Bolsas asiáticas seguem EUA e fecham em forte baixa

Setembro 5, 2008

Os mercados da Ásia tiveram queda, influenciados principalmente por Wall Street. A valorização do dólar, os temores sobre a desaceleração da economia global e a forte retração nos preços de algumas commodities também pesaram.

A Bolsa de Hong Kong fechou abaixo do nível psicológico dos 20 mil pontos pela primeira vez em 17 meses. O índice Hang Seng perdeu 456,20 pontos, ou 2,2%, e terminou aos 19.933,28 pontos — na semana, o índice acumulou perdas de 6,2%.

A queda na maioria das blue chips, com temores sobre um excesso de liquidez ante a possibilidade do lançamento da IPO da China Merchants Securities e a redução das restrições na venda de ações “nontradable”, levou as Bolsas da China a fechar em forte queda. O índice Xangai Composto caiu 3,3% e encerrou aos 2.202,45 pontos, o pior fechamento desde 11 de dezembro de 2006. Já o Shenzhen Composto perdeu 3,7% e terminou aos 608,18 pontos. O fortalecimento do dólar sobre o euro fez o yuan se desvalorizar em relação à moeda norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8422 yuans, de 6,8365 yuans da última cotação de quinta-feira.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, voltou a cair por conta dos resultados dos EUA e dos demais mercados regionais. Com volume de negociações acima da média, o índice Taiwan Weighted perdeu 1,6% e encerrou aos 6.307,28 pontos, o pior fechamento desde 19 de julho de 2006. Na Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, as perdas foram limitadas pela notícia de que a Samsung Electronics estuda a compra da norte-americana SanDisk, maior fabricante mundial (em faturamento) de cartões de memória flash. O índice Kospi encerrou com declínio de 1,6% e fechou aos 1.404,38 pontos. Já a Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou um ciclo de três pregões seguidos de alta. Além de Wall Street, também pesou no mercado a inflação de agosto, que atingiu a maior alta em 17 anos, sinalizando boas chances de aumento na taxa de juros. Com moderado volume de negociações, o índice PSE Composto caiu 1,1% e fechou aos 2.724,72 pontos. Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney encerrou com queda de 2,1%, aos 4.877,1 pontos.

A Bolsa de Cingapura terminou em baixa pelo terceiro dia consecutivo, com Wall Street e preocupações com as perspectivas da economia global. Os investidores, segundo traders, esperam por novos dados econômicos dos Estados Unidos. O índice Strait Times recuou 2% e fechou aos 2.574,21 pontos. O mercado indonésio caiu forte com a desvalorização da sua moeda e o declínio nos demais mercados depois do tombo em Wall Street. O índice composto da Bolsa de Jacarta cedeu 2,5% e fechou aos 2.022,56 pontos. Na Tailândia, o mercado teve o mais baixo fechamento em quase 20 meses, também pressionado pelo recuo nas demais bolsas e ainda pelo temor de aumento das tensões políticas no fim de semana. O índice SET da Bolsa de Bangcoc caiu 1,4% e fechou aos 645,80 pontos. O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve baixa de 1,3% e fechou aos 1.070,54 pontos. Além de afetado pelas quedas em Wall Street e demais regionais, o mercado malaio também sofreu pela desvalorização da moeda e pelas incertezas políticas locais.
Fonte: ZH


Acordo de Doha ainda é possível, diz Amorim

Setembro 5, 2008

Um acordo global nas negociações da Rodada de Doha na próxima semana será difícil de ser atingido, mas é possível, disse ontem o ministro da Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.
“Nós achamos que é possível chegar a um acordo. Sabemos que é difícil. Não há fórmula mágica”, afirmou o chanceler.
A representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, afirmou mais cedo que autoridades do Ministério do Comércio irão se reunir em Genebra na próxima semana para discutir opções com objetivo de reativar as conversas sobre o comércio mundial, dois meses depois do fracasso das negociações.
De acordo com Schwab, os negociadores realizaram um “incrível montante de avanços” em outras questões relacionadas com os setores agrícola, manufatureiro e de serviços, questões essas que se encontram no centro da Rodada Doha, lançada em 2001 na capital do Catar com o objetivo de liberalizar o comércio global.
“Nossa posição a respeito disso não mudou. Queremos ver o sucesso de Doha. Queremos vê-la progredindo”, afirmou Schwab ontem a jornalistas.
Fonte: Gazeta Mercantil


Empresários brasileiros avançam na Argentina, diz ‘Clarín’

Setembro 5, 2008

Em reportagem publicada nesta sexta-feira, o diário argentino Clarín destaca, em seu caderno de economia, os investimentos brasileiros no país.

Segundo o jornal, “o avanço das empresas brasileiras sobre os principais setores da economia argentina não se detém”, e a missão de empresários que acompanhou o presidente Luís Inácio Lula da Silva em sua última viagem ao país retornou ao Brasil com novas idéias e objetivos estratégicos.

“Depois de comprar os grandes nomes do petróleo, siderurgia, frigoríficos, bebidas, calçados, roupas e materiais de construção, os próximos desembarques (na Argentina) serão nas tecelagens”, diz o Clarín, citando os investimentos do grupo Bom Retiro.

“Além disso, se sabe que os brasileiros estão assumindo posições minoritárias em alguns moinhos, mas não são dados nomes.”

A reportagem afirma ainda que há empresários brasileiros de olho em processadoras de couro que, atualmente, estariam em mãos mexicanas.

“Os empresários, tanto locais como brasileiros, e os economistas ressaltam que o gigante do Mercosul continua atento àqueles setores em que se pode obter matérias-primas com custos competitivos em termos internacionais, mas que também tenham um mercado local robusto”. As tecelagens argentinas, segundo o jornal, têm vendas anuais de mais de US$ 1 bilhão.

“Diferentemente dos empresários da Europa e dos Estados Unidos, que se assustam com a instabilidade política e as mudanças dos ciclos econômicos da Argentina, os brasileiros parecem estar mais preparados para agüentar os contratempos”, afirma o jornal, que ouviu de empresários brasileiros que eles estão acostumados a ver a passagem de diferentes processos econômicos e políticos seguidos de crescimento.

“Há três anos, o crescimento econômico do Brasil era inferior ao da Argentina. Mas os empresários de Lula souberam esperar por tempos melhores”, afirma o Clarín.

O jornal comenta ainda que, apesar da invasão brasileira na Argentina, a recíproca não é verdadeira. “Com financiamento de seus bancos estatais, um mercado interno enorme que ajuda a projetar escalas imensas (fabricar maior quantidade de unidades permite baixar os custos industriais) e uma vocação por seguir fincando bandeirinhas em todo o Cone Sul, os brasileiros ficam com as empresas argentinas, mas aos rio-platenses custa ir mais além das cataratas”, afirmam.
Fonte: Terra


Especialistas consideram que não é vantajoso para o Brasil ingressar na Opep

Setembro 5, 2008

Brasília – A adesão do Brasil à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que reúne grandes produtores mundiais, só traria desvantagens ao país, na avaliação do diretor do diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, Adriano Pires.

“Os países membros da Opep normalmente têm regimes políticos e grau de desenvolvimento econômico que eu não desejo para o Brasil”, disse Pires, lembrando nações como Angola, Nigéria e Venezuela. Além disso, ele argumenta que nos países membros da Opep não há mercados livres, e a exploração do petróleo é feita por empresas monopolistas estatais.

Ontem (3), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que recebeu o convite do embaixador do Irã para que o Brasil integre a Opep.

Segundo Pires, atualmente o Brasil não teria condições técnicas de fazer parte da Opep, porque a exportação de petróleo é considerada pequena. Mas, de acordo com ele, mesmo que o país tenha condições de exportar mais no futuro, essa possibilidade não deve ser levada em conta.

“Mesmo que o Brasil se torne um grande produtor e exportador de petróleo e derivados, não vejo vantagens em entrar nessa organização”, enfatizou. Ele lembra também que as regras da Opep só funcionam bem quando o preço do petróleo está em alta. “Quando o preço cai, os próprios membros não respeitam as cotas”, diz.

Já o professor de Administração Pública da Universidade de Brasília (UnB) José Matias Pereira lembra que o Brasil teria desvantagens econômicas se ingressasse na Opep, porque a maioria dos países que fazem parte dela são exportadores de petróleo em estado bruto.

Segundo ele, o Brasil tem a tecnologia necessária para tirar proveito de toda a cadeia do petróleo e terá mais vantagens no mercado mundial se exportar derivados do produto. “Com a exportação da matéria-prima, o retorno seria pouco significativo. Mas se exportarmos uma matéria acabada, internamente vai agregar tecnologia, gerar mais emprego, mais renda”, afirma.

Pereira defende que a decisão sobre o ingresso na Opep não deve ser tomada a curto prazo, e acredita que a entrada do Brasil fortaleceria a organização.

 

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), no ano passado o Brasil importou 159,6 milhões de barris de petróleo, a um custo de R$ 11,9 bilhões. As exportações foram de 153,8 milhões de barris, que geraram uma receita de R$ 8,9 bilhões.

Fonte: Agência brasil


Miguel Jorge afirma que meta de exportação de 2008 será revista para US$ 200 bilhões

Setembro 5, 2008

Rio de Janeiro – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje (4) que as exportações em 2008 devem chegar a US$ 200 bilhões. A meta anterior, segundo ele, era de US$ 190 bilhões.

Mais cedo, o ministro há havia anunciado que o governo iria rever a meta. “Não teria sentido revisar para R$ 192 bilhões, R$ 193 bilhões. A revisão vai ser para algo próximo de R$ 200 bilhões ou pode até superar”, afirmou.

De acordo com Miguel Jorge, as exportações brasileiras cresceram em um “ritmo forte” neste ano, em torno de 20%, em relação ao ano passado, até o momento. Ele, no entanto, evitou fazer projeções para o próximo ano. “Espero que continue forte.”

A nova meta para este ano deve ser anunciada oficialmente nos próximos dias, provavelmente quando forem divulgados os dados da balança comercial, segundo o ministro.

Em 2007, as exportações atingiram os US$ 160,6 bilhões, o que representou 1,71% das exportações mundiais. Ontem (3), no lançamento da Estratégia Brasileira de Exportação, o secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral, anunciou que o governo investirá R$ 34 bilhões até 2010, para ampliar a participação das vendas externas para 1,25% das exportações mundiais.

Fonte: Agência Brasil