Lula irá à Alemanha no próximo mês

Novembro 8, 2009

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a Alemanha nos dias 3 e 4 de dezembro. A viagem tem caráter político e econômico. Lula vai se encontrar com a chanceler alemã, Angela Merkel, reeleita em outubro para mais quatro anos, e também pretende atrair investimentos e apoio para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Lula cumprirá, em Berlim, uma agenda política com reuniões com Merkel e sua equipe. Primeira mulher a dirigir a maior economia da Europa, a chanceler alemã, de 55 anos, assumiu a liderança com apoio de uma coalizão de conservadores e liberais. É ainda o primeiro chancelar alemão com origem no lado oriental

Em Hamburgo, o presidente Lula concentrará suas atenções nas relações bilaterais do Brasil com a Alemanha e um foco específico nas ações do PAC. A ideia é atrair possíveis parceiros para as obras  e mais os eventos da Copa do Mundo de 2014 e das Olímpiadas em 2016.

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ressaltou que as relações entre Brasil e Alemanhã são positivas e com perspectivas de crescimento. A economia alemã é a terceira que mais investe no Brasil. Para os próximos cinco anos, estão estimados mais de US$ 7 bilhões. As principais áreas de interesse são infraestrutura e energia, além de distribuição e tratamento de água.

Fonte: Agência Brasil


Israel e Autoridade Palestina querem apoio do Brasil para acordo no Oriente Médio

Novembro 8, 2009

Brasília – No momento em que o governo de Israel lança uma ofensiva contra o avanço dos grupos terroristas no mundo, o presidente israelense e Prêmio Nobel da Paz de 1994, Shimon Peres, chega ao Brasil na próxima semana. Peres, que ficará no país de 10 a 15 deste mês, pedirá que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoie as negociações de paz na Faixa de Gaza e incentive a ampliação do comércio entre o Brasil e Israel.

Segundo o embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, o governo Lula pode colaborar na busca de um acordo de paz na região. Em entrevista à Agência Brasil, ele disse que está em curso uma série de articulações e elogiou a iniciativa de Lula em receber, inicialmente, Peres e depois o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Ainda neste mês, Lula recebe o líder palestino. As visitas de Peres e Abbas fazem parte da política externa brasileira na qual o presidente Lula determinou ao ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que se empenhasse nas ações pelo cessar-fogo e pela paz.

“Esperamos que o governo brasileiro venha a contribuir para o processo de paz com o governo legítimo dos palestinos, encabeçado por Mahmoud Abbas”, afirmou. “É interesse nosso e também de Abbas. Espero que essa também seja a posição do governo brasileiro: apoiar os movimentos moderados palestinos, e não os outros.”

Peres ficará em Brasília nos dias 10 e 11 e depois seguirá para São Paulo, acompanhado por 30 empresários israelenses que pretendem investir no Brasil. Atualmente, o comércio bilateral entre os dois países envolve cerca de US$ 1,5 bilhão concentrado em alta tecnologia, agricultura e pecuária. De São Paulo, o presidente israelense segue para o Rio de Janeiro.

Em janeiro, Amorim fez uma série de viagens ao Oriente Médio, visitando a Síria, Israel, a Cisjordânia e a Jordânia. O diplomata teve contato com vários líderes políticos da Organização das Nações Unidas (ONU), da Liga Árabe, da União Europeia e do governo dos Estados Unidos.

“Queremos que o governo do Brasil mostre apoio ao governo legítimo de Abbas. Não temos problema algum com essa visita. Temos relações diretas com o presidente Mahmoud Abbas”, enfatizou o embaixador israelense.

Fonte: Agência Brasil


Argentina responderá a restrição comercial do Brasil

Novembro 8, 2009

A Argentina adotará medidas firmes para defender o emprego e a produção local das disposições brasileiras de restrição de importações, segundo disse nesta sexta-feira a ministra da Indústria e do Turismo argentina, Débora Giorgi.

As habituais disputas comerciais entre Brasil e Argentina, as maiores economias sul-americanas, se intensificaram nas últimas semanas devido à retenção de caminhões argentinos com produtos perecíveis na fronteira com o Brasil, que começou a aplicar licenças não automáticas a compras externas.

“O governo tomará todas as ações necessárias. As medidas (do Brasil) terão a correspondente intervenção”, disse por telefone a ministra, sem dar mais detalhes. A ministra afirmou que a presidente argentina, Cristina Kirchner, adotaria as medidas nos próximos dias.

Farinha, pêras, maçãs, alhos, cebolas e vinhos argentinos sofreram obstáculos para entrar no maior mercado regional, medida que provocou a convocação pela chancelaria argentina do embaixador brasileiro em Buenos Aires.

Funcionários brasileiros, por outro lado, garantem que a Argentina aplica licenças não automáticas de importação cujos prazos de aprovação excedem os 60 dias autorizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC), chegando em alguns casos a até 180 dias.

Essas medidas, indicaram, teriam prejudicado o ingresso na Argentina de têxteis, calçados e móveis fabricados no Brasil. “Não temos licenças de 150 nem de 180 dias para produtos do Brasil nem de nenhuma origem”, respondeu Giorgi.

A ministra negou que houvesse “desvio de comércio” em importações argentinas que tenha beneficiado produtos feitos na Ásia em detrimento dos fabricados no Brasil. “Demonstramos que não existe desvio de comércio nas posições tarifárias que têm licenças não automáticas a favor da China em prejuízo do Brasil”, garantiu Giorgi, acrescentando que essa informação foi transmitida ao seu colega brasileiro, o ministro Miguel Jorge.

Giorgi disse ainda que o Brasil não cumpre acordos em matéria de comércio de laticínios, como leite em pó, cujos embarques por parte da Argentina são menores aos ordenados devido a impedimentos por parte de autoridades brasileiras.

Os dois países mantêm acordos de autorregulação de comércio que, segundo Giorgi, também vêm sendo descumpridos no setor de baterias. A ministra argentina disse que o Brasil “é um sócio estratégico e muito importante”, mas lembrou que a Argentina teve um déficit comercial bilateral de quase US$ 300 milhões nos primeiros nove meses do ano.

A Argentina registrou em setembro um saldo negativo de US$ 84 milhões em seu comércio com o Brasil. O fluxo de comércio bilateral totalizou US$ 16,179 bilhões nos primeiros nove meses de 2009, uma queda de 31,8% ante o mesmo período de 2008.

Fonte: Reuters News