Ministério atribui déficit comercial a problemas na programação de embarques

Agosto 25, 2008

Brasília – A balança comercial brasileira registrou, na semana passada, exportações de US$ 3,731 bilhões contra importações equivalentes a US$ 4,571 bilhões. O saldo foi negativo em US$ 840 milhões entre os dias 18 e 24 deste mês, mas, no acumulado do mês, é positivo em US$ 1,279 bilhão e sobe para US$ 15,932 bilhões no ano.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações na quarta semana de agosto diminuíram 26,7% em relação à semana anterior em função da programação de embarques. A informação foi publicada no endereço www.mdic.gov.br e não fornece maiores detalhes, dizendo apenas que houve retração de 39,8% no embarque de produtos básicos, 16,8% de produtos manufaturados e de 14,6% dos produtos semimanufaturados.

Por produtos, as exportações mais afetadas foram as de petróleo em bruto, soja em grão, fumo em folha, café em grão, minérios de ferro, cobre e manganês. Houve atrasos também nos embarques de gasolina, óleos combustíveis, automóveis, autopeças, tratores, laminados planos, calçados, celulose, açúcar, ferro-ligas, alumínio em bruto, couros e peles.

Nos 16 dias úteis de agosto, as exportações somaram US$ 14,924 bilhões, o que dá um aumento de 42,1% em termos de média diária comparada ao mesmo mês do ano passado, com destaque para as vendas de petróleo em bruto, minério de ferro, farelo de soja e carnes suína, bovina e de frango.

Embora em menor valor, as importações somaram US$ 13,645 bilhões no mês, com expansão de 69,7% na comparação das médias diárias de agosto deste ano e de 2007. A evolução decorre principalmente das compras de adubos e fertilizantes para o plantio da próxima safra agrícola, combustíveis, lubrificantes, aeronaves e peças, bem como equipamentos mecânicos e farmacêuticos

Fonte: Agência Brasil


Departamento de Operações de Comércio Exterior tem novo diretor

Agosto 25, 2008

 Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex) da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) tem novo diretor. O Diário Oficial da União divulgou sexta-feira passada (22/8) a nomeação de Luiz Fernando Antônio para exercer o cargo.

Antônio deixa a diretoria do Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC) da Secretaria de Comércio e Serviços do MDIC. O novo diretor do DNRC, também nomeado sexta-feira passada (22/8), é Jaime Herzog, que ocupava o cargo de assessor especial da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Fonte: MDIC


Balança registra exportações de US$ 3,7 bilhões na quarta semana de agosto

Agosto 25, 2008

A balança comercial brasileira registrou, na quarta semana de agosto (entre os dias 18 e 24), exportações de US$ 3,731 bilhões (média diária de US$ 746,2 milhões) e importações de US$ 4,571 bilhões (média diária de 914,2 milhões), o que resultou num déficit comercial (diferença entre o valor importado e o exportado) de US$ 840 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações com as importações) apresentada no período totalizou US$ 8,302 bilhões.

Mês

Até o dia 24 de agosto, em 16 dias úteis, as exportações brasileiras somaram US$ 14,924 bilhões, com média diária de US$ 932,8 milhões. Esse valor é 42,1% maior que a média diária registrada em todo o mês de agosto do ano passado (US$ 656,5 milhões) e 4,9% melhor que o desempenho médio diário apresentado no mês de julho último (US$ 889,3 milhões). As exportações nos meses de agosto de 2007 e de julho de 2008 totalizaram US$ 15,100 bilhões e US$ 20,453 bilhões respectivamente.

As importações brasileiras no mês, até o dia 24 de agosto, foram de US$ 13,645 bilhões, com uma média diária de US$ 852,8 milhões. Nas quatro semanas de agosto, o desempenho das importações ficou 69,7% acima do apresentado como média diária em todo o mês de agosto de 2007 (US$ 502,5 milhões) e 14,4% superior à média registrada no mês de julho passado (US$ 745,6 milhões). As compras brasileiras no mercado internacional somaram US$ 11,558 bilhões em agosto de 2007 e US$ 17,149 bilhões em julho de 2008.

Nas quatro semanas de agosto, o saldo comercial ficou superavitário em US$ 1,279 bilhões, o que representou um desempenho médio diário de US$ 79,9 milhões. Por esse critério, ao se comparar com o saldo apresentado em todo mês de agosto de 2007 (média diária de US$ 154 milhões), observou-se uma queda de 48,1%. Ao se fazer a mesma comparação com o desempenho em julho de 2008 (média diária de US$ 143,7 milhões), a retração registrada foi de 44,4%.

Ano

No ano, até a quarta semana de agosto, a balança comercial registrou saldo comercial de US$ 15,932 bilhões (média diária de US$ 98,3 milhões). Pelo critério da média diária, o superávit comercial ficou 38,7% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (US$ 160,5 milhões). De janeiro à quarta semana de agosto de 2007, o superávit registrado era de US$ 26,321 bilhões.

As exportações acumulam US$ 126,022 bilhões, com média diária de US$ 777,9 milhões, um incremento de 28,9% sobre o desempenho médio diário apresentado no mesmo período de 2007 (US$ 603,4 milhões).

Na mesma comparação, observou-se um crescimento de 53,4% nas importações brasileiras que saíram de uma média diária de US$ 442,9 milhões de janeiro até a quarta semana de agosto do ano passado para US$ 679,6 milhões em 2008. No período, as importações somaram em 2007 US$ 72,630 bilhões e, em 2008, US$ 110,090 bilhões.

Às 15h, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgará no site www.desenvolvimento.gov.br mais informações sobre as operações de exportação e importação brasileiras na quarta semana de agosto

Fonte: MDIC


Argentina admira Brasil, mas não o Mercosul

Agosto 25, 2008

Pesquisa encomendada pelo governo Lula revela visão positiva de vizinhos a respeito da economia e “organização” do país
Argentinos vêem bloco do Cone Sul com desconfiança; para 62% deles, brasileiros lucrarão mais com aliança; na cultura, música é o elo
Se o assunto é futebol, argentinos e brasileiros comportam-se como inimigos irreconciliáveis. Mas quando o tema é a relação formal entre os dois países, os vizinhos ao sul do rio da Prata têm uma visão muito mais positiva e generosa.
Para 62% dos argentinos, a relação entre Brasil e Argentina deve ser a de “sócios” (33%), “amigos” (19%) ou de “irmãos” (10%). Esses são alguns dos percentuais da uma pesquisa realizada pela consultoria Graciela Römer & Associados.
O governo brasileiro contratou o levantamento, que ficou pronto em maio, mas permanecia inédito para o público até agora. Foram ouvidas 848 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Para quem se fia apenas nos estereótipos de antipatia mútua, a pesquisa é uma grande surpresa. A visão dos argentinos é amplamente favorável ao Brasil, talvez pelo fato de as economias dos dois países estarem hoje em situações opostas.
Para 59% dos argentinos, a economia brasileira está bem ou muito bem. Há dez anos, só 15% responderam dessa forma.
Hoje os argentinos também parecem muito mais bem informados sobre o outro lado da fronteira. Em 1998, quando indagados sobre economia brasileira, 38% não sabiam opinar. Hoje, são só 14%.
A Espanha aparece como o país preferencial para o estreitamento de relações (29%), mas o Brasil vem logo atrás (24%), bem à frente dos EUA (12%). O interesse pela cultura brasileira é preponderante quando o assunto é música (37%). Telenovelas vêm em segundo lugar, com 10%. Já a literatura do Brasil interessa só a 6% dos argentinos.
Bagunça
A pesquisa teve grupos de análise qualitativa, com entrevistas. Os brasileiros são descritos como estando no meio do caminho entre os chilenos (”que respeitam muito a lei”) e os argentinos (”desorganizados” e “que pensam em si próprios”). Outra conclusão: o Brasil é um país organizado, embora não seja necessariamente uma sociedade organizada. Os chilenos o são nos dois sentidos. Os argentinos, em “nenhum deles”.
O levantamento captou a histórica percepção de que existem “dois Brasis”, um desenvolvido e rico e outro atrasado e pobre. Não por acaso, os maiores problemas apontados pelos argentinos são a pobreza (45%) e a violência (23%).
Há dez anos, as mesmas respostas encabeçavam a lista, mas a pobreza era apontada por 64% dos entrevistados. A violência ficou no mesmo patamar. E surgiu outro vilão, o narcotráfico, antes ignorado como problema do Brasil pelos vizinhos e agora citado por 18%.
A pesquisa desmonta um senso comum no Brasil: a idéia de que brasileiros na Argentina entendem mais espanhol do que os argentinos compreendem português. Segundo o levantamento, a percepção dos vizinhos é o oposto.
Eis uma frase captada em um grupo de discussão e usada no relatório para sintetizar o sentimento argentino: “Eu estava pensando no nacionalismo dos brasileiros. Quando eles vêm, nós nos esforçamos para aprender sua língua. Quando vamos lá, eles não fazem isso”.
Essa percepção foi interpretada na pesquisa como sendo uma atitude de certa arrogância por parte dos brasileiros e “um sinal de que a Argentina é irrelevante para o Brasil”.
No campo lingüístico, 90% dos argentinos acreditam que o idioma mais relevante para ser aprendido é o inglês. Só 5% citam o português.
O levantamento foi concluído antes do fracasso da Rodada Doha, cujo objetivo era liberalizar o comércio no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). No final das negociações, a delegação brasileira abandonou uma posição de solidariedade total com alguns países, incluindo a Argentina, para apoiar uma saída negociada com nações ricas.
Mesmo sem captar a má reação argentina ao desfecho da Rodada Doha -a mídia portenha classificou o Brasil como traidor-, a pesquisa aponta uma desconfiança crescente dos vizinhos em relação aos benefícios do Mercosul.
Há dez anos, 40% dos argentinos acreditavam que o maior beneficiário do pacto dos países do Cone Sul seria o Brasil. Hoje, o percentual subiu ainda mais para expressivos 62%. Só 4,5% acreditam que a Argentina será a que mais vai lucrar com a aliança.
Fonte: Folha de São Paulo


Ministério espera que Chile retome importação este ano

Agosto 25, 2008

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, afirmou, na sexta-feira, esperar que o Chile volte a importar carne bovina in natura brasileira a partir de meados de novembro deste ano. Em outubro de 2005, o país impôs um embargo ao produto após casos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná. Atualmente, o país só compra carne in natura do Rio Grande do Sul. Santa Catarina também está aberta ao mercado chileno, mas não tem oferta de carne bovina.

Após encontro com o diretor-geral de Relações Econômicas Internacionais do Chile, embaixador Carlos Furche, na sexta, no qual o tema foi tratado, Kroetz estava otimista. O secretário afirmou que em outubro, o Chile deverá enviar missão ao Brasil para inspecionar os serviços veterinários e frigoríficos de Estados que exportavam para o país, mas deixaram de fazê-lo depois da aftosa, no fim de 2005. Ele mencionou Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Os quatro Estados estão entre os 10 (os outros são Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins), além do Distrito Federal, que foram reconhecidos como livre de aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em maio último. Desde outubro de 2005, esses Estados estavam com status sanitário suspenso. No fim de julho, o Mato Grosso do Sul também recuperou a condição de livre de aftosa com vacinação perante a OIE.

Kroetz informou que, em julho passado, quando esteve com representantes do Serviço Agrícola e Pecuário do Chile (SAG) em Santiago, o Brasil solicitou que outros Estados fossem habilitados a exportar carne in natura ao mercado chileno. Segundo ele, o Brasil enviou os documentos pedidos pelo governo chileno, e agora o país tem até a meados de setembro para avaliar os papéis.

Outra decisão chilena deve permitir a retomada das importações. O país flexibilizou as exigências em relação à rastreabilidade do gado bovino destinado ao abate para exportação, conforme Kroetz. Antes, o animal tinha que ser nascido e criado na zona habilitada. Agora, basta a comprovação de que esteve nos últimos 90 dias (antes do abate) na zona habilitada.

Antes do embargo, o Chile era um mercado importante para a carne bovina brasileira e chegou a importar quase US$ 200 milhões em 2004 (104 mil toneladas).

Sobre a lista de fazendas credenciadas a fornecer gado para abate e exportação à União Européia, que hoje tem 159 propriedades, Kroetz disse que o número deve crescer para 200 até o fim deste mês. (AAR)
Fonte: Valor Econômico


EUA ameaçam tirar Rússia do G8 e bloquear país na OMC

Agosto 25, 2008

Por conta do conflito no Cáucaso, secretário de Comércio diz que Rússia se encaminha para situação difícil .
BERLIM – O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez, ameaçou excluir a Rússia do G8 (grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia) em virtude do conflito no Cáucaso.Em entrevista à a próxima edição da revista alemã “Der Spiegel”, que começa a circular na segunda-feira, Gutierrez também demonstra a intenção de bloquear a esperada entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Até agora, os Estados Unidos foram os advogados da Rússia quando o assunto era integrar esse país na comunidade mundial. Apoiamos sua entrada no G e realizamos seu desejo de ingressar na OMC”, disse Gutierrez à publicação.

Em seguida, o secretário de Comércio adverte que “agora tudo isso está em jogo” e que, nesta situação de crise, o Ocidente não pode começar a retirar opções da mesa. Na opinião de Gutierrez, a Rússia se encaminha para uma situação muito difícil.

Por outro lado, o funcionário do Governo americano anunciou que, após o fracasso da última rodada de negociações da OMC, seu país optará por seguir uma política comercial independente.

“Os EUA atualmente contam com acordos comerciais diretos com 101 Estados. Acho que devemos seguir por este caminho de maneira agressiva. A via dos acordos comerciais bilaterais entre duas nações demonstrou ser bem-sucedida”, acrescentou o secretário de Comércio.
Fonte: O Estado de São Paulo