Fluxo cambial volta a ser positivo em agosto

Agosto 20, 2008

Brasília – O saldo de entrada e saída de dólares do Brasil voltou a ficar positivo no mês de agosto. Segundo o Banco Central, até o dia 15, o resultado chegou a US$ 3,749 bilhões. Em julho, o saldo foi negativo, ou seja, foram registradas mais saídas do que entradas de dólares no país (US$ 2,394 bilhões – o maior déficit do ano). Em junho, também houve déficit, de US$ 877 milhões.

No acumulado do ano, o saldo também é positivo, em US$ 16,189 bilhões, mas é 76,38% menor do que o apurado no mesmo período de 2007 (US$ 68,546 bilhões).

O resultado de janeiro até 16 de agosto, foi influenciado pelo superávit comercial de US$ 36,076 bilhões, com exportações de US$ 122,704 bilhões e importações de US$ 86,628 bilhões.

Nas operações financeiras (aplicações financeiras e investimentos diretos, entre outros), o saldo ficou negativo em US$ 19,887 bilhões, com compras de US$ 286,784 bilhões e vendas de US$ 306,670 bilhões.

Nos 11 dias úteis deste mês, o saldo negativo da conta financeira ficou em US$ 140 milhões, com compras de US$ 26,020 bilhões e vendas de US$ 26,159 bilhões. O saldo comercial positivo foi de US$ 3,888 bilhões, com exportações de US$ 9,336 bilhões e importações de US$ 5,447 bilhões.

Fonte: Agência Brasil


Crise mundial afetou economia latino-americana, diz especialista da FGV

Agosto 20, 2008

Rio de Janeiro – A combinação entre a alta do preço dos alimentos, do petróleo e a crise dos Estados Unidos fizeram com que a tendência de desaceleração na economia dos países da América Latina se acentuasse. Essa é a avaliação da economista da Fundação Getulio Vargas, Lia Valls.

O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina divulgado hoje (20) pela FGV e pelo Instituto alemão Ifo continua em queda. No levantamento referente a julho, o ICE ficou em 4,6 pontos contra 4,9 da medição anterior. Um resultado abaixo de 5 pontos indica expectativas ruins.

“Não houve nada claramente que mostrasse uma mudança no cenário internacional”, afirmou a economista Lia Valls. “O que levou essa mudança foram a questão do preço dos alimentos, a crise dos Estados Unidos – que faz pensar num desaquecimento da demanda de exportação – e a questão da liquidez”.

“Nessa última sondagem, a tendência de contratação da economia se acentua ainda mais. Ou seja, há uma percepção de piora da situação atual em relação à situação de abril e uma piora também nas expectativas”, acrescentou.

Segundo Lia Valls, ainda não é possível fazer previsões para o próximo levantamento, em outubro. Mas ela avalia que, como as economias da região não estão mais tão dependentes do capital externo, existe a possibilidade da retomada do crescimento.

“Estamos em um momento de interrogação. Se aquela expectativa dos Estados Unidos, de uma ligeira melhora, se confirmar, talvez, exista uma possibilidade de recuperação, mas certamente não para 2008, mas para meados de 2009”.

Fonte: Agência Brasil


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Agosto 20, 2008

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Representantes da indústria discutem novo registro exigido pela União Européia

Agosto 20, 2008

São Paulo – O Regulamento para Registro, Avaliação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos (Reach, na sigla em inglês) foi apresentado ontem (19) a representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

Em reunião na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os empresários foram orientados sobre a necessidade de conhecer e implantar em seus empreendimentos o Reach, que estabelece a legislação para substâncias químicas da União Européia.

Com a exigência, todas as empresas exportadoras de produtos que contêm as substâncias determinadas pela lei terão de registrar cada item para que possam exportá-los. O Reach entrou em vigor em junho do ano passado, e as empresas têm prazo até 10 de dezembro para registrar os itens. Os produtos sem tal registro terão as portas fechadas pela União Européia. A exigência atinge exportações a partir de uma tonelada ao ano, mas pode abranger quantidades menores.

Segundo a coordenadora da Comissão de Regulamentação e Gestão de Produtos da Abiquim, Nícia Mourão, pode haver uma diminuição das exportações se as empresas não tiverem consciência de que existe o Reach e não se registrarem. “Algumas poderão achar que vão pagar para ir à União Européia. Outras poderão pensar que o custo é muito alto e direcionar seus produtos para outros mercados.” Entretanto, o questionamento maior é onde encontrar mercados tão bons quanto os europeus, que são os maiores compradores de substâncias químicas do mundo e pagam muito bem, ressaltou Nícia.

De acordo com ela, o custo de obtenção do registro é alto, mas as empresas poderão formar grupos e compartilhá-lo. “Quem exporta em menor quantidade terá uma incidência de valor menor do que quem exporta em maior quantidade.” Os cálculos indicam que, para obter os estudos e dados completos para elaborar o registro, o custo ficará em torno de 2,8 milhões de euros.

O presidente do Ibram, Paulo Camillo Penna, destacou a preocupação do setor da mineração em se adequar ao registro para continuar exportando para a Europa e também para ampliar seu mercado. “Queremos ocupar a fatia de mercado europeu que ainda não ocupamos”. Penna observou que, além dos custos altos para obtenção do registro, existem despesas com a contratação de pessoas capacitadas para dar andamento ao processo. “Isso deve onerar significativamente a exportação desses produtos para a Europa”.

Para a gerente de Meio Ambiente da CNI, Grace Dalla Pria Pereira, o maior impacto está na competitividade das indústrias brasileiras, porque, além de acarretar impacto na competitividade do Brasil, aumenta o custo do investimento no país. “Isso, possivelmente, vai afastar investidores e dificultar a permanência e a continuidade de investimentos já localizados no território nacional.”

Grace disse que a quantidade de regras e formulários que terão de ser preenchidos para a venda de alguns tipos de produtos na União Européia tornará a operação bastante complexa. “As pequenas indústrias tendem a sofrer mais com as novas regras, porque, se as grandes podem computar o preço que vai se abater sobre elas no preço dos produtos para se adaptar a essas regras, as pequenas e médias vão ter isso como um custo a mais, e isso pode tirar muitas empresas do mercado.”

Fonte: Agência Brasil


Infra-estrutura é o maior entrave para exportações

Agosto 20, 2008

A competitividade das operações de comércio exterior no Brasil depende mais da eliminação dos gargalos da infra-estrutura do que de qualquer novo acordo internacional. Essa escolha foi referendada por duas pesquisas de instituições de reconhecida autoridade. Tanto o Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento, da Fundação Getulio Vargas (FGV), como estudo específico da Confederação Nacional da Indústria (CNI) convergiram para o mesmo ponto: para melhorar o desempenho das exportações nacionais é mais relevante recuperar a malha rodoviária e o calado dos portos do que diminuir barreiras alfandegárias ou conseguir avanços em acordos comerciais multilaterais.
Segundo a pesquisa da FGV, os gargalos da infra-estrutura foram divididos em 11 grupos de problemas, incluindo desde questões tributárias até problemas burocráticos, passando por todo tipo de drama e problema de logística. O estudo entrevistou executivos responsáveis por comércio exterior de 258 empresas exportadoras e encontrou um ponto comum a todos os problemas apontados: “a maioria dos gargalos está vinculada à esfera do poder público”. A preocupação maior desses executivos é a falta de investimentos governamentais, reconhecida como o item mais crítico no que diz respeito à competitividade das exportações brasileiras. Em seguida foram mencionadas, como de alto impacto limitador para o comércio externo, falhas de infra-estrutura, de legislação e de burocracia.
Para avaliar o acerto na perspectiva desses executivos basta lembrar que há três mandatos presidenciais que o porto de Santos, responsável por 26% das exportações brasileiras, não abre licitação para a construção de sequer um único metro de cais. Como esquecer que 73% da malha rodoviária brasileira foi apontada como “contendo problemas”? Quanto ao fluxo de investimentos para infra-estrutura, o Brasil investe 2,3% do PIB nesse destino, enquanto a Tailândia investe 15,4%, a Índia, 5,6%, e até o vizinho Chile, 8,7%. Quanto ao peso da burocracia, apenas neste mês o governo decidiu fazer o mapeamento do número de funcionários ligados à exportação. Porém, essa atual agilidade do poder público ainda não foi suficiente para conseguir que os vários órgãos vinculados à exportação padronizem seus horários. Isto é, se uma mercadoria precisa de três autorizações diferentes, o exportador precisa esperar que as devidas repartições, que abrem em diferentes dias da semana e horários, enfim, funcionem. Enquanto a repartição não abre, o produto “dorme” no porto, encarecendo seu custo e perdendo mercado. Os executivos que responderam ao questionário da FGV enfrentam esse cotidiano e, por isso, não pedem sofisticado avanço na Rodada Doha, mas apenas que as repartições que autorizam exportações abram em horários comuns.
A pesquisa da CNI captou idêntica realidade. O estudo foi aplicado no universo de 855 empresas exportadoras e também concluiu que barreiras alfandegárias não são o maior entrave para os exportadores. A lógica desse argumento é simples: barreiras ou aberturas no comércio internacional, quase sempre obtidas no âmbito da Organização Mundial do Comércio, têm o mesmo valor, tanto para o Brasil como para seus competidores internacionais. O que diferencia essa competitividade é o estado da estrada até o porto e quantos carimbos o exportador brasileiro precisa conseguir até o embarque da mercadoria. Se o concorrente tem estrada sem buracos e burocracia menor, seu preço é melhor. Com ou sem barreira alfandegária.
Esse é o ponto essencial revelado por esses dois estudos. É fato que a pesquisa da CNI mostrou o peso que tem o câmbio defasado, preocupação maior de 82% desse universo exportador analisado. Porém, excluído esse item macroeconômico, os entraves para as exportações por essa pesquisa são: custos portuários, apontado por 41,5% dos entrevistados; burocracia, 38,7% das respostas; e custo do frete, 34,7% das preocupações. Os custos tributários atormentam, prioritariamente, 28,8% dos exportadores. É só a confirmação, em outra perspectiva, da mesma realidade que vitima o exportador brasileiro.
O governo federal trabalha com a expectativa de 18% de avanço nas exportaçõers brasileiras deste ano, em valor, ante o alcançado em 2007. Por mais que esse esforço seja significativo, é preciso lembrar que a participação do comércio exterior brasileiro no mercado mundial é de apenas 1,2% do total, o que representa a 23 posição no ranking mundial de exportadores. Em uma economia que tem o décimo PIB do mundo há algo de frágil com nossas exportações. E as duas pesquisas, a da FGV e a da CNI, apontaram exatamente o que é
Fonte: Gazeta Mercantil


ENTRAVES ÀS EXPORTAÇÕES – Pesquisa aponta gargalos

Agosto 20, 2008

O trabalho, realizado pelos pesquisadores Alexandre Pignanelli e Juliana Bonomi Santos, com a coordenação do professor Manoel de Andrada e Silva Reis, consultou 258 empresas exportadoras.

     A falta de uma política de incentivos do governo, problemas de infra-estrutura e um pesado sistema de tributação são os itens mais apontados por exportadores como entraves à competitividade brasileira no exterior, segundo uma pesquisa do Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento (GVcelog) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp).

      O trabalho, realizado pelos pesquisadores Alexandre Pignanelli e Juliana Bonomi Santos, com a coordenação do professor Manoel de Andrada e Silva Reis, consultou 258 empresas exportadoras. De modo geral, os gargalos mais críticos estão relacionados à esfera de atuação do governo.

      “A expectativa é de que o trabalho sirva de parâmetro para novas ações do governo no que diz respeito à política de comércio exterior”, explica Reis.

      Questões como o câmbio e o custo Brasil são apontadas como os maiores entraves no que diz respeito à oferta de preços competitivos. Entre os principais gargalos na infra-estrutura estão o custo de transporte e a baixa eficiência de portos e aeroportos.

      “Esse é um dos grandes desafios do Brasil para o futuro”, diz a consultora da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Sandra Rios.

Fonte: O Estado de São Paulo


A agenda para o Mercosul

Agosto 20, 2008

Retomar a negociação de um acordo comercial com a União Européia, emperrada há quatro anos, é o item mais ambicioso da agenda brasileira na presidência temporária do Mercosul neste semestre. Ao apresentar a pauta ao Parlamento do bloco, em Montevidéu, o chanceler Celso Amorim destacou mais três objetivos: eliminar a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) nas transações entre sócios da união aduaneira, ampliar o apoio financeiro a empresas pequenas e médias e completar a adesão da Venezuela, ainda não aprovada pelos Congressos do Brasil e do Paraguai.
Três desses objetivos são importantes para o fortalecimento do Mercosul e para o desenvolvimento de seus sócios. O quarto, o ingresso da Venezuela, será uma fonte de problemas e um obstáculo à inserção internacional do bloco, pelo menos enquanto a política venezuelana seguir os padrões ditados pelo caudilho Hugo Chávez.
A dupla incidência da TEC é uma das aberrações do Mercosul. A tarifa é cobrada pela primeira vez quando um produto originário de fora do bloco é internado em qualquer dos quatro países sócios – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Essa cobrança é normal numa união aduaneira. Mas uma segunda incidência ocorre quando esse produto é transferido para outro país membro. Nesse momento, a TEC se transforma numa tarifa intrabloco. Se for removida essa distorção, a presidência brasileira terá feito avançar a integração dos quatro países.
A criação de um Fundo de Apoio a Pequenas e Médias Empresas provavelmente envolverá algumas dificuldades técnicas. O objetivo – fortalecer as empresas dos sócios menores e integrá-las no comércio regional – é facilmente defensável. Mas falta descer aos detalhes do projeto, para determinar como será abastecido esse fundo, qual será a participação de cada sócio e quais serão as condições dos empréstimos.
A reabertura das conversações com a União Européia será o primeiro lance importante do Mercosul depois do fracasso das negociações da Rodada Doha. O primeiro desafio será definir o nível de ambições para um acordo comercial.
Os europeus dificilmente chegarão dispostos a oferecer, no comércio agrícola, mais do que ofereceram na rodada multilateral. Do outro lado da mesa, os sócios do Mercosul terão dificuldade, mais uma vez, para formular em conjunto as concessões na área comercial. Essa dificuldade já ocorreu nas discussões com a União Européia – foi uma das causas do impasse entre os dois blocos – e reapareceu na Rodada Doha.
Se forem reiniciadas, essas negociações serão duplamente importantes – pelos próprios objetivos e como novo teste político para o Mercosul. Se não for capaz de se articular para essas discussões, o bloco dificilmente conseguirá barganhar qualquer outro acordo relevante.
Tudo será mais difícil com a inclusão da Venezuela bolivariana. O governo venezuelano, disse o presidente Chávez sem meias palavras, só pretende entrar no Mercosul para reformá-lo. “Se não houver mudanças, não estamos interessados”, informou Chávez em junho do ano passado, em Buenos Aires.
Em Genebra, por ocasião da última reunião ministerial da Rodada Doha, o ministro do Comércio da Venezuela, Willian Contreras, avisou que seu país não aceitará um acordo com os Estados Unidos, nem bilateral nem por meio de um projeto como o da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Quando um repórter lhe perguntou se o governo venezuelano vetaria um acordo, respondeu: “O tratado não poderá ser imposto a ninguém.” Traduzindo: vetará, porque um acordo de livre-comércio só pode ser adotado por todo o Mercosul.
Não tem sentido receber um sócio que chega impondo condições desse tipo e exigindo a mudança do bloco. No entanto, o chanceler Celso Amorim apresenta como um dos objetivos brasileiros a formalização do ingresso da Venezuela. “A entrada da Venezuela vai vertebrar a integração sul-americana”, disse o chanceler em Montevidéu, provando que esse tipo de linguagem não é exclusividade de seu colega Tarso Genro. “Um Mercosul que se estenda do Caribe à Terra do Fogo terá grande peso nas relações internacionais”, acrescentou. A avaliação é obviamente errada: o peso será da Venezuela. O Mercosul será um instrumento a mais para o presidente Hugo Chávez se promover, graças a mais um erro de cálculo da diplomacia petista
Fonte: O Estado de São Paulo


Doha x Brasil

Agosto 20, 2008

O SENHOR PEDRO de Camargo Neto é um profissional de coragem e competência reconhecidas no setor agrícola. Em excelente entrevista dada à revista “Veja” (13/8/08), ele talvez tenha sido um pouco rigoroso na apreciação do papel desempenhado pela diplomacia brasileira.
Ao contrário, entretanto, de outros críticos doidivanas pendurados em princípios que pensam científicos, mas que mal disfarçam sua ideologia, ele disse uma verdade muito dura e dolorosa que não tem nada a ver com o Itamaraty.
Tem a ver com o Brasil.
Em resposta à pergunta “o que significa o fracasso de Doha?”, o senhor Camargo Neto ponderou: “Não é nenhuma tragédia. No Brasil, houve uma glamourização do tema. Doha ganhou importância desproporcional ao seu alcance.
Durante as negociações, a culpa pelas mazelas agrícolas brasileiras foram convenientemente depositadas sobre o protecionismo dos países ricos. Nos últimos cinco anos, Doha foi vista como uma espécie de remédio mágico contra as doenças endêmicas do agronegócio. Esse simplismo prestou-se a esconder deficiências internas muito piores que os efeitos do protecionismo dos países ricos”.
Seu exemplo numérico é definitivo: se erradicasse a febre aftosa, o Brasil poderia elevar em dez vezes a sua exportação de carne suína em relação à oferta da União Européia apresentada em 2002…
Trata-se de um problema trágico. A doença chegou até nós em 1895, importada junto com reprodutores europeus. Tem sido combatida, intermitentemente, sem o necessário vigor e continuidade, desde o início dos anos 60 do século passado. Em 2002/04, parecia completamente eliminada.
Infelizmente remanescem focos que têm servido para destruir a imagem da pecuária brasileira -hoje a mais importante exportadora mundial, mas que ainda é 40% clandestina em relação aos controles fiscal e sanitários internos.
Em 2005, quase 50 países estabeleceram restrições às nossas exportações, resultado da irresponsabilidade de alguns pecuaristas, abatedores e frigoríficos combinada com a de nossas autoridades, que até agora foram incapazes de construir o sistema crível de controle sanitário e rastreamento que prometemos aos importadores. A sobrevivência e ampliação de nossas exportações no longo prazo dependem do cumprimento dessa promessa, pois é grave miopia continuar a pensar que no longo prazo apenas o Brasil será capaz de ampliar a oferta de carnes ao mercado mundial.
Tem razão, portanto, o senhor Camargo Netto: esqueçamos as dores de Doha e tratemos de curar os males que dependem de nós.
ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna.

Fonte: Folha de São Paulo


Movimentação de veículos no porto de Rio Grande ultrapassa 40 mil unidades

Agosto 20, 2008

De janeiro a julho, as importações aumentaram 57,7% sobre igual período de 2007.

A movimentação de veículos continua em alta no porto de Rio Grande, registrando de janeiro a julho deste ano 40.671 unidades, com alta de 49,7% em comparação com igual período do ano passado.

As importações, mais uma vez, foram responsáveis pelo bom desempenho na movimentação de veículos, com 37.844 unidades, um aumento de de 57,7%. Já as exportações não tiveram o mesmo êxito e registraram queda de 8,3%, com 2.827 veículos.

Nas importações, o maior destaque foi novamente o Corsa Classic, que corresponde por 80% da movimentação desse segmento, atingindo 30.308 unidades, com incremento de 43,6%. Logo em seguida, vêm a Tracker, o Ômega e os tratores. Além disso, o porto do sul gaúcho passou a receber o mais novo modelo da General Motors, a caminhonete Captiva.

Embora as exportações tenham registrado queda, os embarques de ônibus e de colheitadeiras tiveram alta. No entanto, a movimentação de tratores caiu 22%.
Fonte: Zero Hora