Representação Brasileira do Parlamento do Mercosul discute e vota hoje projetos e acordos

Outubro 7, 2008

Brasília – A Representação Brasileira do Parlamento do Mercosul se reúne hoje (7) no Senado, às 15h,  para discutir e votar projetos e acordos. Entre os acordos estão o de cooperação sobre comunicação entre Brasil e Uruguai e o memorando para cooperação no combate à fabricação e ao tráfico de armas, assinado entre Brasil e Paraguai.

Também estão na pauta os acordos-quadro entre o Mercosul e o Egito e o de cooperação econômica entre os países do Mercosul e o Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo.

Outro item que pode ser votado é o Projeto de Lei 17/07, do senador Paulo Paim (PT-RS), que autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade do Mercosul, com sede no Rio Grande do Sul. Segundo a proposta, a universidade vai priorizar temas relacionados ao Mercosul e atenderá estudantes dos países que integram o bloco.

Fonte: Agência Brasil


Lula critica comportamento do FMI na crise norte-americana

Outubro 7, 2008

Angra dos Reios (RJ) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje (7), em Angra dos Reis, o comportamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) em relação à crise financeira dos Estados Unidos. “Quando era o Brasil que tinha problemas, todo dia tinha banco dando palpite. Toda semana uma equipe do FMI dizia: faz isso, faz aquilo. E o coitado do Brasil quebrava. Cadê os palpites que eles estão dando agora na crise americana? Cadê o FMI? Por que o FMI não está lá dando palpite agora? Por que não estão na Europa dando palpite? É porque a crise é deles”, alfinetou Lula, ao participar da cerimônia de batismo da plataforma P-51.

Lula lembrou que tentou discutir a crise das subprime norte-americana no último encontro do G-8. “Tentei discutir duas vezes a crise, e eles não quiseram. Vamos discutir meio ambiente, disseram, porque aí eles queriam falar dos problemas da Amazônia.” Ele assinalou que a crise atual envolve cerca de US$ 1 trilhão, o que significa quase 30 vezes os prejuízos causados por todas as outras crises recentes juntas.

“Primeiro veio a crise do México, em 94, que deu um rombo na economia de US$ 50 bilhões, e o Brasil quase quebra. Depois, veio a crise da Ásia, que deu um rombo de US$ 70 bi, e o Brasil também quase quebra. A crise da Rússia deu um prejuízo de US$ 40 bi, e o Brasil mais uma vez quase quebra”, recordou Lula.

Agora, prosseguiu Lula, o Brasil não quebrou. “Essa é a raiva de alguns. E eu não estou dizendo que a gente não pode ter dificuldades, mas até agora o Brasil está de pé. Nós fizemos o que temos de fazer. A dívida interna era em dólar. Ou seja, qualquer coisinha lá fora, o Brasil quebrava. Agora, nossa dívida é em real. Agora, nós não devemos ao FMI. Temos é US$ 207 bilhões em reservas. Portanto, fizemos o sacrifício que tínhamos que fazer. Portanto, não queremos socializar a miséria. Nós queremos é socializar a abundância”.

O presidente alertou a população brasileira para o fato de que durante muitas semana ainda vai se falar em crise e que a Bolsa vai subir ou cair. “Mas o país encontrou o seu destino e nada vai fazer a gente voltar à miséria. Toda vez que alguém falar em crise, olhe para aquele ali (apontando para a P-51). Os mesmos que estão querendo ver a crise atingir o país são os que diziam que o Brasil não podia fazer estas plataformas”.

Lula reiterou ainda que o governo federal não vai baixar nenhum pacote econômico para combater a crise financeira internacional. Segundo ele, as medidas serão pontuais e anunciadas a cada dia, de acordo com o surgimento dos problemas que envolvam cada setor da economia.

Na avaliação do presidente, “toda vez que neste país se falou em pacote, quem ficou com o prejuízo foi o trabalhador. Então, nós vamos tomar medidas sempre que os problemas surgirem. O que eu recomendo é: tenham juízo, porque sempre que houve crise nós comemos o pão que o diabo amassou. Agora que a gente pode comer um pãozinho com mortadela, não queremos voltar a comer o pão que o diabo amassou novamente”.

Ele também ressaltou que esta é a primeira crise que o governo não precisa explicá-lá, porque todo o povo brasileiro já sabe que ela está acontecendo por causa da especulação financeira que começou nos Estados Unidos. “Eles brincaram com a economia. Eles brincaram com a política de financiamento. E bem na hora que a porca torce o rabo, sobra para nós.”

A crise americana, disse Lula, é muito mais profunda e talvez seja a maior dos últimos 50 anos. “Acho que só perde para a de 1929. É uma crise profunda. E ela está chegando na Europa porque também os bancos europeus participavam do cassino imobiliário dos EUA. Essa é a verdade.”

Fonte: Agência Brasil


Setor automobilístico ainda não sofreu impactos da crise, diz Miguel Jorge

Outubro 7, 2008

São Paulo – O setor de máquinas, autopeças e automóveis pesados ainda não sofreu impactos da crise financeira internacional – o que houve até agora foi alguma redução do processo de crédito para os prazos mais longos e um aumento dos juros, natural em momentos desse tipo para o consumidor. A afirmação foi feita hoje (7) pelo, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, ao participar da 1ª Feira Especializada em Peças, Equipamentos e Serviços para Veículos Pesados e Comerciais Automec Pesados e Comerciais, no Pavilhão do Anhembi.

Segundo o ministro, o governo tomará as providências necessárias à medida que os problemas forem surgindo. Ele reforçou que não há pacotes, mas sim medidas pontuais. “Não podemos fazer um pacote em relação a um processo que não se sabe exatamente qual é. Portanto, agiremos de acordo com a circunstância, pontualmente em relação ao que estiver acontecendo.”

Miguel Jorge disse que o governo tem plena capacidade de agir para corrigir os problemas que surgirem por causa da crise internacional. A ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o Banco Central execute as medidas necessárias para proteger o país da crise está dentro do que deve ser feito, afirmou. “O Banco Central recebeu reforço institucional para que possa agir com mais independência e força nesse processo.”

Sobre a alta do dólar em relação ao real, o ministro ressaltou que a moeda em alta pode ser benéfica para que o país importe menos neste momento, ao mesmo tempo em que ajuda os exportadores, mas sem ser um grande problema. Ele reafirmou que o crédito não será interrompido no país. “Não faltará crédito – e não é o ministro quem diz isso, quem diz isso é o presidente da República.”

O presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori, considera a disparada do dólar é boa para o setor e para quem produz no Brasil, além de viabilizar as exportações. Ele espera que câmbio estacione acima de R$ 2. “Tivemos este ano déficit comercial ano estimado em US$ 2 bilhões, déficit que nunca houve. Acredito que, com a subida do dólar e a situação em que estamos agora, o déficit seja um pouco menor do que o estimado. Para o ano que vem, se o patamar for próximo de R$ 2, acredito que tenhamos superávit.”.

Butori reforçou que o setor ainda não sentiu nenhum problema mais grave quanto ao crédito e disse que o governo está muito atento aos possíveis esfeitos da crise. “É a primeira vez que enfrentamos uma crise com uma robustez tão grande e tão bem preparados.” Para ele, tanto o Banco Central quanto o Ministério da Fazenda e o presidente Lula estão interessados em evitar que a crise afete profundamente o país.

Para Butori, os empresários só vão cancelar ou adiar investimentos se a crise for muito longa. “Não acredito que será longa, mas, se for, poderá afetar algum investimento”. Ele ressaltou que as decisões sobre investimentos são estudadas por muito tempo e, depois de tomadas, raramente são canceladas. “A não ser que haja um problema muito grande, que mude a razão do investimento, mas não vejo esse problema aqui no Brasil.”

O presidente da Usiparts Sistemas Automotivos, Flávio Del Soldato, disse que ainda avalia quais os impactos da crise para o setor de sistemas automotivos. Segundo ele, ainda não há nenhum fato que demonstre uma ligação entre a economia real e a crise. “Está todo mundo na expectativa, porque quem sabe hoje não sabe.” Para Soldato, os pronunciamentos do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mostram que eles estão no caminho certo. “A crise nos encontra em um momento excepcional, porque outras crises menores do que essa repercutiram muito fortemente”, destacou.

Soldato afirmou que o ano de 2008 já está garantido para o setor automobilístico e que, com o volume de faturamento e os pedidos já fechados, deve chegar a 3,5 milhões de veículos. Mesmo que o crescimento no próximo ano seja de 3,5 a 4%, isso servirá para acomodar os gargalos de produção existentes. “Se ficarmos em um bom patamar e com um pequeno aumento no ano que vem derivado da crise, ainda assim será bom”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil


Agronegócio exportou até setembro US$ 55,3 bilhões

Outubro 7, 2008

Brasília – O agronegócio brasileiro exportou, nos nove primeiros meses deste ano, US$ 55,3 bilhões, 29,2% a mais que no mesmo período de 2007. Em setembro foram US$ 6,8 bilhões, gerando superávit de US$ 5,7 bilhões, dois recordes para essa época do ano.

Os dados da balança comercial do agronegócio, divulgados hoje (7) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostram que, no acumulado dos últimos 12 meses, atingiu-se a marca histórica de US$ 70,9 bilhões. O setor que teve maior crescimento de um ano para o outro foi o de lácteos, com aumento de 297,7%  nas vendas externas.

Na comparação entre os meses de setembro deste ano e do ano passado, os outros setores que apresentaram grande crescimento nas exportações foram: soja (67,6%), carnes (66,7%), complexo sucroalcooleiro (34,5%), café (59,9%), fumo e seus subprodutos (60,4%) e produtos florestais (14,9%). Os maiores volumes arrecadados vieram com a soja (US$ 17,7 bilhões), carnes (US$ 14,5 bilhões), produtos florestais (US$ 9,5 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 2,4 bilhões).

As vendas para a China aumentaram 91,2% neste ano, consolidando o país como principal comprador dos produtos do agronegócio brasileiro, representando 12,8% das exportações do setor. Em seguida vêm os Países Baixos, com 9,2%, e os Estados Unidos, com 8,6%. O Ministério da Agricultura destaca ainda as exportações para a Venezuela, que cresceram 140%, elavando o país para a 10ª posição no ranking.

Apesar de, em setembro, o Brasil ter comprado menos trigo (5.5%), arroz (6,2%) e milho (43%), no cálculo final, acabou importando 55,1% a mais em produtos do agronegócio.

Fonte: Agência Brasil


Bovespa cai 4,66% e dólar em alta chega a R$ 2,31

Outubro 7, 2008

São Paulo – A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) teve hoje (7) mais um dia de queda. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações, apresentou baixa de 4,66%, fechando com 40.139 pontos – patamar que não registrava desde novembro de 2006.

Na abertura do pregão, às 10h, o Ibovespa registrava 42.103 pontos. Meia hora depois, havia se valorizado e chegou aos 43.166 pontos. Porém, a partir de então, voltou a cair e amargou a quarta queda seguida.

Durante o dia, foram negociados R$ 5,2 bilhões, em 339 mil transações.

O dólar, entretanto, fechou em alta de 5,09%. A moeda norte-americana negociada na Bolsa de Mercadorias e Futuro fechou cotada em R$ 2,31.

Fonte: Agência Brasil


BNDES anuncia ampliação de linha de crédito de R$ 5 bilhões para exportações

Outubro 7, 2008

Rio de Janeiro – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (7) a ampliação de linhas de crédito voltadas à exportação, no valor de R$ 5 bilhões.

O presidente do banco, Luciano Coutinho, explicou que o objetivo é garantir financiamento às empresas exportadoras até que a situação da economia mundial se estabilize.

“A economia brasileira tem plenas condições de manter trajetória satisfatória de crescimento. Nós temos a economia e o sistema bancário saudáveis. O que nós temos que evitar é que a crise de crédito lá fora seja transmitida para o Brasil”, disse Coutinho.

Segundo ele, a economia brasikleira sofrerá os efeitos da crise, mas de forma menos intensa do que em outros países.

O banco dividiu a linha de crédito em duas categorias, uma voltada à exportação de bens de capital, sem limite de fibnanciamento, e outra para os demais setores, com empréstimo máximo de R$ 150 milhões por empresa.

O prazo médio para liberar o dinheiro é de 20 dias, mas pode ser reduzido a apenas cinco dias, dependendo do valor solicitado. Coutinho afirmou esperar que a crise de crédito no Brasil seja resolvida em até três meses.

Fonte: Agência Brasil


Anvisa proíbe importação de produtos chineses à base de leite e derivados

Outubro 7, 2008

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu hoje (7) proibir a importação de produtos alimentícios chineses, que contenham leite e seus derivados. A medida é de caráter preventivo, já que o Brasil nunca comprou esses produtos da China. A decisão da Anvisa foi motivada pela contaminação com melamina no leite em pó na China.

A agência informou que o Brasil não tem acordos comerciais com a China nessa área. Também não foi registrado nenhum caso de alimento com melamina no Brasil. Em setembro, foram registrados na China mais de 40 mil casos de problemas renais em bebês, por causa da ingestão do leite contaminado. Treze mil bebês foram internados com pedra nos rins e três morreram.

A melamina é usada na indústria de plástico e cola, e foi adicionado ao leite em pó ilegalmente, para camuflar outra irregularidade: a adição de água ao leite cru. Essa prática reduz a concentração de proteína no leite, e a adição da melamina mascara o teste que detecta o nível desse nutriente. A ingestão de melamina causa falha renal, dor ao urinar, vômito, sangue na urina e até ausência de urina. Também pode levar à febre por infecção urinária. Nenhum organismo internacional de saúde e alimentação permite o uso de melamina no ramo alimentício.

Fonte: Agência Brasil


Brasil passa a fazer parte de sistema de integração da América Central

Outubro 7, 2008

Rio de Janeiro – O Brasil pretende, a partir de agora, estreitar relações com os países da América Central, com o objetivo de aumentar as exportações, trocar tecnologia e estabelecer uma agenda social comum. Na manhã de hoje (7), o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, formalizou a entrada do Brasil, como observador, no Sistema de Integração Centro-América (Sica), bloco da América Central equivalente ao Mercosul.

De acordo com o chanceler, o acordo ampliará parcerias com os oito países do bloco. A idéia é aumentar as exportações, atualmente em torno de US$ 2 bilhões, incentivar a instalação de empresas brasileiras na região, com acesso a linhas de crédito por meio do banco de fomento da América Central, trocar tecnologia na área de biocombustíveis e ações de combate à fome e à pobreza.

“Estamos tratando um acordo entre o Mercosul e o Sica, que é algo importante, já há projetos empresariais e de cooperação técnica na área de etanol – sei de um acordo em El Salvador, com certeza – e temos empresas têxteis e de construção civil querendo se estabelecer lá para ter acesso mais fácil ao mercado norte-americano”, exemplificou Amorim.

Sobre o acesso às linhas de crédito do banco da região, o ministro disse que o Brasil entra “até um pouco atrasado” no negócio, do qual já participam México e Argentina. “Participando do banco, existe a possibilidade, de além do financiamento direto, acessar os próprios mecanismos do banco para financiar a maior participação de empresas brasileiras na América Central.”

Ainda de acordo com Amorim, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também deve ajudar na área de produção de alimentos, nos moldes da parceria que tem com a África e com a Venezuela e, em breve, instalará um escritório na região. “Eles estão realizando uma missão agora justamente para ver qual país tem melhores condições, mas será para o conjunto da América Central”, informou.

O secretário-geral do Sica, Aníbal Quiñones, destacou que a entrada do Brasil no bloco facilitará o diálogo empresarial e político entre os países e, no caso de crises, poderá servir como um espaço de negociações.

No último sábado (4), por exemplo, o presidente do Equador, Rafael Correa, ameaçou nacionalizar um campo da Petrobras. Anteriormente, outra empresa brasileira teve problemas naquele país.

“Sendo o Brasil um país importante do ponto de vista da economia mundial, assume uma liderança com a qual nos faz ter grande esperança”, disse Quiñones, em entrevista. “Em termos gerais, para nós, marca uma clara vocação do Brasil no sentido de respaldar o desenvolvimento dos países da América Latina e, em termos especiais, a vocação em relação aos países da América Central”.

Além do Brasil, fazem parte do Sica como países observadores México, Chile e Alemanha.

Fonte: Agência Brasil


Micro e pequenas indústrias temem falta de crédito

Outubro 7, 2008

São Paulo – Os micro e pequenos empresários da indústria manifestaram hoje (7) no 3º Congresso da Micro e Pequena Indústria preocupação com a possibilidade de a crise financeira provocar uma diminuição das linhas de crédito no Brasil.

As micro e pequenas empresas, em geral, são responsáveis pela geração de 60% de emprego, têm 20% de participação na formação do Produto Interno Bruto (PIB) e somam 98% do total de companhias existentes no país, segundo dados do Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).

O presidente do órgão, Fábio Meirelles, defendeu a necessidade do fortalecimento do setor. “Não é possível adotar uma posição contrária ao do desenvolvimento que temos mantido nos últimos anos, o que nos permitiu um salto de crescimento no Brasil”, salientou.

O diretor do Departamento da Micro e Pequena Indústria da Fiesp, Milton Bógus, dsse que vem acompanhando os desdobramentos da crise financeira com preocupação.

Ele destacou que um dos fatores que chama a atenção é o impacto sobre o câmbio, que ontem (6) chegou a atingir uma valorização de mais de 7% sobre o real, cotado no fechamento dos negócios a R$ 2,20.

Esse aumento, segundo ele, tem sido provocado pela fuga de muitos investidores para a moeda norte-americana como forma de uma proteção contra as oscilações de queda do mercado acionário.

Bógus acredita que para o setor das micro e pequenas empresas a valorização cambial poderá até ser benéfica, já que pode segurar a concorrência com os produtos importados. Ele disse, porém, que “uma cotação sob equilíbrio” é o ideal para o setor, levando em consideração que em algumas atividades das micro e pequenas também há a dependência de insumos comprados no exterior.

O empresário Carlos Bittencourt, da Triátlon, que atua na oferta de serviços de qualidade de vida às empresas e no fornecimento de materiais esportivos, disse que em seus negócios já há sinais que configuram um receio na tomada de decisões pelos clientes, na maioria grandes empresas.

“O momento é de expectativa porque não sabemos até que ponto essa crise vai impactar nossos negócios”, disse.

Segundo o empresário, por conta das incertezas, seis grandes clientes adiaram a assinatura de contratos na prestação de serviços, sendo dois americanos, um francês, um alemão e dois japoneses.

Fonte: Agência Brasil


União Européia descarta, por enquanto, pacote de ajuda ao sistema financeiro

Outubro 7, 2008

Brasília – A União Européia descarta, pelo menos por enquanto, um pacote único de ajuda ao sistema financeiro europeu. Mas há consenso de que cada país deve fazer o que puder para evitar o colapso do setor econômico.

Em declaração divulgada ontem (6), os 27 chefes de estado e de governo dos países-membros do bloco garantem que adotarão todas as medidas necessárias para assegurar a estabilidade do sistema – seja por meio da injeção de liquidez pelos bancos centrais, por medidas específicas sobre alguns bancos ou pelo reforço à proteção de depósitos bancários. “Nenhum depositante nos bancos de nossos países sofreu perdas e seguiremos tomando a medidas necessárias a fim de proteger o sistema e os depositantes”, diz a nota da União Européia.

Ministros de Economia e Finanças do bloco estão reunidos hoje (7), em Bruxelas, analisando as propostas feitas em Paris, no último sábado, pelas quatro maiores economias européias – Itália, Alemanha, França e Grã-Bretanha. De acordo com a Rádio França, a Itália deve propor a criação de um fundo comum de socorro aos bancos equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) da União Européia.

Segundo informações do jornal espanhol El País, os 27 sócios já aprovaram, hoje, proposta para elevação de 20 mil para 50 mil euros a garantia mínima de depósitos bancários dos cidadãos europeus. A decisão segue o exemplo norte-americano. Para tornar o pacote de resgate aos bancos mais popular, o Congresso dos Estados Unidos acrescentou ao plano original a ampliação da garantia de depósitos bancários de US$ 100 mil para US$ 250 mil.

Ainda de acordo com o periódico, alguns países europeus, como a Espanha, estariam dispostos, inclusive, a ir além dos 50 mil euros acordados – o país espanhol teria intenção de ampliar tal garantia para 100 mil euros. As medidas devem ser anunciadas ainda hoje pelo presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero.

A Suécia anunciou hoje que vai dobrar de 25 para 50 mil euros a garantia dos depósitos das contas privadas de poupança no país. Na semana passada, Irlanda e Grécia tomaram a dianteira anunciando garantia de 100% dos depósitos bancários. No domingo (5) foi a vez da Alemanha adotar medida semelhante. Ontem (6), Portugal e Dinamarca adotaram a mesma medida.

Fonte: Agência Brasil