Mangabeira Unger diz que parceria com Rússia tem que avançar

Novembro 21, 2008

Rio de Janeiro – O ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, disse hoje (21) que a visita do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, na próxima segunda-feira (24) ocorre num momento incipiente da parceria entre os dois países. Medvedev ficará três dias no Brasil.

Unger acaba de voltar de uma visita de cinco dias à Rússia e analisou a questão depois de participar da quinta edição da Conferência Internacional do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Na sua avaliação, os russos são muito ambivalentes devido à sua história política e à dificuldade de romper o esquema criado com o fim da Segunda Guerra Mundial. “Para avançar conosco, a Rússia deve largar o osso,” disse. “Não estamos interessados em sermos meros clientes, mas, sim, em colaborar de igual para igual.”

O ministro afirmou que sua viagem rendeu frutos. “Um exemplo concreto é que Rússia e o Brasil têm um interesse estratégico comum de desenvolver alternativas em matéria de propriedade intelectual de criação tecnológica, sobretudo para que as pequenas e médias empresas não estejam sob o controle de multinacionais,” relatou.

“Esses projetos não são apenas trocas técnicas ou comerciais, mas sim a busca conjunta de outro caminho institucional, por isso a complexidade do tema.”

Fonte: Agência Brasil


BC anuncia leilões de US$ 3,2 bilhões para conter desvalorização do real

Novembro 21, 2008

Brasília – O Banco Central (BC) anunciou, no início desta noite, que vai fazer duas intervenções no mercado de câmbio, na próxima segunda-feira (24), no valor aproximado de US$ 3,2 bilhões, em mais uma tentativa de segurar a cotação da moeda norte-americana, que fechou hoje (21) valendo R$ 2,458, com valorização de 2,84% no dia e 8,28% na semana.

Em um leilão, entre 12h45 e 13h, o BC vai tentar injetar a dose diária de cerca de US$ 500 milhões em contratos de swap cambial, com vencimento em fevereiro do ano que vem. Por essa modalidade, o BC troca o rendimento em juros pela oscilação do dólar: se a moeda norte-americana subir mais que os juros acordados no leilão, o mercado ganha; caso contrário, quem ganha é o BC.

Em outra operação simultânea, entre 12h30 e 13h, o BC vai oferecer 55,5 mil contratos, no valor de US$ 2,7 bilhões, com vencimento previsto para o dia 1º de dezembro. A autoridade monetária vai tentar, pela terceira vez, rolar o vencimento para novas datas: em janeiro, abril e julho de 2009 e janeiro de 2010.

Fonte: Agência Brasil


Bovespa fecha com queda de 6,45% e dólar vai a R$ 2,45

Novembro 21, 2008

São Paulo – Apesar da forte desvalorização das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa), que fechou o pregão de hoje (21) registrando em seu principal índice, o Ibovespa, queda de 6,45% a 31.250 pontos, as ações da Nossa Caixa ON, recém-adquirida pelo Banco do Brasil, dispararam e atingiram no final do dia R$ 62,80, uma valorização de 22,41%.

O dólar sofreu forte valorização. A moeda fechou cotada a R$ 2,458, com alta de 2,8%. O valor é o mais elevado desde 2005.

As ações que tiveram queda mais acentuada foram: Gol  PN (-17,21%), Brasil ON (-16,96%) e Gafisa ON (-16,14%). As que mais se valorizaram foram: Nossa Caixa ON (22,49%), Souza Cruz ON (6,60%) e Ambev PN (4,20%).


Holanda anuncia plano de US$ 7,5 bi para apoiar empresas

Novembro 21, 2008

A Holanda anunciou nesta sexta-feira medidas fiscais, sociais e de investimento destinadas a apoiar as empresas e a constituir uma reserva de 6 bilhões de euros (US$ 7,5 bilhões), ou seja, 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB), para financiá-las.

O plano inclui principalmente medidas fiscais que darão mais liquidez às empresas”, afirmou o porta-voz do primeiro-ministro, Jan Peter Balkenende, depois de uma reunião de gabinete

Fonte: AFP


Exposição internacional de biocombustíveis impulsiona negócios no Brasil

Novembro 21, 2008

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta sexta-feira (21/11), a 1ª Exposição Internacional de Biocombustíveis, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pelo Arranjo Produtivo do Álcool (APLA), no Hotel Hyatt, em São Paulo (SP). Alessandro Teixeira, presidente da Agência, explicou a Lula as oportunidades de negócios gerados pelo evento, como a comitiva da República Dominicana que negociou parceria com o Brasil para produção de etanol.

Durante cinco dias, o evento recebeu quatro mil visitantes e mais de 40 delegações estrangeiras, integradas por empresários e ministros de Estado. Visitantes de países africanos, europeus, latino-americanos e da América Central viram de perto a evolução da tecnologia brasileira neste setor. Interessados em investir na produção de biocombustíveis muitos se convenceram de que o Brasil é o país mais capacitado para fornecer tecnologia e equipamentos para o cultivo da cana-de-açúcar e para a indústria.

Negócios

Embora idealizada como evento de caráter institucional, a exposição, que termina nesta sexta-feira, gerou oportunidades de negócios para as empresas participantes. “Nossa intenção era mostrar o potencial tecnológico brasileiro neste setor e também fortalecer e integrar a cadeia produtiva de biocombustíveis, mas o sucesso foi tamanho que algumas empresas já iniciaram negociações promissoras com empresas estrangeiras”, avalia o presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira.

As empresas que vendem fábricas completas para a produção de etanol – as chamadas plantas turn key – estão entre as que iniciaram negociações promissoras durante o evento. Empresários dos Estados Unidos, Colômbia, México, Argentina, Alemanha, Índia, Japão e países africanos visitaram o estande da Sermatec e mostraram interesse na planta, avaliada em torno de US$ 140 milhões.

Uma comitiva da República Dominicana iniciou negociações com empresários brasileiros integrantes do APLA para a aquisição de fábricas completas, equipamentos e consultoria brasileira. A CSJ Metalúrgica iniciou negociações com empresas do México, Colômbia e República Dominicana para exportar caldeiras a vapor de alta pressão, utilizadas na geração de bioeletricidade. De acordo com o representante da empresa, Ivan Ferraz Corrêa, há ainda duas plantas “turn key” em fase de orçamento para exportação.

Para a Delphi o grande ganho foi na consolidação da tecnologia de motores bicombustíveis para motos, desenvolvida pela empresa. A primeira moto com motor a gasolina e etanol será comercializada a partir de março de 2009 e vários países já demonstraram interesse em adquirir a tecnologia paras fabricar a moto. “Recebemos diversas delegações, do Reino Unido, Dinamarca e de países africanos, como Tanzânia, Moçambique e Zâmbia”, informa o diretor da empresa, Ricardo Martins.

Fonte: Agência Brasil


Índia enfrenta perda de 500 mil empregos no setor têxtil

Novembro 21, 2008

A indústria têxtil indiana, o segundo maior gerador de rendas do país, perderá 500 mil empregos até abril de 2009 devido à crise financeira mundial, alertou o secretário do Comércio, G. K. Pillai.

Pillai indicou ainda que o setor, que emprega cerca de 38 milhões de pessoas e representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB), enfrenta uma séria contração devido à crise financeira internacional cada vez mais profunda.

Mas disse que Nova Délhi está elaborando um pacote para ajudar o setor de exportações em dificuldades.

Fonte: AFP


Possibilidade de Equador não pagar dívida com BNDES preocupa governo brasileiro

Novembro 21, 2008

São Paulo – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (21) que o governo está preocupado com notícias a respeito da possível suspensão do pagamento de uma dívida que o governo equatoriano mantém com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) relativa ao financiamento da construção da hidrelétrica San Francisco.

Em nota distribuída à imprensa, o governo brasileiro alega que a decisão do governo do Equador foi anunciada em evento público, sem consulta prévia, ou notificação ao governo brasileiro.

“O governo brasileiro considera que a natureza e a forma de adoção das medidas tomadas pelo governo equatoriano não se coadunam com o espírito de diálogo, de amizade e de cooperação que caracteriza as relações entre Brasil e Equador”, diz a nota.

O ministro Celso Amorim garantiu que o BNDES irá se manifestar a respeito das alegações feitas pelo governo equatoriano.

Amorim, que participa da Conferência Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo, afirmou ainda que chamou o embaixador do Brasil no Equador para consulta.

Em setembro, o presidente do Equador, Rafael Correa, já havia ameaçado não pagar o empréstimo de mais de US$ 200 milhões concedido pelo banco para o financiamento das obras da central hidrelétrica equatoriana de San Francisco.

Fonte: Agência Brasil


Países árabes são 3º maior destino das exportações

Novembro 21, 2008

Dubai é famosa por suas obras grandiosas e de forte apelo turístico, não por menos estima-se que 30% dos guindastes de construção do mundo estão instalados no maior país dos Emirados Árabes. De acordo com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, a região é o terceiro destino das exportações da indústria brasileira de construção civil. Em 2007, o comércio com os países árabes rendeu ao Brasil US$ 379,91 milhões, um crescimento de 21,9% em relação ao ano anterior, ficando atrás apenas de Estados Unidos (US$ 1,78 bilhão) e Argentina (US$ 872 milhões). Apesar da terceira colocação, a região comprou mais que Venezuela (US$ 368,13 milhões) e Chile (US$ 366,90 milhões). Ao todo, em 2007, o Brasil exportou US$ 8,27 bilhões no setor construção para o mundo, montante que apresentou um crescimento de 8,95% quando comparado ao ano anterior. Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil ), os principais destinos foram Emirados Árabes Unidos (US$ 116,12 milhões), Arábia Saudita (US$ 109,64 milhões), Marrocos (US$ 41,85 milhões), Omã (US$ 21,94 milhões) e Argélia (US$ 21,36 milhões). “Por isso, vamos realizar o Seminário Internacional de Casa e Construção que reunirá os expositores da Big 5 e também empresários participantes de uma missão empresarial que está sendo organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no mesmo período. Na ocasião serão apresentados uma pesquisa de percepção do mercado e também informações sobre comunicação e publicidade para o consumidor árabe e os principais projetos e investimentos em Dubai”, disse o coordenador de Imagem e Acesso a Mercados da Apex, Juarez Leal.

(Vanessa Stecanella – InvestNews)

Fonte: InvestNews


Welber Barral acha inviável lei do comércio exterior

Novembro 21, 2008

Para o secretário de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Welber Barral, a criação de uma lei geral para o comércio exterior é uma boa idéia, mas dificil de se colocar em prática. Isso porque, são muito intervenientes, tanto de portos, quando da Receita Federal e Banco Central. Na prática, atualmente, a portaria consolidada 36 trata de todos os assuntos relativos a comércio exterior do ministério, desde drawbck até trazer uma máquina usada de fora.

O aumento do teto de declaração simplificada (DSE) para US$ 50 mil é também um efeito de desburocratização. Outra facilidade é o drawback verde amarelo, que recebe em torno de 10 pedidos por dia, normalmente de empresas que já utilizam o regime.

Na abertura do 130 Encomex, realizado durante a feira Itajaí Trade Summit 2008, organizada pela NetMarinha ele comentou que o superávit que o Brasil teve no ano passado, de 40 bilhões, deve diminuir para 20 ou 30 bilhões esse ano. “Tivemos um crescimento de 28% de exportação e de 51% na importação desde o ano passado. Apesar da crise mundial estabelecemos uma meta de alcançar 202 bilhões de dólares”, ele comentou. “As importações aumentaram bastante até a mudança cambial no segundo semestre”, comentou.

Para o ano que vem, o Mdic não tem prognósticos, mas trabalha com dois cenários: o decréscimo dos preços dos commodities, o que indica uma baixa na balança comercial brasileira. Outro fator, é o cambial, que estimula as exportações brasileiras. “A maior parte dos produtos vendidos são manufaturados ou semifaturados. Mas é notório que os produtos básicos 37%, mas isso é um reflexo do preço dos commodities”, relatou.

Entre os principais desafios é aumentar a competitividade de aumentar base das exportações brasileiras, maior acesso ao crédito em relação a tendência de aumento de juros e desburocratização. “Muitas das tragédias burocráticas do governo são herança desde o império português”, comentou. Ele disse que 50% das empresas que exportam são PMEs, mas que em valores chegam apenas a 8%.

Para ele, o país ficou ficou 30 anos sem investir em infra-estrutura, investimento que o governo tenta retomar isso, principalmente agora através do PAC. “Mas existe um inferno burocrático e regulatório que temos que enfrentar. Uma das obras que é aprofundar o calado de Santos, promotor pediu vistas ao processo e disse que demoraria um ano para ler. Em um ano a China aumentou 30% da sua capacidade de portos”, relatou.

O Encomex deve mudar no ano que vem, agregando a outros eventos, como aconteceu em Itajaí na feira Itajaí Trade Summit. Ou mesmo missões comerciais e rodadas de negócio. E também o Encomex Mercosul, que deve ter ações conjuntas com governos e empresários de outros países.

Fonte: Net Marinha


Crise global já afeta 88% das empresas brasileiras

Novembro 21, 2008

A crise financeira internacional já começa a ser sentida pelos industriais brasileiros e não apenas nas questões relativas ao crédito, mas, principalmente, no que se refere à queda da demanda. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) entre os dias 6 e 14 deste mês junto a 385 indústrias mostra que 88% das companhias consultadas se dizem impactadas pela crise econômica.
A queda da demanda foi mencionada como o principal efeito das turbulências, seguida do aumento do preço dos insumos e equipamentos importados. Segundo a CNI, 57% das empresas que se dizem atingidas reduziram suas projeções de vendas para 2009. Os investimentos no próximo ano também tendem a ser reduzidos. Dentre as empresas que tinham intenção de investir em 2009, 71% disseram que a crise afetou seus planos. Dentre essas, 57% companhias cancelaram ou adiaram os desembolsos por tempo indeterminado.
Somente 1% dos entrevistados acredita que a turbulência será superada ainda neste ano. Para 40% dos entrevistados, a crise será solucionada somente em 2010 ou mesmo em anos posteriores. Outros 49%, no entanto, acreditam que os problemas terminarão já no ano que vem.
A situação do crédito continua preocupando os empresários. A CNI revela que 61% das empresas que participaram do levantamento afirmaram que a disponibilidade de financiamentos foi afetada pela crise. Dentre as empresas que tiveram essa percepção, 49% relataram que o crédito de curto prazo (usado, principalmente, para capital de giro) é o que está mais prejudicado. Para 21% das empresas que notaram dificuldade nos empréstimos a obtenção de financiamento de longo prazo é o maior problema.
As ações do governo para combater os efeitos domésticos da crise, principalmente para irrigar o mercado de crédito, foram bem avaliadas pelas empresas: 52% dos entrevistados disseram que as medidas estão sendo efetivas, ainda que de forma moderada.
A medida contra a crise mais desejada pelos empresários na época da pesquisa – citada por 59% dos entrevistados – é a ampliação do prazo para recolhimento de tributos. O governo federal atendeu a essa solicitação dos empresários na segunda-feira passada, por meio de Medida Provisória (MP) que aumentou em dez dias o prazo para o pagamento de alguns impostos federais, tais como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), do PIS/Cofins e da Contribuição Previdenciária.

Governo e Bird injetam R$ 22,5 bilhões no Bndes
O governo vai injetar mais R$ 12,5 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) para garantir recursos extras para garantir mais empréstimos ao setor produtivo. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, R$ 7,5 bilhões virão com novas mudanças que estão sendo preparadas nos compulsórios bancários e outros R$ 5 bilhões via medida provisória que autoriza a União a receber recursos do Banco Mundial (Bird) para repassá-los ao Bndes. Com essas ações, sobe para R$ 22,5 bilhões o capital a mais que o banco está recebendo do governo para enfrentar a crise internacional. “É uma maneira mais ágil de conseguir recursos”, explicou Mantega, referindo-se às negociações com o Bird.
O Brasil hoje pode fazer operações de swap (troca) de até US$ 30 bilhões com o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) e pleitear uma linha especial de curto prazo, uma espécie de cheque especial, com o Fundo Monetário Internacional (FMI). “Não há nenhuma intenção do Brasil em utilizar a linha de crédito que possui com o FMI, mesmo porque não há necessidade de utilizá-la”, afirmou.
Fonte: Jornal do Comércio