Paraguai e Uruguai reclamam de problemas de transporte no Mercosul

Bloqueios nas estradas e greves de funcionários prejudicam a livre circulação nas estradas.

Paraguai e Uruguai apresentaram nesta segunda-feira na Cúpula do Mercosul os prejuízos econômicos que sofrem como conseqüência de problemas à livre circulação registrados em Argentina e Bolívia. A reclamação veio à tona no encontro de chanceleres do bloco hoje na cidade argentina de Tucumán, 1,2 mil quilômetros a noroeste de Buenos Aires.

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, se queixou dos prejuízos sofridos pelas transportadoras de seu país devido a bloqueios em estradas da Bolívia e da Argentina, ainda afetada pelos seguidos protestos de produtores agropecuários. O Uruguai fez uma colocação similar devido a obstáculos ao livre comércio e, embora não tenha havido referências explícitas a países, se subentende que a exigência se deve ao corte da ponte entre as cidades de Gualeguaychú e Fray Bentos.

Essa passagem fronteiriça esta bloqueada desde 20 de novembro de 2006 por moradores argentinos que protestam contra a instalação de uma fábrica de celulose da finlandesa Botnia às margens do rio Uruguai.

O tema dos obstáculos ao trânsito no Mercosul já tinha sido colocado pelo Paraguai na reunião de coordenadores técnicos do grupo realizada no último dia 20 em Buenos Aires. A livre circulação de pessoas e bens está garantida no primeiro artigo do Tratado de Assunção, constitutivo do Mercosul.

O Paraguai afirma que a situação atual faz com que suas transportadoras tenham custos adicionais e prejuízos milionários ao transitarem por estradas de Brasil, Argentina e Bolívia para levar sua produção a esses países e a portos de exportação. Segundo fontes do setor privado paraguaio, os problemas de passagem na Argentina afetaram pelo menos 15% das exportações paraguaias de grãos.

O Paraguai também se viu afetado recentemente por uma greve de funcionários da Receita Federal brasileira, o que ocasionou problemas para várias de suas exportações.
Fonte: Zero Hora

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