Brasil e Reino Unido realizam o III Encontro do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto – JETCO

Agosto 26, 2008

O III Encontro do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto (Joint Economic and Trade Committee – JETCO), desde sua criação pelos governos do Brasil e do Reino Unido em 2006, será realizado no dia 1º de setembro (segunda-feira), em São Paulo (SP). O objetivo do evento será mapear as oportunidades e os desafios das relações econômicas entre os dois países, já que o JETCO visa melhorar o ambiente para a realização de negócios e a ampliação do comércio bilateral. Nessa edição do Encontro, deverão ser expostos e analisados os trabalhos executados nos últimos 12 meses, bem como haverá debates quanto a novos projetos.

A missão será acompanhada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, e sua contraparte britânica, John Hutton, e intermediada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pela Agência de Exportações e Investimentos do Reino Unido (UKTI), responsáveis por alinhar propostas de interesse mútuo.

O Comitê (JETCO) congrega representantes do setor público e da iniciativa privada de ambos os países, e já beneficiou diversas cadeias produtivas, de vários setores da economia, do calçadista ao aeroespacial, por meio das atividades de promoção comercial e de fomento a acordos bilaterais realizadas pelas agências.

A Apex-Brasil estima que fechará o ano com 10 eventos realizados no Reino Unido; assim como a UKTI britânica, que cumpre uma agenda extensa de ações no Brasil, principalmente nas áreas de petróleo, gás e saúde.

O vínculo comercial entre os dois países é histórico (200 anos). Atualmente, o Brasil é o principal parceiro comercial do Reino Unido na América Latina (AL), como demonstra o aumento significativo nos investimentos bilaterais entre as nações; acompanhado por uma corrente de comércio (exportações + importações) acima de 32% entre 2005 e 2007, totalizando US$ 5,3 bilhões (mais de £ 3 bilhões) em 2007. Nos últimos sete meses (janeiro a julho de 2008), esse intercâmbio comercial registrou US$ 3,44 bilhões, representando uma elevação de 26,9% no período.

Fonte: MDIC


Logística é o maior entrave ao crescimento do agronegócio

Agosto 26, 2008

Responsável por fornecer ao mercado internacional as principais commodities, o Brasil é destaque quando o assunto é o setor primário. Maior produtor e exportador de diversas culturas como o café, açúcar, soja e laranja em 2007, a balança comercial do agronegócio nacional fechou em US$ 49,6 bilhões. Os números são bons, mas poderiam ser melhores se não fosse o colapso logístico que o País enfrenta.

A avaliação é do consultor de logística e infra-estrutura de transportes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luiz Antonio Fayet, que fez a palestra “Grandes Oportunidades do Agronegócio”, ontem (25/8), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (FAES).

Apesar do agronegócio no Brasil responder hoje por um terço do PIB nacional e representar 40% dos postos de trabalho, o setor passa por um momento de crise. Há deficiências em toda cadeia logística. Problemas na infra-estrutura portuária, rodoviária e hidroviária, são alguns dos obstáculos que prejudicam o escoamento da produção brasileira. A falta de terminais portuários encarece a cadeia logística. Fatores como as altas multas de navios em espera nos portos, o aumento do tempo nas estradas em função das más condições de conservação das rodovias, os fretes inflacionados, pesam na balança comercial brasileira e no bolso do produtor rural.

Para Fayet, o Brasil possui tecnologia e produtividade de primeiro mundo, mas sua infra-estrutura logística deixa a desejar. “A maioria dos portos brasileiros não atende nem metade da capacidade de suas demandas. Por isso, toneladas de produtos têm que encontrar pontos de saída em outras regiões, encarecendo a logística e deprimindo os preços pagos ao produtor em todo o país”. Dados da CNA mostram que o custo para se transportar uma saca de soja, por exemplo, até os portos, chega a representar mais de 50% do faturamento do produtor.

Fonte: CNA


Putin ameaça congelar acordos com a OMC

Agosto 26, 2008

A Rússia pretende sair de alguns acordos do projeto de adesão à OMC (Organização Mundial do Comércio), declarou ontem o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, citado por agências de notícias locais. Ontem, os EUA pediram à Rússia que não reconheça a independência de duas regiões separatistas da Geórgia e acusaram Moscou de descumprir o cessar-fogo ao manter tropas no país vizinho.
“Propusemos dar continuidade às negociações dentro do grupo de trabalho para a adesão à OMC, mas informar os parceiros sobre a necessidade de sair de alguns acordos que atualmente contradizem os interesses da Rússia”, declarou o primeiro-vice-ministro russo, Igor Chouvalov, durante uma reunião governamental. “É uma atitude sensata”, aprovou Putin, indicaram as agências russas.
Chouvalov evocou principalmente as taxas de exportação sobre a madeira e algumas tarifas aduaneiras, a atividade de certas empresas americanas das quais o Estado americano é acionista.
A Rússia, que iniciou seu processo de adesão à OMC em 1993, é a única grande economia mundial que ainda não faz parte da organização. O secretário americano do Comércio, Carlos Gutierrez, deu a entender numa entre-vista divulgada este fim de semana que a crise da Rússia com a Geórgia coloca em questão a participação da Rússia no G8 (grupo dos países mais industrializados do mundo) e também sua candidatura à OMC.
Segundo Putin, a Rússia preenche todas as obrigações às quais se comprometeu há vários anos para entrar na OMC: “ao mesmo tempo, nossa economia e algumas de suas ramificações como a agricultura têm um peso bastante grande”.

Fonte: Gazeta Mercantil


Importados pesam na balança argentina

Agosto 26, 2008

A balança comercial da Argentina parece estar se enfraquecendo à medida que fabricantes compram mais e mais produtos importados, disse ontem o grupo de altos estudos Ecolatina. Na semana passada a presidente argentina Cristina Fernandez disse que o país havia divulgado um excedente comercial de US$ 1 bilhão em julho, acima dos US$ 485 milhões do mesmo período no ano anterior.
Mensalmente, o excedente esteve acima dos US$ 308 milhões em junho, quando uma greve dos fazendeiros deteve muitas exportações. O excedente de junho caiu de forma notável em relação aos US$ 940 milhões do mesmo período no ano anterior. As importações na primeira metade de 2008 subiram 40%, alimentadas por volumes mais altos, disse a Ecolatina em um relatório de pesquisa. As exportações também subiram, mas principalmente por causa dos preços mais altos.
“A lacuna entre a quantidade de importações e exportações se expandiu consideravelmente”, disse a Ecolatina. O peso argentino mais forte combinado com uma falta de bens produzidos no país levaram os fabricantes locais a importar mais bens. Enquanto isso, as fábricas voltadas para a produção local estão operando com capacidade total.

Fonte: Gazeta Mercantil


Sem Doha, Brasil ataca os Estados Unidos na OMC

Agosto 26, 2008

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou que o governo brasileiro decidiu notificar a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o direito de retomar o processo retaliação econômica contra os subsídios dos Estados Unidos concedidos os p

Até então, havia uma esperança de o problema ser resolvido dentro da Rodada de Doha, porém as negociações fracassaram, o que fez com o Brasil voltasse a pedir o processo de arbitragem do valor das sanções à OMC para ser aplicado aos Estados Unidos.

– Se não fizéssemos isso, estaríamos dando sinalização equivocada – disse o chanceler ontem, afirmando que o pedido seria encaminhado a Genebra. Sem citar o valor das sanções a serem aplicadas ao algodão americano, Amorim declarou o processo de abertura do comitê na OMC deve levar 60 dias.

Etanol

Ainda durante conversa com jornalistas no Itamaraty, na tarde de sexta-feira, Amorim avisou que o governo brasileiro estuda abrir processo, também, contra a política de proteção ao etanol americano. Entretanto, Amorim assegurou que o governo brasileiro buscará solucionar o problema dos subsídios do algodão por meio de negociações com o governo americano.

A queda-de-braço entre o Brasil e os Estados Unidos em relação ao apoio financeiro concedido aos produtores de algodão vem desde 2004, quando o governo brasileiro obteve sucesso no Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) da OMC, que suspendeu os subsídios do Estados às exportações de algodão. Mas os Estados Unidos não têm cumprido o acordo totalmente. Em junho, a OMC confirmou que o governo americano não havia suspendido a subvenção ao algodão.

O ministro disse, ainda, que se abriu uma “fresta” de oportunidades para a retomada das negociações da Rodada Doha. Ele informou que tem conversado com ministros de comércio exterior de vários países e assegurou que existe “um desejo de se discutir a inconformidade com a paralisia de Doha”.

Apesar disso, Amorim afirmou que o governo brasileiro continua interessado nas negociações bilaterais com a União Européia no setor agrícola, que segundo ele, talvez tenha sido o setor que impediu o avanço das negociações em Doha.

-A gente não pode saber (o que vai acontecer) sem testar – disse ao ser questionado se o governo brasileiro não temia uma possível derrota, já que as negociações de Doha não avançaram.

Fonte: Jornal do Brasil


Empresas chinesas vão produzir máquinas pesadas no Brasil

Agosto 26, 2008

Grupos que fabricam equipamentos para construção e mineração devem inaugurar fábricas em SP e MG; investimentos podem chegar a US$ 300 milhões.

Grupos chineses que até agora apenas exportavam máquinas para construção e mineração decidiram produzir esses equipamentos no Brasil. Por volta de 20 marcas disputam um mercado que, de janeiro a julho deste ano, negociou 8.195 unidades, crescimento de 54,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com 20 mil funcionários e seis fábricas na China -uma delas na capital do país, em Pequim- e unidades nos Estados Unidos e na Índia, o grupo Sany escolhe um terreno para se estabelecer na região de Campinas (SP). “A compra deve ser fechada ainda neste ano”, disse à Folha de São Paulo Shen Chao, diretor de vendas e marketing. A empresa planeja investir, ao todo, US$ 100 milhões no empreendimento. Mil empregos devem ser criados.

“Em São Paulo está o centro da economia do Brasil. O Estado tem as melhores condições logísticas”, afirmou Shen. Na avaliação da Sany, empresa fundada em 1989, o mercado brasileiro se destaca pela “força em recursos naturais”. A nova fábrica funcionará como plataforma para a América Latina.

Essa também é a intenção da Liu Gong, outra empresa que vende no Brasil escavadeiras e outros equipamentos pesados fabricados na China. O grupo estuda a implantação de uma fábrica em Minas Gerais para os próximos dois a três anos, relata Alberto Orellana, diretor da BH Máquinas, parceira da companhia chinesa.

Fundada há 50 anos, atualmente a Liu Gong conta com cinco fábricas na China e uma na Índia desde o fim do ano passado. No Brasil, a empresa tem intenção de investir até US$ 200 milhões.

Câmbio

A valorização do real -que facilita as compras de outros países- está na raiz do movimento que vem resultando no interesse de grupos chineses investirem em fábricas próprias no Brasil.

No ano passado, as vendas de máquinas importadas para construção e mineração somaram 1.425 unidades, crescimento de 87,8% ante 2006. De janeiro a julho deste ano, foram 1.510, número superior a toda a comercialização de importados em 2007.

Esse movimento é tão intenso que as importações de escavadeiras e tratores de esteira não cresceram apenas da Ásia. As empresas que estabeleceram suas fábricas no Brasil desde o século passado também trazem mais máquinas de suas instalações na Europa e nos EUA para abastecer o mercado.

Essa tendência não pára. Mais fornecedores de outros suprimentos se voltam para o Brasil. Um exemplo é a chinesa Evergreen, que fechou parceria de exclusividade com a brasileira Pethra Trade em 2007. A empresa aproveitou a Equipo Mining, evento realizado na semana passada em Nova Lima (MG), para mostrar seus enormes pneus fora de estrada.

“Temos de vencer dois desafios: a resistência a pneus importados e a fama de baixa qualidade do produto chinês”, diz Carlos Henrique Silva, diretor comercial. Para tentar contornar essas restrições, a empresa oferece o monitoramento a distância do desempenho dos pneus, relata Juliana Souza, responsável pela área de planejamento financeiro.

Reação

A entrada dos chineses na fabricação de máquinas para mineração e construção no Brasil aproveita o momento de expansão. Apenas em minério de ferro, a expectativa é que o país alcance 570 milhões de toneladas em 2012, aumento de 52% em relação aos 375 milhões de toneladas previstos para este ano. “O PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] amplia a demanda por obras de infra-estrutura”, diz Marco Borba, diretor de vendas e marketing da América Latina da New Holland Construction, empresa do grupo Fiat.

Para César Couppê Schmidt, gerente comercial da Liebherr Brasil, “o mercado tem espaço para todos”. Para ele, os chineses vêm ocupando um nicho. “Não apenas a China, mas também a Coréia”, diz Roque Reis, responsável pela área de vendas e marketing do Brasil e da Argentina da Case Construction, também do grupo Fiat.

Para Borba, da New Holland, “cada um vai ter de oferecer vantagens competitivas”. A empresa vai bater na tecla da qualidade de atendimento e da estrutura de pós-venda de sua rede no país. Discurso semelhante têm Reis, da Case, e Schmidt, da Liebherr. O desempenho do setor, no entanto, não é imune a obstáculos. O aumento do preço das commodities minerais traz uma conseqüência adversa -impacto nos custos de fabricação dos equipamentos. “Apenas neste ano, o valor da chapa de aço passou de 20%”, diz Borba, da New Holland.

Fonte: Folha de São Paulo


Acordo para evitar bitributação

Agosto 26, 2008

A Câmara dos Deputados analisa atualmente o Projeto de Decreto Legislativo nº 413/07 que tem como objetivo principal um acordo para a troca de informações tributárias entre o Brasil e os Estados Unidos. Já houve inclusive uma audiência pública no Congresso para a discussão do tema com autoridades, advogados e juristas.

Sem dúvida alguma, a troca de informações entre países traz muitos benefícios inclusive no que diz respeito à criminalidade econômica onde exista o trânsito de recursos internacionalmente.

Entretanto, o relator do referido projeto legislativo classificou o acordo feito pela Receita Federal do Brasil com o Internal Revenue Service norte-americano como inconstitucional, pois segundo ele, acordos deste tipo têm de passar pelo Congresso Nacional e serem posteriormente sancionados pelo presidente da República, conforme estabelece a Constituição Brasileira, não podendo haver para este tipo de assunto transferência da responsabilidade e autoridade da assinatura para o secretário da Receita Federal.

Vale ressaltar que a iniciativa deste acordo partiu dos Estados Unidos, que têm obviamente todo interesse em vir ao Brasil investigar os livros de pessoas e empresas brasileiras com agentes fiscais norte-americanos. Isto obviamente tem de ser muito bem discutido e entendido por todos para evitar que passe a existir disputa e dificuldades, ao invés de colaboração entre os dois países.

Entretanto, alguns comentários que vi na imprensa indicam que os deputados que estão aparentemente a favor da aprovação deste acordo de troca de informações não sabem exatamente do que estão falando, pois um deles disse que é a favor porque o acordo pode contribuir para evitar o crime da tão desconhecida quanto falada lavagem de dinheiro como também a bitributação.

Ora, este acordo agora em análise não tem nada a ver com a bitributação, tratando-se tão somente de uma autorização para que autoridades fiscais de outros países possam vir ao Brasil e estender os seus tentáculos de investigação também fora da sua jurisdição.

Há mais de 30 anos o Brasil e os EUA discutem a assinatura de um acordo para evitar a bitributação, mas até hoje não houve avanços importantes. Como existe agora um grande interesse dos EUA neste acordo de troca de informações, acho que seria a hora de o Brasil através dos negociadores colocar como condição de que este acordo só seria assinado dentro do contexto geral de um acordo para evitar a bitributação entre os dois países, se não, não se teria a troca de informações. Sou favorável à assinatura de acordo entre os dois países por várias razões técnicas.
Fonte: Jornal do Brasil