Balança registra corrente de comércio de US$ 8,8 bilhões na primeira semana de junho

Junho 10, 2008

Entre os dias 1º e 8 de junho de 2008, primeira semana do mês, a balança comercial brasileira registrou exportações de US$ 4,592 bilhões (média diária de US$ 918,4 milhões) e importações de US$ 4,208 bilhões (média diária de US$ 841,6 milhões), desempenhos que resultaram num superávit comercial (diferença entre as exportações e as importações) de US$ 384 milhões (média diária de US$ 76,8 milhões). Nos cinco dias úteis da primeira semana de junho, foi registrada uma corrente de comércio de US$ 8,8 bilhões, segundo melhor desempenho semanal do ano, superado apenas pela terceira semana de maio, quando a soma das exportações e das importações chegou a US$ 9,6 bilhões.

Exportações

As exportações brasileiras na semana apresentaram alta de 40% sobre o desempenho médio diário em todo mês de junho do ano passado (US$ 655,9 milhões), em função de aumento das vendas de produtos das três categorias: básicos (+75,7%) – com destaque para petróleo em bruto, soja em grão, carne de frango, suína e bovina, minério de ferro e farelo de soja –; semimanufaturados (+21,7%) – principalmente ferro fundido em bruto, alumínio em bruto e ferro-ligas – e manufaturados (+21,2%) – com ênfase para as exportações de óleos combustíveis, gasolina, álcool etílico, máquinas e aparelhos para terraplanagem, celulares, tratores, pneus e motores para veículos.

Em relação ao desempenho médio diário das exportações registrado nos 20 dias úteis de maio último, (US$ 965,3 milhões), houve, na primeira semana de junho, um decréscimo de 4,9%, causado pela queda de 16% nos embarques de produtos básicos e 13,9% nas exportações de semimanufaturados. As vendas internacionais de produtos manufaturados, entretanto, apresentaram alta de 8,2% no período.

Importações

Também pelo critério da média diária, as importações na primeira semana de junho apresentaram alta de 81% sobre os valores registrados no mesmo mês de 2007 (US$ 464,9 milhões), com aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes (+197%), adubos e fertilizantes (+124,8%), produtos siderúrgicos (+110,1%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+67,8%), equipamentos mecânicos (+58,2%) e veículos e automóveis (+53,5%).

Sobre o resultado apresentado em maio de 2008, quando a média diária das importações chegou a US$ 761,5 milhões, houve na primeira semana de junho um acréscimo de 10,5%, com destaque para as importações de combustíveis e lubrificantes (+41,7%), produtos siderúrgicos (+18,7%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+13,8%) e equipamentos mecânicos (+9,9%).

Saldo

O saldo comercial brasileiro registrado na primeira semana do mês de junho, pela média diária, ficou 59,8% menor que o apresentado em junho de 2007 (US$ 191,1 milhões) e 62,3% inferior ao superávit médio diário registrado em maio último (US$ 203,9 milhões)

Acumulado

Nos 107 dias úteis do ano, acumulados até a primeira semana de junho, o saldo comercial registrado foi de US$ 9,039 bilhões, com média diária de US$ 84,5 milhões. Por esse critério, o superávit comercial ficou 48,1% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foi registrada uma média diária de US$ 162,7 milhões.

As exportações somaram US$ 76,646 bilhões, com média diária de US$ 716,3 milhões, um incremento de 23,7% sobre o desempenho médio diário apresentado no mesmo período de 2007 (US$ 579 milhões).

Na mesma comparação, observou-se um crescimento de 51,8% nas importações brasileiras, que saíram de uma média diária de US$ 416,3 milhões de janeiro, até a primeira semana de junho do ano passado, para US$ 631,8 milhões no mesmo período de 2008. As importações até a primeira semana de junho somaram US$ 67,607 bilhões.

Fonte: MDIC


Empresários prevêem US$ 1,8 bilhão de déficit na balança comercial do setor têxtil

Junho 10, 2008

Rio de Janeiro – Os empresários do setor têxtil e de confecções afirmam que devem amargar este ano um déficit recorde na balança comercial, que pode variar entre US$ 1,4 bilhão a US$ 1,8 bilhão, se forem excluídas da pauta as exportações de algodão, que é uma matéria-prima sem adicionamento de valor.

A afirmação é do diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Pimentel. “Será algo jamais visto porque até três anos atrás, em 2005, nós éramos superavitários em mais de US$ 700 milhões. E inverteu-se isso de forma profunda em três anos”, disse hoje (9) Pimentel, ao participar do evento de moda Fashion Rio.

Ele atribui a perspectiva negativa à desvalorização do dólar frente o real, à falta de acordos comerciais de acesso preferencial aos grandes mercados mundiais e à elevada carga tributária. “Todos esses percalços, alertados pelo setor reiteradamente nos últimos sete, oito anos, avançaram muito pouco no Brasil”, observou.

Somando o algodão, as exportações têxteis e de confecções devem atingir este ano US$ 2,5 bilhões, contra importações de US$ 3,9 bilhões. Quando a conta é feita sem o algodão, as exportações devem somar US$ 2 bilhões, contra importações de US$ 3,8 bilhões.

Ele analisou que a produção do setor têxtil deve crescer este ano entre 3% a 4%, em função da demanda doméstica, enquanto a expectativa para o varejo é de expansão de até 13%.

O diferencial entre o crescimento da produção e do varejo está sendo abastecido pelos produtos importados, “favorecidos pela taxa do câmbio”. Já a produção da indústria de confecções cresce cerca de 10%

A produção física atual do setor, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alcança em torno de sete bilhões de peças de vestuário fabricadas por ano. O aumento da produção estimado para 2008 representará cerca de 250 milhões de peças mais.

Fonte: Agência Brasil


INPI reduz tempo de concessão de marcas para 18 meses

Junho 10, 2008

Rio de Janeiro – A política de desenvolvimento produtivo, lançada pelo governo federal no mês passado, vai ampliar o trabalho do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no sentido de conscientizar o empresariado sobre a necessidade de proteger suas marcas e ‘designs’ (desenhos industriais) de cópias pirateadas no Brasil e no exterior.

O presidente do INPI, Jorge Ávila, afirmou que, com a nova política, há um reforço do trabalho que o órgão já vinha fazendo junto a vários setores econômicos, entre os quais o de confecções. “A gente está fortalecendo todas as ações que tenham a ver com disseminação, educação, para uso do sistema da propriedade industrial”, disse.

Ávila revelou que o próximo passo é estreitar o trabalho com o setor automobilístico. “A idéia é fazer um trabalho de conscientização da importância do registro de marcas e também de desenhos industriais e patentes junto não só às montadoras, que já têm uma gestão, mas junto a todo o seu parque de fornecedores no país”, afirmou.

Ele destacou que o INPI será fortalecido para que o processo de registro seja rápido. Segundo Ávila, antes o tempo para conceder o registro de uma marca era de cinco a seis anos. Hoje, caiu para um ano e seis meses. A meta, de acordo com o presidente da instituição, é que a concessão leve apenas um ano, para que não se descuide da qualidade. “Um dos eixos, então, é esse: eficiência, sem perda da qualidade”, observou.

Outra linha de atuação do INPI é promover a conscientização sobre a importância do registro. “Não é tão difícil nem tão caro você proteger seus desenhos industriais e suas marcas no Brasil. E no mundo, mostrar a importância e o significado que isso pode ter para o crescimento dos seus negócios”, registrou.

Ávila lembrou que, desde 2003, o INPI passa por um programa de reestruturação e modernização e que, devido a esse programa, ampliou o trabalho de produção de registro de marcas. “A gente está conseguindo examinar, nos últimos 12 meses, algo em torno de 250 mil marcas”, disse. Antes, a produção de marcas do INPI variava entre 28 mil a 60 mil registros por ano.

O presidente do INPI revelou que, na fase atual, o sistema brasileiro de propriedade intelectual está em discussão para que a participação das empresas brasileiras seja facilitada. Ele enfatizou a importância desse trabalho porque o mundo vive “uma economia global que compete pela inovação”.

Fonte: Agência Brasil


Empresas devem registrar marcas no exterior para evitar pirataria, recomenda INPI

Junho 10, 2008

Rio de Janeiro – As empresas brasileiras precisam proteger suas marcas para evitar ser alvo de pirataria no exterior. O alerta foi dado ontem (9) pelo presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Jorge Ávila. Segundo ele, no Brasil, ainda é pequena a consciência de que é preciso proteger as marcas do uso por terceiros.

“Você faz um investimento para tornar sua marca, sua grife, conhecida. E, quando cresce, ganha um pouco mais de musculatura, e começa a querer exportar, descobre que alguém registrou o nome de sua marca em um país para o qual você quer exportar”, disse Ávila, em entrevista à Agência Brasil.

O resultado é que o empresário acaba sendo obrigado a fazer algum tipo de acordo ou entrar numa briga judicial longa, que representa gasto de recursos, explicou. É por isso que os empresários devem saber como funciona o sistema de marcas no Brasil e no resto do mundo. Tal procedimento vale também para o registro de desenhos industriais, “porque há várias formas de fazer negócio que não são necessariamente exportar o artigo físico”. O licenciamento da marca ou do design se insere nesse campo, acrescentou.

Vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o INPI participa do Fashion Business, bolsa de negócios realizada paralelamente ao Fashion Rio. O evento é promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae).

Sem o registro da marca, fica difícil as empresas provarem que determinada criação é sua. Um exemplo de marca brasileira pirateada é a confecção de moda-praia Salinas, que, de acordo com a assessoria de imprensa do INPI, ao tentar exportar para o México e a Coréia do Sul, descobriu que estava sendo usada nos dois países. A operação para anulação dos registros piratas custou à Salinas cerca de US$ 40 mil.

A marca de calçados Jimmy Choo, que se tornou conhecida em todo o mundo em um seriado de televisão, entretanto, conseguiu se proteger de copiadores usando o sistema de propriedade industrial em vários países, inclusive o Brasil, informou a assessoria.

Os dados disponíveis mostram que em 2006 foram depositadas 94.660 marcas no INPI, englobando também depósitos de empresas estrangeiras, contra 327 pedidos de marcas brasileiras no exterior. Ávila disse que os brasileiros não têm a cultura de proteger suas marcas no exterior, o que atribuiu à falta de informação. Na Argentina, foram feitos 802 depósitos de marcas brasileiras naquele ano. Na China, foram 73.

Registrar uma marca no Inpi custa menos que R$ 500, e pequenas empresas têm desconto. No exterior, o custo é mais alto e varia de país para país, mas um escritório de advocacia especializado em propriedade intelectual pode ajudar no processo. Para registrar apenas uma marca, a internet é uma boa ferramenta, na qual se economizam custos de deslocamento. Ávila considera importante o registro no exterior, para marcas que buscam mercados como Estados Unidos e União Européia. “Ter uma marca protegida nesses mercados vale muito dinheiro.”

Ele disse que, tão logo o governo do Brasil assine a adesão ao sistema internacional de registro de marcas, conhecido como Protocolo de Madri, ficará mais fácil o depósito de marcas de empresas nacionais em outros países, especialmente das pequenas e médias. Até lá, porém, as empresas devem registrar suas marcas em cada mercado para o qual desejem comercializar produtos.

De acordo com o INPI, será mais fácil monitorar os pedidos de marca em uma única base do que em vários países diferentes. Ele ressaltou, entretanto, que nenhum brasileiro deve deixar de proteger a sua marca enquanto o país não adere ao Protocolo de Madri. “Dá um pouco mais de trabalho, mas proteja, porque você pode ter um prejuízo muito grande se não o fizer”, recomendou Jorge Ávila.

Fonte: Agência Brasil


Ministros se reúnem em Paris para tentar manter Rodada Doha

Junho 10, 2008

PARIS – Potências comerciais se reúnem nesta quinta-feira em Paris para tentar manter as chances de sucesso da chamada Rodada Doha das negociações comerciais globais, o que segundo elas, ajudaria a conter as atuais crises alimentar e econômica globais.

O encontro envolve ministros de Estados Unidos, União Européia, Índia, Brasil, Japão e outros países da Organização Mundial do Comércio.

Analistas dizem que a Rodada Doha ficará politicamente inviável se não for resolvida nas próximas semanas, devido aos calendários eleitorais dos EUA, da Índia e da posse de uma nova direção da União Européia.

Temos de resolver essas negociações, resolver as cifras e garantir que estamos trabalhando para que ocorra uma (reunião) ministerial nas próximas semanas’, disse à Reuters o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, ao chegar para a reunião.

A Rodada Doha foi lançada há sete anos, com o objetivo de reduzir barreiras comerciais no mundo. Mas há fortes diferenças entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, especialmente a respeito de tarifas e subsídios agrícolas.

Na segunda-feira, um mediador desistiu das propostas que tentavam conciliar as posições divergentes a respeito do comércio de bens industriais, outro ponto importante da Rodada Doha.

Defensores do acordo dizem que concluí-lo é mais importante do que nunca, pois a liberalização comercial poderia contrabalançar a alta mundial de preços alimentícios, que ameaça aumentar o número de famintos do planeta para quase 1 bilhão de pessoas.

- Ao cortar tarifas de importação agrícola e disciplinar a forma como os países ricos usam subsídios, as nações em desenvolvimento serão incentivadas a produzir bens agrícolas e competir em termos mais justos – disse a negociadora comercial mexicana, Beatriz Leycegui Gardoqui.

Em 2007, houve protestos no México devido à alta da ‘tortilla.’ Atualmente, a inflação no país é a maior dos últimos três anos.
Fonte: JB On Line


Caixa Econômica entra na área de câmbio

Junho 10, 2008

Depois de o Banco do Brasil começar a oferecer financiamento imobiliário, a CEF (Caixa Econômica Federal) contra-ataca e se prepara para atuar no mercado de câmbio e crédito para o comércio exterior, um dos negócios fortes do BB.

     A CEF conseguiu autorização do Banco Central para operar com câmbio em 2006, mas ainda não oferece nenhum serviço nessa área. Agora, o banco conclui mudanças internas para, até 2009, comprar e vender moeda estrangeira aos clientes. E oferecer linhas de financiamento e contratos de câmbio para empresários que trabalham com exportação e importação, principalmente pequenas e microempresas.

      O primeiro passo, já em funcionamento, foi um projeto-piloto de venda de dólares para os funcionários. Até o ano que vem, todos os clientes da instituição poderão comprar moeda estrangeira nas agências antes de viajar para o exterior, o chamado “câmbio manual”.

      A abertura desse mercado, autorizada na semana passada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), também vai beneficiar a instituição. O banco tem interesse em transformar as casas lotéricas, hoje seus correspondentes bancários, em correspondentes cambiais -que poderão fazer operações de envio e recebimento de remessas de dólares do exterior.

      De todas as novas operações internacionais da Caixa Econômica, essa é a mais incipiente. Os outros projetos estão em fase de conclusão.

      Outra parte do projeto internacional da instituição é voltado para as empresas, ligado aos objetivos da política industrial do governo de ampliar o número de exportadores do país. A CEF vai operar com câmbio para exportação e importação e linhas de financiamento de ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio) e ACE (Adiantamento de Contrato de exportação).

      O ACC é uma linha de crédito de capital de giro para exportações, em que o banco antecipa, em reais, o valor de um bem que será exportado no futuro. O ACE é o crédito, também em reais, do valor de uma mercadoria que já foi embarcada para o exterior, mas o cliente estrangeiro vai pagar a empresa a prazo, em dólares ou euros.

      Segundo o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Carlos Brito, o banco identificou demanda de 8.000 empresas, que já são seus clientes, por serviços ligados ao comércio exterior. Hoje, apenas 37 mil empresas no país trabalham com exportação ou importação.

      A meta do governo federal, com a política industrial, é aumentar em 10% o número de empresas exportadoras, principalmente as de pequeno porte, até 2010.

      “O nosso objetivo ao entrar nesse mercado é ter um portfólio completo e oferecer tudo de que o cliente precisa. Os tempos de globalização exigem esse direcionamento”, disse Brito.

      O novo foco da CEF entra em um mercado liderado pelo concorrente público. O Banco do Brasil responde hoje por 26% de todos os contratos de câmbio para exportação no país e 25% dos contratos de câmbio para importação. A carteira de crédito para o comércio exterior do BB é R$ 11,019 bilhões (dados do primeiro trimestre), dos quais 59,6% são contratos de ACC e ACE.

      O superintendente de Negócios Internacionais da CEF, Flávio Petró, disse que um estudo de mercado feito pelo banco mostrou que é possível conquistar 5% do total das operações de comércio exterior no país até 2014, quando o fluxo de importações e exportações deve somar US$ 421 bilhões.

Fonte: Folha de São Paulo


Gaúchos pressionam para reduzir faixa de fronteira

Junho 10, 2008

Os três senadores gaúchos Paulo Paim (PT), Pedro Simon (PMDB) e Sérgio Zambiasi (PTB), mais os deputados estaduais Frederico Antunes (PP) e Rossano Gonçalves (PDT), além de diversos prefeitos de municípios da Fronteira-Oeste do Estado vão amanhã a Brasília para uma audiência com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB). O objetivo do encontro é pressionar para a votação e aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autoria de Zambiasi, que prevê a redução de 150 quilômetros para 50 quilômetros da faixa de fronteira.
A legislação atual impede a compra de terras por parte de empresas com capital internacional nessa área. Na tarde de ontem, Zambiasi esteve em Porto Alegre discutindo a questão com prefeitos e com o deputado federal Vieira da Cunha (PDT). O senador argumenta que a faixa de fronteira, na extensão atual, torna-se um empecilho para que empreendedores estrangeiros invistam em vários municípios do País. Entre as empresas que enfrentam dificuldades com a legislação da faixa de fronteira está a Stora Enso, que deseja plantar eucaliptos para fabricar celulose no Rio Grande do Sul.
Frederico Antunes, que participará do encontro de amanhã, em Brasília, enfatiza que a aprovação da PEC de Zambiasi poderá representar um novo momento para a economia da Fronteira-Oeste e para a Metade Sul do Estado. Além dos investimentos na silvicultura, ele cita que companhias estrangeiras de segmentos como vitivinicultura, energia eólica, lácteos, entre outros, podem ser favorecidas pela redução da faixa de fronteira.
Fonte: Jornal do Comércio


Referendo na Irlanda sela destino de Tratado da UE

Junho 10, 2008

País vota na quinta consulta sobre Tratado de Lisboa; “não” está na frente, diz pesquisa

Para vigorar, texto que modifica sistema de tomada de decisões do bloco precisa ser ratificado por todos os 27 países da comunidade

A três dias do referendo sobre o Tratado de Lisboa, o governo irlandês e os partidários da adoção desse texto, que estabelece novas regras para o funcionamento da União Européia (UE), intensificam seus esforços para evitar uma derrota.
Uma pesquisa do “Irish Times” mostra ganhos meteóricos para opositores do tratado. Nas últimas semanas, o “não” passou de 17% das intenções de voto para 35%. Já o apoio ao “sim” recuou de 35% para 30%.
Se os defensores das reformas na UE não conseguirem reverter essa tendência, o novo tratado, que valeria para os 27 países do bloco, terá de ser abandonado ou pelo menos reformulado, pois o texto só entra em vigor se for ratificado por todos. A Irlanda é o único país que vai submeter o texto a referendo. As 26 nações restantes ou já o ratificaram ou pretendem fazê-lo via Parlamento.
A história de referendos sobre a UE não é das mais gloriosas para Bruxelas. Em 2001, os próprios irlandeses rejeitaram em votação popular o Tratado de Nice. O documento acabou sendo aprovado um ano depois em novo referendo. Em 2005, foi a vez de franceses e holandeses dizerem “não” à chamada Constituição Européia. O projeto de criar uma Carta única para os países da UE teve de ser inteiramente reformulado.
O Tratado de Lisboa, de 2007, é o resultado dessa reformulação. Embora mais fraco do que o anterior, o texto conserva a idéia de substituir a unanimidade por maioria em certas decisões do bloco e obriga os países a adotar a Carta de Direitos em seu sistema legal. Cria a figura do presidente do Conselho Europeu e reforça a diplomacia do bloco, com a instituição de um alto representante de Relações Exteriores.

Dificuldades
Como sempre, a dificuldade dos defensores do tratado é explicar à população o que significa aquele texto confuso, repleto de emendas e protocolos. A impenetrabilidade é o maior aliado dos eurocéticos. Basta que os responsáveis pela propaganda contrária sugiram que o texto conspira contra valores tradicionais do país para arregimentar legiões de adeptos.
No caso da Irlanda, uma coalizão entre a extrema-esquerda e a extrema-direita vem logrando êxitos ao insinuar que a adoção do tratado comprometeria a neutralidade do país e que obrigaria esta nação ultracatólica a admitir o aborto.
Não obstante, os irlandeses estão divididos. Muitos deles se sentem em obrigação para com o bloco, que ajudou a nação antes miserável a converter-se num país de Primeiro Mundo. Há 35 anos na UE, a Irlanda é, com a possível exceção da Espanha, o país que mais se beneficiou com a associação, que já lhe rendeu 40 bilhões em transferências de Bruxelas.
Menos mensurável, mas não menos importante, a associação serviu para modificar a auto-imagem do país, que deixou de ser um exportador de mão-de-obra para converter-se num pólo de atração. Na próxima quinta, tudo estará na balança. E a Europa aguarda ansiosa.
Fonte: Folha de São Paulo