Miguel Jorge evita fazer previsões sobre balança comercial em 2009

Novembro 18, 2008

Brasília – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, evitou hoje (18) fazer previsões sobre o desempenho da balança comercial no próximo ano, diante da expectativa de desaquecimento da economia e da crise financeira internacional, iniciada em setembro. Ele afirmou que é muito cedo para fazer qualquer previsão e que não faz o estilo de quem “chuta”.

Embora o Ministério do Desenvolvimento sempre faça estimativas sobre o montante de vendas, com revisões ao longo do ano, Miguel Jorge disse que a pasta fez este ano apenas previsões sobre o volume de exportação. O ministro falou na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em audiência pública sobre a criação do Fundo Soberano, que vai ser apreciado pela Casa.

O objetivo da proposta que cria o Fundo Soberano é movimentar a atividade econômica. O fundo deverá ser composto por recursos cambiais que ficarão depositados ou investidos no exterior e por dividendos decorrentes da exploração de petróleo.

Na audiência, o senador Osmar Dias (PDT-PR) informou que a agricultura brasileira espera queda de produção no próximo ano que vai de 10 milhões a 15 milhões de toneladas de grãos. Segundo o senador, 70% dos agricultores de Mato Grosso estão inadimplentes. Foi por isso que Dias quis saber se o Fundo Soberano poderia amenizar “a crise agrícola que vai acontecer no país”.

O ministro Miguel Jorge afirmou que a inadimplência envolve também produtores do estado de Goiás, que investiram em máquinas e equipamentos. Ele disse que o governo está iniciando um processo de renegociação com os bancos com a participação também dos agentes financeiros ligados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte: Agência Brasil


Dólar segue como principal moeda internacional, diz FED

Novembro 18, 2008

O dólar americano segue como a principal moeda internacional e seu status de ativo seguro teve apreciação de forma rápida durante a crise financeira, disse o chairman do Federal Reserve (FED, banco central americano), Ben Bernanke, nesta terça-feira.

Em resposta a uma questão durante uma audiência no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos, Bernanke disse que o dólar não está morto.

“Nós vimos uma apreciação forte do dólar recentemente, durante a crise mais precisamente, porque tem havido muito interesse em ativos seguros e com liquidez nos mercados do dólar”, disse Bernanke.

“O Federal Reserve tem se empenhado em acordos de swap para garantir que haverá liquidez de dólar o suficiente em outros países, porque a necessidade por dólares é muito grande. Eu acredito que o dólar continua consideravelmente forte.”

Fonte: Reuters News


França anuncia cúpula internacional sobre o novo capitalismo

Novembro 18, 2008

A presidência da França anunciou nesta terça-feira a organização de uma cúpula internacional em Paris, nos dias 8 e 9 de janeiro do próximo ano, sobre o novo capitalismo que deve sair da atual crise financeira, em complemento ao processo realizado pelo G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes.

A cúpula será presidida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pelo ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, e terá a participação de outros responsáveis políticos e economistas, indicou o Palácio do Eliseu, em comunicado.

Sarkozy, que pediu a Blair que participe de sua preparação “da nova geração de especialistas e responsáveis políticos”, justificou a pertinência desta nova reunião ao indicar que “vivemos um período crucial para nossas economias e nossas organizações sociais”.

“Mais do que nunca, temos que mostrar que podemos propor soluções concretas para os desafios que se apresentam”, afirmou o presidente francês.

Blair se mostrou convencido de que “este acontecimento dará uma contribuição essencial em um momento no qual tentamos definir um novo modelo de capitalismo e refletir sobre os valores que nos ajudarão a adaptar à globalização”.

Uma porta-voz francesa ressaltou que “não é uma iniciativa institucional” como o processo sobre a reforma do sistema financeiro internacional lançado pela Cúpula do G20 de sábado passado, em Washington, mas “complementar”.

A peculiaridade da reunião de janeiro, insistiu a porta-voz, é que, devido a sua configuração, permitirá “uma maior liberdade de palavra” as que participarem. Sobre esta última questão, reconheceu que ainda é cedo para precisar que países estarão representados, o que deveria ser feito em nível de ministros ou de primeiros-ministros.

Entre os especialistas envolvidos que confirmaram presença estão os ganhadores do Nobel de Economia Joseph Stiglitz (americano) e Amartya Sen (indiano), assim como o analista político americano Francis Fukuyama e o presidente do Observatório Francês de Conjuntura Econômica (OFCE), Jean-Paul Fitoussi.

Fonte: EFE


Chávez diz que reunião do G20 foi ‘decepcionante’

Novembro 18, 2008

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, qualificou de “decepcionantes” os resultados da reunião do G20 realizada neste final de semana em Washington e que tinha como missão encontrar uma saída comum para enfrentar a crise financeira internacional.

“Acredito que a reunião foi decepcionante (…) Nós não tínhamos nenhuma esperança que dessa reunião saísse algo positivo para o mundo”, afirmou Chávez na tarde da última segunda-feira durante um ato político.

Chávez voltou a acusar os Estados Unidos pela crise e ressaltou que todos os países poderiam ser afetados pela recessão.

“Temos que ir nos preparando porque isso (a crise) é como um terremoto mundial. O preço do petróleo continua caindo (…) e por essa via nos afetará a crise mundial”, afirmou o presidente venezuelano.

No início da turbulência econômica, porém, o governo argumentava que a economia venezuelana estava “blindada” frente aos efeitos da queda do combustível.

Quase a metade do orçamento do governo venezuelano depende das exportações petrolíferas, assim como 92% das divisas que ingressam na Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo.

Encontro antiimperialista
Às vésperas da reunião em Washington, Chávez chegou a reclamar que os demais países da América Latina haviam sido “excluídos” do encontro e reivindicou “o direito (desses países) de serem escutados” pelo G20.

Como resposta, o venezuelano convocou um encontro dos países “antiimperialistas” que será realizado no final do mês, em Caracas, para analisar o impacto da crise financeira e estudar ações conjuntas para enfrentar a recessão econômica que já atingiu a Europa e Japão.

Fonte: BBC Brasil


Conclusão de Doha tem novo desafio

Novembro 18, 2008

Jamil Chade
Fortalecidos, China e Índia querem que países ricos façam concessões para permitir acordo comercial
Fortalecidos pela recessão nos países ricos, China e Índia alertam: não abrirão seus mercados e serão os países industrializados que terão de fazer concessões para permitir um acordo comercial até o fim do ano. Ontem, a Organização Mundial do Comércio (OMC) reuniu seus principais embaixadores para debater como cumprir a decisão do G-20 de concluir a Rodada Doha até o fim do ano. A convocação de uma conferência internacional para meados de dezembro está nos planos. Falta saber quem flexibilizará as posições para permitir um acordo.
No fim de semana, os líderes do G-20 estabeleceram a necessidade de um acordo comercial até o fim do ano como forma de contribuir para a economia global e evitar protecionismos.
Ontem, o Brasil declarou que apóia a proposta e atuará para isso. “Vamos trabalhar de forma construtiva”, afirmou o embaixador do Brasil na OMC, Roberto Azevedo. Ele convocou para hoje os países emergentes, para aproximar posições. O grupo, porém, tem dificuldades para encontrar posições comuns. Ontem mesmo, tanto Pequim como Nova Délhi disseram que um acordo viria da flexibilização nas demandas da União Européia e dos Estados Unidos, além da abertura de seus mercados agrícolas.
Com o moral em alta depois da cúpula do G-20, em Washington, os países emergentes vão insistir para que suas vozes sejam ouvidas a partir de agora. “Para que haja um acordo, os países ricos deverão ter uma posição mais realista do que estão pedindo. Não podem apenas pedir acesso a nossos mercados. Esse é um processo para gerar desenvolvimento”, afirmou o embaixador da China na OMC, Sun Zhenyu.
Um dos pontos que a China promete bloquear é a tentativa de EUA e Europa de conseguir eliminar todos os impostos de importação para setores inteiros da economia. “Isso será difícil, e por isso digo que esses países terão de ter posições mais realistas.” Para o chinês, há ainda grandes diferenças nas posições dos governos. “A tradução do mandato que recebemos do G-20 será um desafio”, afirmou o negociador de Pequim.
O ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, garantiu que não haverá a possibilidade de seu país aceitar a abertura do seu mercado para bens agrícolas. Nath deixou claro que está disposto a viajar para uma conferência internacional em dezembro. No entanto, as concessões não viriam dele.
A Índia ainda esnoba a iniciativa brasileira de unir os países emergentes em torno do G-20 (grupo de países em desenvolvimento). “Que grupo é esse?”, ironizou o embaixador da Índia na OMC, Ujal Bhatia. A Índia foi um dos fundadores do bloco em 2003. “Há um G-20 morto e um vivo”, disse, sobre o G-20 que se reuniu nos EUA.
Outros países também deixaram claro que concessões cabem a europeus e americanos. “Os países ricos precisam traduzir o mandato do G-20 em flexibilidades concretas. Os países ricos não podem apenas pedir”, afirmou o embaixador da África do Sul, Ismael Faizal.
Tanto China como Índia estiveram entre os dois países que acabaram dificultando um acordo na OMC em julho. A Rodada Doha foi lançada em 2001. Mas enfrenta dificuldades para ser concluída diante das diferenças entre os países sobre como deve ocorrer a liberalização dos mercados. Ambos sabem que agora têm um peso maior nos debates, diante da fragilidade dos países ricos com a crise.
Apesar de não declarar publicamente, o Itamaraty espera que haja uma mudança de atitude dos países emergentes para que aceitem um acordo.
Fonte: O Estado de São Paulo


Brasil e Argentina defendem barreiras para importações

Novembro 18, 2008

Marcia Carmo
De Buenos Aires

Dois dias depois de assinarem a declaração conjunta do G20, que inclui uma rejeição ao protecionismo e a promessa de passar um ano sem criar barreiras ao comércio, autoridades do Brasil e da Argentina defenderam o aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para produtos como vinhos, pêssegos, lácteos, têxteis, couro e móveis de madeira, entre outros.

A decisão de aumentar barreiras para estes itens faz parte do comunicado divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Indústria do governo argentino, após reunião, em Buenos Aires, entre negociadores dos dois países.

“(Os dois governos) decidiram levar à próxima reunião do Mercosul (que acontece em dezembro, em Salvador) os requerimentos para o aumento da TEC para vinhos, pêssegos, lácteos, têxteis, produtos de couro, móveis de madeira, entre outros”, diz o texto.

Perguntado pela BBC Brasil sobre esta iniciativa, anunciada após reunião do G20, em Washington, um assessor da Secretaria de Indústria da Argentina afirmou que “não há contradição”, já que a idéia de aumentar a TEC não significa medida ampla, mas sim “específica para produtos sensíveis à entrada de similares produzidos fora do bloco”.

O assessor ainda destacou: “Isso não é protecionismo. É defender nossa produção. Todos os países do mundo estão cuidando de suas indústrias sensíveis, vulneráveis neste momento (de crise financeira internacional)”.

O comunicado da Secretaria de Indústria informa ainda que a Argentina destacou, na reunião desta segunda, a “preocupação” com determinadas exportações brasileiras para o mercado local – reclamação que já era esperada e havia sido anunciada em outubro por autoridades do país.

“Apesar de se tratar de casos isolados, o governo (brasileiro) se comprometeu em estudar a situação nos setores de metal mecânico, autopeças e outras mercadorias industriais”, afirma o comunicado.

Restrições
No mês passado, assim que a crise financeira internacional se acelerou, o governo argentino anunciou a adoção de medidas para proteger sua indústria, inclusive contra mercadorias brasileiras.

Fonte: BBC Brasil


Banco Central vai oferecer amanhã mais de US$ 4 bilhões em contratos de câmbio

Novembro 18, 2008

Brasília – O Banco Central colocou no mercado ontem (17) mais US$ 498 milhões em contratos de câmbio, com vencimento no dia 2 de fevereiro de 2009. Foram leiloados ao todo 10 mil contratos de swap cambial, operações futuras que trocam os juros pela oscilação da moeda norte-americana.

O leilão não foi suficiente, porém, para interromper a tendência de alta do dólar em relação ao real. Tanto que a moeda americana se valorizou 0,30% e fechou o pregão cotada a R$ 2,277.

O BC anunciou que fará mais dois leilões hoje (18), nos quais vai oferecer mais de US$ 4 bilhões em swap cambial. Em um leilão agendado para receber propostas entre 12h30 e 13 horas, a autoridade monetária vai oferecer 73,1 mil contratos, no valor de US$ 3,655 bilhões. Esses contratos vencem no início do mês que vem e a intenção é promover a rolagem dos mesmos para vencimentos em janeiro, março e outubro de 2009 e janeiro de 2010.

O outro leilão, a exemplo das ofertas que o BC tem feito no dia-a-dia, vai acontecer no horário tradicional de 12h45 às 13 horas, com oferta de até 10 mil contratos com vencimento no dia 2 de fevereiro de 2009, em volume equivalente a US$ 500 milhões.

Fonte: Agência Brasil


Norma do Mercosul sobre trânsito de vegetais poderá ser reconhecida internacionalmente

Novembro 18, 2008
A categorização de commodities adotada pelo Mercosul para o comércio mundial de vegetais poderá ser reconhecida internacionalmente.

A proposta foi aprovada nesta quinta-feira (13) na 13ª Reunião do Comitê de Normas da Convenção Internacional para Proteção dos Vegetais (CIPV) da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), na Costa do Sauípe (BA). Para que o reconhecimento passe a valer, a proposta ainda precisa ser aprovada na próxima reunião da Comissão de Medidas Fitossanitárias da CIPV, que ocorrerá em março de 2009, em Roma (Itália).

De acordo com a categorização usada pelos países do Mercosul, alguns produtos industrializados não precisariam da certificação fitossanitária para serem comercializados internacionalmente. É o caso do açúcar, dos óleos vegetais, do café torrado, e outros, que por serem produtos processados, não oferecem risco de transmissão de pragas no trânsito  de vegetais.

“Essa medida vai facilitar muito o comércio de produtos vegetais entre os países, além de diminuir os custos para os exportadores desses produtos”, explicou o secretário-substituto de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Odilson Ribeiro, que também preside a reunião da CIPV.

Também foi aprovada a proposta de revisão da Norma Internacional de Medidas Fitossanitária (Nimf) 15, que dispõe sobre as embalagens de madeiras usadas no comércio internacional. “A revisão da Nimf 15 vai trazer mais clareza sobre os requisitos para o trânsito de embalagens de madeira no comércio internacional”, reconheceu Ribeiro. A proposta também precisa ser aprovada no encontro em Roma para tornar-se efetiva.

É a primeira vez que uma reunião da CIPV é realizada fora da sede da FAO, em Roma. Cerca de 21 países, representantes de todas as regiões do mundo, discutem as normas internacionais de medidas fitossanitárias, com o objetivo de regulamentar o comércio de vegetais e produtos de origem vegetal no mundo, sob o ponto de vista fitossanitário.

Além do Brasil, participam da reunião representantes da Argentina, Austrália, Alemanha, África do Sul, Canadá, China, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Egito, Estados Unidos, Israel, Indonésia, Inglaterra, Jordânia, Japão, Nigéria, Nova Zelândia, Uruguai e Zâmbia.

Fonte: Net Comex