A partir da próxima semana, o exportador brasileiro contará com mais um apoio no mercado internacional. Nesta sexta-feira (31/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, inauguram em Havana (Cuba), o primeiro Centro de Negócios Brasileiro das Américas. “Cuba é um país estratégico e um mercado prioritário para a Apex-Brasil”, ressalta Teixeira.
Estudo elaborado pela Apex-Brasil destaca como fator de incremento de negócios entre os dois países o crescimento do PIB cubano, que em 2007 foi de 7,3%. Além disso, o documento ressalta o acordo ACE-62, firmado entre Cuba e Mercosul, que prevê redução gradual de tarifas entre os países.
O estudo mostra que Cuba representa, atualmente, um mercado em expansão. Após a grave crise causada pelo fim do bloco socialista no início da década de 90, a economia cubana vem apresentando nos últimos anos taxas de crescimento elevadas. Um dos fatores que contribuem para estas altas taxas de crescimento é o direcionamento da economia cubana para o setor de serviços.
Segundo o documento, dentre o setor de serviços, os segmentos mais representativos em Cuba são o turismo e a saúde. O fluxo de turistas estrangeiros no país cresce ano a ano, chegando, aproximadamente, dois milhões de visitantes em 2006 e 2007. O comércio para turistas é um dos mais importantes nichos de mercado em Cuba, traduzindo-se em compras internacionais de produtos com alto valor agregado e preços bastante atraentes.
Com relação à saúde, esta é uma das áreas com maior fluxo de investimentos por parte do governo cubano. Está voltada tanto para o atendimento da população cubana como para o chamado “turismo de saúde”, que vem sendo uma das vedetes do crescimento econômico de Cuba. Ainda na área da saúde, a exportação de serviços médicos para países em desenvolvimento da América Central, Caribe e África é também uma grande fonte de divisas para Cuba.
Centro de Negócios
Criados em 2005 e após passar por reformulações, os Centros de Negócios (CNs) são unidades da Apex-Brasil no exterior que promovem a internacionalização das empresas brasileiras, auxiliando desde a prospecção de mercado até a distribuição de seus produtos. “Não atuaremos apenas como distribuidores e armazenadores de mercadorias. Com a reformulação, seremos mais ativos na entrada dos produtos brasileiros no mercado internacional”, explica Teixeira.
Além de permitir às empresas manter estoque de produtos, mostruário e escritório destinado a atividades comerciais e administrativas, os CNs disponibilizam serviços agregados, como consultorias, suporte a negócios e armazenagem logística. A estrutura fornece ainda a promoção permanente dos produtos e serviços, proporcionando às micro, pequenas e médias empresas uma participação orientada no mercado internacional.
Além de Cuba, a Agência mantém outros Centros de Negócios no exterior: Miami (EUA), Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Varsóvia (Polônia). Até o final do ano, Pequim (China) receberá a estrutura.
No caso de Miami, por exemplo, a cidade foi a primeira a receber um CN, em maio de 2005. Miami foi escolhida devido à sua ótima localização, aliada à excelente infra-estrutura de transporte e logística, que proporciona condição de acesso não só ao mercado americano, mas como de toda a América Central.
Desde sua inauguração, o CN de Miami já ampliou significativamente suas operações e hoje, conta com 90% de ocupação e 18 setores apoiados. “A ação de exportação quando trabalhada isolada é cara, difícil e complexa. Orientados, os empresários brasileiros podem organizar ofertas e demandas, reduzindo custos”, concluiu o presidente da Apex-Brasil.
Fonte: Agência Brasil