Estados Unidos podem fazer nova proposta para reduzir subsídios na Rodada Doha

Julho 21, 2008

Brasília - A secretária de Comércio Exterior dos Estados Unidos, Susan Schwab, afirmou hoje (21) que o país está disposto a apresentar uma nova proposta de corte dos subsídios agrícolas para tentar um acordo com os países presentes nas negociações da Rodada Doha, segundo informações da BBC Brasil.

Vários países estão reunidos em Genebra, sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), para tentar um consenso no encontro da Rodada Doha, parada em decorrência da negativa dos países desenvolvidos em reduzir os subsídios agrícolas.

Schwab disse que os Estados Unidos reconhecem que podem contribuir com os outros países ainda mais na redução de subsídios na agricultura. Além disso, admitiu que o país tem a responsabilidade de dar mais um passo nas negociações e em contrapartida espera que os países em desenvolvimento também façam novas propostas.

Sobre as declarações do Ministro de Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, de que os países desenvolvidos usam práticas nazistas de comunicação para dar a impressão fazer mais concessões do que dizem os países em desenvolvimento, Schwab, se negou a falar sobre o assunto. Contudo, seu porta-voz, classificou de “infeliz” a declaração de Amorim.

Durante abertura da reunião para se fechar um acordo para a Rodada Doha, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, afirmou que é preciso se chegar a resultados positivos nesta reunião. “Chegou a hora de passar de discursos para negociações”, disse Lamy, segundo informações divulgadas no site da instituição.

Durante toda a semana serão feitas mais reuniões entre os países que participam da Rodada.

Fonte: Agência Brasil


Saldo na balança comercial no ano é quase metade do mesmo período de 2007

Julho 21, 2008

Brasília - A saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações) até a terceira semana deste mês está US$ 13,339 bilhões, 41,8% menor do que o registrado no mesmo período de 2007 (US$ 22,934 bilhões).

No acumulado do ano, as exportações somam US$ 102,489 bilhões e as importações, US$ 89,150 bilhões, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O motivo para a redução do saldo comercial é o crescimento das importações em ritmo maior do que das exportações. O dólar mais barato e o aumento da renda dos brasileiros favorecem as importações de produtos. Além disso, as empresas importam máquinas e equipamentos para investir na produção.

Em julho, com o superávit comercial de US$ 459 milhões na terceira semana do mês, o saldo está em US$ 1,989 bilhão. Na terceira semana, as vendas ao exterior chegaram a US$ 4,362 bilhões e as compras, a US$ 3,903 bilhões. No mês, as exportações somam 11,844 bilhões e as importações chegam a US$ 9,855 bilhões.

Fonte: Agência Brasil


Pesquisa do BC eleva estimativa de saldo negativo na conta corrente do país

Julho 21, 2008

Brasília - A projeção de analistas do mercado financeiro para o saldo negativo em conta corrente (todas as transações do Brasil com o exterior) neste ano passou de US$ 23,90 bilhões para US$ 24 bilhões. Para 2009, a expectativa de déficit foi reduzida de US$ 32 bilhões para US$ 31,40 bilhões.

A informação consta do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, elaborada com base em estimativas de analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia.

A projeção para o investimento estrangeiro direto (caracterizado pelo interesse duradouro do investidor na atividade produtiva) de US$ 30 bilhões em 2009 não é suficiente para financiar o déficit em conta corrente. Para este ano, entretanto, a projeção permanece em US$ 33 bilhões.

Para o superávit comercial (saldo das exportações menos importações) a estimativa passou de US$ 22,78 bilhões para US$ 22,67 bilhões. Os analistas reduziram a projeção para o dólar de R$ 1,65 para R$ 1,63 no final de 2008.

Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, a projeção foi mantida em 4,80%, em 2008, e em 4%, em 2009. Quanto à relação entre dívida líquida do setor público e PIB, a projeção foi ajustada de 40,90% para 40,50%.

No caso do crescimento da produção industrial, os analistas reduziram a projeção de 5,50% para 5,45%.

Fonte: Agência Brasil


Rodovia interoceânica beneficiará exportadores brasileiros, avalia secretário

Julho 21, 2008

Brasília - Até o fim de 2009, uma rodovia ligando o porto de Santos, no oceano Atlântico, aos portos de Arica e Iquique (Chile), no Pacífico, estará concluída. Com cerca de 3 mil quilômetros de extensão, a rodovia, que também passará pela Bolívia, facilitará o escoamento da produção agrícola e possibilitará o aumento da exportação de grãos brasileiros, de acordo com o Ministério da Agricultura.

A rodovia faz parte de um acordo firmado entre os três países, no final do ano passado, e teve suas bases definidas neste mês. A expectativa é de que a comercialização de grãos atinja 135 milhões de toneladas a partir de 2010. A produção brasileira de grãos na safra atual será de pouco mais de 142 milhões de toneladas. Pelo lado chileno, há o interesse de que empresários de países da América do Sul, como o Brasil, passem a montar produtos em seu território, se beneficiando os tratados que o país tem com China, Japão e Estados Unidos.

Em nota do Ministério da Agricultura, o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, Márcio Portocarrero, disse que o Brasil pode se beneficiar muito com a rodovia. “Podemos afirmar que o transporte é, atualmente, um dos maiores gargalos da produção agropecuária. A rodovia vai beneficiar os produtores do país, que terão acesso mais rápido e fácil ao mercado asiático, um grande consumidor dos nossos produtos”, afirmou. Segundo ele, o corredor interoceânico propiciará uma redução de 7 mil quilômetros de rota marítima em relação ao percurso feito atualmente pelo Atlântico.

A maior vantagem, segundo a nota, será a redução no custo do transporte. Hoje, o produtor de soja da região Centro-Oeste chega a gastar até dez vezes mais para transportar o grão até a China do que um agricultor norte-americano. “Ganharemos muito em competitividade”, disse Portocarrero.

Cerca de 1,5 mil quilômetros da rodovia estarão em território brasileiro, enquanto a Bolívia participará com 1,6 mil e o Chile com mais 233. O investimento do governo federal será de R$ 340 milhões, destinados, principalmente, à construção de pontes, acessos curtos e recuperação e manutenção da parte rodoviária próxima à fronteira com a Bolívia. A previsão é que a obra esteja totalmente concluída em setembro de 2009.

Fonte: Agênca Brasil


Brasil lidera as exportações para Argentina no setor de casa e construção, diz estudo

Julho 21, 2008

Brasília - O Brasil lidera a exportação para a Argentina em quase todos os segmentos ligados a casa e construção civil. O superávit brasileiro com o país vizinho no setor é de US$ 348 milhões. Os dados são resultados de um estudo realizado pela Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) sobre as oportunidades dos empresários brasileiros deste setor na Argentina.

O estudo aponta que o setor de casa e construção da Argentina foi beneficiado pelo aumento do consumo e dos investimentos registrado nos últimos anos. Com isso, houve um aumento na venda de propriedades novas e nas reformas, e as classes média e alta buscam cada vez mais produtos de maior qualidade e de valor agregado.

A coordenadora da unidade de inteligência comercial da Apex, Ana Paula Repezza, diz que o Brasil deve aproveitar este cenário positivo, tirando proveito de vantagens como a proximidade geográfica e as facilidades tarifárias proporcionadas pelo Mercosul.

Apesar disso, quem quiser negociar com a Argentina deve prestar atenção a fatores como a inflação, a intervenção do Estado na economia e o risco energético, que pode comprometer os setores de máquinas, equipamentos e eletroeletrônicos.

Os empresários brasileiros também devem ficar atentos à concorrência, especialmente dos países asiáticos. A China aparece em segundo lugar em quase todos os segmentos e a Tailândia assinou recentemente com a Argentina um acordo de preferências comerciais.

O caminho para driblar essa concorrência, segundo Repezza, é apostar na qualidade como diferencial dos produtos brasileiros. “Esses países costumam entrar nos mercados através de grandes volumes de vendas, com preços mais baixos e qualidade inferior. Por isso, o produto brasileiro deve se posicionar como um produto de alta qualidade e com um nicho diferenciado”, diz.

Dentre os segmentos que mais se destacam nas negociações com a Argentina no setor de construção civil, Repezza destaca o setor de vidros, principalmente os utensílios domésticos e objetos decorativos, que tiveram um crescimento de mais de 800% nos últimos anos nas exportações para a Argentina.

No setor de móveis, as exportações para o país vizinho no ano passado somaram US$ 134 milhões, segundo a coordenadora. Ela cita também o setor de refrigeração e ambientação térmica, metais sanitários, componentes para móveis, além de mármores, granitos e cerâmicas de alta qualidade.

Os dados levantados pela Apex vão subsidiar o evento Brasil Casa Design, que acontece entre os dias 2 e 4 de setembro, em Buenos Aires. O objetivo é trabalhar a imagem do Brasil como um fornecedor de produtos de alta qualidade, design diferenciado e valor agregado. Para isso, será montada uma casa para exposição, composta apenas por produtos brasileiros.

Fonte: Agência Brasil


Países em desenvolvimento acreditam em “resultado substancial” nas negociações de Doha

Julho 21, 2008

Brasília - O G-20, grupo de países em desenvolvimento, declarou em um comunicado conjunto que um “resultado substancial” nas negociações da Rodada Doha deve ser alcançado nas áreas de Apoio Doméstico, Acesso a Mercados e Subsídios à Exportação. Desde sexta-feira (18), países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) estão reunidos em Genebra, na Suíça, para encontros preparatórios da reunião ministerial que começa hoje (21). Um dos temas a ser tratado nesta reunião são as negociações da Rodada de Doha.

O grupo também afirmou a necessidade dos países desenvolvidos de assumir a responsabilidade na redução dos subsídios agrícolas internos e na melhora do acesso a mercados.

O G-20 e outros grupos de países em desenvolvimento que fazem parte da OMC também divulgaram um comunicado conjunto. No documento, eles afirmam que para que os países em desenvolvimento participem do sistema multilateral de comércio é necessário que a OMC responda às preocupações e necessidades dessas nações. “Principal razão pela qual o mandato de Doha pôs os interesses dos países em desenvolvimento no centro do programa de trabalho”, diz.

Os países também enfatizaram o papel central das negociações agrícolas na Rodada de Doha. E afirmaram que a maioria dos agricultores do mundo encontra-se nos países em desenvolvimento e são estes que mais sofrem com os “subsídios gigantescos que distorcem o comércio e com barreiras que impedem o acesso aos mercados dos países desenvolvidos”.

O grupo se comprometeu ainda a trabalhar construtivamente para que seja possível chagar a um acordo nas modalidades de agricultura até o final da semana. Afirmaram a necessidade de se ter “um processo realmente multilateral, transparente e conduzido de baixo-para-cima”.

Fonte: Agência Brasil


Mercosul não fecha posição sobre limites à importação

Julho 21, 2008

Paraguai e Uruguai divulgaram comunicado em que manifestaram preocupação com mecanismo em discussão na OMC que autoriza aumentos temporários de tarifas aos países em desenvolvimento para limitar as importações. Brasil e Argentina, parceiros no Mercosul, não assinaram o documento.
O Mecanismo Especial de Salvaguardas (SSM, na sigla em inglês) permitiria que um país aumentasse suas tarifas agrícolas de 25% a 40% para um produto a fim de se proteger de alta súbita das importações. O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, um dos signatários da nota, disse que o mecanismo poderia afetar até 50% das exportações dos emergentes à China, por exemplo.
O principal negociador argentino, Néstor Stancanelli, negou que haja divergências sobre o tema. “Não há divisão no Mercosul.” (MN)

Fonte: Folha São Paulo


Estatal projeta gastar US$ 720 mi em importação

Julho 21, 2008

A Valec, estatal do Ministério dos Transportes que retomou projetos de desenvolvimento e de construção de novas ferrovias no país, fez as contas e estima a compra de 850 mil toneladas de trilho nos próximos seis anos. Pelo preço internacional da tonelada de trilho que aporta no Brasil, o negócio supera os US$ 720 milhões no período.
A demanda inclui as compras já feitas de 63 mil toneladas (parte para o trecho da Ferrovia Norte-Sul até Palmas-TO). O volume inclui ainda a extensão da própria Norte-Sul entre Palmas e Anápolis (GO). A Valec promete lançar a licitação para a subconcessão de operação do trecho, de 1.400 quilômetros, até o fim deste ano ou, no máximo, no início de 2009.
A demanda de 850 mil toneladas de trilho para a Valec inclui ainda todo o projeto ferroviário de ligação leste-oeste, que vai conectar Ilhéus (BA) a Gurupi (TO), além de Uruaçu (GO) a Vilhena (RO), malha que cortará a Norte-Sul. Segundo Fernando Castilho, engenheiro de estudos e planejamento da Valec, a demanda por trilho inclui a ligação transcontinental do Rio de Janeiro ao Acre, na fronteira com o Peru.

Oferta escassa
A Valec prepara ainda para este ano um novo pregão internacional para aquisição de mais trilhos, além das 63 mil toneladas que já comprou. A demanda criada pelo governo e sustentada pelo setor privado, na avaliação dele, sustenta já a produção de trilhos no Brasil. A opção de compra no mercado local resolveria um problema do país, o de disputar com outros compradores internacionais uma oferta escassa.
O prazo mínimo para importação atualmente é de seis meses e, mesmo diante de tanta antecedência, há problemas. “Já ocorreram atrasos na entrega de trilhos para a Norte-Sul. A obra não parou, mas o ritmo de construção foi reduzido”, explica.
A Companhia Vale do Rio Doce vai comprar 105,8 mil toneladas de trilho neste ano. O maior projeto é a duplicação da Estrada de Ferro Carajás, por onde a Vale escoa a produção de minério para o mercado internacional. O volume supera o dobro do comprado em 2007 -45,1 mil toneladas.
Fonte: Folha de São Paulo


Venezuela vetará acordo entre EUA e Mercosul

Julho 21, 2008

Jamil Chade
O governo da Venezuela alerta que vai bloquear qualquer tentativa de acordo comercial entre o Mercosul e os Estados Unidos. Nos bastidores, o governo brasileiro vem trabalhando com a possibilidade de se aproximar dos Estados Unidos. Mas com a adesão da Venezuela ao Mercosul, Caracas deixa claro que não vai apoiar a iniciativa.
“Não temos porque ter um acordo (com os americanos) ou a idéia de um projeto como a Alca (Área de Livre Comércio das Américas)”, afirmou ontem em Genebra o ministro de Comércio da Venezuela, Willian Contreras.
Segundo ele, os trabalhos técnicos para adesão da Venezuela ao Mercosul estão “praticamente concluídos”. “Estamos apenas esperando a ratificação por parte do Congresso brasileiro. Espero que isso ocorra logo”, disse. O ministro acredita que a adesão da Venezuela ao Mercosul dará um “novo perfil ao bloco”. “Vemos unir o potencial energético da Venezuela ao potencial agrícola do Brasil”, afirmou.
A Venezuela ainda ataca o acordo que está sendo proposto na Organização Mundial do Comércio (OMC) e insinua que está disposta a bloquear um tratado nas bases. “A OMC está defasada e não dá uma resposta aos problemas do mundo real, como a crise alimentar. Alguns na organização parecem surdos diante de nossos apelos”, disse Contreras, que tem o pomposo título de Ministro do Poder Popular para Indústrias Leves e Comércio.
Questionado se Caracas estaria disposta a vetar sozinha um acordo, respondeu apenas que “o tratado não poderá ser imposto a ninguém”. “Não vamos aceitar chantagem política. Vamos manter nossa soberania.”
Em um encontro que manteve com o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, Contreras ainda deixou claro que não aceitaria que outros países tomassem decisões em seu nome. “Não delegamos a terceiros decisões soberanas”, afirmou o ministro. Para ele, os objetivos originais da Rodada Doha foram “esquecidos”.

Fonte: O Estado de São Paulo


Falta de sintonia marca reunião da OMC

Julho 21, 2008

Americanos e europeus se uniram para pressionar emergentes.

A Europa oferece a mínima abertura de seu mercado aos produtos agrícolas brasileiros e exige total acesso ao mercado nacional para seus bens industriais. Enquanto isso, o governo americano impõe condições para apresentar sua proposta de corte de subsídios agrícolas e quer livre acesso para seus veículos, máquinas e têxteis.

Já o Brasil deixou claro que o “preço da Rodada mudou” e que não vai mais pagar o mesmo que estava disposto há um ano. Foi nessa total falta de sintonia que ministros de todo o mundo começaram neste domingo as reuniões para tentar fechar a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), sete anos após seu lançamento.

— Se essas posições continuarem assim, não teremos um acordo — alertou o embaixador Roberto Azevedo, principal negociador do Brasil.

O Itamaraty já acenou que tem margem de flexibilidade para aceitar uma maior abertura no setor industrial, mas não pode garantir que os demais emergentes e o Mercosul sigam o mesmo caminho. Para negociadores, americanos e europeus se uniram mais uma vez para pressionar os países emergentes para a abertura de seus mercados.

Na reunião entre o comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, e o chanceler Celso Amorim, os europeus pressionaram para que o Brasil reduzisse ao máximo suas barreiras no setor industrial. O objetivo seria garantir certas proteções para setores mais vulneráveis dos países emergentes, mas evitar que toda uma área da economia seja declarada como sensível e fora da liberalização. Amorim indicou que o Brasil teria como adotar uma posição mais flexível, mas que não poderia garantir o mesmo de outros emergentes ou do Mercosul.

— A reunião mostrou que ainda não estamos no ponto de chegar a um acordo — afirmou o chanceler.

A principal queixa do Brasil é de que os europeus pedem uma abertura máxima do país, enquanto oferecem cotas relativamente pequenas para carnes e produtos agrícolas. Pelos cálculos do governo, o acesso oferecido pelos europeus está ainda bem abaixo do que a Rodada Doha deveria gerar como comércio. A União Européia saiu insatisfeita do encontro com o Brasil e insistiu que os emergentes terão de oferecer maiores flexibilidades para que haja um acordo.
Fonte: Zero Hora