Ministro diz que Brasil tem capacidade de competição, mesmo sem subsídio agrícola

Julho 28, 2008

Brasília – O Brasil é líder mundial em tecnologia agrícola e dispõe de organização de produção que poucos países têm, o que o torna cada vez mais competitivo na venda externa de alimentos. A afirmação foi feita hoje (28) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, na solenidade comemorativa dos 148 anos de criação do ministério.

Stephanes se referia a questionamentos sobre o possível fracasso das negociações da Rodada Doha, realizadas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), desde o último dia 21, em Genebra, na Suíça. Os subsídios norte-americanos e europeus representam o principal entrave nas negociações, mas o ministro disse esperar que os entendimentos avancem até quarta-feira (30)

Stephanes ressaltou que a soma de tecnologia com organização de produção – das pequenas propriedades às cooperativas e ao agronegócio – dá ao Brasil “capacidade de competir em igualdade de condições com Estados Unidos e União Européia, que subsidiam seus produtores, além de dificultarem a entrada de produtos de outros países com barreiras tarifárias”.

O ministro salientou que “o Brasil é auto-suficiente em praticamente tudo que vem do campo”, e disse que a vontade de plantio do produtor rural indica mais crescimento da produção agrícola, o que aumenta a capacidade brasileira de exportar o excedente de alimentos. Será, portanto, uma grande contribuição para combater a inflação que grassa no mundo, afirmou.

A Rodada Doha é uma série de debates mediados pela OMC em torno de regras que facilitem o comércio internacional, e recebeu esse nome porque foi iniciada em Doha, capital do Qatar, em novembro de 2001. No entanto, a falta consenso entre países ricos e países emergentes, principalmente em relação à comercialização de alimentos, têm adiado a elaboração de um texto final.

Além do comércio agrícola, a Rodada Doha discute questões ligadas à padronização e adoção de normas técnicas e sanitárias, comércio de produtos têxteis e eletrônicos, acordos regionais, práticas de dumping, propriedade intelectual e prestação de serviços entre nações.

Fonte: Agência Brasil


Brasileiros gastaram US$ 1 bilhão no exterior em julho

Julho 28, 2008

Brasília – Em julho, mês de férias escolares, os gastos de brasileiros no exterior chegaram a US$ 1,104 bilhão, até hoje (28). As receitas de estrangeiros no Brasil alcançaram US$ 393 milhões. Com esses dois resultados, o saldo das viagens está negativo em US$ 711 milhões, de acordo com os dados preliminares do Banco Central. A menor cotação do dólar favorece as viagens ao exterior.

Em junho, o saldo das viagens (resultado dos gastos de brasileiros no exterior menos as despesas nos estrangeiros no Brasil) ficou negativo em US$ 621 milhões. As receitas foram de US$ 426 milhões e as despesas, de US$ 1,047 bilhão.

No primeiro semestre, a conta de viagens ficou negativa em US$ 2,635 bilhões. As receitas foram de US$ 2,899 bilhões e as despesas, de US$ 5,534 bilhões.

No acumulado em 12 meses fechados em junho, o déficit em viagens chegou a US$ 4,833 bilhões. Os resultados semestral e acumulado em 12 meses são os mais elevados de toda a série histórica iniciada em 1947.

Em 12 meses, as receitas da conta viagens ficou em US$ 5,416 bilhões e as despesas de brasileiros no exterior, em US$ 10,250 bilhões.

Fonte: Agência Brasil


Acordo sobre Rodada de Doha é questão de horas, diz OMC

Julho 28, 2008
  • O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, pediu urgência aos representantes dos países membros da entidade, reunidos em Genebra, na conclusão do acordo sobre a Rodada de Doha, que se arrasta há sete anos. Os ministros tentam há uma semana desbloquear as negociações, destinadas a conseguir uma maior liberalização do comércio mundial.

    Em declaração apresentada pelo por Keith Rockwell, porta-voz da OMC, Lamy afirmou que o acordo é uma questão de horas, “porque o relógio está contra nós”. Ele pediu aos representantes que acelerem os movimentos para chegar a um final. “É hora de mostrar a flexibilidade necessária”, afirmou.

    Rockwell confirmou que Lamy apresentará nesta segunda-feira (28) um novo texto de convergência que reúna as posições dos membros que negociam a Rodada de Doha por causa da insatisfação que expressaram alguns países da entidade diante de sua proposta anterior.

    De acordo a declaração de Lamy apresentada pelo porta-voz, o texto não trará surpresas. O objetivo, segundo ele, é ‘encapsular’ o máximo possível das convergências que emergiram das conversas dos últimos dias. “Obviamente há assuntos que ainda precisam ser resolvidos e podem ser deixados de fora. Não são muitos, mas são cruciais”.

    Segundo Rockwell, nos assuntos em que não foi atingida convergência entre os países, o texto trará partes em branco. Esses assuntos incluem, segundo ele, negociações sobre o algodão, salvaguardas, criação de novas cotas tarifárias e problemas específicos para alguns países, entre outros.

    O diretor-geral apontou que as negociações tiveram progressos significativos nos dias de discussão em Genebra e que o que resta a ser feito é pequeno comparado ao que já foi atingido. “O que está na mesa é substancial”, confirmou Rockwell.

    Rejeitado

    Na última sexta, Lamy apresentou um texto que buscava o consenso e que foi rejeitado por países como Argentina, Índia, nações em desenvolvimento reunidos no G-33 e alguns Estados da União Européia (UE).

    O Brasil apoiou as propostas apresentadas – o que gerou tensão no Mercosul, já que a Argentina se posicionou contra. O conflito foi negado pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim e levou o presidente Lula a afirmar que o acordo não representa uma ‘quebra de solidariedade’ com os países parceiros.

    Segundo Amorim, o Brasil está disposto a ajudar a Argentina, provavelmente com antagens tributárias no comércio regional, para reduzir suas objeções ao acordo multilateral de abertura dos mercados. “O Mercosul está vivo. Faremos tudo que for necessário para encontrar uma solução”, disse.

    Os ministros analisaram o projeto este fim de semana e, após a reunião deste domingo, Lamy decidiu redigir outro texto com a ajuda dos presidentes dos grupos negociadores, que conhecem de perto as posições e os interesses de todos os membros.

    A representante de comércio dos EUA, Susan Schwab, afirmou que seu país se mantém comprometido com o processo, mas expressou seu descontentamento pelo que ela considera um entorpecimento das negociações.

    “Tínhamos um acordo na sexta-feira com um resultado bem-sucedido, não era perfeito, mas tinha um equilíbrio relativo, respaldado pela maioria dos participantes. Infelizmente alguns poucos mercados emergentes decidiram que o queriam reequilibrar a favor de outros assuntos”, disse.

    Ela acrescentou que se rompeu “o único pacto de êxito que tínhamos até agora”. Por sua vez, o ministro indiano disse que o encontro deste domingo “foi construtivo”, mas especificou que ainda existem temas não resolvidos, embora tenha afirmado que está “otimista”.

    • Fonte: G1

    Greve da Anvisa – Obstáculo ao Comércio Exterior

    Julho 28, 2008

    Depois de quase três meses de greve por parte dos fiscais aduaneiros, agora, chegou a vez dos servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Estes já entram na terceira semana de paralisação, prejudicando em muito o comércio exterior do Brasil. Vários navios já têm sofrido atrasos em suas datas de atracação em decorrência da Greve.

    Os Fiscais da ANVISA são responsáveis pela liberação de todas as cargas em que necessitem de verificação sanitária, ou seja, todos aqueles de origem animal ou vegetal, medicamentos e implementos agrícolas, em vias de importação ou exportação.

    O movimento atinge todos os portos brasileiros, com os terminais exportadores de grãos, como por exemplo dos Portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), que tem sofrido enormes dificuldades em suas operações diárias.

    Contudo, os prejuízos não alcançam somente as operações a granéis, mas também, sólidos e containeres, lotando assim os pátios dos portos e sobrecarregando os armazéns, prejudicando assim diretamente as exportações e importações brasileiras.

    Em decorrência da paralisação, nas EADI’s (Estações Aduaneiras do Interior), apenas caminhões contendo cargas não submetidas à vigilância sanitária ou, ainda, carregamentos com produtos perecíveis, estão sendo liberados, os demais tem ficado retidos nos pátios ou em filas, no aguardo de fiscalização.

    Segundo informações da ANVISA as únicas exceções aos efeitos do movimento são com relação aqueles processos que foram protocolados até sexta-feira, dia 27/06, um dia antes do início da Greve, que serão inspecionados normalmente (se assim ainda não o tiverem sido). Além daqueles protocolados antes da deflagração do movimento, serão atendidos, independente da data de protocolo: Mercadorias integrantes de programas públicos; Mercadorias perecíveis (prazo de validade curto); Mercadorias com temperatura de -70°C a -80°C.

    Todavia, o que tem ocorrido é que, os produtos destinados para a saúde ou não estão sendo liberados, ou têm sofrido grande demora em suas liberações, provocando atrasos nos fornecimentos, inclusive para hospitais da rede pública. Em função deste represamento de mercadorias, algumas empresas não estão conseguindo cumprir seus contratos, contabilizando alguns setores enormes prejuízos.

    A situação se agrava, pois enquanto os importadores e exportadores vão acumulando prejuízos e atrasos em suas entregas, cresce o impasse entre Governo e a FENASPS (sindicato que reúne os servidores da agência em questão), que não conseguem encontrar um denominador comum para o fim da Greve.

    Durante esta semana inúmeras assembléias da categoria foram realizadas, bem como uma reunião com o Governo que, todavia, não alcançou as pretensões dos grevistas. Entre as principais reivindicações da categoria, está a equiparação salarial entre funcionários admitidos em concursos anteriores e os fiscais recém-contratados, em 2007, cuja diferença, em prol dos mais novos, chega à casa dos 60% para o desempenho de funções similares.

    Ante a situação insustentável, algumas empresas têm buscado pleitos individuais urgentes junto ao Poder Judiciário, visando pelo menos uma redução deste prejuízos. Estas medidas podem ser fundamentais tanto para entraves nos casos de importações, como para exportações, visando assim, a liberação das mercadorias retidas em EADI’S, portos e aeroportos em todo país.

    O receio maior é que, com a manutenção do movimento grevista, poderão ocorrer cancelamentos de cirurgias e falta de medicamentos que são fabricados a base de insumos importados.

    A greve é um direito legítimo garantido constitucionalmente para todos os trabalhadores do país. Ocorre que o direito a greve é condicionado quando recai sobre atividades preponderantes do Estado, nas quais se inclui o comércio exterior. Não questiona sobre a legitimidade ou não da greve, mas sim o fato desta ferir direitos líquidos e certos daqueles que exercem suas atividades baseadas em funções essenciais do Estado.

    Agindo com excesso sobre as suas prerrogativas, com base em uma atividade que é considerada essencial do Estado, na manutenção do comércio exterior do Brasil, os servidores em greve vêm ocasionando um grave prejuízo ao país e aos setores farmacêutico, médico, alimentícios todos aqueles que dependam de fiscalização da ANVISA para liberação de suas mercadorias e que se vêem impedidos, importar e comercializar suas mercadorias.

    E, é justamente em razão da omissão dos servidores da ANVISA em proceder com a fiscalização (exame fitossanitário) e liberação das mercadorias importadas, bem como em razão do risco de paralisação total dos mencionados servidores, por tempo indeterminado, que as empresas vem sendo impedidas de retirar as mercadorias dos recintos alfandegados, sofrendo, bem como correndo o risco de sofrer graves prejuízos e de difícil reparação.

    É o caso de uma indústria de alimentos que na última semana obteve uma liminar para liberação de mercadorias no porto de Itajaí, onde importava insumos para dar continuidade à sua produção que já corria risco de perder prazos contratuais em decorrência da Greve.

    Desta forma, mais uma vez o empresário brasileiro paga o preço por desacordos entre Governo e funcionalismo público, mais uma vez são colocados de lado os interesses coletivos, garantidos na constituição, em razão de interesses de determinadas categorias. Até quando, terão os empresários, já castigados pela carga tributária nacional, ter suas atividades dificultadas pela omissão do Estado” Até quando grupos categorias, como fiscais sanitários, aduaneiros, e outros essenciais ao comércio, terão em suas mãos um poder tão grande a ponto de paralisar inteiros setores econômicos”

    Fonte: Gazeta Mercantil


    Camex concede mais 141 novos ex-tarifários

    Julho 28, 2008

    A Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou hoje (28/7), no Diário Oficial da União (DOU), uma lista de 141 novos produtos beneficiados pelo regime de ex-tarifários. A relação corresponde a 134 bens simples (de apenas um maquinário ou equipamento) e 7 de sistemas integrados (um conjunto de máquinas ou equipamentos). As tarifas de importação para esses produtos foram reduzidas para 2% até o dia 31 de dezembro de 2008.

    No total, os investimentos globais e os relativos às importações de equipamentos vinculados aos 141 ex-tarifários somam US$ 2,385 bilhões. Os principais setores beneficiados com a publicação da Resolução Camex nº 47 foram: papel e celulose (20,19%); têxtil (15,82%); siderúrgico (11,02%); e, autopeças (10,62%).

    A medida entra em vigor a partir de hoje e foi aprovada pelos membros do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Camex, em reunião realizada no dia 24 de julho. A decisão foi ad referendum pelo Conselho de Ministros que integra a Camex e assinado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, que é presidente do órgão interministerial.

    Ex-tarifário

    O regime ex-tarifário é um mecanismo disponibilizado pelo Governo Federal para reduzir temporariamente o Imposto de Importação sobre as categorias de produtos, quando não houver produção nacional ou similar do bem importado na produção da indústria nacional.

    Desde julho de 2001, quando o regime entrou em vigor, a julho deste ano, foram concedidos 6.472 ex-tarifários, que somam mais de US$ 77 bilhões em investimentos globais em todo território brasileiro. Atualmente, encontram-se em vigor 2.691 ex-tarifários, dos quais 2.539 são simples e 152 integram o de sistemas integrados.

    Fonte: MDIC


    País tem o maior resultado negativo em transações correntes desde 1947

    Julho 28, 2008

    Brasília – O resultado negativo em transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) no primeiro semestre é o maior da série histórica, iniciada em 1947. Segundo dados divulgados hoje (28) pelo Banco Central, o déficit foi de US$ 17,402 bilhões. Em junho o resultado negativo de US$ 2,596 bilhões é o mais elevado desde o mesmo mês de 1999 (US$ 2,926 bilhões).

    De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, um dos motivos desse resultado foi o aumento das remessas de lucros e dividendos do Brasil para o exterior, principalmente dos setores financeiro e automotivo, que “não têm apresentado desempenho no exterior”, diferentemente dos resultados desses segmentos no país.

    “Tem a ver também com o comportamento do câmbio [depreciado, ou seja, baixo valor do dólar]“. Mas a expectativa de Lopes é de acomodação das remessas, que no primeiro semestre costumam ser mais elevadas.

    Outro fator foi a redução do superávit comercial (exportações menos importações). Enquanto as exportações brasileiras crescem a 24%, as importações tiveram alta de 51%. Entretanto, Lopes lembrou que a tendência das importações, a médio prazo, é apresentar acomodação, uma vez que atualmente as compras do exterior são principalmente de máquinas e equipamentos para melhorar a produção. Ele também espera acomodação no resultado da conta de viagens.

    Altamir Lopes também informou que nos 12 meses fechados em junho o déficit acumula US$ 18,103. Esse valor corresponde a 1,32% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. “É bem inferior à média histórica iniciada em 1947, quando o déficit em relação ao PIB alcançou 1,75%”. No caso do período de 1970 a 2007, a
    relação chegou a 2,15% do PIB. “É um valor ainda relativamente baixo.

    “Quando se compara esse resultado com o de economias com desempenho equivalente e com nível de classificação de risco similiar, se observa que esse déficit está bem abaixo do observado em outras economias”, disse. Ele citou que em 2007 o déficit em conta corrente da Índia correspondeu a 1,2% do PIB, da Colômbia 4,9% e da Croácia 8,5%. Segundo ele, a exceção é da Rússia que registrou resultado positivo em conta corrente que corresponde a 1,32% do PIB.

    O chefe do Departamento Econômico também ressaltou que a “estrutura” da conta corrente brasileira mudou, com redução do pagamento de juros por conseqüência do menor endividamento. “Os juros deixaram de ser o grande problema”. Além disso, as receitas brasileiras aumentam por conta da reservas internacionais, que são remuneradas.

    Lopes também afirmou que a partir do período das privatizações no Brasil, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) voltou a crescer. A expectativa do BC é que o IED financie o déficit em conta corrente. No primeiro semestre, isso não aconteceu, uma vez que o IED chegou a US$ 16,702 bilhões. “Ao longo do ano, o IED vai superar as transações correntes”, prevê Lopes. No acumulado em 12 meses, o IED soma US$ 30,435 bilhões.

    “Adicionalmete, tivemos uma taxa de rolagem de crédito de médio e longo prazo superior a 100%, o que significa dizer que os ingressos de recursos de prazos mais longos superaram as amortizações, contribuindo também para financiamento desse  déficit”.

    Fonte: Agência Brasil


    Transações do país com o exterior têm saldo negativo em junho

    Julho 28, 2008

    Brasília – O saldo das transações correntes do Brasil (todas as operações do país com o exterior) ficou negativo em US$ 2,596 bilhões em junho, acumulando déficit de US$ 17,402 bilhões no ano. A projeção do Banco Central (BC) para o ano é US$ 21 bilhões e a do mercado está em US$ 24 bilhões.

    Em junho do ano passado, o resultado das transações correntes  foi positivo em US$ 539 milhões e acumulou US$ 2,413 bilhões em seis meses, segundo informou a Nota do Setor Externo, divulgada hoje (28) pelo BC.

    A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (exportações menos importações), transferências unilaterais correntes (recursos enviados por brasileiros residentes no exterior) e por serviços e rendas (como lucros e dividendos e viagens internacionais).

    A balança comercial (exportações menos importações) registrou superávit de US$ 2,718 bilhões no mês passado e acumulou US$ 11,349 bilhões no primeiro semestre, contra US$ 3,819 bilhões de junho do ano passado e US$ 20,577 bilhões, de janeiro a junho de 2007.

    A conta de rendas e serviços (remessas de lucros, dividendos e juros ao exterior e gastos com viagens internacionais) fechou o mês com resultado negativo de US$ 5,635 bilhões e o semestre em US$ 30,603 bilhões. No ano passado esses valores eram, respectivamente, US$ 3,573 bilhões e US$ 20,107 bilhões de saldo negativo.

    As remessas de lucros e dividendos somaram US$ 3,396 bilhões, em junho, ante os US$ 1,746 bilhão registrado no mesmo mês do ano passado. No primeiro semestre, essas remessas chegaram a US$ 18,993 bilhões, contra US$ 9,807 bilhões de janeiro a junho de 2007.

    A conta de viagens internacionais  também está negativa em junho em US$ 621 milhões e no acumulado do ano em US$ 2,635 bilhões. No mesmo período do ano passado, os resultados foram respectivamente em US$ 353 bilhões e em US$ 1,060 bilhão.

    As receitas menos despesas com juros gerou resultado negativo de US$ 565 milhões, no mês passado, e em US$ 3,356 bilhões, no acumulado do ano, contra US$ 561 milhões e US$ 4,514 bilhões do mesmo período de 2007.

    O investimento estrangeiro direto no Brasil (caracterizado pelo interesse duradouro do investidor na atividade produtiva do empreendimento) ficou em US$ 2,718 bilhões no mês, contra o resultado de US$ 10,318 milhões do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o investimento estrangeiro direto acumula US$ 16,702 bilhões, contra US$ 20,852 bilhões do mesmo período do ano passado. A projeção do BC para o investimento estrangeiro no ano é de US$ 35 bilhões.

    Fonte: Agência Brasil


    Camex apresenta primeiros resultados das medidas de simplificação do comércio exterior

    Julho 28, 2008

    Os resultados iniciais da Estratégia Nacional de Simplificação do Comércio Exterior, lançada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), em maio, começaram a ser implementados com a participação de diversos órgãos do governo federal, como a Receita Federal, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ao todo, são 18 órgãos que concedem anuências às ações do comércio exterior brasileiro e, no âmbito da Estratégia, deverão aprovar medidas para facilitar e desburocratizar essas operações.

    Grande parte das propostas está em fase de implementação, gerando resultados visíveis aos operadores de comércio exterior brasileiro. A expectativa é que todas sejam concluídas e implementadas até o final deste ano. A ação está inserida na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e tem o apoio do Ambiente Jurídico – Investimento e Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

    A Estratégia Nacional de Simplificação tem a finalidade de reduzir a burocracia, facilitar as operações das transações comerciais e melhorar a gestão dos processos, operações, rotinas e procedimentos, entre outros benefícios, para os exportadores e os importadores brasileiros.

    Receita Federal

    Além da retirada da Comissão de Coordenação do Transporte Aéreo Civil (Cotac) da Anac, da condição de órgão anuente para importação e exportação de material aeronáutico, anunciada no dia 23 de julho, outras medidas já se encontram em vigor.

    A Anvisa, por meio da Resolução RDC nº 27/08, decidiu que todos os produtos para saúde, fabricados no país e destinados à exportação, não necessitam ser registrados no órgão. Com isso, a exportação desses produtos contará com um processo mais rápido e menos oneroso. A Anvisa dispensou ainda a anuência em trânsito aduaneiro para todas as mercadorias que não constam em lista específica, a fim de eliminar os controles desnecessários e descongestionar as zonas primárias, sem comprometer a segurança e eficácia dos controles necessários.

    A Receita Federal passou a disponibilizar na internet um novo serviço denominado “Consulta Pública Externa”, em que a sociedade poderá conhecer e dar sugestões às propostas de alterações da legislação aduaneira. O objetivo é aumentar a qualidade e eficácia da legislação aduaneira, além de conferir maior transparência e visibilidade aos novos procedimentos a serem estabelecidos.

    O Ministério da Agricultura, junto com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Receita, estuda a criação de uma “Linha Verde” sanitária e fitossanitária para empresas que importam mercadorias, que não contenham embalagens de madeira bruta.

    Além disso, já se encontra em vigor a alteração feita pelo Serpro no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), gerenciado pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, que permite ao importador validar o Registro da Declaração de Importação (DI), mesmo com a pendência da Licença de Impotação (LI), nos casos em que o anuente selecione a operação para embarque autorizado. Esse processo ganha em fluidez e celeridade com efeitos visíveis para o comércio exterior brasileiro.

    Órgãos Anuentes

    Os 18 órgãos anuentes são: Agência Nacional do Cinema (Ancine); Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel); Agência Nacional do Petróleo (ANP); Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Banco do Brasil (BB); Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT); Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC; Ministério do Exército; Ministério de Minas e Energia (MME); Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); Departamento de Polícia Federal (DPF); Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama); Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro); Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).


    Europa quer mais concessões dos emergentes e vai fazer nova proposta na OMC

    Julho 28, 2008

    Brasília – O comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, disse que vai apresentar ontem (27) uma contraproposta ao texto apresentado ontem pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, nas negociações da Rodada Doha, segundo informações da BBC Brasil. A reunião de Genebra foi prorrogada para que os países possam finalmente chegar a um acordo sobre liberalização comercial.

    A proposta de Lamy foi criticada pelos ministros da Agricultura dos 27 países integrantes da União Européia, que a classificaram como “desequilibrada” entre os capítulos agrícola e industrial. Com a contraproposta, eles esperam conseguir maiores concessões dos países emergentes no acesso aos seus mercados de bens industriais.

    A secretária da França para Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac, informou que o texto de Lamy, aceito pelo Brasil, foi recusado pela maioria da UE, especialmente França, Irlanda e Itália. Esses países teriam que reduzir as tarifas de importação mais elevadas sobre produtos agrícolas em 70% e os subsídios internos em 80%.

    Para conseguir sair de Genebra com um acordo, os membros da OMC decidiram prorrogar até a próxima quarta-feira as reuniões, anteriormente programadas para terminar hoje. Ainda falta decidir questões como a lista de produtos tropicais que teriam corte mais rápido nas tarifas e o possível fim do sistema de preferências para a banana dos países do bloco África, Caribe e Pacífico.

    Apesar de dizer que o acordo ainda está longe de ser concluído, Mandelson garante que os membros da OMC nunca estiveram tão perto disso “durante os últimos sete anos”.

    Fonte: Agência Brasil


    INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 865 DE 25 DE JULHO DE 2008 Altera a Instrução Normativa RFB no 757, de 25 de julho de 2007, que dispõe sobre o regime aduaneiro especial de entreposto industrial sob controle informatizado (Recof).

    Julho 28, 2008

    SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL

    INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 865 DE 25 DE JULHO DE 2008 Altera a Instrução Normativa RFB no 757, de 25 de julho de 2007, que dispõe sobre o regime aduaneiro especial de entreposto industrial sob controle informatizado (Recof).
    O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 224 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 95, de 30 de abril de 2007, e tendo em vista o disposto nos arts. 373 e 374 do Decreto no 4.543, de 26 de dezembro de 2002, resolve:
    Art. 1º O art 55 da Instrução Normativa SRF nº 757, de 25 de julho de 2007, passa a vigorar com as seguintes alterações:
    “Art. 55. As empresas habilitadas a operar o regime na data de publicação desta Instrução Normativa ou que tenham apresentado pedido de habilitação ao regime até 31 de julho de 2008 deverão apresentar pedido de habilitação à Linha Azul até 31 de dezembro de 2008.
    § 1o As declarações de importação e de exportação formuladas ao amparo do regime pelas empresas mencionadas no caput estarão sujeitas ao tratamento de Linha Azul, nos termos da legislação específica, até 31 de dezembro de 2008.
    § 2o Na hipótese de indeferimento do pleito de habilitação à Linha Azul ou decorrido o prazo estabelecido no § 1o sem a protocolização do pedido, as declarações nele referidas estarão sujeitas aos procedimentos comuns de despacho aduaneiro.” (NR)
    Art 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
    JORGE ANTONIO DEHER RACHID