Rio de Janeiro – A crise financeira internacional não representa uma ameaça para o agronegócio brasileiro. A afirmação foi feita hoje (19) pelo presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Octavio Mello Alvarenga, em entrevista à Agência Brasil. “A crise internacional é uma, e a realidade da agricultura brasileira é outra”, disse Alvarenga.
Como exemplo, citou o aumento das exportações de carne. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, no acumulado de janeiro a outubro deste ano, as vendas externas de carne bovina somaram US$ 4,67 bilhões, com aumento de 26,1% em valor em relação ao mesmo período de 2007. As vendas de carne industrializada também cresceram nesse período: 59% em valor e 8% em volume. “É uma segurança grande que o Brasil tem nesse sentido”, ressaltou.
Alvarenga disse que, quando se compara a área produzida no Brasil e na Europa, não se pode, nem se deve falar em crise. “Crise têm os banqueiros e aqueles que dependem de banqueiros ou de crédito. Aí, sim, há algumas dificuldades, mas superadas pela competência e pela capacidade que o setor agrícola brasileiro está demonstrando de produzir bem.”
O cenário do novo agronegócio brasileiro traçado pelo presidente da SNA destaca entre os setores mais dinâmicos do país os relacionados à produção de carnes, de grãos e de cana-de-açúcar e álcool, em função do etanol.
No entanto, Alvarenga apontou os juros altos praticados no país como um entrave a uma expansão maior da agricultura nacional. “O juro alto é um empecilho. É uma decorrência da nossa subserviência, às vezes, à política real dos Estados Unidos”, criticou.
A SNA promove na próxima semana, no Rio, o 10º Congresso de Agribusiness (agronegócio), que reunirá durante dois dias cinco ex-ministros da Agricultura e os maiores produtores agrícolas do país. O tema central do evento é O Novo Agronegócio Brasileiro.
Fonte: Agência Brasil
Escrito por Guilherme Oliveira
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