O II Encontro Nacional de Exportação de Serviços (Enes), relaizadona última semana (1º/6), debateu as medidas anunciadas na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para o setor e a implementação de ações decorrentes dessa iniciativa, cuja finalidade é fortalecer a competitividade do segmento, considerado um dos mais promissores no novo ordenamento econômico mundial. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Miguel Jorge, foi representado no evento pelo secretário de Desenvolvimento da Produção, Armando Meziat. Como ministro interino, ele falou das medidas da PDP, voltadas para a competitividade produtiva.
As políticas públicas da PDP para o complexo de serviços, disse o secretário de Comércio e Serviços, Edson Lupatini Junior, têm atribuições envolvendo diversos aspectos setoriais, que podem ser aperfeiçoadas e até obter ações específicas sempre que houver necessidade. Uma ação inovadora desenvolvida pelo Ministério para estimular a formação de uma cultura exportadora de serviços no Brasil e para compreender a dinâmica e a estrutura do segmento, é a publicação semestral do Panorama do Comércio Internacional de Serviços, com estatísticas da movimentação comercial do setor no País e no mundo.
Neste dia, o MDIC divulgou os últimos resultados desse trabalho, os dados consolidados de 2007, que confirmam a expansão do comércio exterior de serviços do Brasil, que fechou o ano com exportações de US$ 22,5 bilhões, um crescimento de 25,7% em relação a 2006, valor superior ao obtido pelo setor de bens (16,6%) no mesmo período. As importações do setor também cresceram, totalizaram US$ 34,8 bilhões em 2007, se comparadas com os US$ 27,1 bilhões registrados no ano anterior.
Perspectivas
O objetivo do Ministério, disse o secretário Lupatini, é disponibilizar para a sociedade uma balança comercial de serviços, o Siscoserv, nos moldes do Siscomex (balança de bens), que contribua com a aceleração do desenvolvimento econômico brasileiro, integre outros setores, e amplie a participação do segmento no comércio internacional.
Outra reivindicação dos representantes desse complexo é a obtenção de incentivos para exportação, oferecidos hoje a outros segmentos da economia com a mesma finalidade.
O secretário Lupatini falou do acordo firmado entre o Mercosul e o Chile, por representar um marco nas relações comerciais do Bloco com o país visinho, e significar a superação de entraves.
O presidente da AEB, Benedito Moreira, falou que a entidade disponibilizou um link na página eletrônica da Associação para cadastrar os problemas enfrentados pelo setor para exportar e, a partir daí, buscar soluções para esses obstáculos. O público do Encontro foi unânime em relação à necessidade de fomentar a cultura de serviços no País, considerando que o desenvolvimento brasileiro depende de um setor de serviço eficiente.
O II Encontro Nacional de Comércio e Serviços foi na semana passada (1º/7), na Confederação de Nacional do Comércio do Rio de Janeiro, parceira do MDIC e da Associação de Comércio Exterior (AEB) no patrocínio do evento, e reuniu representantes de diversos segmentos que compõem o complexo de serviços.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, fechou o evento dizendo que o banco, ao rever suas prioridades, manteve serviços e bens em destaques, e ressaltou que a exportação de serviços é a mais nobre das comercializações, em função dos intangíveis. Coutinho adiantou que o banco está montando um escritório de representanção em Montevidéo para firmar presença no Mercosul, e que futuramente o objetivo será Londres, tendo em vista aumentar a participação do banco no exterior para captar investimentos e financiar projetos.
Fonte: MDIC
