Presidente do Banco Mundial participará de cúpula do G20

Novembro 6, 2008

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, participará da reunião de ministros das Finanças do G20, grupo integrado por países desenvolvidos e emergentes, que será realizada neste fim de semana no Brasil, informou nesta sexta-feira o organismo.

O G20 analisará a crise financeira mundial durante o encontro, que, segundo Zoellick, chega em um momento crucial para tratar de encontrar soluções conjuntas e redesenhar o sistema multilateral global.

“Nossas conversas em São Paulo não proporcionarão todas as respostas, mas ajudarão (…) a encontrar soluções e a preparar o terreno para a cúpula do G20″ que será realizada no próximo dia 15 de novembro em Washington, assinalou Zoellick, em comunicado.

O G20 é formado por membros de União Européia, do G7 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), além de Coréia do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia e Rússia.

Fonte: EFE


Protegido: Líderes globais cogitam criar nova ordem financeira mundial

Novembro 6, 2008

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Banco Central já liberou US$ 14 bilhões visando à liquidez do mercado

Novembro 6, 2008

Brasília – O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse hoje (6), durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que, até ontem (5), a instituição tinha liberado US$ 14 bilhões, com o objetivo específico de prover liquidez da moeda estrangeira no mercado.

Segundo Meirelles, a volatilidade do mercado de câmbio foi reduzida, com a venda de US$ 24,5 bilhões em swap cambial (contratos que trocam o rendimento em juros pela oscilação do dólar) e dos US$ 1,5 bilhões relativos à não-rolagem do swap cambial reverso. Nessa operação, as instituições financeiras compradoras do contrato ganham uma taxa de juros, e o BC recebe variação cambial do período de validade dos contratos.

“O mercado cambial funciona influenciado pelo mercado à vista, mas é fortemente influenciado pelo mercado futuro, e isso está relacionado à flutuação do valor de câmbio do real contra o dólar”, explicou Meirelles.

Até ontem, a soma do total de atuações do mercado de câmbio foi de US$ 40 bilhões. “Dos leilões de dólares, apenas US$ 5,1 bilhões foram usados com recursos das reservas internacionais”, disse. “Mas o BC tem capacidade de vender até US$ 50 bilhões adicionais, caso seja necessário”, completou.

Meirelles informou que o BC tem realizado alguns tipos de operações que não afetam as reservas – cerca de US$ 35 bilhões. “Trata-se de aplicações das reservas, diferentemente da venda de dólares no mercado à vista. São empréstimos realizados com garantias, e serão recebidos ao final do processo”, disse, referindo-se aos US$ 5,8 bilhões relativos a leilões com recompra simultânea, aos US$ 1,6 bilhão garantidos em global bonds, e aos US$ 1,5 bilhão referentes ao primeiro empréstimo, realizado ontem, com a garantia de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), e Adiantamento Cambiais Entregues (ACE).

“Foi publicado nos jornais que o BC obteve lucros importantes com operações de câmbio. De fato é verdade, porque porções foram compradas quando o dólar estava mais barato. Mas a finalidade do BC com essas operações não foi a de gerar lucros. Foi proteger o país de um excesso de volatilidade. Felizmente, pudemos ajudar também as contas públicas.”

O BC havia disponibilizado US$ 2 bilhões para o leilão de ACC e ACE de ontem, dos quais foram arrematados US$1,5 bilhões. Meirelles chamou a atenção para um dado importante: “Esses valores foram arrematados por 18 instituições. Algumas delas eram instituições pequenas, que compraram valores pequenos. Isso indica uma disseminação importante no mercado.”

Segundo ele, o êxito das ações começa a chegar nos bancos médios e pequenos, provendo liquidez para o sistema. “Da linha total disponibilizada pelos compulsórios, que pode chegar a R$ 100 bilhões, R$ 47 bilhões já foram injetados para dar liquidez ao mercado. Bancos pequenos e médios tiveram 100% dos seus compulsórios liberados. Aos bancos grandes foram liberados valores variados, totalizando cerca de R$ 2 bilhões”, disse.

Meirelles apontou, como resultados das medidas adotadas pelo BC, a regularização gradual da oferta de recursos para exportação e a redução da volatilidade do mercado de câmbio. Destacou também a atuação do órgão, por não ter comprometido o bom nível das reservas internacionais. “Se considerarmos os US$ 30 bilhões disponibilizados no contrato firmado com o Federal Reserve [o Banco Central dos Estados Unidos], chegaremos a um total de US$ 230 bilhões em reservas”, disse. “Estamos reservando poder de fogo”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil


Lula viaja para a Itália no domingo

Novembro 6, 2008

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia no próximo domingo (9) uma visita à Itália, onde permanece até a quinta-feira (13). No país, Lula reiterará ao presidente italiano, Giorgio Napolitano, a necessidade de atuar de forma coordenada no enfrentamento da crise financeira mundial.

“O presidente reiterará a necessidade de atuar de forma coordenada para a definição de um novo sistema financeiro internacional mais transparente, caracterizado por regras e controles mais estritos em benefício da sustentabilidade do crescimento e do desenvolvimento”, disse o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, ao anunciar a viagem.

Os mandatários assinarão acordos de intercâmbio em áreas como defesa, infra-estrutura, saúde e ciências médicas.

Lula também irá se reunir com o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.

Na quinta-feira (13), Lula será recebido no Vaticano pelo papa Bento XVI. Os dois tratarão de temas como o combate à fome e a pobreza e o empenho na preservação da paz.

O presidente Lula e Bento XVI podem assinar um acordo entre Vaticano e o Brasil para disciplinar ações bilaterais e a ação da Igreja em território brasileiro, de acordo com o porta-voz Marcelo Baumbach.

Fonte: Agência Brasil


Emirados e Argélia criam empresa portuária

Novembro 6, 2008

O governo da Argélia e a DP World, dos Emirados Árabes Unidos, estão criando uma joint-venture para administrar o terminal de contêineres do porto de Djendjen, na província argelina de Jijel, a partir do primeiro semestre de 2009.

A nova empresa terá participação igualitária dos dois sócios e será encarregada da administração do terminal de contêineres, que tem um cais de 200 metros e uma área de 15 hectares, segundo informou o CEO do porto, Mohamed Athman. Os planos são para movimento de dois milhões de contêineres por ano, principalmente para trasbordo, e a atividade deve gerar 1,5 mil empregos.

A empresa será também responsável pela administração de novos projetos na área de infra-estrutura do porto. Os projetos incluem a construção de um novo pátio com área de 78 hectares. O canal de entrada para o porto vai ser estreitado para acalmar a água do mar e haverá a ampliação do cais em 400 metros. “O chamado para licitação para esta segunda fase do projeto pode ser lançado antes do final do ano”, declarou Athman, sem dar maiores detalhes.

Com relação às atividades portuárias, de janeiro e outubro deste ano, Djendjen recebeu 1,76 milhão de toneladas, contra 1,22 milhão de toneladas em igual período no ano passado, um aumento de 44%, segundo informa a administração.

Grãos (trigo, centeio e soja) foram as cargas que mais movimentadas, com crescimento de 67% no período. Já a movimentação de tubulações (de aço para uso com gás, água e óleo) cresceu 91% na comparação entre os dois períodos.

Fonte: ANBA


China deve investir US$ 730 bilhões só em transportes

Novembro 6, 2008

O governo chinês estuda lançar um pacote de investimentos de US$ 730 bilhões para o setor de transportes nos próximos 3 a 5 anos, com o objetivo de estimular o crescimento em meio à crise econômica mundial, de acordo com o jornal oficial China Business News.

O valor inclui os US$ 292 bilhões para a construção de ferrovias aprovados pelo Conselho de Estado no mês passado e supera os US$ 700 bilhões destinados pelo Congresso dos EUA para salvar o sistema financeiro norte-americano. De acordo com o jornal, os investimentos incluiriam ferrovias, estradas, hidrovias e portos.

O impacto da crise mundial sobre a China tem se agravado a cada semana. O crescimento do país deverá desacelerar nos próximos meses, depois de o terceiro trimestre de 2008 ter registrado o menor índice de expansão em cinco anos.

Com estoques crescentes, as empresas vêem seus lucros encolher, o que deverá afetar investimentos e aumentar o pessimismo em relação à capacidade do país de manter um forte ritmo de atividade a despeito da turbulência global.

Empresas exportadoras dos setores de brinquedos, têxteis e calçados faliram e deixaram milhares de operários desempregados no sul do país.

A última leva de relatórios de economistas aponta para um ambiente hostil nos próximos dois trimestres, com retração de investimentos.

O setor de aço está entre os mais afetados pela contração econômica dos últimos meses, o que terá impacto direto sobre as exportações da Vale. A maioria dos analistas espera que o preço do minério de ferra tenha queda nos contratos de longo prazo que serão fechados para 2009, que seria a primeira desde 2002.

Fonte: O Estado de São Paulo


Cargas transportadas em ferrovias crescem 10,2%

Novembro 6, 2008

O volume de carga transportada atingiu 229 milhões de tonelada útil (TU) nos seis primeiros meses deste ano, representando uma expansão de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado, conforme informações da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTT).

Para o acumulado do ano, a entidade prevê que o volume seja de 494 milhões de TU, caso isso aconteça será um crescimento de 11%, na comparação com 2007.

Outro dado importante é em relação a produção, de janeiro a junho foi de 131,9 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), frente aos 121,4 bilhões em igual época de 2007, representando um acréscimo de 8,6%. Deste número, o setor de minérios e carvão mineral teve 79% de participação, enquanto que o de cargas 21%.

Fonte: Invest News


Protegido: DECRETO No- 6.634, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008

Novembro 6, 2008

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OMC alerta para queda na exportação brasileira

Novembro 6, 2008

A Organização Mundial do Comércio (OMC) alerta que as exportações brasileiras passarão por tempos difíceis diante da crise internacional e da queda nos preços das commodities. Ontem, a entidade divulgou seu relatório anual sobre comércio e refez seus cálculos. Na revisão, o País caiu uma posição no ranking dos maiores exportadores em 2007 em relação à classificação elaborada em abril. Pelo ranking divulgado em Genebra, o Brasil ocupa o 24º lugar entre os maiores exportadores, com 1,2% do comércio internacional.
Em abril, a OMC havia colocado o Brasil na 23ª posição, mas a consolidação dos dados acabou rebaixando o País, que foi superado pelos Emirados Árabes Unidos. Nações relativamente pequenas como Áustria, Suécia e Suíça mantêm maior participação no comércio mundial que o Brasil. A OMC também apresentou uma revisão do crescimento do comércio de 2007, passando de 5,5% em sua versão de abril, para 6%. Já em 2008, a crise deve fazer com que a taxa de expansão seja de cerca de 3,5%. No caso do Brasil, a taxa de expansão das exportações em 2007 ficou abaixo da média do Mercosul e a menor entre os BRICs. Em 2007, as exportações do País cresceram 17% em valor, com US$ 160 bilhões. Em volume, porém, o aumento das vendas externas foi de apenas 6,9% em 2007.
Com a nova classificação, o Brasil se mantém na mesma posição de 2006. Em 2005, era o 23º colocado. Para 2008, um dos principais responsáveis pelos dados da OMC, o economista Michael Finger, alerta para um momento difícil no Brasil. “Com a crise, vemos uma demanda mais fraca, e isso significará redução nos preços das commodities”. Além disso, a recessão nos mercados ricos indica que o Brasil terá dificuldades para aumentar as vendas. Dados da União Européia mostram que o Brasil sofrerá queda do ritmo de exportações também em 2009.
Até meados deste ano, era a alta nos preços das commodities que estava salvando as exportações brasileiras e permitindo que o País mantivesse crescimento acima dos índices da China, pela primeira vez em décadas. Segundo a análise da OMC, mais da metade da alta nas exportações foi por causa dos preços, e não do volume.
Já no primeiro semestre Finger alertou que “a bonança nos preços das commodities não durará para sempre, e o Brasil precisa aproveitar a situação para montar uma estratégia que permita aumentar sua competitividade em todos os setores”.
O governo chegou a ficar tão empolgado com o ritmo das exportações no início do ano passado que previu que o País se tornaria o 20º maior exportador.

Brasil quer maior peso dos emergentes no Banco Mundial
O Brasil deverá defender um novo desenho do Banco Mundial (Bird) que dê às economias emergentes mais peso nas decisões do organismo multilateral. A tese será levantada durante a reunião de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do chamado G-20, que se reúne neste final de semana em São Paulo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também quer que o G-20 ganhe mais poder nas discussões sobre soluções globais para a crise internacional. Para tanto, já defendeu que se crie uma espécie de sala de situação para facilitar o intercâmbio de medidas adotadas pelos
países-membros. “Cada um vive a situação de sua maneira, mas a troca de informação é útil”, disse o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Galvão.
Outra tese defendida por Mantega no mês passado, é que as economias emergentes sejam parte da solução da crise global. Na avaliação de Galvão, os países em desenvolvimento já exercem esse papel, à medida que serão responsáveis por manter o crescimento econômico global em 2009. A mesma avaliação é feita pela diretora de Assuntos Internacionais do Banco Central, Maria Celina Arraes. Ela observou que, de acordo com o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), os emergentes responderão por 75% do crescimento econômico mundial em 2009, estimado em 3%.
Criado em 1999, quando o mundo vinha de uma seqüência de crises financeiras de repercussões internacionais, o G-20 é composto, na verdade, por 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. Esse grupo responde por 90% do Produto Interno Bruto (PIB), 80% do comércio mundial e dois terços da população do planeta. O Brasil presidiu o grupo durante o ano de 2008 e agora passará o posto ao Reino Unido.
A presidência do Brasil foi marcada pelo agravamento da crise financeira. Por causa dela, foi convocada uma reunião extraordinária em outubro, a primeira da história do grupo. Também por causa da crise, foi convocada a primeira reunião dos chefes de Estado do G-20, no próximo dia 15, em Washington, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Serão discutidos temas como causas da crise, medidas adotadas, canais de transmissão, impacto nos países em desenvolvimento e medidas para evitar a repetição da crise. Também estarão em pauta políticas fiscais para o novo cenário econômico, controle da inflação, preço das commodities e oscilações cambiais. No domingo, os ministros farão avaliações sobre o futuro, a partir de um relatório básico elaborado pelo FMI.
Fonte: Jornal do Comércio


Crise afeta exportação brasileira, alerta OMC

Novembro 6, 2008

Relatório anual refaz cálculos e rebaixa País para 24.º lugar
A Organização Mundial do Comércio (OMC) alerta que as exportações brasileiras passarão por “tempos difíceis” diante da crise internacional e da queda nos preços das commodities. Ontem, a entidade divulgou seu relatório anual sobre comércio e refez seus cálculos. Na revisão, o País caiu uma posição no ranking dos maiores exportadores em 2007 em relação à classificação elaborada em abril.
Pelo ranking divulgado ontem em Genebra, o Brasil ocupa o 24º lugar entre os maiores exportadores, com 1,2% do comércio internacional. Em abril, a OMC havia colocado o Brasil na 23ª posição, mas a consolidação dos dados acabou rebaixando o País, que foi superado pelos Emirados Árabes Unidos. Países relativamente pequenos como Áustria, Suécia e Suíça mantêm maior participação no comércio mundial que o Brasil.
A OMC também apresentou uma revisão do crescimento do comércio de 2007, passando de 5,5% em sua versão de abril, para 6%. Já em 2008, a crise deve fazer com que a taxa de expansão seja de cerca de 3,5%, uma das menores em anos.
No caso do Brasil, a taxa de expansão das exportações em 2007 ficou abaixo da média do Mercosul e a menor entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). Em 2007, as exportações do País cresceram 17% em valor, com US$ 160 bilhões. Em volume, porém, o aumento das vendas externas foi de apenas 6,9% em 2007. Com a nova classificação, o Brasil se mantém na mesma posição de 2006. Em 2005, era o 23º colocado.
Para 2008, um dos principais responsáveis pelos dados da OMC, o economista Michael Finger, alerta para um “momento difícil” no Brasil. “Com a crise, vemos uma demanda mais fraca, e isso significará redução nos preços das commodities.” Além disso, a recessão nos mercados ricos indica que o Brasil terá dificuldades para aumentar as vendas. Dados da União Européia indicam que o Brasil sofrerá queda do ritmo de exportações também em 2009. Até meados deste ano, era a alta das commodities que estava salvando as exportações brasileiras e permitindo que o País mantivesse crescimento acima dos índices da China, pela primeira vez em décadas. Segundo a análise da OMC, mais da metade da alta nas exportações foi por causa dos preços, e não do volume.
Já no primeiro semestre Finger alertou que “a bonança nos preços das commodities não durará para sempre, e o Brasil precisa aproveitar a situação para montar uma estratégia que permita aumentar sua competitividade em todos os setores”.

DÉFICIT
O governo chegou a ficar tão empolgado com o ritmo das exportações no início do ano passado que previu que o País se tornaria o 20º maior exportador. Para os analistas, a ameaça agora é de queda do superávit. Diante do aumento no consumo doméstico, o Brasil apresenta um dos maiores aumentos de importação entre as principais economias, com taxas duas vezes maiores que o desempenho das exportações.
Em 2007, as importações brasileiras cresceram 32%. Nos dois primeiros meses deste ano, a alta foi ainda maior, e chegou a 50%. Nos últimos três meses, foi de 57%. A previsão é de que essa tendência será mantida, com o potencial de reduzir o superávit na balança.
Em 2006, o Brasil ocupava a 29ª posição entre os importadores, com US$ 88 bilhões. Pela avaliação inicial, o Brasil passou para a 27ª posição, superando Dinamarca, República Checa e Emirados Árabes Unidos. Ontem, a revisão dos números revelou que o Brasil é, na realidade, o 28º maior importador. No total, a economia brasileira importou US$ 126,6 bilhões, apenas 0,9% das compras mundiais. Em 2006, era 0,7%.
Segundo a OMC, apenas os russos – entre as 30 maiores economias do mundo – tiveram alta nas importação acima da taxa brasileira no ano passado, com 35%. O índice de crescimento do Brasil é ainda o dobro da média mundial, de 14% em 2007, com US$ 14,2 trilhões. Desse total, 14% foram para os EUA. Os americanos somaram pela primeira vez importações de US$ 2 trilhões, US$ 1 trilhão acima do segundo lugar, a Alemanha. A China superou o Japão e se tornou o terceiro maior consumidor, com US$ 621 bilhões e um crescimento de 21%.
Entre os exportadores, o maior em 2007 foi a Alemanha, com 9,5% do comércio mundial. A China é o segundo, com US$ 1,2 trilhão e 8,7% do mercado internacional. No ano passado, as exportações do país cresceram 26%, superando os Estados Unidos, que hoje exportam US$ 1,1 trilhão e aumentaram 12%
Fonte: O Estado de São Paulo