Fluxo cambial em outubro foi o pior desde a crise da Rússia

Novembro 5, 2008

Brasília – A saída de moeda estrangeira do Brasil registrada em outubro é a maior desde a crise da Rússia, no final de 1998, que culminou na maxidesvalorização do real em 1999. O resultado negativo de US$ 4,639 bilhões no mês passado é o sétimo pior desde que o Banco Central começou a medir o fluxo cambial, em 1982.

O rombo é resultado de um déficit de US$ 6,249 bilhões na conta financeira que não conseguiu ser compensado pelo superávit de US$ 1,610 bilhão na conta comercial. O fato de o resultado negativo ter se concentrado na conta financeira mostra que a saída de divisas foi provocada por investidores que tiveram de retirar recursos do país para cobrir prejuízos no exterior causados pelo agravamento da crise internacional.

Pela conta financeira transitam as entradas e saídas de recursos das bolsas de valores e investimentos em títulos, as remessas ao exterior de lucros e dividendos e os investimentos externos diretos, entre outras operações. Essa conta é mais sujeita às oscilações do mercado financeiro, ficando negativa em momentos de turbulências econômicas.

A saída líquida na conta financeira registrada em outubro não chegou a ser a maior do ano. Em janeiro, US$ 6,530 deixaram o país por essa conta. O rombo no fluxo cambial, no entanto, foi de US$ 2,357 bilhões – menor do que o registrado no mês passado porque, em janeiro, a conta comercial teve superávit de US$ 4,173 bilhões.

A conta comercial é formada pela diferença entre exportações e importações. Diferentemente da balança comercial, no fluxo cambial também são computados os Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) e os Pagamentos Antecipados de Exportação (PA).

Por meio dos ACCs, os exportadores podem antecipar o recebimento, em moeda nacional, de recursos correspondentes ao pagamento ainda não efetuado pelo importador. Essas linhas de crédito são operadas por bancos autorizados no país, que oficialmente se tornam devedores perante os banqueiros exteriores. Nos PAs, o crédito é tomado diretamente pelo exportador.

Confira os meses em que o fluxo cambial ficou pior do que em outubro:

mês US$ (bilhões)
setembro 1998  -18,919
agosto 1998  -11,786
janeiro 1999   -8,587
outubro 1997   -6,487
março 1995   -6,386
dezembro 1998   -5,069
outubro 2008   -4,639

Fonte: Banco Central


Protegido: Governo pretende criar comitê para fortalecer competitividade no setor da moda

Novembro 5, 2008

Este post está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:



Brasil defenderá no G20 maior participação de emergentes

Novembro 5, 2008

O Brasil defenderá na reunião do G20 que acontece em São Paulo neste final de semana a maior participação de emergentes na governança do sistema financeiro global, informou nesta quarta-feira o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Galvão.

Ele evitou detalhar as propostas que serão apresentadas pelo Brasil, mas disse que parte delas irá “no sentido de que a revisão, que é cobrada, da governança do sistema econômico financeiro internacional passa necessariamente pelo aumento da participação dos países emergentes e em desenvolvimento nos processos decisórios no seio dessa governança em instituições como o FMI e o Banco Mundial”.

Galvão citou a mudança recente no sistema de cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI) como um primeiro passo na direção de deixar mais equilibrado o peso dos países nas tomadas de decisão.

“A reforma que houve no Fundo é o primeiro passo positivo de um processo que desejamos caminhe na direção de uma divisão mais equitativa de pesos no processo decisório dessas instituições, entre países desenvolvidos e países emergentes”, afirmou.

Para o secretário, o fato de que os presidentes dos países do G20 se reunirão em Washigton na semana seguinte à reunião de São Paulo, por convocação do presidente norte-americano, George W. Bush, torna o evento no Brasil ainda mais relevante.

O primeiro dia de reuniões do grupo, no sábado, será dedicado à discussão das causas e dos impactos da crise financeira global e das medidas adotadas ao redor do mundo para lidar com suas consequências. No domingo, tratarão mais da governança do sistema financeiro internacional e de formas de aperfeiçoar a atuação do G20.

De acordo com Galvão, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já defendeu que o G20 crie uma “sala de situação virtual” para poder se comunicar e se articular rapidamente em momentos de crise como a atual, por meio de teleconferência ou videoconferência.

Na sexta-feira, haverá a primeira reunião de ministros de Finanças do chamado BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. Em um segundo evento, se reunirão os ministros de Brasil, China, Índia, África do Sul e México.

Fonte: Reuters News


BC vende US$ 1,453 bi em leilão para incentivar exportações

Novembro 5, 2008

O Banco Central (BC) vendeu nesta quarta-feira US$ 1,453 bilhão no leilão voltado especificamente para incentivar o financiamento às exportações, de uma oferta total de US$ 2 bilhões. Foram aceitas propostas de 18 bancos.

Este novo leilão contempla duas etapas. Na primeira, o BC vendeu os dólares ao mercado a R$ 2,1260 com compromisso de recomprá-los em 8 de dezembro por R$ 2,141499.

A idéia é que as instituições utilizem esses recursos para fechar operações de financiamento a exportações, por meio de Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio (ACC) ou Adiantamentos sobre Cambiais Entregues (ACE).

Na segunda etapa, essas operações deverão ser apresentadas pelos bancos como garantia para a tomada de empréstimo junto ao BC que vence em 8 de maio do ano que vem. A taxa de corte para o empréstimo foi definida em 1% sobre a Libor da última terça-feira.

Fonte: Reuters News


Brasil está longe de passar por recessão e pode continuar crescendo, diz Coutinho

Novembro 5, 2008

Rio de Janeiro – O presidente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje (5) que o Brasil deverá crescer em média 5% nos próximos quatro anos. Segundo ele, o país está longe de passar por uma recessão.

“Devemos lembrar que a taxa de crescimento da formação de capital estava em torno de 15,5% e 16% e que, se isso cair para 11% ou até para 8%, ainda é muito forte. O investimento é firme e continuará, apenas será numa velocidade um pouco mais baixa”, disse Coutinho, durante palestra sobre moda, no Rio de Janeiro.

Para ele, é importante que as grandes economias em desenvolvimento, como as da Rússia e da Índia, puxem o barco e que os organismos multilaterais de crédito tomem uma postura mais generosa com as economias em desenvolvimento, como a do Brasil.

Coutinho descartou o Fundo Monetário Internacional (FMI), mas mencionou uma futura ajuda ao Brasil por parte do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, da KFW (Banco de Desenvolvimento da Alemanha), e do JBIC (Banco Japonês para Cooperação Internacional). “Mas [precisamos] fundamentalmente do apoio do Tesouro brasileiro, que tem nos ajudado, e muito.”

De acordo com o presidente do BNDES, a crise financeira internacional não teve praticamente nenhum efeito na taxa de crescimento do segmento de infra-estrutura. Segundo ele, os projetos da instituição na área de infra-estrutura deverão se manter na faixa dos R$ 300 bilhões, no período de 2009 até 2012.

Nos demais setores, disse Coutinho, o BNDES ainda está avaliando as áreas que podem ser afetadas pela queda do comércio internacional, principalmente os setores exportadores, por causa da queda de preços e da contração dos mercados desenvolvidos nos próximos dois anos.

Coutinho afirmou que, na indústria, a taxa de crescimento de alguns segmentos pode ser afetada, mas ressaltou que não há motivo para preocupações, pois, para ele, o país não corre risco de recessão.

Fonte: Agência Brasil


Fluxo cambial foi negativo em US$ 4,6 bilhões em outubro

Novembro 5, 2008

Brasília – A saída de dólares do país no mês de outubro foi de US$ 4,639 bilhões, a segunda maior da história em um mês, conforme relatório divulgado nesta tarde pelo Banco Central. Em janeiro de 1999, com a maxidesvalorização do real, foram levados para o exterior mais de US$ 8 bilhões. A movimentação do câmbio no mês passado envolveu US$ 29 bilhões em compras e US$ 35,3 bilhões em vendas, resultando no saldo negativo.

Entre janeiro e outubro deste ano, o país registrou fluxo cambial positivo de US$ 12,5 bilhões, enquanto no mesmo período do ano passado a movimentação ficou em US$ 76,6 bilhões.

No mês de setembro, o fluxo cambial resultou em saldo positivo de US$ 2,8 bilhões. O melhor resultado do ano foi o de março, com saldo de US$ 8 bilhões, e depois o de abril, com US$ 6,7 bilhões de saldo positivo.

Fonte: Agência Brasil


Protegido: Nota de esclarecimento MDIC sobre exportações para o Caricom

Novembro 5, 2008

Este post está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:



Protegido: Largest African Free Trade area to become reality

Novembro 5, 2008

Este post está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:



Polônia apresenta oportunidades de investimento

Novembro 5, 2008

Na quinta-feira (18), a partir das 10 horas, o Departamento de Promoção Comercial e Investimentos (DPCI) da Embaixada da República da Polônia promove reunião de institutos poloneses interessados em investir no Brasil com empresários brasileiros, unindo interessados em exportar e importar. O DPCI quer que os empresários brasileiros descubram a Polônia como porta de entrada na União Européia, que tem preços competitivos e que podem ganhar muito dinheiro com ela.

Nos últimos cinco anos a pauta de exportações da Polônia para o Brasil passou de 330 itens para mais de mil, onde predominam produtos de maior valor agregado: indústria química, eletro-eletrônicos – principalmente televisores de LCD e seus componentes – equipamentos médico-hospitalares, indústria automotiva e de autopeças, alimentos (leite em pó, queijos), cerâmica e refratários.

No caminho inverso (Brasil para a Polônia) estão o minério de ferro, soja e óleo de soja, café, frutas tropicais, fumo, couro bovino, peças, partes e acessórios para automóveis.

A atratividade da Polônia para o investidor estrangeiro é reforçada pelo fato de que as empresas desfrutam de uma das mais baixas cargas tributárias vigentes na União Européia. Dentre os 12 novos membros da União Européia, a Polônia é o mais importante por seu peso demográfico: 38 milhões de habitantes.

Nos últimos anos, a economia da Polônia cresceu a taxas significativamente maiores que a média da União Européia: 5,3% em 2004; 3,6% em 2005; 6,1% em 2006 e 6,7% em 2007. O país ocupa a 13º posição no ranking dos principais destinos turísticos mundiais, movimentando US$ 15 milhões por ano.

Fonte: Net comex


Protegido: RESOLUÇÃO No- 70, DE 4 DE NOVEMBRO DE 2008

Novembro 5, 2008

Este post está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo: