Exportação já preocupa Fazenda

Junho 11, 2008

O comportamento negativo das exportações no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre é fonte de preocupação no Ministério da Fazenda, disse uma fonte ao Estado. Apesar de já se esperar um resultado negativo, a queda de 2,1% foi surpreendente. De qualquer forma, a avaliação na Fazenda é que o governo já tomou medidas para reverter no médio prazo esse comportamento do setor externo, que foi decisivo para a desaceleração da economia no primeiro trimestre de 2008.
Outro ponto que chamou a atenção da Fazenda foi o dado do consumo do governo. “Esse é um ponto a se investigar melhor”, disse a fonte. As análises iniciais, que foram mencionadas pelo próprio ministro Guido Mantega, apontam que esse indicador pode ter sido influenciado pelo desempenho fiscal de Estados e municípios, que não fizeram aperto em seus gastos como o governo federal, e também por questões metodológicas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera para calcular o consumo governamental.
A mesma fonte destaca que o comportamento desse dado das contas nacionais é volátil e que o resultado do primeiro trimestre provavelmente é pontual.
Na visão do Ministério da Fazenda, nos próximos dois trimestres o PIB deverá ter taxas ligeiramente acima dos 5,8% verificados nos três primeiros meses do ano, rondando na casa de 6% no acumulado em 12 meses. Mas no quarto trimestre a economia deve ter uma desaceleração forte, influenciada pelo efeito estatístico (já que o quarto trimestre de 2007 é uma base forte de comparação) e pelo efeito mais poderoso das medidas de contenção do ritmo da demanda interna, inclusive a alta na taxa básica de juros.
Com essa desaceleração, a Fazenda estima que o PIB feche o ano com um crescimento de 5%. Embora Mantega tenha dito que os 5% também são factíveis para 2009, as ameaças à economia mundial, com a disparada do petróleo, deixam a equipe econômica com maior incerteza para em relação à continuidade de um cenário tão favorável de expansão da economia.

Fonte:O Estado de São Paulo


Brasil vai à OMC contra barreiras da UE ao níquel

Junho 11, 2008

Para proteger os interesses de expansão da Vale, o Brasil vai à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a Europa. Hoje, em Bruxelas, a União Européia adotará uma nova lei que classifica os compostos de níquel como cancerígenos. Além da nova classificação, a UE vai exigir que todos os fornecedores que queiram exportar produtos químicos à Europa tenham de registrar seus produtos, e alguns podem ser barrados por questões de saúde e ambientais.
Apesar da complexidade do processo de registros de mais de 30 mil produtos químicos, a preocupação primeira do Brasil é com relação à classificação do níquel.
Com a nova lei, seis compostos de níquel passarão a ser considerados como “perigosos”. A lista pode aumentar para 140 compostos até o final do ano. O Brasil, juntamente com a Austrália e outros países, enviou cartas e manteve reuniões com os europeus para evitar a publicação da nova lei. O argumento do governo era de que novos estudos científicos estavam sendo feitos e que provariam que o produto não teria os riscos alertados pela Europa.
Hoje, o Brasil é importador de nÍquel. Mas, com a aquisição da canadense Inco pela Vale, o grupo brasileiro se transformou num dos principais atores do produto no mercado internacional. Além disso, a Vale começa a desenvolver minas de níquel no Brasil e espera poder exportar.

Fonte: O Estado de São Paulo


Chanceler defende aproximação com países africanos

Junho 11, 2008

O chanceler Celso Amorim voltou ontem a defender o fortalecimento das relações entre o Brasil e os países africanos.
Na cerimônia de abertura da reunião de altos funcionários da cúpula América do Sul-África, o ministro das Relações Exteriores citou o aumento do comércio bilateral para provar o pragmatismo da decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva de colocar o continente entre as prioridades da política externa nacional.
Desde 2003, o presidente fez oito viagens à África. Visitou 20 países. Tenta assim aumentar a influência do Brasil no continente, onde a China tem conseguido conquistar diversos parceiros comerciais. Não foi à toa, portanto, que Amorim lamentou a atual carência de ligações aéreas e marítimas entre os países sul-americanos e africanos.
“Quando o Brasil retomou com maior intensidade sua política africana, enfrentou muito ceticismo. Freqüentemente nos foi apontado que era algo poético, talvez de valor sentimental, mas de pouca eficácia prática. Hoje, a África já é um importantíssimo parceiro comercial do Brasil, responsável por cerca de 7% do total do nosso comércio exterior”, disse o ministro a integrantes de 44 delegações, complementando que a união entre as regiões pode dar mais força aos países durante crises financeiras internacionais. “Creio que faltava um olhar mais direto entre os dois continentes.”
No ano passado, as vendas brasileiras para a África somaram US$ 8,5 bilhões, 200% a mais do que o verificado em 2003. As importações chegaram a US$ 11,3 bilhões, alta de 244% no mesmo período. “Se fosse tomada como um país, a África seria o nosso quarto maior parceiro, atrás apenas de Estados Unidos, Argentina e China.”
A reunião tratou dos preparativos para o encontro ministerial do grupo, a ser realizado entre os dias 17 e 20 no Marrocos. Falou-se também da segunda cúpula de chefes de Estado e governo dos países africanos e sul-americanos, agendada para 28 e 29 de novembro, na Venezuela. A primeira cúpula ocorreu na Nigéria em novembro de 2006
Fonte: Gazeta Mercantil


Cresce necessidade de país se financiar no exterior

Junho 11, 2008

Brasil precisou de R$ 21 bilhões para fechar as suas contas no primeiro trimestre Ritmo de crescimento das compras externas caiu no primeiro trimestre, mas importações continuam maiores que exportações Do enviado especial ao Rio Mantendo uma tendência que começou em 2006, a taxa de crescimento das importações voltou a superar a das exportações no primeiro trimestre de 2008. Ao lado da inflação, o resultado do setor externo é considerado por economistas o principal sintoma de que a economia brasileira pode estar aquecida além da conta. No primeiro trimestre, não só as importações para atender a demanda doméstica deram um novo salto, dessa vez de 18,9%, como houve um recuo de 2,1% nas exportações de bens e serviços. Isso elevou a necessidade de o Brasil se financiar no exterior. Enquanto o país precisou de R$ 1 bilhão de fora no primeiro trimestre de 2007 para fechar suas contas, esse valor pulou para R$ 21 bilhões entre janeiro e março deste ano. Além do resultado comercial, o rombo foi ampliado por conta de um aumento das remessas de lucros e dividendos de empresas no período. Para José Francisco de Lima Gonçalves, do banco Fator, ainda não está claro se a queda nas exportações ocorreu pelo fato de que produtos para exportação tenham sido direcionados para atender o aquecido mercado interno. “O fato é que as exportações brasileiras, em quantidade, estão estagnadas. Mas é preciso levar em conta que houve uma desaceleração da demanda internacional como um todo.” Gonçalves pondera também que, embora as importações continuem maiores do que as exportações, o ritmo de crescimento das compras externas caiu no primeiro trimestre. Em relação ao último trimestre de 2007, o aumento das importações foi de apenas 0,8%. Já na comparação entre o último trimestre do ano passado e o trimestre imediatamente anterior, a alta havia sido de 5,2%. Para Alexandre Bassoli, do HSBC, o resultado das contas externas mostra “claramente” que não é possível atender ao atual nível de demanda apenas com a produção nacional. “Essa é uma questão fundamental. A economia precisa se desacelerar, pois não se pode sustentar isso indefinidamente sem maiores problemas.” Grande parte do aumento das importações, porém, tem a ver com a compra no exterior de máquinas e equipamentos destinados a elevar os níveis de produção das empresas brasileiras. O problema é que a maturação desses investimentos leva algum tempo até que se traduza em aumento da oferta. Segundo o IBGE, os destaques nas importações do trimestre foram, além da compra de máquinas, as compras de material eletrônico, peças e acessórios para veículos e produtos farmacêuticos. (FCZ) Fonte: Folha de São Paulo


Importação de químicos dispara 59% em maio

Junho 11, 2008

Recorde mensal. No mês passado, as compras externas somaram US$ 3,1 bilhões, uma expansão de 59% em relação a igual período de 2007. Na comparação com abril, o crescimento foi de 38,8%, de acordo com dados divulgados hoje pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Pressionadas pela apreciação do real em relação ao dólar, as exportações brasileiras cresceram em menor ritmo: 20,4% sobre maio de 2007, para US$ 1,1 bilhão. Na comparação com abril, a alta foi de 23,5%.
Fonte: O Estado de Minas


Camex fixa novo prazo para desembaraço aduaneiro do trigo

Junho 11, 2008

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) fixou o dia 31 de agosto como prazo máximo para o desembaraço aduaneiro do trigo (NCM 1001.90.90) importado com isenção tarifária total da alíquota do imposto de importação de países fora do Mercosul. Antes, o vencimento era dia 31 de julho. Entretanto, a medida é válida para as licenças de importação registradas no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) feitas até o dia 31 de julho de 2008.

A cota para importação do trigo foi ampliada para 2 milhões de toneladas, pela Resolução Camex nº 28, de 13 de maio deste ano, com isenção da alíquota de 10% da Tarifa Externa Comum (TEC). O intuito da revisão do prazo é evitar o desabastecimento no mercado interno, no período da entressafra brasileira.

A medida da Camex foi publicada ontem (10/6), no Diário Oficial da União (DOU), pela Resolução nº 33, e tem vigência imediata.

Fonte: MDIC