Receita: Fiscais votam contra nova greve

Junho 6, 2008

Os auditores fiscais descartaram a possibilidade de realizar nova greve. Em reunião na última terça-feira, a categoria decidiu suspender a possibilidade de paralisação iminente.

Conforme o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) em Santos, Wellington Feijó, a decisão já havia sido tomada um dia antes, em assembléia.

Segundo ele, está descartada a possibilidade de os servidores retomarem o movimento deflagrado em 18 de março. “Nós descartamos a possibilidade, a menos que o Governo Federal descumpra o que prometeu”.

Pelo acordo com Brasília, os auditores, responsáveis por fiscalizar as cargas de comércio exterior em portos, aeroportos e fronteiras, terão seus salários equiparados aos das demais carreiras de Estado em três parcelas: julho próximo, julho de 2009 e julho de 2010.

“Decidimos não voltar à greve porque, apesar de a equiparação ser feita em três parcelas, entendemos que a paralisação causa um impacto muito grande à economia brasileira”, disse Feijó.

No Porto de Santos, os efeitos da paralisação ainda eram sentidos no começo da semana. Mesmo com uma trégua de 21 dias no movimento, a ocupação dos pátios de contêineres de importação estava acima da média normal. Em algumas instalações retroportuárias, o índice chegava a quase 90%.

Fonte: Gua News


Governo espera outra contraproposta dos Auditores

Junho 6, 2008

O secretário de Recursos Humanos do MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), Duvanier Paiva, comandou a reunião com as entidades representativas dos Auditores-Fiscais, que ocorreu na noite de ontem (4/6). O secretário da RFB (Receita Federal do Brasil), Jorge Rachid, não participou da discussão.

Duvanier iniciou o debate afirmando que a proposta do Governo é a mesma apresentada antes da deflagração da greve e que o incremento de R$ 200,00 na última parcela do reajuste do salário final só existe em caso de acordo entre as partes.

O secretário também reafirmou a urgência na conclusão da negociação. “Já fechamos um pré-acordo com os Analistas-Tributários e com o Ciclo de Gestão. Precisamos identificar o espaço que temos para negociar. O prazo é curto. Nossa equipe já começou a escrever a MP (Medida Provisória), a partir dos acordos já firmados”, disse. “A proposta do Governo é a mesma. Estamos em um momento em que vocês é que precisam apresentar outra proposta dentro dos parâmetros já colocados”, concluiu Duvanier.

Progressão – O presidente do Unafisco, Pedro Delarue, colocou na discussão alguns pontos importantes para Classe. O primeiro foi a definição do prazo de 12 meses para a progressão dos Auditores que atingirem a meta da avaliação e de 18 meses para os demais. Assim como a formalização de que os critérios da promoção serão definidos posteriormente.

O segundo ponto colocado foi a antecipação da última parcela do reajuste. Em seguida, o presidente do Unafisco reivindicou a não-absorção da parcela complementar do subsídio em conseqüência da transformação da forma remuneratória para o subsídio. Delarue também cobrou que os Auditores que ingressaram na RFB após o ano 2000 e não progrediram durante o estágio probatório sejam beneficiados com o reenquadramento, a exemplo do que foi acertado para os Auditores do Ministério do Trabalho e os oriundos da Receita Previdenciária.

Dias parados – Por fim, o presidente do Unafisco cobrou a negociação dos dias parados e a solução da questão do fosso. “A Classe autorizou em Assembléia que parte dos R$ 90 milhões que seriam destinados ao incremento de R$ 200,00 no salário final seja remanejado para resolver o problema do fosso”, propôs.

A solução foi rejeitada pelo secretário. Segundo Duvanier, a única possibilidade aceitável para o Governo a fim de solucionar o fosso é a redução do salário inicial.

O presidente do CDS (Conselho de Delegados Sindicais), Guilherme Cazumba, criticou a declaração do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, à imprensa, afirmando que, em caso de retomada da greve, as atribuições dos Auditores seriam transferidas para os Analistas. “Sempre ouvimos nessa mesa que o Governo respeita a greve. A declaração do ministro causou indignação entre os Auditores. A categoria se sente desrespeitada”, disparou.

Cazumba também cobrou a solução do fosso e a negociação dos dias parados, assim como garantias de que o sistema de avaliação a ser discutido posteriormente não trará prejuízos para a Classe. “Entendemos que é preciso que a negociação avance. Caso isso não ocorra, o CDS vai encaminhar pela não-assinatura do acordo”, concluiu.

Em relação ao sistema de avaliação, Duvanier afirmou que a reivindicação apresentada pelo presidente do Unafisco não representaria um impasse. Sobre o reenquadramento dos Auditores que não progrediram, o secretário disse que todos terão o mesmo tratamento, sejam eles da RFB, Ministério do Trabalho ou ex-Previdência.

Terceira parcela – O representante do Governo reafirmou ser difícil a antecipação da terceira parcela do reajuste, mas que em um possível acordo pode ser incluída uma cláusula para garantir uma nova rodada de negociação em julho de 2009, a fim de avaliar a antecipação, baseada em critérios como desenvolvimento da economia, arrecadação e atendimento das metas de inflação.

Sobre a absorção da parcela complementar do subsídio, o secretário não quis fechar posicionamento. “Parece-me que vamos ter que dar ao subsídio o mesmo tratamento que vem sendo dado no Judiciário e nas demais carreiras. Uma das características do subsídio é a não-convivência com outras formas de remuneração”, afirmou Duvanier.

Os representantes das demais entidades também reforçaram a importância da negociação dos dias parados a fim de viabilizar a assinatura de um possível acordo em relação à Campanha Salarial da Classe.

No entanto, o secretário afirmou que não tinha autorização do Governo para discutir o assunto. “A posição do Governo hoje é não negociar os dias parados. Respeitamos a greve e entendemos que é um direito. Mas temos a convicção de que foi desnecessária, porque estávamos negociando. A greve teve um prejuízo grande para a sociedade. Mas essa é a posição hoje. Superada a discussão econômica, teremos o ambiente favorável para negociar o corte do ponto. Nesse caso, vou defender no Governo que façamos a negociação dos dias parados”, avaliou Duvanier.

“Tenho aqui várias manchetes de jornais, citando o recorde atingido pela balança comercial como fruto da retomada das atividades dos Auditores. Os colegas estão se esforçando para reverter os transtornos causados pela greve. A Classe se viu obrigada a entrar em greve já que a negociação não avançava. Nós não desejávamos a greve, mas fomos impelidos a ela. Portanto, a Classe espera fechar um acordo que seja fruto de um consenso que permita aos Auditores continuar motivados para o trabalho”, ponderou o diretor secretário do Unafisco, Ricardo Skaf.

Uma nova reunião ficou marcada para a próxima segunda-feira (9/6).
Fonte: Unafisco


Lamy afirma que EUA e UE voltarão a negociar Doha

Junho 6, 2008

O diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, anunciou ontem que convocará os altos dirigentes de vários países durante as duas próximas semanas para reativar as negociações da Rodada Doha, principalmente as relativas aos produtos industrializados.
“Um grande trabalho será exigido desses dirigentes durante as duas próximas semanas”, afirmou Lamy em um discurso pronunciado a portas fechadas na reunião de ministerial de 30 países membros da OMC e que foi paralela ao encontro da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE)
“Ficaria particularmente contente se todos os negociadores em torno desta mesa me assegurassem que seus altos funcionários vão poder trabalhar à toda em Genebra, a partir de 9 de junho”, declarou Lamy. “Precisamos preparar o terreno para obter compromissos ministeriais, em particular na área de produtos industriais.”
As negociações sofreram um novo retrocesso na segunda-feira, quando o mediador da negociação sobre bens industriais na OMC, Don Stephenson, decidiu suspender as discussões pela falta de acordo entre os países.
Lamy admitiu que resta pouco tempo para obter um acordo. “Mas as negociações alcançaram uma etapa na qual parece que os ministros logo se reunirão para chegar a um acordo sobre as modalidades na agricultura e nos produtos industriais”, afirmou.
Os Estados Unidos, por sua vez, se manifestaram dispostos a acelerar os trabalhos para se chegar a um acordo nas próximas semanas para a conclusão de um compromisso mundial sobre a Rodada Doha, conforme afirmou Susan Schwab, representante do Comércio americana na coletiva de imprensa à margem da reunião ministerial da OCDE.
“Sentimos verdadeiramente a urgência da questão e estamos dispostos a agir para que a reunião dos negociadores, convocada para Genebra no dia 9, permita achar um acordo rápido para desbloquear as negociações da OMC”, disse Schwab. Ela também afirmou que a lei agrícola americana aprovada recentemente pelo Congresso de seu país e que destina quase US$ 300 bilhões de subsídios aos agricultores não representa “a oferta dos EUA” na agenda Doha.
Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a ampliação desses controversos subsídios agrícolas reduz ainda mais as chances de se alcançar acordo global para redução das tarifas comerciais em Doha. “Não posso fingir que estou surpreso. Isso nos faz ficar um pouco mais prudentes e um pouco mais cautelosos com respeito ao que podemos fazer.”
Os principais negociadores da OMC reconhecem que a Rodada Doha deve ser concluída antes da saída do governo de George W. Bush até o fim do ano, já que um novo governo – possivelmente democrata – pode querer revisar tudo que foi negociado nos últimos sete anos. Mas Schwab insistiu que Doha continuará sendo uma prioridade tanto para os republicanos como para os democratas, tradicionalmente mais protecionistas.Peter Mandelson, comissário de Comércio da União Européia, acredita que os 152 países membros da OMC estão ficando sem opções e devem concluir um acordo em breve. “O calendário político americano está contra nós. O acordo deve ser alcançado. Temos a responsabilidade de sermos bem sucedidos.”
Mandelson reuniu-se com Amorim que na seqüência teve um jantar com Susan em Paris. O chanceler retornará ao Brasil no dia 9.

Fonte: Gazeta Mercantil


Amorim: países ricos querem vender caro acordo na OMC

Junho 6, 2008

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quinta-feira que as economias ricas querem “vender caro” aos países emergentes um acordo na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo o chanceler, a recente alta nos preços dos alimentos está levando os países ricos a concederem menos subsídios aos seus agricultores, já que os produtores estão se beneficiando dos aumentos das cotações das commodities.

Essa diminuição dos subsídios agrícolas, de acordo com o ministro, reduziu o valor das ofertas dos países ricos nas negociações da rodada de Doha da OMC, que prevê a liberalização do comércio mundial.

“Como os preços dos alimentos devem permanecer elevados por um longo período, as ofertas apresentadas em relação aos produtos agrícolas considerados sensíveis e também em relação aos subsídios são hoje menos atrativas do que teriam sido há dois anos”, afirmou Amorim.

“Nós ainda queremos a rodada de Doha porque ela é importante para o sistema multilateral. Precisamos de um carro porque é necessário ir a algum lugar, mas esse carro já está usado e não é possível cobrar por um carro usado o preço de um novo”.

Mercosul
Amorim participou nesta quinta-feira em Paris da reunião anual da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), da qual o Brasil participou como país convidado.

Para ele, os países ricos não oferecem cortes significativos de seus subsídios agrícolas, mas exigem, em contrapartida, que os emergentes reduzam suas tarifas de importação para produtos industriais.

“Os países ricos precisam ser realistas em relação ao preço que estão cobrando por um acordo”, afirmou Amorim.

“A primeira coisa que pedimos é que os subsídios agrícolas dos países ricos sejam reduzidos consideravelmente. A segunda é que não cobrem muito caro por um carro usado”.

Amorim também afirmou que o Mercosul não pode ser prejudicado nas discussões. “O Mercosul não está à venda”, disse.

No final da tarde, Amorim participou de uma reunião informal da OMC com ministros do Comércio de cerca de 30 países para fazer um balanço sobre as negociações atuais.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que também participou da reunião em Paris, tenta relançar as negociações, atualmente bloqueadas.

Lamy deseja organizar até o final de junho uma reunião em nível ministerial para tentar obter até o próximo mês um acordo-quadro nas áreas da agricultura e de bens industriais.
Fonte: Terra


Seminário Brasil – Itália

Junho 6, 2008

Seminário Brasil – Itália – Seguindo o calendário de eventos promovidos pelo Conselho de Comércio Exterior da Fecomércio-RS e Fundação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), será realizado, no dia 9 de junho, o Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimento Brasil – Itália. O encontro, realizado em conjunto com a Câmara de Comércio Italiana do Rio Grande do Sul, acontece no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, e será transmitido simultaneamente através da web para diversas entidades no Estado.   O seminário contará com a participação do consultor e escritor italiano Nicola Minervini e abordará oportunidades de negócios entre os dois países, opções logísticas, desafios do mercado, associativismo, propriedade industrial e financiamentos. Informações pelo fone (51) 3286.5677 ou através do e-mail bkalisiensky@fecomercio-rs.org.br.  No encerramento será oferecido um coffee break  e ocorrerá o lançamento e sessão de autógrafos no livro
O Exportador – 5a edição,
de Nicola Minervini.


Aquecimento no mercado automobilístico altera projeções da indústria

Junho 6, 2008

São Paulo – O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, informou hoje (5) que o aumento de vendas no mercado interno, esperado inicialmente para 17,5%, passou para uma alta de 24,2%. Para as exportações, ele disse que a indústria deverá alcançar este ano US$ 14,5 bilhões, com 7,4% a mais do que em 2007 – a previsão anterior era manter o faturamento do ano passado, de US$ 13,5 bilhões.

Diante dessa demanda mais aquecida, as montadoras também vão produzir um volume de veículos acima do previsto – 3,2 milhões, com crescimento de 15% sobre 2007. Essa marca supera o aumento de 8,9% sinalizado no começo deste ano.

Schneider observou que, desde janeiro, a indústria tem mantido com regularidade uma produção acima de 200 mil unidades, o que evidenciou “um novo patamar”. Segundo Schneider, o novo patamar indica que o crescimento da indústria, de agora em diante, vai se dar em menor volume, mas de forma cadenciada.

“Isso não significa que não vamos crescer, mas que vamos crescer de forma mais estável e com consistência de longo prazo”, afirmou o presidente da Anfavea.

Fonte: Agência Brasil


Braskem anuncia investimentos de R$ 1 bilhão no Rio Grande do Sul

Junho 6, 2008

A governadora Yeda Crusius e o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, confirmaram na tarde desta quinta-feira (5) investimentos de R$ 1 bilhão no Rio Grande do Sul. A decisão da empresa em produzir polímeros verdes no Pólo de Triunfo foi tomada em função de vantagens competitivas e pelo ambiente propício à atração de negócios para o Estado.
“A vinda da Barskem é uma grande vitória para os gaúchos, porque além de mais empregos, estamos agregando novas tecnologias ao nosso setor produtivo. Também há um reconhecimento por parte da empresa de que o Rio Grande do Sul é um bom local para se investir”, disse a governadora.

A decisão da empresa de produzir polímeros verdes foi anunciada depois de uma dezena de reuniões envolvendo a Secretaria da Fazenda e teve como uma das motivações o alinhamento do interesse com o governo gaúcho no sentido de estimular a competitividade da cadeia produtiva da petroquímica e dos plásticos no Estado.

“Nossa decisão é um reconhecimento aos avanços alcançados para tornar o ambiente mais propício a novos investimentos a partir da revitalização do programa RS Competitivo e da austeridade com que o governo vem conduzindo suas finanças”, disse o presidente Grubisich. “Além disso, valorizamos o reencontro do Estado com o caminho do crescimento, sua vocação como pólo de projetos de inovação e tecnologia, bem como a qualidade dos talentos disponíveis, avaliou na audiência em que estiveram presentes secretários, deputados e representantes do setor produtivo gaúcho.”

“Os investimentos anunciados pela Barskem estão de acordo com nossa proposta de desenvolvimento, que projeta um grande potencial no crescimento de setores voltados à inovação tecnológica e à diferenciação dos produtos”, disse o secretário da Fazenda, Aod Cunha. “Por isso, acreditamos que o Estado precisa melhorar as condições das finanças públicas, como forma de garantir uma contrapartida a esses empreendimentos, com investimentos na mão-de-obra e na pesquisa aplicada e também na infra-estrutura.”

Investimentos

Segundo o presidente da Barskem, o volume de investimentos de mais de R$ 1 bilhão está programado para os próximos três anos. Desde 2007, a Barskem já investiu cerca de R$ 300 milhões no Estado, com destaque para o projeto de conversão da unidade de ETBE para o MTBE, um bioaditivo automotivo, e as iniciativas de modernização e atualização tecnológica realizadas durante a recente parada programada da Copesul.

“A aprovação do acordo de investimentos com a Petrobras, que aportou na Barskem suas participações acionárias na Copesul, Ipiranga Petroquímica, Ipiranga Química e Petroquímica Paulínia, vai permitir acelerar nossos programas de crescimento no Rio Grande do Sul”, disse Grubisich.

O conjunto de investimentos que estão sendo anunciados se insere na estratégia de crescimento da Barskem, que vem investindo na ampliação de todas as suas unidades industriais e acaba de inaugurar uma nova planta de polipropileno em Paulínia, São Paulo, com capacidade para produzir 350 mil toneladas por ano. Os novos investimentos contemplam a ampliação da capacidade de produção de eteno com a instalação de um novo forno na Copesul, uma nova linha de extrusão de polietileno de alta densidade (PEAD) e produção de energia a partir do carvão, entre outros.

Fonte: Conexão Marítima