Saldo negativo em transações correntes de janeiro a julho é o maior desde 1947

Agosto 21, 2008

Brasília – O saldo negativo em transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) de janeiro a julho deste ano de US$ 19,512 bilhões é o mais elevado da série histórica do Banco Central, iniciada em 1947. Em 12 meses, o resultado negativo de US$ 19,9494 bilhões, é o maior desde março de 2002.

Em julho, o saldo negativo de US$ 2,111 bilhões, é o maior para este mês desde 1997 (US$ 3,073 bilhões em julho).

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o motivo para esse resultado em julho é o aumento das remessas de lucros e dividendos de empresas filiais para as matrizes no exterior, elevação do pagamento de juros, característico do mês de julho, e aumento do déficit na conta de viagens internacionais.

Para Lopes, a expectativa é de desaceleração no déficit em conta corrente. A previsão é que em agosto o resultado negativo caia para US$ 1 bilhão. “Se esse resultado se concretizar, teremos desaceleração de pagamento líquido relativos a serviços, lucros e dividendos e o comportamento bom da balança comercial”, afirmou.

O chefe do Departamento Econômico do BC também ressaltou que o déficit em conta corrente será financiado pelo investimento estrangeiro direto (IED), caracterizado pelo interesse duradouro do investidor no empreendimento. Em julho, o valor chegou a US$ 3,240 bilhões. No mês de agosto, até hoje, o IED chegou a US$ 4,5 bilhões, por influência de uma operação do setor de mineração. A expectativa do BC é fechar o mês em US$ 5,2 bilhões e o ano em US$ 35 bilhões.

Os setores que mais receberam investimento estrangeiro direto, no ano, foram o metalúrgico (17,2%), serviços financeiros (14,8%) e extração de minerais (8,7%). Lopes destacou também os setores de atividades imobiliárias e construção de edifícios que indicam crescimento da participação de IED, apesar de não serão os que mais recebem esse tipo de investimento. Essses segmentos responderam por 4,6% e 4,2% do IED, respectivamente.

Fonte: Agência Brasil


Ex-presidente da CVM defende internacionalização de empresas brasileiras

Agosto 21, 2008

Rio de Janeiro – O ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e atual conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais Roberto Teixeira da Costa afirmou hoje (21) que o processo de internacionalização das empresas brasileiras é irreversível e constitui uma exigência da globalização.

“Nos últimos dez anos, essa talvez tenha sido uma das modificações mais marcantes no contexto empresarial brasileiro”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil, depois de participar do 20º Congresso da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), no Rio de Janeiro.

Segundo Costa, a globalização obrigou algumas empresas brasileiras de grande porte a olhar não apenas o mercado local, mas também o internacional. “Quando o mercado se globaliza, surge um fator novo, que é a produção em escala, e mesmo um produtor eficiente tem que aumentar substancialmente sua escala para ser competitivo.” 

Costa disse que a empresa que busca o exterior tem de apresentar vantagens comparativas e competitivas e passar por um processo cultural de adaptação e ajustamento aos países onde vai operar. A entrada no mercado externo, explicou, pode ocorrer de várias formas, como abertura de uma filial no exterior, compra de uma empresa ou estabelecimento de parcerias.

Ele apontou o fator cambial como um dos motivos que despertaram o interesse de algumas companhias pelo mercado externo. “Elas [empresas] poderiam fazer investimentos com taxa de conversão bastante favorável para investimentos no exterior. O real está bem valorizado, o que estimulou a participação das empresas no exterior.”

De acordo com Costa, que foi o primeiro presidente da CVM, há ganhos também no processo de governança corporativa, porque a empresa aprende técnicas de operação no exterior e se familiariza com o cenário externo. Tudo isso, disse ele, levou o empresariado brasileiro a mudar de atitude.

Ele rebateu críticas ao processo de internacionalização das empresas brasileiras, afirmando que o fato de investirem no exterior não exclui o investimento no Brasil. “Isso é um falso dilema.” Sobre a perda de postos de trabalho com a internacionalização, Costa admitiu que isso pode ocorrer no início do processo, mas ressaltou que mais tarde haverá benefícios e o país sairá ganhando. “Isso vai gerar divisas para o país.”

Fonte: Agência Brasil


Transações do país com o exterior têm resultado negativo de US$ 2,1 bilhões em julho

Agosto 21, 2008

Brasília – O saldo das transações correntes do Brasil (todas as operações do país com o exterior) ficou negativo em US$ 2,111 bilhões em julho, acumulando déficit de US$ 19,512 bilhões no ano. A projeção do Banco Central (BC) para o ano é US$ 21 bilhões.

No mês passado, o saldo das transações correntes havia apresentado déficit de US$ 2,596 bilhões, o mais elevado desde junho de 1999 (US$ 2,926 bilhões). De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, um dos motivos do resultado foi o aumento das remessas de lucros e dividendos do Brasil para o exterior, principalmente dos setores financeiro e automotivo.

Em julho do ano passado, o resultado das transações correntes também foi negativo, mas bem menor (US$ 719 milhões). No mesmo período acumulado do ano passado, o resultado foi positivo em US$ 1,695 bilhões. As informações são da Nota do Setor Externo, divulgada hoje (21) pelo BC.
A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (exportações menos importações), transferências unilaterais correntes (recursos enviados por brasileiros residentes no exterior) e por serviços e rendas (como lucros e dividendos e viagens internacionais).

A balança comercial (exportações menos importações) registrou superávit de US$ 3,303 bilhões no mês passado e acumulou US$ 14,652 bilhões nos sete meses do ano. No ano passado, o resultado no mesmo período foi maior: US$ 3,344 bilhões em julho e US$ 23,921 bilhões em sete meses.

A conta de rendas e serviços (remessas de lucros, dividendos e juros ao exterior e gastos com viagens internacionais) fechou o mês com resultado negativo de US$ 5,785 bilhões e nos sete meses em US$ 36,388 bilhões. No ano passado esses valores eram, respectivamente, US$ 4,456 bilhões e US$ 24,563 bilhões de saldo negativo.

O saldo das remessas de lucros e dividendos somou US$ 3,138 bilhões, em junho, ante os US$ 2,103 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, essas remessas chegaram a US$ 22,131 bilhões, contra US$ 11,910 bilhões de janeiro a junho de 2007.

A conta de viagens internacionais também está negativa em julho em US$ 838 milhões e no acumulado do ano em US$ 3,474 bilhões. No mesmo período do ano passado, os resultados negativos foram respectivamente em US$ 415 bilhões e em US$ 1,475 bilhão.

As receitas menos despesas com juros gerou resultado negativo de US$ 1,288 bilhão, no mês passado, e em US$ 4,645 bilhões, no acumulado do ano, contra US$ 1,130 bilhão e US$ 5,644 bilhões do mesmo período de 2007.

O saldo positivo das transferências unilaterais chegou a US$ 372 milhões e acumulou US$ 2,224 bilhões, em julho, contra US$ 394 milhões e US$ 2,337 bilhões nos mesmos períodos do ano passado.

Fonte: Agência Brasil


Fortalecimento para importar

Agosto 21, 2008

As informações de que a China estuda lançar um pacote de estímulo econômico sugerem a tentativa de o país buscar uma transição do modelo exportador para o importador. A análise é do consultor e sócio-diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud. Para dele, a China estaria visando fortalecer a economia para depois conceder isenção tributária a produtos agrícolas de outros países que entram no mercado chinês. A idéia é preparar o mercado chinês, talhado para exportar, a conviver com a concorrência dos importados. Isso beneficiaria o Brasil, pois, aliado ao processo de valorização da moeda chinesa, ficaria mais barato vender um produto brasileiro para
Fonte: O EStado de São Paulo


Tarifas antidumping quadruplicam no Brasil em um ano

Agosto 21, 2008

O governo brasileiro quadruplicou o uso de tarifas antidumping, em sua maioria para produtos chineses e indianos, num momento em que a indústria nacional se debate com o crescimento das importações alimentadas pela valorização do real.

Nos 12 meses até julho, o Brasil impôs taxas antidumping em 20 casos, frente a apenas 5 durante o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O Brasil é um dos mercados consumidores em maior expansão do mundo e um dos maiores para automóveis e televisores. Mas com o real se valorizando mais de 30% nos últimos dois anos e mais de 100% desde 2002, a competitividade de algumas indústrias domésticas tem sido abalada.

“Com a atual valorização do câmbio, as empresas estão desesperadas, olhando todos os meios para tentar frear as importações”, disse Mario Marconini, diretor de negociações internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, afirmou em entrevista neste mês que os empresários brasileiros estão ficando mais informados sobre as regulamentações do comércio internacional.

Sob as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), um país pode aplicar as tarifas antidumping quando provar que os bens importados são vendidos abaixo dos preços de mercado e causam danos à indústria doméstica.

O governo impôs taxas de importações para prendedores de cabelo, brocas de furadeiras e uma taxa de US$ 3,56 em cada cadeado importado da China. Desde março deste ano, e nos próximos cinco anos, as importações de tintas industriais da Alemanha carregam um imposto de US$ 502 por tonelada.

A maioria das salvaguardas são contra a importações de manufaturados de baixo custo produzidos na Índia e na China, aliados brasileiros nas negociações da Rodada de Doha. A rodada fracassou no mês passado em meio a divergências envolvendo uma proposta de salvaguarda para proteger produtores agrícolas em países pobres.

O governo brasileiro também tem visado países latino-americanos e impôs tarifas sobre cimento vindo do México e Venezuela, assim como minério vindo da Argentina.

A tendência de mais salvaguardas parece pronta para se manter. O ministério recebeu 52 pedidos de tarifas antidumping para produtos industriais no último ano, frente aos 17 pedidos recebidos nos 12 meses terminados em julho de 2007.

O Brasil também se tornou mais ativo em levar disputas comerciais à OMC e ganhou importantes casos, incluindo um contra o subsídios ao algodão nos Estados Unidos.

“O Brasil está longe dos EUA, da União Européia, Austrália – que são especialistas nesse assunto – mas o empresariado está ficando mais consciente”, disse Marconini.

Fonte: Uol


Alemanha vai proteger suas empresas contra aquisição externa

Agosto 21, 2008

O gabinete da premiê da Alemanha, Angela Merkel, aprovou um projeto de lei destinado a proteger empresas alemãs de tentativas de aquisição por parte de estrangeiros indesejados. Os limites fixados para os investimentos refletem a preocupação do governo alemão com a crescente solidez dos fundos soberanos.

A Alemanha disse no ano passado que seguiria o exemplo dos EUA e da França ao afastar investimentos que ameaçassem a segurança de setores-chave, como o de telecomunicações e o portuário.

Os fundos soberanos controlados por países como Rússia e China administram US$ 3,85 trilhões em ativos, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa carteira deverá alcançar US$ 15 trilhões até 2015, diz a instituição.

O mecanismo para evitar que setores estratégicos sejam controlados por esse tipo de investidor fará com que qualquer companhia alemã tenha de obter licença para vender mais de 25% de suas ações a um investidor não-europeu.

“A maior parte dos investimentos estrangeiros não será afetada pelo projeto de lei”, disse o ministro da Economia do país, Michael Glos. “A Alemanha é e continua sendo aberta aos investimentos externos.” Glos disse que a lei, que reforma uma legislação anterior, não fará nada mais do que dar à Alemanha um instrumento que os EUA, o Reino Unido e a França já têm há muito tempo.

Ele prometeu que a proibição de investimentos externos será “extremamente rara” e que nenhum negócio em curso atualmente necessitará, em sua opinião, de ser analisado pela comissão que o governo montará para aplicar a lei.

O endosso do gabinete foi um marco significativo para o projeto de lei, que agora segue para o Parlamento para a aprovação final.

A decisão põe um fim a quase um ano de trabalho para a confecção do texto, já que os juristas tiveram de se desdobrar para não contrariar a legislação da União Européia que determina a livre movimentação de capital.

Mesmo assim, a federação das indústria da Alemanha advertiu que o projeto ainda abre uma brecha na lei da UE e corre o risco de ser derrubada pela Corte Européia de Justiça. A federação disse que essa opinião consta de um parecer do escritório de advocacia Freshfields, Bruckhaus, Deringer.

Para Werner Schnappauf, diretor-gerente da federação das indústrias, a lei também “manda sinais políticos negativos sobre o ambiente de investimentos da Alemanha”. Ele acha que a legislação pode servir para espantar parte dos investidores estrangeiros que já colocaram ? 439 bilhões (US$ 644 bilhões) no país e que empregam 2 milhões de pessoas.

A federação argumenta que a definição da lei quanto a segurança nacional é muito ampla e diz que a legislação da UE garante a livre movimentação de capitais tanto para os investidores europeus quanto para os não-europeus.

Autoridades envolvidas com o projeto de lei disseram ao “FT” que o governo trabalhou bem de perto com a Comissão Européia.

Uma modificação possível antes da aprovação final do projeto pode ser a separação do processo de veto em dois estágios – a definição da relevância estratégica da companhia a ser vendida e a avaliação das intenções do comprador.

De qualquer modo, os defensores da lei já querem que ela seja empregada. Funcionários da Hapag-Lloyd, divisão de transporte marítimo da operadora de viagens alemã TUI, conclamaram o governo a barrar uma potencial venda da empresa à Neptune Orient Lines, majoritariamente controlada pelo fundo Temasek Holdings, do governo de Cingapura
Fonte: Valor Econômico


Governo pode rever meta de exportação

Agosto 21, 2008

Objetivo atual é vender ao exterior US$ 190 bi em 2008; no início do ano, expectativa era de US$ 180 bi.

O governo poderá fazer uma segunda revisão da meta de receita com as exportações este ano, admitiu ontem o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Em julho, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) já havia aumentado a estimativa dos iniciais US$ 180 bilhões para US$ 190 bilhões. “Se for necessário, nós vamos fazer uma nova revisão”, afirmou Barral.

Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o total deverá ficar em US$ 196,7 bilhões. No ano passado, quando as vendas externas acumularam US$ 160,6 bilhões, o governo fez duas revisões da meta para as vendas externas.

A avaliação de Barral foi feita em evento sobre comércio exterior com a China, realizado na tarde de ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

De acordo com ele, o crescimento da receita das exportações está sendo verificado principalmente por causa da alta internacional dos preços de commodities como o petróleo, soja e aço. Mas ele também aponta outros fatores.

“Maio até setembro são meses em que naturalmente há um aumento de exportações. São meses de safra e de plena atividade da indústria nacional. Então, é natural que haja um resultado maior nesses meses”, afirmou o secretário.

No período de 12 meses até a terceira semana de agosto, a receita das exportações brasileiras acumula um total de US$ 190,4 bilhões. No ano, o resultado está em US$ 122,2 bilhões, informou ontem o MDIC.

Barral considerou “razoável” a estimativa do mercado de que o saldo da balança comercial deva ficar em torno de US$ 25 bilhões este ano, sendo que no ano passado esse resultado foi de cerca de US$ 40 bilhões. A AEB estima um saldo de US$ 23,1 bilhões.

MÁQUINAS

Durante o evento sobre comércio exterior, foi divulgado que será elaborada uma cartilha específica para o setor de máquinas e motores. Esses produtos têm grande demanda no mercado chinês.

O objetivo é mostrar às empresas brasileiras que pretendem exportar esses tipos de produtos as melhores oportunidades na China e as barreiras que poderão ser encontradas por lá.

BALANÇO

US$ 190,4 bi

é quanto o Brasil obteve em receitas de exportação nos últimos 12 meses

US$ 190 bi

é a estimativa de receitas de exportação neste ano.

Fonte: O Estado de São Paulo


País volta a registrar fluxo de dólares

Agosto 21, 2008

BRASÍLIA. Mesmo com toda a turbulência nos mercados nas últimas semanas, o país voltou a atrair mais capital estrangeiro depois de passar junho e julho com perdas. De acordo com o Banco Central (BC), o fluxo cambial, que é a entrada e saída de moeda estrangeira do país, entrou agosto registrando superávit de US$3,749 bilhões até o dia 15, muito diferente do saldo negativo de US$2,494 bilhões de julho. Com o resultado, no ano, o fluxo está positivo em US$16,198 bilhões.

Segundo especialistas, os juros em elevação e o fim do período de fortes remessas de lucros e dividendos essencialmente explicam o novo cenário, Com isso, existe a expectativa de que o câmbio não se valorize muito, mantendo-se mais próximo de R$1,60. Ontem, a moeda americana fechou a R$1,62, com baixa de 0,43%.

- Ainda teremos mais três reuniões de Copom (até o fim do ano) e mais altas na Selic. O investidor internacional gosta disso – avalia o diretor de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, referindo-se ao Comitê de Política Monetária do BC, que define a taxa básica de juros do país.

Hoje, a Selic está em 13% ao ano, mas, no mercado, existe a expectativa de que ela suba para até cerca de 15% no início de 2009, reforçando ainda mais o título de maior taxa do mundo. Como a remuneração dos títulos emitidos no país é baseada na Selic, o investidor de fora vê boas oportunidades de ganho e acaba trazendo mais dólares ao mercado brasileiro.

Em agosto, o melhor resultado do fluxo cambial veio tanto da conta financeira – por onde transitam os recursos de aplicações em ações e títulos no país, remessas de lucros e dividendos e investimentos estrangeiros diretos – quanto da comercial.

A conta comercial, que no mês passado foi influenciada pelas fortes importações, voltou a dar mais fôlego ao fluxo total. Em agosto, o saldo estava positivo em US$3,888 bilhões, cerca de US$1,2 bilhão mais do que o registrado em julho todo (US$2,637 bilhões).
Fonte: O Globo