MDIC apresenta a “Estratégia Brasileira de Exportação”

Setembro 2, 2008

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apresentará, nesta quarta-feira (3/9), a “Estratégia Brasileira de Exportação”, durante reunião com representantes dos setores público e privado. O encontro, fechado para a imprensa, será realizado às 14h, no MDIC.

O documento foi elaborado para sistematizar e organizar as ações dentro do Governo Federal de apoio às exportações brasileiras e de promoção comercial. O estudo identifica as ações pertinentes ao setor público, com o objetivo de facilitar o planejamento das empresas. A Estratégia dará mais transparência às ações voltadas para o comércio exterior brasileiro, permitindo que a sociedade civil acompanhe cada uma delas junto aos órgãos responsáveis.

A “Estratégia Brasileira de Exportação” foi desenvolvida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com apoio dos demais órgãos do Governo Federal que também atuam direta e indiretamente no comércio exterior brasileiro.

A íntegra do documento poderá ser acessada no portal do MDIC (www.desenvolvimento.gov.br) a partir das 15h30 da quarta-feira (3/9).

Coletiva

O secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, apresentará para a imprensa o documento “Estratégia Brasileira de Exportação”, amanhã (3/9), a partir das 15h, durante entrevista coletiva no auditório do MDIC.

Fonte: MDIC


Encontro debate direitos humanos no Mercosul e Estados associados

Setembro 2, 2008

Brasília – O 13º Encontro de Altas Autoridades em Direitos Humanos e de Chancelarias do Mercosul e Estados Associados será aberto oficialmente hoje (2), em Porto Alegre.

Representantes de dez países, integrantes do Mercosul e associados discutem até amanhã (3) temas como criança e adolescente; educação e cultura em direitos humanos; diversidade sexual, identidade e gênero; promoção e proteção dos direitos humanos das pessoas com deficiência; memória, verdade e justiça; discriminação, racismo e xenofobia.

A pauta da reunião também prevê a análise da construção de indicadores de progresso em matéria de direitos econômicos, sociais e culturais e a criação de um Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos no Mercosul.

Fonte: Agência Brasil


Indústria da China se contrai pelo 2º mês

Setembro 2, 2008

A indústria de transformação na China se contraiu, em agosto, pelo segundo mês seguido, destacando o risco de um declínio na quarta maior economia mundial. O índice de gerentes de compra ficou em 48,4 pontos, segundo a Federação Chinesa de Logística e Compras. A China suspendeu as valorizações do yuan e relaxou as quotas de empréstimos, para ajudar os exportadores e as pequenas empresas, depois de quatro trimestres de crescimento econômico desacelerado e diante do enfraquecimento da demanda global. O governo estuda ainda gastar mais US$ 58 bilhões para estimular a expansão, de acordo com a imprensa local. A contração em julho do índice da indústria de transformação foi a primeira desde 2005, quando a pesquisa começou a ser feita. O PIB chinês cresceu 10,1% no segundo trimestre, 0,5 ponto percentual menos que nos três primeiros meses do ano.

Fonte: Folha de S. Paulo


Venezuela fecha acordo com Uruguai

Setembro 2, 2008

A Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a petrolífera do Uruguai (Ancap) assinaram no sábado um acordo para desenvolver o bloco Ayacucho 6, do campo de petróleo na região venezuelana da Bacia do Orinoco. O acordo prevê que ambas avaliem os custos relacionados à produção de petróleo, à melhora do petróleo pesado e vendas do bloco Ayacucho 6 no Orinoco, a região rica em petróleo mais valorizada da Venezuela, segundo nota distribuída pelo Ministério da Informação da Venezuela. Tomando por base a qualificação da reserva do campo, as companhias esperam produzir até 200 mil barris por dia.

Fonte: O Estado de São Paulo


Contração mundial já reduz exportações

Setembro 2, 2008

A crise das hipotecas nos Estados Unidos e a conseqüente desaceleração da economia dos países desenvolvidos já se refletem na balança comercial brasileira. As exportações para os EUA, em volumes, recuaram 12% nos 12 meses até junho, queda mais acentuada que os 7% em 2007, conforme dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) elaborados a pedido do Valor.

Para a União Européia, a quantidade exportada ainda cresceu – 3% em 12 meses até junho -, mas o ritmo é bem inferior aos 14% de 2007. No primeiro semestre em relação a igual período do ano passado, a quantidade exportada para a UE já recuou 4,5%. Fernando Ribeiro, da Funcex, ressalta que os dados de volume permitem excluir o efeito dos preços das commodities, que inflam as exportações. Com a alta de insumos como o aço, as empresas conseguem reajustes de preços. Em valores, as exportações brasileiras até agosto cresceram 14% para os EUA e 26% para a Europa em relação ao mesmo período do ano passado.

Em outro segmento do comércio com o exterior, a indústria brasileira de bens de capital espera comemorar este mês a edição de decreto presidencial que regulamentará a volta da operação conhecida como “drawback nacional”, mecanismo pelo qual os projetos de investimento que adquiram 60% das máquinas e equipamentos no Brasil podem importar os outros 40% com isenção de impostos federais. O benefício está suspenso desde o segundo trimestre de 2005 e seu retorno virá com a regulamentação da Lei nº 11.732, de 30/6/08, que, entre outras medidas, restabelece também o chamado “drawback verde-amarelo”.

Em volume, exportação cai para EUA e UE
Raquel Landim

Sediada em Bento Gonçalves (RS), a Móveis Carraro perdeu um importante contrato no mercado externo no mês passado. A empresa planejava incluir seis produtos nos catálogos da Argos, uma das maiores varejistas do Reino Unido. O negócio, que foi alinhavado em março, acabou desfeito depois que a crise afetou o mercado britânico. A competitividade da empresa também foi abalada pela valorização do euro e pela alta do frete.

“Tínhamos sido prejudicados pelo câmbio. O ’subprime’ foi a última paulada”, disse Ademar de Gasperi, presidente da Móveis Carraro. Ele conta que abandonou o mercado americano ainda em 2007 depois do fortalecimento do real. Na América Latina, as vendas seguem robustas, mas a concorrência recrudesceu. “A China nem olhava para outros mercados. Hoje está mais atenta ao Chile, por exemplo”, disse.

A fabricante de móveis é um bom exemplo do que está ocorrendo com as exportações. As vendas para os Estados Unidos, que sofriam com o câmbio, caíram mais depois que o estouro da bolha imobiliária atingiu a economia. As empresas brasileiras agora assistem assustadas a queda dos negócios com a Europa, que foi contaminada no segundo trimestre. São as vendas para os emergentes que ajudam a manter os resultados.

Depois de seis anos de robusta expansão, a economia mundial dá sinais de fraqueza e prejudica as exportações. Em volume, os embarques para os EUA recuaram 12% nos 12 meses até junho, uma queda mais agressiva que os 7% de 2007, conforme dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), elaborados a pedido do Valor. “A desaceleração da economia mundial é hoje o fator primordial que prejudica as exportações”, disse Fernando Ribeiro, economista da Funcex.

Para a União Européia, a quantidade exportada ainda cresceu 3% nos 12 meses até junho, mas o ritmo é bem inferior a alta de 14% em 2007. No primeiro semestre em relação a igual período do ano passado, a quantidade exportada para o bloco recuou 4,5%. Ribeiro ressaltou que os dados de volume permitem excluir o efeito da alta das commodities, que infla as exportações. Com o aumento do custo de insumos como o aço, as empresas tiveram mais facilidade para reajustar preços . Em valores, as exportações brasileiras cresceram 14% para os EUA e 26% para a Europa de janeiro a agosto em relação ao mesmo período de 2007.

A crise do mundo rico tornou as exportações brasileiras mais dependentes dos países em desenvolvimento, cujo desempenho continua positivo, mas não se sabe até quando. O país está direcionando vendas de commodities para a China e de manufaturados para a América Latina. A quantidade exportada para os países do Mercosul cresceu 15% nos 12 meses até junho, ritmo similar ao do ano passado. Para a Ásia, o crescimento do volume exportado até acelerou: 10% no acumulado do ano até junho, contra 4% em 2007.

“Mantemos um bom desempenho nas exportações, porque diversificamos os mercados no momento certo”, disse Marcus Amato, gerente de exportação da Gyotoku, fabricante de cerâmicas e revestimentos situada em Suzano (SP). As exportações da empresa devem crescer 20% em 2008, impulsionadas pelas vendas para América Latina e Oriente Médio. Os embarques para os EUA recuaram 50% em dois anos. Na Europa, as vendas caíram entre 30% e 40% nos últimos quatro meses. “Tenho contato com uma importante cadeia varejista na Europa, que previu um ano bem difícil”, disse Amato.

Desde meados do ano passado, quando começou a crise das hipotecas nos EUA, os países vivem a iminência da desaceleração global. O Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia do planeta recuou 0,2% no quarto trimestre de 2007 e subiu 0,9% de janeiro a março deste ano. No segundo trimestre de 2008, avançou 3,3%, conforme revisão divulgada recentemente. A economia americana foi estimulada pelo pacote fiscal do governo George W. Bush, pela queda da taxa de juros e pela expansão das exportações graças ao dólar fraco. Para os economistas do departamento econômico do Bradesco, o efeito dessas medidas está chegando ao fim, o que sinaliza um segundo semestre complicado. Prova disso é a queda de 0,7% na renda real dos americanos em julho em relação a junho na comparação com ajuste sazonal.

A Europa vinha resistindo bem à desaceleração da economia americana até o segundo trimestre. Itália e Espanha já sofriam o impacto desde o início do ano, mas a Alemanha sustentava os resultados. No segundo trimestre em relação ao primeiro, a economia alemã desacelerou 0,5% e arrastou para baixo a zona do euro, que cedeu 0,2%. No Reino Unido, outra economia importante da região e bastante ligada aos EUA, o PIB ficou estável. Segundo o Bradesco, o desempenho dos emergentes é “questão-chave” para a balança comercial brasileira nos próximos meses. A projeção do banco é uma desaceleração moderada, por conta da redução no ritmo de exportações de países como China e Índia para os EUA, mas existe o risco de um impacto mais forte.

“Houve uma redução considerável dos pedidos da Europa em maio e junho. Os varejistas não quiseram formar estoques por conta da crise”, disse Nelson Germann, diretor da Scala Serviços de Exportação, agência que intermedia vendas de calçados brasileiros para os Estados Unidos e para a Europa. Nos EUA, o empresário tinha perdido mercado por conta do câmbio e a crise só agravou o problema. Os pedidos se normalizaram recentemente com a troca de estação, mas ele espera um segundo semestre mais fraco que no ano passado.
Fonte: Valor Econômico


Importações brasileiras batem recorde em agosto

Setembro 2, 2008

O superávit comercial caiu para US$ 2,2 bilhões.
As importação brasileiras bateram recorde histórico em agosto e somaram US$ 17,47 bilhões. As exportações somaram US$ 19,74 bilhões e o superávit comercial caiu para US$ 2,2 bilhões. Comparado ao mesmo período de 2007, o valor do superávit caiu 35,9%. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Pela média diária, as importações somaram US$ 832 milhões em agosto, na primeira vez que a média por dia útil ultrapassa a barreira dos US$ 800 milhões. Já as vendas ao exterior tiveram uma média diária considerada alta, de US$ 940 milhões por dia útil em agosto, a segunda maior da série histórica. Entretanto, ficaram abaixo do recorde atual, conseguido em maio deste ano, quando somaram US$ 965 milhões.

No acumulado de janeiro a agosto, o superávit da balança comercial registrou uma queda de 38,4%, para US$ 16,9 bilhões. Em igual período de 2007, o resultado positivo estava em US$ 27,46 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento.

A queda do superávit da balança no acumulado deste ano foi influenciado pelo forte crescimento das importações que, ao avançarem 53,8% no período, cresceram quase o dobro das vendas ao exterior (+29,3%). O aumento é conseqüência do dólar baixo, que barateia os produtos importados, informou o site G1.
Fonte: Zero Hora


Pesquisa e contas ajudam a exportar

Setembro 2, 2008

Exportar pode ter vantagens como aumentar a carteira de clientes, engordar a entrada de capital e, com produtos aperfeiçoados, melhorar a competitividade no mercado interno.

No entanto, fazer parte do comércio exterior requer cuidados. Confira abaixo cinco das principais questões envolvidas no processo de exportação e as atitudes que podem ser tomadas por empresários interessados em buscar mercados fora do país, mas que não querem ter prejuízos nem prejudicar o abastecimento do seu mercado nacional.

PESQUISA – Conhecer o país importador é essencial

O primeiro passo para a exportação é pesquisar o mercado para o qual se quer vender, segundo Fábio Jardim Victol, da Taura Trading. “Sem a pesquisa, dá-se um tiro sem enxergar o alvo”, diz.

Dentre os tópicos a serem pesquisados estão os preços praticados no país, as diferenças cambiais, o nível da demanda, as exigências técnicas e sanitárias e os aspectos culturais e religiosos do local.

Uma das maneiras de fazer pesquisa é por meio dos bancos de dados do governo.

TRADING – Intermediário pode facilitar procedimento

Procurar uma “trading” (firma que faz o contato entre o exportador e o mercado estrangeiro) reduz preocupações com a burocracia, opina Mauricio Borges, diretor de negócios da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

“É uma empresa que está mais preparada para, em um primeiro momento, lidar com os processos”, diz. “Mais adiante, porém, é possível eliminar o custo do intermediário”, conclui. A taxa cobrada é, em geral, de cerca de 5% sobre o valor da transação.

PREÇO – Cautela garante valor de venda adequado

Para evitar prejuízos na hora da exportação, o empreendedor deve ter cautela ao calcular o preço pelo qual venderá seu produto ao importador.

“O empresário sabe quanto custa para produzir, mas esse não é o único valor que ele deve levar em consideração na hora de estabelecer seu preço de venda”, aponta Victol.

Também devem fazer parte do valor itens como gastos com despachante, documentos, transporte, frete, marketing, pesquisa de mercado e, se for o caso, a taxa de comissão cobrada pela “trading”.

TRANSPORTE – Melhor meio varia com produto

Apesar de o meio marítimo ser relativamente mais barato, o melhor transporte a ser utilizado na hora da exportação varia de acordo com o caso, segundo Borges.

Itens urgentes ou perecíveis, como flores e alimentos, podem necessitar de transporte aéreo. Softwares e produtos audiovisuais, por outro lado, oferecem facilidades como a de serem transmitidos ao comprador pela internet.

Antes de se decidir por um dos meios, o exportador deve ponderar os preços e as condições específicas de cada opção.

HEDGE – Contrato é pouco oportuno para pequenas

Buscar contratos de “hedge” para se proteger contra variações cambiais costuma não ser a melhor escolha para pequenos exportadores, tanto para Victol como para Borges.

No “hedge”, a transação é feita estipulando-se em contrato o valor que uma moeda terá no futuro. Dependendo da flutuação cambial real, o empresário pode perder ou ganhar.

Para os especialistas, o contrato envolve uma burocracia que não compensa o risco a ser evitado pelo pequeno empresário, que lida com valores baixos e prazos curtos.

Fonte: Folha de São Paulo