineses “obviamente” têm vantagens. “As empresas chinesas contratam ótimos engenheiros a US$ 400 por mês. Não temos como competir com isso”, afirma Amorim, para quem a disputa não se dá entre empresas, mas entre companhias brasileiras e o Estado chinês.

“As empresas chinesas trabalham com margens muito apertadas, uma vez que não remuneram acionistas e não precisam dar lucro. Por quê? Simplesmente porque são estatais”, diz Amorim.

O empresário Antônio Maciel Neto, presidente da Suzano, afirmou ao Valor que a desigualdade de condições se dá também na comparação entre custos para investimentos fixos. A planta da Suzano em Mucuri, no sul da Bahia, a maior unidade produtora de celulose da companhia, teve custo total de US$ 2 bilhões. “O mesmo projeto teria custo de capital US$ 70 milhões menor, por ano, se fosse feito na China”, diz Maciel.

Para Vera Thorstensen, que acaba de retornar ao Brasil depois de 15 anos na assessoria econômica do governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, os chineses “não respeitam regra alguma”. “Eles não respeitam o artigo 4 do FMI, que veta a manipulação cambial, além de terem pendurados uma série de ações antidumping e pedidos de salvaguardas comerciais”, diz ela. Para Giannetti da Fonseca, o Brasil “ainda não sabe usar medidas antidumping ou de salvaguardas”.

Fonte: Valor Econômico


Importação já alcança exportação na indústria

julho 28, 2010

Conjuntura: Influenciado por preço, peso do valor importado na produção fabril recua entre 2009 e 2010

João Villaverde, de São Paulo

Depois de ser 66% maior há cinco anos, o valor das exportações da indústria se igualou ao valor importado pelo setor no primeiro semestre deste ano, em dados compilados pela UFRJ que desconsideram o comércio exterior de petróleo. De janeiro a junho deste ano, as exportações superam as importações em apenas 0,4%. O tombo de 66 pontos percentuais em cinco anos indica que o país está comprando bens mais caros do exterior e vendendo produtos mais baratos, além de representar uma queda no volume embarcado para outros países.

O desempenho da indústria, especialmente a que produz bens de maior conteúdo tecnológico, influencia o derretimento do saldo comercial brasileiro, que alcançou superávit de US$ 46,5 bilhões, em 2006, e hoje, conforme estimativa do governo, deve ficar abaixo de US$ 20 bilhões. O tombo nos valores exportados pela indústria tradicional foi ainda mais forte: 87 pontos percentuais em cinco anos.

Parte do aumento das importações, no entanto, serve à indústria como modernização, uma vez que alguns insumos adquiridos do exterior não contam com equivalentes nacionais. A derrocada do saldo conta também com uma parcela da fatia produzida que deixa de ser embarcada ao exterior para ser vendida no mercado doméstico, que aumentou de tamanho nos últimos cinco anos.

Segundo estudo que está sendo realizado pelo grupo de indústria da UFRJ, a perda de dinamismo da indústria no comércio exterior é generalizado, atingindo desde segmentos tradicionais do parque industrial até setores mais avançados, que viram seu diferencial de preço em relação às importações cair pela metade de 2005 para cá. “Já passamos pela fase em que as exportações da indústria cresciam muito além das importações”, diz David Kupfer, economista da UFRJ e coordenador do estudo. “No começo da década a situação foi ótima para exportar, agora, vivemos fase de devolução. As importações crescem muito mais”, diz Kupfer.

No entanto, os números preliminares do estudo indicam que houve recuo nos valores importados pela indústria entre 2009 e 2010. Excetuando petróleo, o valor das importações teve peso de 21,7% no total produzido pelas fábricas entre janeiro e maio do ano passado, período em que o país sofria os efeitos da crise mundial. Já em 2010, o peso das importações diminuiu – representou 20,2% do total produzido nos primeiros cinco meses do ano.

O economista levantou os valores das exportações e importações e dividiu pelos valores da produção, a fim de obter os coeficientes de venda e compra internacionais. Enquanto as exportações de commodities industriais mantiveram constante sua parcela exportada nos últimos cinco anos, em torno de 32%, o restante da indústria assistiu a uma forte queda de valores. Nos setores produtores de bens tradicionais, o valor exportado correspondia a 13% do total produzido entre janeiro e maio de 2005 – nos primeiros cinco meses de 2010, o mesmo coeficiente foi de apenas 9,1%. Um tombo maior ocorreu entre os fabricantes de bens com maior valor agregado, cujo valores de exportação caíram de 24% para 14,8% da produção em igual período.

Para Edgard Pereira, economista da Unicamp e especialista em indústria, os números deixam claro “que o país fez uma opção de crescimento econômico” nos últimos anos, tendo como principal instrumento a taxa de câmbio. “Optamos por uma taxa de câmbio mais valorizada, que amplia salários e o poder de compra. Consequentemente, ficou mais caro produzir internamente, porque aumentou o custo da mão de obra, e estimulou o consumo”, raciocina. O aumento das importações, advoga Pereira, é “inevitável”.

Segundo o levantamento dos economistas da UFRJ, todos os segmentos – commodities, indústria tradicional e produtores de bens com maior valor agregado – viram seu coeficiente de importação saltar nos últimos cinco anos.

O valor importado dos bens de maior conteúdo tecnológico saltou dez pontos percentuais do valor produzido, atingindo 35,7% na média do período janeiro a maio deste ano. Na indústria tradicional, a elevação do coeficiente de importação foi um pouco mais sensível, passando de 7,5% entre janeiro e maio de 2005 a 10,5% nos primeiros cinco meses de 2010. No total, a indústria, excluindo o setor do petróleo, viu o valor de suas exportações cair de 24,5% a 19,9% relativamente ao que foi produzido nos últimos cinco anos, enquanto os valores das importações subiram de 14,8% para 20,2%.

O aumento das importações, em quantidade e em valores, não é de todo prejudicial à indústria. Parte do que é adquirido do exterior são máquinas e equipamentos que não têm equivalente nacional, representando absorção de tecnologia ao parque industrial brasileiro. “Não podemos deixar que esses números nos levem a um falso dilema”, diz Kupfer, para quem não se pode separar com clareza setores que exportam dos que importam, além dos que direcionam sua produção ao mercado doméstico. “O Brasil está mais complexo que isso. Há fábricas que importam insumos e vendem parte da produção para o mercado interno e parte para o exterior”, diz Kupfer.
Fonte: Valor Econômico


Balança comercial: importações na trilha do recorde

julho 5, 2010

RIO – O forte ritmo de expansão da economia e o dólar baixo favoreceram um crescimento expressivo das importações, levando à queda de 43,2% do superávit da balança comercial no primeiro semestre do ano. O saldo de US$ 7,88 bilhões foi o mais baixo para este período desde 2002 (US$ 2,58 bilhões), e as compras externas nunca foram tão altas, informou quinta-feira o secretário-adjunto de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Fábio Faria. No mesmo período de 2009, o superávit somara US$ 13,9 bilhões.

– As importações vêm crescendo em um ritmo muito forte e devem bater recorde neste ano (a US$ 190 bilhões) por conta do crescimento econômico e do real forte – disse o economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. – As exportações ainda não se recuperaram totalmente, principalmente por conta das incertezas no cenário externo.

No acumulado do ano, as importações somaram US$ 81,3 bilhões, com aumento de 43,9% sobre os seis primeiros meses de 2009 (US$ 56 bilhões). As exportações brasileiras foram de US$ 89,18 bilhões, em alta de 26,5%,

As compras de bens de consumo – automóveis, alimentos, bebidas, tabaco, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e confecções – avançaram 49% no primeiro semestre, para US$ 13,77 bilhões. No mesmo período de 2009, marcado pela crise financeira, o país importou US$ 9,17 bilhões em bens de consumo.

Somente em automóveis, as compras do exterior somaram US$ 3,58 bilhões no primeiro semestre deste ano, com crescimento de 72,3% frente a igual período do ano passado (US$ 2,06 bilhões).

Em bens de consumo não duráveis (alimentos, produtos farmacêuticos, de toucador, vestuário, bebidas e tabaco), as importações totalizaram US$ 5,87 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, com crescimento de 28,3% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 4,53 bilhões).

No caso dos bens de consumo duráveis (máquinas e aparelhos de uso doméstico, eletroeletrônicos e móveis), as compras externas somaram US$ 7,9 bilhões no acumulado do ano, com aumento de 69,2% frente aos seis primeiros meses de 2009, quando totalizaram US$ 4,63 bilhões.

As compras do exterior de combustíveis e lubrificantes totalizaram US$ 11,73 bilhões, com elevação de 65% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 7,05 bilhões), influência também da alta do preço do petróleo.
Fonte: Jornal do Brasil


Em meio a série de entraves a produtos brasileiros, Lula vai à Argentina

maio 26, 2010

Recuo da Argentina em restringir a entrada de alimentos industrializados no país não se confirmou.
Não se confirmou o suposto recuo da Argentina em restringir a entrada de alimentos industrializados no país, inclusive brasileiros. A expectativa dos empresários é de que a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Buenos Aires, hoje, convença o governo local a remover os entraves, mas se isso não ocorrer já existem outras alternativas em curso.

Uma das indústrias gaúchas mais prejudicadas, a Oderich, de São Sebastião do Caí, segue enfrentando dificuldades para fazer entregas de produtos já contratados. Das mais de 300 mil caixas de latas de milho em conservas paradas, foram liberadas entre 6 mil e 9 mil, ainda assim apenas para entrar em território argentino, sob a condição de que o cliente as mantenha como “fiel depositário”, quer dizer, não pode distribuir os produtos.

– Ocorreram três liberações, mas nenhum outro importador se dispôs a carregar novos lotes porque ainda estão temendo consequências da postura terrorista adotada – relata Marcos Oderich, diretor comercial da Oderich.

Dos clientes argentinos, Oderich vem ouvindo que o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, estaria voltando a condicionar a importação a exportações de igual volume.

Como muitos dos contratos são com varejistas, é uma condição quase impossível de cumprir.

– Amanhã (hoje) deverá haver uma pressão mais forte por parte da chancelaria, com a visita do presidente – espera Oderich, que não descarta ir até Buenos Aires para demonstrar que também importa produtos argentinos, como ervilhas, ameixas e azeitonas.

Fonte: Zero Hora


EUA pedem ao Brasil para adiar até junho início de medidas de retaliação

abril 5, 2010

Assis Moreira e Viviane Monteiro, de Genebra e de Brasília

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) antecipou para hoje a reunião de ministros que decidirá sobre a retaliação aos produtos americanos, como retaliação aos subsídios ilegais concedidos aos produtores de algodão dos Estados Unidos. Na semana passada, uma missão negociadora americana pediu ao Brasil adiar para junho o início da retaliação, marcado para a quarta-feira, e prometeu entregar, até hoje, propostas concretas de negociação. O governo espera essas propostas para avaliar se a Camex aceitará ou não o adiamento. A reunião da Camex estava marcada originalmente para amanhã, mas foi antecipada para conciliar agendas dos ministros.

O pedido de suspensão das medidas retaliatórias foi formalizado por uma missão dos EUA, na quinta-feira, chefiada pela vice-representante de Comércio, Miriam Sapiro, e pelo subsecretário de Agricultura, James Miller, em reunião no Itamaraty. O governo brasileiro cobrou respostas concretas, como o compromisso em eliminar os benefícios ilegais aos produtores, condenados pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os americanos informaram que consultariam o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, poderiam trocar informações com autoridades brasileiras no fim de semana e dariam a resposta ao Brasil nesta segunda-feira. Como a reunião da Camex estava prevista para as 16h30 de amanhã, os americanos teriam até as 12h30 do mesmo dia para dar a resposta, disse um negociador brasileiro. Com a antecipação, o prazo para os americanos ficou mais curto.

Oficialmente, o Itamaraty informou que houve um “diálogo construtivo” entre as partes sobre uma “gama de produtos”, inclusive o algodão, e que as conversas seriam mantidas. A resposta brasileira foi, porém, de que se Washington quiser evitar a sanção, precisaria apresentar, por escrito, um compromisso de ajuste nos programas de crédito à exportação e uma compensação financeira para o setor de algodão.

“Parece ter saído uma perspectiva positiva de que a negociação se dirige para ajuste de programas (americanos) e compensação para desenvolvimento na área agrícola”, disse o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Cunha.

“Percebemos uma mudança de postura do lado americano, que veio disposto à negociação concreta para uma solução amigável”, afirmou o embaixador na OMC, Roberto Azevedo, que negociou em Brasília com o subsecretário americano de Agricultura, James Miller, os detalhes envolvendo a sanção, compensação e implementação da decisão da OMC para os EUA acabarem os subsídios aos produtores de algodão. Azevedo avisou, porém: “Se não surgir algo concreto até esta segunda-feira, a retaliação seguirá seu curso a partir da quarta-feira.” A primeira parte da sanção, sobre bens, será complementada depois por retaliação também em serviços e patentes.

Até recentemente, os EUA se limitavam a acenar com “promessa de bom relacionamento” que poderia dar frutos mais tarde, caso o Brasil não aplicasse a retaliação. Somente na quinta-feira é que a delegação americana que foi a Brasília parece ter compreendido que o governo Lula não tinha como voltar atrás na sanção e não aceitaria só promessas. Uma fonte próxima dos americanos disse que os EUA “estão dispostos a negociar tudo” com o Brasil, desde que a sanção não seja acionada. Topariam até um prazo mais curto que os 60 dias pedidos, para definir um cronograma para o acordo.

Os americanos deixaram claro seus limites. Não podem, por exemplo, se comprometer com a eliminação dos subsídios até que o Congresso volte a discutir uma nova Lei Agrícola, em 2012. De outro lado, a Casa Branca tem margem para agir na área de créditos à exportação agrícola, que passa subsídios ilegais e turbina vendas americanas. Ou seja, a administração Barack Obama não pode mudar o formato do programa, mas pode mudar prazos, prêmio de seguro e cronograma de reembolso dos créditos à exportação, o que atende parcialmente os brasileiros.

“Mas para evitar a retaliação é preciso detalhes por parte dos americanos do que vamos receber, porque isso não está claro”, disse Haroldo Cunha, da Abrapa. A compensação é para o período em que os Estados Unidos não desmontarem os subsídios. Um fundo para pesquisa na agricultura brasileira, com recursos americanos, sempre esteve na ordem do dia. Como sempre, o problema está nos detalhes, ou na falta deles.
Fonte: Valor Econômico


Balança comercial registra saldo de US$ 668 milhões em fevereiro

abril 4, 2010

Apesar do recorde mensal das exportações e importações, o saldo da balança comercial em março foi o mais baixo para o mês desde 2002. No mês passado, as vendas brasileiras para o mercado externo totalizaram US$ 15,727 bilhões. Já as aquisições somaram US$ 15,509 bilhões. Com isso, o superávit comercial fechou o mês em US$ 668 milhões. Em março de 2002, esse saldo positivo foi de US$ 603 milhões. No trimestre, o superávit comercial soma US$ 895 milhões, o que representa uma redução de 70% em relação aos três primeiros meses de 2009.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, explicou que o superávit comercial em março, apesar de baixo, não é ruim. O resultado reflete o forte aquecimento da economia doméstica e a taxa de câmbio favorável às importações. Enquanto as exportações em março cresceram 27,4% (média diária), as importações subiram 43,3%. No mês de abril, dependendo do comportamento das importações, o saldo comercial poderá ser um pouco mais alto, pois a exportação começará a ser influenciada pelo escoamento da safra agrícola.

“O ritmo das importações está alto, mas não é diferente do que acontece desde o início do ano. O aumento é basicamente por matérias-primas e insumos que são itens importantes para a indústria brasileira”, explicou Barral. Com o descompasso entre oferta e demanda, já identificado pelo Banco Central, o caminho para evitar um aumento ainda mais forte da inflação será a ampliação ainda maior das importações, o que influenciará diretamente o saldo comercial.

Para o secretário, o ritmo de crescimento das compras de produtos estrangeiros não surpreende. “A estrutura cambial gera um incentivo para as importações”, ressaltou Barral. As importações de matérias-primas e insumos registraram aumento de 56,4% de 2009 para 2010, considerando a variação da média diária.

A preocupação é com a competitividade dos produtos brasileiros. Mas, pelo menos por enquanto, não tem sido atingida de forma significativa. Isso porque, mesmo com o dólar desfavorável para alguns setores do comércio exterior, o Brasil está recuperando alguns mercados, onde a participação havia sido reduzida por conta dos efeitos da crise econômica mundial. O país conseguiu ampliar suas exportações, principalmente, para a América Latina e Caribe, Ásia e Europa Oriental.

Considerando a variação da média diária exportada, houve um aumento de 63,5% de 2009 para 2010 para a América Latina, de 29,7% para a Ásia e de 66,2% para a Europa Oriental. Os principais produtos vendidos foram o petróleo, carne bovina e de frango, farelo de soja e café em grão.
Fonte: Jornal do Comércio (RS)


Exportação cresce, mas saldo comercial cai

março 23, 2010

As vendas externas de produtos brasileiros somaram US$ 10,218 bilhões nos 15 dias úteis de março contados até sexta-feira . A média diária do período foi de US$ 681,2 milhões. Esse desempenho representa crescimento de 26,9% em relação à média das exportações de março do ano passado e expansão de 0,5% na comparação com fevereiro deste ano.

De acordo com os números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), no entanto, as compras brasileiras de produtos estrangeiros tiveram desempenho percentual superior, com crescimento de 41,3% nas três primeiras semanas de março em relação ao mesmo período de 2009. Houve, porém, decréscimo de 1,5% na comparação com a média das importações do mês anterior.

O aumento das exportações neste mês foi motivado por vendas expressivas nas três categorias de produtos. Na comparação com março de 2009, a Secretaria de Comércio Exterior registrou altas de 40,3% nas vendas de semimanufaturados (celulose, couros e peles, açúcar em bruto, ferro-liga, alumínio e outros), de 38,9% em produtos básicos (petróleo em bruto, carnes, café e soja em grão) e de 14,2% nas vendas de manufaturados (óleos combustíveis, veículos de carga, automóveis, açúcar refinado, autopeças e laminados planos, entre outros).

As importações somaram neste mês US$ 9,684 bilhões, com média diária de US$ 645,6 bilhões, motivada, principalmente, pelo aumento de 362,3% na aquisição de adubos e fertilizantes, comparado a março do ano passado. Houve altas expressivas também na compra de cobre (116,8%), borracha (94,5%), produtos farmacêuticos (66%), combustíveis e lubrificantes (63,1%), automóveis e partes (51,5%).

O desempenho mais forte das importações é responsável pelo pequeno saldo comercial de US$ 534 milhões no mês, até agora, com média diária de US$ 35,6 milhões. Mesmo sob o impacto da crise financeira internacional e a consequente queda nos níveis de comércio, o superávit (saldo positivo entre exportações e importações), contabilizado em março de 2009, atingiu US$ 1,756 bilhão, com uma média diária de US$ 79,8 milhões – mais que o dobro da média atual.

O desempenho é semelhante também no acumulado do ano. Desde janeiro, as exportações somam US$ 33,720 bilhões, com aumento de 25,6% sobre as vendas registradas em igual período do ano passado. Já as importações, que foram menores em vavalor total (US$ 32,959 bilhões), tiveram expansão maior, de 33,9% na mesma comparação.

O saldo comercial brasileiro no ano está em US$ 761 milhões, valor que representa uma queda de 65,9% na comparação entre os saldos de 2009 e 2010 até a terceira semana de março de cada ano.
Fonte: Valor Econômico


Barral destaca bom desempenho da balança comercial em janeiro de 2010

fevereiro 1, 2010
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Welber Barral, classificou como bom o resultado da balança comercial de janeiro de 2010. “Registramos um aumento de 21,3% nas exportações e de 16,8% nas importações em relação a janeiro do ano passado”, destacou hoje (1º/2), o secretário, durante entrevista coletiva.

Ao comparar o desempenho das exportações em janeiro de 2010 – US$ 11,305 bilhões, com média diária de US$ 565,3 milhões – com o resultado no mesmo mês em anos anteriores, Barral disse que os números deste ano já superam os de 2009 e estão pouco abaixo do registrado em 2008. Segundo o secretário, ao se comparar os números de janeiro com o resultado do mesmo mês em demais anos, verifica-se crescimento médio de 20%. “A grande ressalva foi 2009, quando as exportações retraíram 22,8% em função da crise”, explicou.

Em relação a dezembro do ano passado, as exportações apresentaram queda de 14% pela média diária. De acordo com o secretário, entretanto, esse comportamento é sazonal. “Historicamente, as exportações em janeiro são menores que em dezembro. A média de retração fica em torno de 14% e 15%. Somente em 2009 foi registrada queda maior que foi de 25,9% que foi efeito da crise”, disse.

A recuperação das exportações para mercados específicos também foi destacada por Barral. As vendas brasileiras para o Mercosul cresceram 61,6% em relação a janeiro do ano passado, sendo que somente para a Argentina houve um incremento de 58,9%. Já para os Estados Unidos foi registrado aumento de 22,8% nos embarques nacionais.

O secretário apontou que, em janeiro, os Estados Unidos voltaram a ser o principal parceiro comercial do Brasil. As exportações para o país somaram US$ 1,369 bilhão e as importações US$1,691 bilhão. A China foi o segundo destino das exportações brasileiras com embarques de US$ 1,127 bilhão, já as importações de produtos chineses ficaram em US$  1,606 bilhão. Em terceiro lugar se consolidou a Argentina que comprou US$ 973 milhões em produtos brasileiros e vendeu US$ 933milhões para empresas brasileiras.

Importações

As importações totalizaram US$ 11,471 bilhões, com média diária de US$ 573,6 milhões. Esse valor foi 16,8% maior que o de janeiro do ano passado (US$ 491 milhões). Segundo Barral, pela média diária, as importações registraram recorde histórico para meses de janeiro. “No ano passado as importações registraram retração de 12,6%. Neste ano, elas aumentaram 16,8%, o que significou não só uma recuperação, como também um incremento”, ressaltou.

Durante a análise das importações em janeiro, Barral destacou as aquisições de bens de consumo que cresceram 37,2% em relação a janeiro do ano passado. “Esse número foi puxado pelo incremento de 83,8% nas importações de automóveis que vieram principalmente da Argentina, Coréia, México e Alemanha”, explicou o secretário.

Perguntado sobre o impacto do câmbio sobre as importações, Welber Barral disse que o câmbio é apenas um dos fatores de competitividade. “O dólar mais baixo tem um efeito principalmente sobre as importações de bens de consumo. O efeito sobre os bens de capital não é imediato por que nesse caso as importações estão relacionadas a investimentos de médio prazo e ao crescimento industrial do país. Porém o que mais pesa na balança comercial são os bens intermediários e as matérias primas já que, em função do câmbio, os empresários podem optar por produtos importados no lugar de nacionais”.

Clique aqui e acesse os números.

Fonte: MDIC


Exportações em janeiro/2010 crescem 21,3% em relação janeiro/2009

fevereiro 1, 2010
As exportações brasileiras em janeiro de 2010 somaram US$ 11,305 bilhões, com média diária de US$ 565,3 milhões. Esse desempenho foi, pela média diária, 21,3% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado (US$ 465,8 milhões). As importações totalizaram US$ 11,471 bilhões (média diária de US$ 573,6 milhões) e, na mesma comparação, cresceram 16,8% sobre janeiro do ano passado (US$ 491 milhões).
No mês, o saldo comercial (diferença entre as exportações e as importações) fechou deficitário em US$ 166 milhões (média diária de menos US$ 8,3 milhões), contra um déficit de US$ 529 milhões, em janeiro de 2009. Isso significou que o resultado em janeiro de 2010 foi 67,1% melhor que o verificado no mesmo mês do ano passado, quando a média diária foi de menos US$ 25,2 milhões.

Em janeiro de 2010, a corrente de comércio (soma das duas operações) chegou a US$ 22,776 bilhões, o que representou uma movimentação média diária de US$ 1,138 bilhão, valor que foi 19% maior que o de janeiro do ano passado (US$ 956,8 milhões).

 

Exportações

As exportações de básicos somaram US$ 4,075, valor recorde para meses de janeiro. Os embarques de manufaturados chegaram a US$ 5,198 bilhões e os de semimanufaturados US$ 1,717 bilhão. Em relação a janeiro do ano passado, as exportações de produtos das três categorias cresceram: manufaturados (+26,2%), básicos (+20,2%) e semimanufaturados (+8,6%).

Entre os manufaturados os destaques foram óleos combustíveis (+680,3%), óxidos e hidróxidos de alumínio (+142,2%), automóveis (+72,3%), tubos flexíveis de ferro e aço (+66,6%), açúcar refinado (+59,6%), polímeros plásticos (+56,9%), autopeças (+54,5%), bombas e compressores (+40%), aviões (+39,6%), papel e cartão (+39,5%), pneus (+22,7%), laminados planos de ferro/aço (+18,6%) e celulares (+13,2%).

No grupo de básicos, o principal item exportado foi petróleo em bruto (+228,1%) seguido por minério de ferro (+118,5%), carne bovina (+50,2%), carne suína (+30,4%), café em grão (+20,6%)  e carne de frango (+3,9%).

Quanto aos semimanufaturados, aumentaram principalmente as vendas de catodos de níquel (+257%), produto de borracha sintética e artificial (+241,3%), catodos de cobre (+82,4%), produtos semimanufaturados de ferro e aço (+51,7%), couros e peles (+49,6%), ferro-ligas (+48,2%), açúcar em bruto (+34,3%), celulose (+10,1%) e madeira serrada (+8,9%).

Importações

As importações de bens de consumo cresceram 37,2% em função, principalmente, de automóveis, máquinas e aparelhos para uso doméstico, móveis, produtos de toucador, vestuário e farmacêuticos.

As aquisições de matérias-primas e intermediários tiveram um incremento de 21,3% devido a compras de produtos para agricultura, minerais, partes e peças de intermediários, bens alimentícios e agropecuários não alimentícios e produtos químicos e farmacêuticos.

No grupo de bens de capital as importações cresceram 6,7%)Com relação a bens de capital, os itens que mais cresceram foram máquinas e aparelhos para escritório e de uso científico, acessórios de maquinaria industrial e partes e peças para bens para indústria.

As compras de combustíveis e lubrificantes caíram 2,4%, devido a redução das quantidades importadas de carvão e gás natural.

 

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Fonte: MDIC

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