Mundo escapou da depressão, dizem BCs

Novembro 10, 2009

Os maiores bancos centrais admitem que o a economia internacional escapou de uma depressão global e “a queda livre acabou”, o que abre a possibilidade de que algumas das medidas para ajudar bancos comecem a ser retiradas. Mas o trabalho de governos e de bancos para reformar o sistema está longe do fim e os riscos ainda ameaçam a recuperação.

Sem uma reforma, o mundo não voltaria a apresentar uma taxa de crescimento sustentável e a economia patinará por meses. O que seria hoje estabilidade correria o risco de tornar-se uma estagnação nos próximos meses. Reunidos ontem na Basileia, os BCs também concluíram que as economias emergentes crescerão a um ritmo mais acelerado que os países ricos nos próximos anos.

Pela primeira vez desde a pior crise em 70 anos, os BCs falam da possibilidade de que medidas usadas no sistema financeiro comecem a ser retiradas de forma “gradual e ordenada” para que a estabilidade de preços seja garantida. O recado não é para haver um fim imediato da ajuda nem que os pacotes sejam eliminados. No fim de semana, o G-20 deixou claro que não está ainda na hora de ver o fim desses programas e parte da recuperação apenas estava ocorrendo graças ao apoio estatal e juros baixos.

Mas a declaração do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, é a primeira insinuação clara de que o setor financeiro pode não ser mais dependente da ajuda. “Para os governos que embarcaram em medidas não convencionais, podemos pensar numa gradual retirada de instrumentos excepcionais. Obviamente, isso vai ter de acontecer no momento certo, dependendo da circunstância de cada economia e dos desafios de cada país”, disse Trichet.

As estimativas apontam que o mundo gastou US$ 10 trilhões em injeções de capital aos bancos. Só os bancos teriam recebido uma ajuda total de US$ 500 bilhões. Em Frankfurt, o BCE já acenou com a revisão de alguns programas de injeção de capitais aos bancos, enquanto Noruega e Austrália já começaram a elevar as taxas de juros.

Apesar das notícias positivas, os bancos garantem que os riscos ainda existem, as instituições financeiras precisam ser reformadas e não há nenhum espaço para “complacência”. Enfim, que o otimismo da mensagem não deve se confundir com o fim completo da crise.

O encontro dos maiores BCs ocorreu na Basileia entre domingo e ontem, e foi a última reunião do ano entre os responsáveis pelas políticas monetárias no mundo. Entre os participantes estavam o presidente do Fed, Ben Bernanke, e o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles.

EMERGENTES
Sobre os mercados emergentes, o presidente do BCE indicou que estão saindo da crise com uma taxa de crescimento superior à dos países ricos. Esse fenômeno deve ser mantido nos próximos trimestre.

“Tivemos na realidade dois anos muito difíceis. No primeiro, tivemos uma turbulência nos países ricos e uma resistência nos emergentes. Quando a crise se intensificou, vimos que todas as economias foram fortemente afetadas. Isso durou cerca de seis meses e de fato o impacto foi profundo em todos”, disse Trichet, em resposta ao Estado. “Está claro que os emergentes vão crescer em ritmo muito maior que a média das economias ricas.” Sua avaliação é de que os países emergentes entrarão em um processo para recuperar a diferença histórica entre suas economias e a dos países industrializados.

Entre os bancos centrais latino-americanos, a perspectiva é de crescimento. Mas também existe o risco de estagnação. “A queda livre das economias terminou. Mas o desafio agora é voltar a ter um crescimento sustentável”, afirmou ao Estado o presidente do BC argentino, Martin Redrado. Segundo ele, a América do Sul deve crescer 3% em 2010. Para o Brasil, a estimativa é de 4,5%.

RISCOS
Os BCs insistem que, apesar do “fim da queda livre”, nada supõe que o mundo tenha decretado o fim da crise. “Não há espaço para sermos complacentes agora. Evitamos, graças às nossas medidas, uma depressão e estabilizamos a situação”, afirmou Trichet. “Mas temos um grande número de assuntos a resolver ainda e estamos convencidos de que os riscos são muitos e significativos.”
Entre os problemas considerados está a alta no desemprego, principalmente nos países desenvolvidos. Nos EUA, a taxa é a maior em mais de duas décadas. Na Europa, a maior em pelo menos dez anos.

Outro ponto considerado foi o desequilíbrio fiscal entre os países e as dívidas acumuladas pelos pacotes de ajuda. Os BCs querem que o tema receba um tratamento adequado, enquanto analistas dizem que esse fator pode fazer explodir a próxima crise. Já em relação aos bancos, os BCs são claros: as reformas das instituições financeiras não foram completadas ainda – mesmo com os lucros que já se registram – e isso pode ser um sério obstáculo para a volta do crescimento.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


Presidente de Israel visita o Brasil

Novembro 10, 2009

Brasília – O presidente de Israel, Shimon Peres, inicia hoje (10) visita de dois dias a Brasília. Às 11h, se reúne com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no Brasília Alvorada Hotel.

Ao meio-dia, Peres recebe o título de cidadão honorário de Brasília, em solenidade no Centro de Convenções com a presença do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio.

Às 16h30, o presidente de Israel participa de sessão do Congresso, onde fará discurso e terá encontros separados com os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

Fonte: Agência Brasil


Lula diz que comércio entre Brasil e Itália deve ser incrementado

Novembro 10, 2009

São Paulo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou hoje (10), ao falar para empresários e autoridades italianas, na capital paulista, que o valor comercializado com os negócios realizados entre Itália e Brasil chega a US$ 14 bilhões e é muito baixo, quando comparado ao tamanho dos dois países. “O que o Brasil tem de força no seu mercado interno, tem de porta de entrada para os produtos italianos na América do Sul. E a Itália tem de possibilidade de entrada de produtos brasileiros na Europa. Nós temos muita coisa a construir juntos”.

Lula reforçou que no mundo globalizado não existe mais a possibilidade de esperar que outro país vá procurar produtos para comprar em outros mercados, já que, na maioria das vezes, os países viajam muito mais para vender. “O que é importante é que seja construído um equilíbrio, porque a  balança comercial entre dois países tem que ser uma via de duas mãos. Não interessa para nenhum país ter uma vantagem no superávit muito grande na balança comercial”.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou em seu discurso na abertura do segundo dia do Fórum Empresarial Brasil-Itália, que o Brasil deve fechar o terceiro trimestre de 2009 com um crescimento anualizado do Produto Interno Bruto (PIB) de 8 a 10% e fechar o ano com crescimento de 4 a 5%.  

O ministro lembrou que o governo implementou programas de estímulo econômico ao consumo interno e à demanda para conter os efeitos da crise econômica global. “O Brasil gastou 1,2% do PIB para esses estímulos e fez um programa modesto comparado a outros países que gastaram mais e vão sair com dívidas”.

Mantega enfatizou que o Brasil tem o sistema financeiro mais sólido do mundo, o que pôde ser percebido durante a crise e disse que é seguro aplicar no mercado de capitais brasileiro já que a valorização da Bolsa de Valores foi de 187% nos últimos 12 meses. “A economia brasileira possui grandes atrativos, porque tem expectativa de crescimento prolongado e já começou seu novo ciclo de crescimento”.

Uma comitiva de 350 empresários e autoridades italianas participou do Fórum Empresarial Brasil-Itália, que visa reforçar as relações econômicas entre os dois países e aprofundar as possibilidades de cooperação industrial e oportunidades de investimento para as empresas italianas.

Entre os setores de interesse dos italianos estão as áreas de defesa, infraestrutura, tecnologias espaciais, ciências médicas e saúde. Além desses, estão os setores têxtil, alimentício, couro e calçados, madeira e produção de móveis, beneficiamento de mármores e granitos, componentes eletrônicos e eletrotécnicos, agropecuário, álcool, papel e papelão, energia e mineração.

Fonte: Agência Brasil


Argentinos é que devem acelerar liberação de licenças, e não brasileiros, diz ministro

Novembro 10, 2009

Maputo – Em meio ao impasse sobre as licenças não automáticas para alguns produtos importados da Argentina, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, avisou hoje (10) que o governo da Argentina é que deve acelerar a liberação dos documentos dos brasileiros. À Agência Brasil, Miguel Jorge afirmou que aguarda uma sinalização dos argentinos para solucionar o impasse.

“A solução tem de partir da Argentina. Os argentinos é que têm de liberar as licenças dos produtos brasileiros dentro do prazo e não demorar até 180 dias, como ocorre em alguns casos”, afirmou o ministro, que está na África em missão com 98 empresários brasileiros. “Continuo à espera de que os representantes da Argentina me procurem.”

Para o ministro, o assunto não deve ser tratado nem definido entre chefes de Estado. No próximo dia 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. “A decisão argentina é discricionária. Não se pode ser discricionário em comércio exterior”, disse Miguel Jorge.

Há cerca de duas semanas, o governo brasileiro impôs licenças não automáticas a 15 produtos argentinos na tentativa de reverter as barreiras impostas pelos vizinhos a mercadorias brasileiras. Para os argentinos, a decisão é uma retaliação. Os brasileiros negam.

Na semana passada, o secretário da Indústria da Argentina, Eduardo Bianchi, afirmou que a decisão do Brasil deve ser combatida porque demonstra a falta de cumprimento de um acordo pelo governo Lula.

A lista de produtos afetados pelas medidas deve chegar a 15 itens, como autopeças, freios e baterias para veículos. Miguel Jorge disse que o objetivo da decisão brasileira é assegurar espaço para a mercadoria nacional. Segundo ele, o impasse com a Argentina gera queixas constantes dos empresários sobre a demora nas negociações.

Fonte: Agência Brasil


Brasil oferece parceria a Angola nas áreas de gestão, indústria e comércio

Novembro 10, 2009

Maputo – O governo brasileiro prepara para os próximos dias uma parceria para troca de programas nas áreas de gestão e conhecimento em investimentos industriais e comerciais em Angola. O acordo foi firmado hoje (10), durante encontro do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Em fevereiro, Santos se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Definimos com o presidente e o ministro de Negócios de Angola que será realizado um estudo detalhado sobre as áreas de desenvolvimento no país. Temos no Brasil pessoas especializadas nisso”, afirmou o ministro à Agência Brasil. Miguel Jorge coordena uma missão de 98 empresários ao sul da África. “Acertamos que até a próxima sexta-feira (20) esse estudo será enviado a Angola.”

O comércio entre o Brasil e Angola é histórico. O governo brasileiro foi o primeiro a reconhecer a independência angolana, em 1975. De janeiro a outubro de 2009, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 1,226 bilhão. Apenas nos dez primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para Angola alcançaram US$ 1,150 bilhão.

Segundo o ministro, várias empresas brasileiras atuam em Angola há pelo duas décadas e meia, como é o caso de algumas construtoras. Desta vez, a missão empresarial reuniu representantes de vários segmentos desde infraestrutura até produtos alimentares e têxteis e móveis, além de móveis.

Os produtos industrializados representaram 84,4% das exportações brasileiras, seguidos pelos básicos (15,5%). Os principais produtos brasileiros vendidos ao país são carne de frango (congelada, fresca ou refrigerada), açúcar refinado, veículos de carga e chassis com motor e carrocerias para veículos automóveis, dentre outros.

As importações brasileiras provenientes de Angola somaram de US$ 76,4 milhões de janeiro a outubro deste ano. Petróleo em bruto é o único produto angolano adquirido no período.

 

O governo brasileiro prepara para os próximos dias uma parceria para troca de programas nas áreas de gestão e conhecimento em investimentos industriais e comerciais em Angola. O acordo foi firmado hoje (10), durante encontro do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com o presidente de Angola, José Eduardo Santos.

Fonte: Agência Brasil


Miguel Jorge diz que governo não teme reação americana a retaliações comerciais

Novembro 10, 2009

Maputo – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje (10) que a decisão pioneira do governo federal de sobretaxar 222 produtos norte-americanos considerou como preocupação a escolha de mercadorias que não prejudiquem a indústria nacional. A medida é uma retaliação aos subsídios pagos pelo governo norte-americano à produção local de algodão

“Tivemos a preocupação de não dar um tiro no pé. Em jogo há US$ 1 bilhão”, afirmou o ministro, em entrevista à Agência Brasil. “Nossa preocupação foi sobretaxar algo que não prejudique a indústria nacional.”

Miguel Jorge, que está em viagem à África com um grupo de 98 empresários brasileiros, disse que não teme os reflexos políticos da retaliação aos Estados Unidos. “Nós tivemos o direito de fazer isso, com o apoio da OMC [Organização Mundial do Comércio]. Os Estados Unidos não se preocuparam com as questões políticas na hora de fixar o subsídio ao nosso algodão”, afirmou.

A lista de produtos preparada pelo governo federal inclui tecidos, eletrodomésticos, veículos, material hospitalar, frutas, peixes, complementos alimentares, cosméticos e algodão penteado, entre outros.

“Estamos dentro das regras internacionais”, ressaltou o ministro. Os especialistas brasileiros afirmam que os norte-americanos descumpriram as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em agosto, a organização autorizou o Brasil a aplicar sanções aos Estados Unidos em resposta à rejeição norte-americanos em eliminar os subsídios ao algodão.

Paralelamente, ontem (9) o governo do Brasil pediu à OMC autorização para aplicar as sanções comerciais. De acordo com a resolução, poderá ser aplicada tarifa adicional de até 100 pontos percentuais sobre a que já é cobrada na importação de cada produto. A lista, que tem 222 itens, ficará em consulta pública até o dia 30 de novembro.

Em outubro, foi criado um grupo técnico interministerial para estudar as possibilidades de retaliação aos Estados Unidos em resposta aos subsídios que o país confere a seus produtores de algodão e que prejudicam a produção e exportação brasileira do produto.

No mês passado, o diretor do Departamento de Economia do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Márcio Cozendey, calculou que, atualizados os valores estipulados pela OMC, com base no ano de 2006, a retaliação pode chegar, este ano, a US$ 800 milhões. De acordo com a arbitragem da OMC, o Brasil só poderá aplicar a retaliação cruzada se os valores ultrapassarem US$ 460 milhões.

Fonte: Agência Brasil


Empresários brasileiros acham positiva a decisão de retaliação comercial aos Estados Unidos

Novembro 10, 2009

Maputo – Empresários brasileiros, cujos setores poderão ser atingidos com a sobretaxação de 222 produtos importados dos Estados Unidos, comemoraram hoje (10), na capital moçambicana, a iniciativa, adotada em retaliação aos subsídios ilegais concedidos pelo governo norte-americano a seus produtores de algodão.

Para alguns deles, a iniciativa funcionará como estímulo, enquanto outros afirmam que não haverá um impacto expressivo no mercado nacional, porque vários dos produtos já sofrem com as taxas elevadas.

O empresário gaúcho Luís Cusin, da rede de spas Kurotel, acredita que a decisão do governo brasileiro inicialmente tenha efeitos positivos em sua área de atuação. “Em um primeiro momento será positivo. Não vejo problema algum e acredito que abrirá mais espaço para os produtos nacionais”, disse ele, que também participa da missão ao sul da África.

Ontem (9) a Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou a lista de produtos importados dos Estados Unidos. O objetivo é sobretaxar 222 produtos em retaliação aos subsídios pagos pelo governo norte-americano à produção local de algodão. A ideia é incluir tecidos, eletrodomésticos, veículos, materiais hospitalares, frutas, peixes, complementos alimentares, cosméticos e algodão penteado, entre outros produtos.

A empresária Bianca Stumpf Linck, da Brastex, que produz panos de chão e algodão farmacêutico, elogiou a decisão do governo brasileiro. “Acredito que isso incentiva a fabricação dos produtos nacionais. A princípio, funcionará como estímulo na minha área, que é de têxteis e algodão”, afirmou Bianca.

Alguns setores avaliam que os efeitos não devem ser grandes. “O impacto é muito pequeno, porque hoje importa-se pouco dos Estados Unidos nos setores que deverão ser sobretaxados”, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Batista Lohn, que integra uma missão de empresários ao Sul da África, organizada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo especialistas brasileiros, os norte-americanos descumpriram as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em agosto, a organização autorizou o Brasil a aplicar sanções aos Estados Unidos em resposta à recusa norte-americana em eliminar os subsídios ao algodão.

Fonte: Agência Brasil


País quer aplicar parte das reservas internacionais no Brasil

Novembro 10, 2009

Teerã (Irã) – O governo iraniano quer aplicar de parte de suas reservas internacionais no Brasil, dentro de um conjunto de medidas que prevê ainda a criação de um banco bilateral e o uso de moeda local nas transações comerciais.

Embora a proposta do governo iraniano seja de conhecimento da área diplomática do Brasil, ela ainda não chegou ao presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, segundo a assessoria de imprensa do BC. A iniciativa na área bancária e financeira fará parte dos assuntos que serão tratados durante a  visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, prevista para este mês.
 
O estabelecimento de mecanismo financeiro bilateral faz parte da estratégia de fortalecimento das operações comerciais entre os dois países. A expectativa do Irã é de que o Brasil possa oferecer uma linha de crédito para exportações de bens e serviços. O governo iraniano depositaria recursos em uma conta-garantia no Brasil, que serviria para mitigar o risco das operações e, desse modo, reduzir significativamente o custo do seguro de crédito.

A política externa do Irã,  desde a ascensão de Ahmadinejad ao poder, passou a atribuir elevada prioridade ao diálogo Sul-Sul ao fazer arranjos de cooperação com países como Cuba, a Nicarágua e Venezuela. O Brasil deve receber o mesmo tratamento e espera-se, em cinco anos, elevar para US$ 15 bilhões as relações de comércio entre os dois países, atualmente em torno de US$ 1 bilhão. 

Com o aprofundamento dessas relações,  no âmbito do comércio e do sistema financeiro, as autoridades iranianas acreditam na atratividade do Brasil como destino de investimentos estatais e privados. Para elas, os capitalizados fundos de pensão do Irã, como o fundo de aposentadoria dos funcionários da National Iranian Oil Company (Nioc, a sigla em inglês), devem fazer aportes de recursos em diversos segmentos da economia brasileira.

A crise política envolvendo o programa nuclear iraniano tem fechado as portas do sistema financeiro internacional ao Irã. Uma parcela dos investimentos iranianos no mercado europeu teve que ser realocado para o Japão, a África do Sul e a Malásia. O Brasil pode ser beneficiado com parte desses investimentos.

 

Fonte: Agência Brasil


Presidente de Angola recebe Miguel Jorge no segundo dia da Missão Empresarial ao Sul da África

Novembro 10, 2009

O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, foi recebido na manhã de hoje (10/11) pelo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, no segundo dia da Missão Empresarial ao Sul da África. Na audiência, o ministro entregou uma carta do Presidente Luis Inácio Lula da Silva informando ao presidente angolano que essa missão empresarial é mais uma prova do interesse brasileiro em estreitar a relações econômicas com o país.

Esteve também presente na ocasião o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial(ABDI), Reginaldo Arcuri, que  ouviu do presidente angolano uma manifestação do interesse de que o governo brasileiro colabore na industrialização do país africano.

À tarde, a delegação de representantes do governo e empresários brasileiros seguiram para Maputo, capital de Moçambique, segunda escala da missão empresarial. Amanhã, enquanto estiverem ocorrendo rodadas de negócios com investidores e comerciantes angolanos, Miguel Jorge e o presidente da ABDI serão recebidos pelo presidente moçambicano, Armando Emílio Guebuza.

Na quinta feira, 12, a delegação brasileira estará em Johanesburgo, África do Sul, no último dia da Missão Empresarial ao Sul da África.

Fonte: MDIC


Camex inicia consulta pública para retaliação comercial contra os EUA

Novembro 10, 2009

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) recebe, até 30 de novembro, sugestões e comentários à lista de produtos originários dos Estados Unidos passíveis de aumento do Imposto de Importação em virtude da retaliação comercial que o Brasil poderá adotar contra o país. A listagem (Resolução Camex nº 74 de 6/11/2009) foi publicada hoje (9/11), no Diário Oficial da União, e contém 222 itens, sendo composta por 64% de bens de consumo e 36% de bens intermediários.

A retaliação foi autorizada em 31 de agosto deste ano pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que considerou ilegais os subsídios oferecidos pelo governo americano aos produtores de algodão do país. O valor total dos produtos publicados hoje chega a US$ 2,7 bilhões e representa 10,6% de tudo que o Brasil importou dos Estados Unidos em 2008 – US$ 25,808 bilhões.

Segundo a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola, esta é uma lista preliminar que será reduzida para um valor em torno de US$ 450 milhões, conforme o resultado da consulta pública e da decisão dos ministros que integram o Conselho de Ministros da Camex. A próxima reunião do órgão está prevista para dezembro.

“Esse processo será transparente e levará em conta os interesses da indústria nacional e dos consumidores brasileiros”, destacou a secretária-executiva durante entrevista coletiva, hoje, em Brasília. Uma vez incluídos na lista final, os produtos poderão ter aumento de até 100% do Imposto de Importação, a partir de janeiro de 2010.  “O governo está trabalhando com esse prazo. Se houver necessidade, vamos exercer nosso direito”, destacou.

A Camex ainda anunciou que, em uma segunda etapa, o órgão poderá analisar retaliações, contra os Estados Unidos, nas áreas de propriedade intelectual e serviços. Além de bens, a decisão da OMC autoriza o país a retaliar outros US$ 450 milhões nessas áreas, chegando o valor total a US$ 900 milhões.

Consulta pública

As manifestações à lista poderão ser feitas, preferencialmente, por entidades de classe e deverão ser encaminhadas, até 30 de novembro, em duas vias: uma online e outra impressa. Os documentos impressos deverão ser encaminhados à Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior, via Protocolo-Geral do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Esplanada dos Ministérios, Bloco J, Térreo, CEP 70053-900.

Já a cópia online deverá ser enviada para o e-mail contenciosoalgodao@mdic.gov.br. As manifestações enviadas exclusivamente por e-mail serão descartadas.

A lista completa e o roteiro de manifestações podem ser consultados na Resolução Camex nº 74, de 6/11/2009.

 

Fonte: MDIC