Setor siderúrgico quer fim de isenção de imposto de importação para produtos derivados do aço

Novembro 3, 2008

Rio de Janeiro – O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) quer que o governo revogue uma decisão tomada em 2005, que incluía 15 produtos derivados do aço em uma lista de exceção. Desses, dez continuam entrando no país com alíquota zero de imposto. Para o IBS, isso vem propiciando o avanço do aço chinês no mercado brasileiro.

Em entrevista à Agência Brasil, o vice-presidente-executivo do IBS, Marco Polo de Mello Lopes, disse que a revogação da medida fortalecerá o mercado externo e evitará a entrada do aço chinês no país. Para ele, a decisão foi tomada equivocadamente, porque, na época, não havia especulação de preços, nem desabastecimento no mercado interno.

Hoje, com a crise financeira internacional e algumas economias já em processo de recessão, seria “ingenuidade” do governo manter essa isenção tarifária no contexto atual, afirmou.

Lopes explicou que não se trata de pedido de salvaguarda para os produtos nacionais, nem de aumento das tarifas de importação. O que se reivindica é a volta das tarifas cobradas antes de 2005 e que variavam de 12% a 14%, dependendo do produto. “É um direito do setor, que tem que ser restituído para garantir o mercado interno neste momento de crise. Todos os setores têm esse tipo de proteção. No caso dos automóveis, por exemplo, o tributo sobre os importados chega a 35% do valor do bem”, disse.

Segundo ele, o que diferencia, hoje, a economia brasileira de outras é exatamente a força do seu mercado interno. “Apesar da crise internacional, ainda temos um mercado interno forte, que tem que ser preservado. Algumas economias já estão com crescimento zero ou em processo de recessão. Se temos este fator diferenciador, que é o mercado interno, ele tem que ser preservado.”

De acordo com Lopes, o IBS apóia as medidas de incentivo a setores como a construção civil, o automotivo e o de bens de capital. Para ele, os programas de investimento da Petrobras na perfuração em águas profundas e as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostram que é possível manter o crescimento do mercado interno em boas condições. Para isso, ressaltou, é preciso estimular o consumo e não deixar desprotegidos setores estratégicos para o crescimento da economia nacional.

O dirigente do IBS citou dados do setor siderúrgico que mostrou que as exportações chinesas para a América Latina cresceram 23%, e, no resto do mundo, a expansão foi de 9%. As exceções são o México, com queda de 42% nas importações chinesas, e a Venezuela, com queda de 76%. “Isso aconteceu porque são economias que tomaram medidas preventivas. No México, adotaram-se medidas antidumping contra os produtos chineses. Na Venezuela, há restrições impostas pelo câmbio e pela saída de divisas.”

Lopes disse que, como outros segmentos, o setor siderúrgico enfrenta problemas decorrentes da restrição ao crédito e, por isso, reafirma a importância de se defender o mercado interno de práticas desleais de comércio, cuja tendência é se intensificar nesse momento de crise financeira.

Fonte: Agência Brasil


Obama dificultará a ampliação do livre comércio, diz cientista político

Novembro 3, 2008

Brasília – O professor de ciências políticas da Universidade de Brasília (UnB) João Paulo Peixoto disse hoje (3), em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, que o Partido Democrata, do candidato à Presidência Barack Obana é mais influenciado pelos sindicatos e isto faz com que exerça uma postura protecionista. “Esta postura pode dificultar a ampliação do livre comércio adotada pelo Partido Republicano”, avaliou o professor.

De acordo com o professor, nas relações dos Estados Unidos com o Brasil os Republicanos e os Democratas podem ser bons ou maus, dependendo da conjuntura econômica e os interesses em jogo.

“Tivemos bons momentos com o presidente Fernando Henrique [Cardoso] e o democrata Bill Clinton. Durante o regime militar, Médici [general Garrastazu] teve boas relações com o [Richard] Nixon, que era republicano”, exemplificou.

Peixo disse que a crise econômica mundial influenciou diretamente as eleições presidenciais, beneficiando o candidato Democrata, que debitou a culpa pela crise às políticas liberais adotadas durante oito anos pelo presidente George W. Bush.

“A atual crise mundial mudou completamente o foco das eleições nos Estados Unidos. Questões como a guerra do Iraque, do Afeganistão, a segurança nacional e o terrorismo ficaram em segundo plano. A situação econômica atinge mais diretamente o povo americano, em todas as classes sociais. Isto fez com que McCain que tinha grande experiência em relações internacionais perdesse o momento dele”, destacou Peixoto.

Fonte: Agência Brasil


Exportações caem em outubro, mas secretário diz que meta para este ano está mantida

Novembro 3, 2008

Brasília – As exportações brasileiras somaram US$ 18,512 bilhões no mês de outubro, com redução de 7,5% em relação ao mês anterior. Mas, comparado a outubro do ano passado, houve expansão de 17,4%, conforme revelou hoje (3) o secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral.

A menor performance das vendas de produtos brasileiros no mês passado não tira, contudo, a confiança do secretário quanto ao cumprimento da meta para este ano, de exportações totais equivalentes a US$ 202 bilhões. Em especial, segundo ele, porque “o Brasil diversificou bastante os mercados, de modo a reduzir a dependência do mercado norte-americano”.

Para Barra, a meta é factível, considerando-se que as exportações acumulam US$ 169,372 bilhões no ano e ainda faltam dois meses para encerrar 2008. Basta vender em torno de US$ 16,5 bilhão por mês, o que “é bastante provável”, no seu entender, apesar da menor demanda mundial, por causa da crise iniciada nos Estados Unidos.

Ele destacou que as importações também tiveram comportamento estável em outubro, com aumento de apenas 0,2% na comparação com setembro. O país comprou do exterior pouco mais de US$ 17 bilhões, patamar que se mantém há quatro meses.

Barral salientou que “as importações vinham crescendo num ritmo bastante forte”, mas as compras de produtos estrangeiros foram menores, no mês passado, principalmente por causa da volatilidade do câmbio, com significativas oscilações na valorização da moeda americana.

Isso fez, inclusive, com que muitas mercadorias permanececem nos portos, com os importadores à espera de redução na cotação do dólar para retirar as compras, explicou Barral. De acordo com o secretário, isso acontece, principalmente, em relação a bens de consumo não-duráveis como alimentos, brinquedos e têxteis.

Barral contesta que a redução na internalização ameace a normalização de oferta dos produtos mais consumidos nas festas de fim de ano. Ele assegurou que “a ceia de Natal vai ser servida com bons produtos”. Segundo ele, as importações de bens de capital, para renovação do parque industrial, continuam em alta.

O secretário admitiu, no entanto, que a crise financeira afeta vários países, tanto nas exportações quanto nas importações, porque “há receios em fechar contratos de longo prazo, em razão da volatilidade do dólar”.

Ele disse que o ministério “acompanha a situação com muito cuidado”, em especial quanto às possibilidades de garantir oferta de crédito para as exportações, a diversificação de mercados e o combate a medidas protecionistas e à concorrência desleal de outros países.

De acordo com levantamento do ministério, as exportações de outubro cresceram nas três categorias, comparado ao mesmo mês de 2007. As vendas de produtos básicos (minério de ferro, algodão em bruto, fumo em folhas, carnes, café, petróleo em bruto e outros) somaram US$ 7,180 bilhões, com expansão de 27,8%.

Os produtos semimanufaturados (ferro e aço, óleo de soja, açúcar e celulose) atingiram US$ 2,777 bilhões, com aumento de 30,4% sobre outubro do ano anterior. Os manufaturados (alumínio, etanol, veículos, tratores e autopeças), com menor desempenho de vendas, cresceram só 3,5%, em função da redução da demanda internacional e alcançaram vendas de US$ 7,976 bilhões.

Quanto às importações, os aumentos mais expressivos, na comparação com o mesmo mês do ano passado, foram nas compras de combustíveis e lubrificantes (+52,6%), bens de capital (+39,4%), matérias-primas e intermediárias (+39,3%) e bens de consumo (+30,2%). Mas os gastos com petróleo foram menores que nos meses anteriores, segundo Barral, por causa da queda do preço internacional do produto.

Fonte: Agência Brasil


Brasil e Bolívia traçam diretrizes para diversificar e ampliar o comércio bilateral

Novembro 3, 2008

A diversificação e a ampliação do comércio bilateral foi o tema da VI Reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Bolívia realizada hoje em La Paz, capital boliviana. O chefe da delegação brasileira, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, foi enfático ao falar da disposição do governo e da iniciativa privada do Brasil em colaborar com a Bolívia para aumentar o intercâmbio comercial entre os dois países.

O Brasil é o principal país de destino das exportações bolivianas e comprou, em 2007, 35,7% dos produtos vendidos internacionalmente por empresas da Bolívia. Ao mesmo tempo, também é o maior exportador para o mercado boliviano e, no mesmo ano, respondeu por 24,7% de todos os produtos importados pelo país.

Entretanto, a pauta continua extremamente concentrada tanto nas exportações quanto nas importações por parte de ambos os países. Nas vendas brasileiras destinadas à Bolívia, entre janeiro e setembro de 2008, os produtos industrializados representaram 94,6% e os básicos, 5,3%. Nas compras oriundas da Bolívia para o Brasil, a pauta ficou praticamente focada em um só produto, gás natural, responsável, em 2008, por 92,7% do total adquirido, de um total de US$ 1,89 bilhão.

Oportunidades

Pelo cruzamento de pauta de exportações brasileiras e de importações da Bolívia, em 2006,  observam-se possibilidades de ampliação nas vendas por parte do Brasil, principalmente de petróleo em bruto, inseticidas, automóveis, aeronaves, motores para veículos automóveis, soja em grão, óleos vegetais, produtos siderúrgicos.

Outros produtos com potenciais de venda para a Bolívia são bombas e compressores, trigo, papel e celulose, plantas e equipamentos para engenharia civil, medicamentos, máquinas e aparelhos elétricos, pneumáticos, produtos de toucador, artigos de plástico, produtos e preparações alimentícias, equipamentos de telecomunicações e seus acessórios, polímeros e instrumentos e aparelhos de medida.

Já com relação ao cruzamento de pauta das importações brasileiras e das exportações da Bolívia, também em 2006, foram detectadas oportunidades de ampliação de compras por parte do Brasil de rações para animais, óleos vegetais, petróleo em bruto, estanho, minérios de metais preciosos, pedras preciosas, frutas secas ou frescas e plantas, couro e vestuário.

Contudo, a ampliação das exportações de têxteis para o Brasil é interessante aos bolivianos, segundo afirmou o vice-ministro de Relações Econômicas Internacionais da Bolívia, Pablo Guzmán. “Para nós, esse é o principal objetivo desse encontro”, declarou.

Fonte: Mdic


Bretton Woods is dead

Novembro 3, 2008

World leaders must commit to forming new international organisations better suited to solving the economic crisis

Over the past five years, GDP per capita in the world’s developing economies has been rising faster than in rich countries for the first time in history. According to statistics released by the World Bank last week, the developing world has pulled 232 million people over the global poverty line of $2.50 per day since 1999.

These gains in economic growth and poverty alleviation are the result of an economic model that significantly deviates from the Washington Consensus. Nations like China, India, South Africa and Brazil have all recognised that markets and trade are important for development, but they have also shown the world that markets must be guided by appropriate governmental policy. In the World Trade Organisation, where each nation has an equal vote, the developing world has worked hard to preserve the ability to deploy the mix of state and market policies that have been working for them.

Until a week ago it was thought that poorer nations were “de-coupled” from the current economic crisis because they had piled up reserves and their banks weren’t heavily involved in mortgage markets. Now it is clear that the crisis, which was not of their making, is at their doorstep.

Much of the economic boom in the developing world was fueled by commodities exports. Demand for exports has declined as prospects of a recession increase, causing a sharp decline in the prices of those exports. Global credit, which is crucial to exporters, has all but frozen. Banks in developing countries weren’t heavily involved in the mortgage business, but they did swap with and borrow money from banks in developed countries, creating a credit squeeze for the local economy as well. If that wasn’t enough, rising interest rates and credit tightening has strengthened the dollar, and currencies across the developing world are losing value.

World leaders should swiftly coordinate interest rate cuts and provide massive liquidity to markets in developing countries. New capital should also come from the larger developing countries, like China, and from the IMF’s new short-term liquidity facility.

Developing countries can’t do this on their own. Many of these nations simply don’t have the capital. Some have reserves from the commodity boom but are draining them to save their currencies. What’s more, when developing nations unilaterally mimic a rich country’s methods of dealing with this crisis by nationalising private assets, such actions can instill even less confidence in a developing country’s markets and provoke more capital flight.

New capital can be used in the short term to fend off runs on their currencies. Just as important, new credit and capital can be coupled with coordinating governmental policies to build the productive capacities of promising and strategic domestic enterprises and toward domestic consumers to stimulate demand. With jobs becoming scarce and food prices still high, small farmers are also among the strategic sectors worthy of government attention.

Non-OECD countries are now half the global economy and more than half the destination of OECD exports. Maintaining the growth in developing countries not only saves them from meltdown but can also help rich countries dig themselves out of a downturn with new demand.

Under no circumstances should a developing country’s capital infusion have IMF-like conditionalities. Historically, the IMF often gave loans only if recipients deregulated markets, privatised industries, slashed government budgets and devalued currencies. A new book, Development Redefined: How the Market Met Its Match by Robin Broad and John Cavanagh, documents how IMF conditionality often caused irreversible social and environmental costs on recipient countries and created a global backlash against the IMF and other international institutions. There is simply no legitimate reason for these conditionalities today. Indeed, it was the deregulation in rich countries that helped get us into this economic mess in the first place.

Finally, the global summit should be the first step toward a “Bretton Woods II” that supports multilateralism and policy diversity as core principles. This summit must be dedicated to setting counter-cyclical capital standards, regulating all parts of financial markets (including the rating agencies) and creating a credible lender of last resort. Under the current system, Luxembourg, the Netherlands and Belgium have more votes in the IMF than China, India and Brazil. A truly multilateral organisation must have a one country-one vote system. Without a new infusion of capital and a multilateral approach to reform, the November meetings will be one step forward, two steps backward.

Fonte: Guardians


Dólar deve fechar o ano cotado em R$ 2, prevêem analistas de mercado

Novembro 3, 2008

Brasília – O dólar deverá fechar este ano cotado em R$ 2, de acordo com previsão de analistas de mercado consultados pelo Banco Central, divulgada hoje (3) no boletim Focus. Na semana passada, os analistas previam que a moeda americana custaria R$ 1,95 no encerramento do ano, enquanto há quatro semanas semanas a estimativa era de R$ 1,80.

As principais instituições financeiras do país consultadas pelo Banco Central prevêem uma variação cambial no próximo ano compatível com a estimativa para o final de 2008, ou seja, de R$ 2,00. Há um mês a previsão era de que o dólar ficaria em R$ 1,82 em 2009.

A previsão para a dívida líquida do setor público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu estável, em relação à estimativa divulgada há uma semana. Em 2008 ela ficará em 40% do PIB, enquanto em 2009 cairá para 39% do PIB. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor na capacidade de o país honrar seus compromissos.

O Brasil deverá registrar deficit de US$ 30 bilhões em transações correntes (todas as operações do país com o exterior), devendo subir para US$ 32,1 bilhões em 2009.

A balança comercial (exportações menos importações) deverá fechar 2008 com superávit de US$ 24 bilhões e o saldo positivo deve cair cair para US$ 13,05 bilhões no próximo ano. Os investimentos estrangeiros diretos no país deverão ser de US$ 35 bilhões em 2008 e de US$ 30 bilhões em 2009.

O boletim Focus é uma publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em pesquisa realizada com as 100 principais instituições financeiras do país.

Fonte: Agência Brasil


UE alerta que recessão se estende por toda Europa

Novembro 3, 2008

A crise financeira mundial está levando toda a União Européia (UE) para uma recessão, segundo cifras oficiais divulgadas um dia antes das eleições para presidência nos Estados Unidos. A Comissão Européia prevê uma recessão na Eurozona em 2008, com um recuo do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos três trimestres do ano e um crescimento quase nulo em 2009, segundo as previsões econômicas semestrais divulgadas nesta segunda-feira.

Bruxelas também prevê que o PIB da Eurozona (integrada por 15 países) retrocederá 0,1% no terceiro trimestre de 2008 e 0,1% no quarto, depois de uma queda de 0,2% no segundo. Se as projeções se confirmarem, a zona euro entrará em recessão técnica a partir do terceiro trimestre de 2008, pela primeira vez desde a criação da Eurozona em 1999.

A recessão técnica se caracteriza por dois trimestres consecutivos de queda do PIB. Para o conjunto do ano 2008, a Comissão Européia prevê que a zona euro tenha um crescimento de 1,2%, contra 1,3% da previsão anterior.

A projeção para 2009 é de uma clara desaceleração e um crescimento quase nulo, de 0,1%, com uma leve melhora a 0,9% em 2010. A Comissão Européia espera ainda um aumento do desemprego de mais de um ponto nos próximos dois anos, de 7,6% em 2008 para 8,7% em 2010.

“O horizonte econômico se obscureceu significamente. A UE foi atingida pela crise financeira e isso está afetando a confiança das empresas e dos consumidores”, afirmou o comissário para Assuntos Econômicos da UE, o espanhol Joaquín Almunia. “A situação nos mercados continua precária e a crise ainda não passou. Isos significa um crescimento mais frágil”, acrescentou.

As bolsas sofreram sua maior volatilidade em décadas no último mês, apesar de uma relativa calma ter retornado na semana passada. “Estou convencido de que necessitamos de uma ação comum (européia) para contribuir para a recuperação prevista em nosso prognóstico para a sgunda parte de 2009″, afirmou ainda.

A Comissão discute planos para um pacote de estímulo econômico coordenado em nível europe, que espera poder apresentar até o final de novembro. Segundo os analistas, os mercados estão observando atentamente os acontecimentos na campanha eleitora nos Estados Unidos.

“Esperamos que o novo presidente americano se converta numa força integral na tomada de decisões políticas, inclusive antes de sua posse oficial em janeiro “, afirmou Mickey Levy, economista-chefe do Bank of America.

Fonte: AFP


Parlamento do Mercosul deve discutir crise financeira mundial

Novembro 3, 2008

Brasília – A 14ª sessão plenária do Parlamento do Mercosul começa hoje (3), em Montevidéu, no Uruguai. O principal assunto em debate deverá ser a crise financeira internacional. Outro assunto que deve ser analisado é a apresentação de uma declaração de desacordo com as afirmações de que a produção de biocombustíveis seja um dos motivos do aumento dos preços dos alimentos.

Constam da pauta da plenária propostas de regulamentação do Observatório da Democracia e de recomendação ao Conselho do Mercado Comum para que solicite à Secretaria do Mercosul o envio de esclarecimentos a respeito da elaboração do Projeto de Código Aduaneiro comum ao bloco; além do projeto de Orçamento para o período 2009-2010.

O presidente do Parlamento do Mercosul é o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR).

Fonte: Agência Brasil


Balança registra superávit de US$ 1,2 bilhão em outubro

Novembro 3, 2008

As empresas brasileiras, nos 22 dias úteis de outubro de 2008, exportaram US$ 18,512 bilhões (média diária de US$ 841,5 milhões) e importaram US$ 17,305 bilhões (média diária de US$ 786,6 milhões), desempenhos que resultaram num superávit comercial (diferença entre as exportações e as importações) de US$ 1,207 bilhão (média diária de US$ 54,9 milhões) e corrente de comércio (soma das exportações com as importações) de US$ 35,817 bilhões.

Pelo critério da média diária, o valor das exportações brasileiras em outubro de 2008 foi 17,4% maior que o valor apresentado no mesmo mês de 2007 (US$ 716,7 milhões) e 7,5% menor que o desempenho médio diário registrado em setembro de 2008 (US$ 909,9 milhões). As exportações nos meses de outubro de 2007 (22 dias úteis) e de setembro de 2008 (22 dias úteis) totalizaram US$ 15,768 bilhões e US$ 20,017 bilhões, respectivamente.

No mês, as importações brasileiras cresceram 40,3% sobre a média diária de outubro do ano passado (US$ 560,8 milhões) e 0,2% na comparação com o desempenho médio diário em setembro de 2008 (US$ 784,7 milhões). As importações brasileiras somaram US$ 12,337 bilhões em outubro do ano passado e US$ 17,263 bilhões em setembro de 2008.

Quinta semana de outubro

Entre os dias 27 e 31 de outubro de 2008 (quinta semana do mês), as exportações somaram US$ 3,548 bilhões (média diária de US$ 887 milhões) e as importações US$ 3,117 bilhões (média diária de US$ 779,3 milhões), resultando num saldo superavitário de US$ 431 milhões e uma corrente de comércio de US$ 6,665 bilhões.

Ano

De janeiro a outubro de 2008 (211 dias úteis), o saldo comercial brasileiro totalizou US$ 20,845 bilhões (média diária de US$ 98,8 milhões). Pela média diária, o superávit comercial ficou 39,6% menor que o registrado no mesmo período do ano passado (US$ 163,7 milhões).

Nesses dez meses, foram registradas exportações de US$ 169,372 bilhões, o que correspondeu a um desempenho médio diário de US$ 802,7 milhões, valor 27,3% maior que a média diária das vendas internacionais registrada de janeiro a outubro de 2007 (US$ 630,3 milhões).

As importações brasileiras acumularam, de janeiro a outubro de 2008, US$ 148,527 bilhões com média diária US$ 703,9 milhões, cifra 50,8% acima da registrada como desempenho médio diário das importações nos primeiros dez meses de 2007 (US$ 466,6 milhões). De janeiro a outubro do ano passado os desembarques internacionais somaram US$ 97,994 bilhões.

Às 15h30, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, concederá entrevista coletiva para detalhar informações sobre as operações do comércio exterior brasileiros no mês de outubro de 2008.

 

Fonte: MDIC


Internacionalização é saída para driblar apuros logísticos

Novembro 3, 2008

A inserção internacional das empresas brasileiras aumenta cada vez mais. Segundo dados do Banco Central, o investimento direto brasileiro no exterior mais do que duplicou entre 2001 e 2006, passando de US$ 49,7 bilhões para US$ 114,2 bilhões. 

 


Só de 2005 para 2006, o aumento foi de 44,05%. Além disso, pesquisa feita entre julho e agosto deste ano pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) indica que o índice médio de internacionalização entre as 50 maiores multinacionais brasileiras passou de 12%, em 2006, para 15% em 2007. O índice mede o porcentual de receitas, ativos e empregos no exterior em relação aos dados totais da empresa. A pesquisa também revelou que 92% das companhias consultadas pretendem manter ou aumentar esse investimentos até 2009. 

“A internacionalização hoje não é mais opção, mas quase um destino para as empresas”, diz Evaldo Alves, professor de economia internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). “Já no seu processo produtivo elas passam pela ligação com o exterior, na medida em que precisam de peças e insumos para sua produção. Instalar-se no exterior é uma conseqüência disso.” Esse processo, nota Alves, começa com exportações e, à medida em que as empresas sentem necessidade de se aproximar mais dos clientes ou vencer barreiras ou dificuldades logísticas para colocação de seus produtos em determinados mercados, decidem operar diretamente, primeiro a partir da instalação de uma estrutura de vendas e de atendimento pós-venda e, depois, por meio da produção direta em outros países. 

Fonte: Valor Econômico – SP