Inscrições para o Encomex em Campinas estão abertas

Junho 4, 2008

As inscrições para a 126ª edição do Encontro de Comércio Exterior (Encomex), que será realizada em Campinas (SP), dia 11 de junho, estão abertas. A participação do público é gratuita e as inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico: www.encomex.desenvolvimento.gov.br

O Encomex tem o objetivo de difundir a cultura exportadora e estimular maior participação do empresariado brasileiro. É organizado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Em sua 126ª edição, também participam da organização a Prefeitura Municipal de Campinas e o Sistema de Aprendizagem Industrial (Senai), com o apoio de diversas instituições. Em 11 anos, o Encomex foi realizado em mais de 80 municípios, reunindo público superior a 70 mil participantes.

Campinas
Além de tratar assuntos direcionados às atividades de exportação, a edição de Campinas traz duas novidades: o Campinas Internacional Business, uma rodada de negócios com empresas previamente definidas e a comemoração do centenário da imigração japonesa. A celebração de um século da vinda desses imigrantes será marcada pela participação do Instituto Nipo-Brasileiro de Campinas, com uma apresentação cultural japonesa.

O município foi escolhido como sede do evento por concentrar grande parte da produção industrial e exportadora de São Paulo. De acordo com dados da Secex, em 2007, das 271 empresas campineiras que operaram no comércio exterior, cerca de 149 eram micro, pequenas ou médias, entretanto, esse conjunto foi responsável por menos de 4% do valor exportado no ano de 2006. Os dados de exportação por porte de empresas em 2007 ainda não estão disponíveis.

Parceiros

O 126º Encomex contará com o apoio da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Nanquim Comunicação e Eventos, da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Centro de Indústrias do Estado (CIESP), do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), do Centro de Negócios e Informação de Campinas, da Faculdade Policamp, da Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (Sbce), da Infraero, da Aliança Brasil – China, da Aduaneiras, da República Italiana, do Grupo de Estudos e Negócios dos Setores Empresariais (Gênese), da RadioService, da Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), da Tozan, da Madri, do Governo do Chile, da Techno Park Campinas, da Tvb, da Imigração Japão-Brasil, da Absoluta e do Centro de Tecnologia, Relações Internacionais e Segurança (Cetris).

Serviço:
Evento: 126º Encomex – Campinas-SP
Data: 11 de junho de 2008 (quarta-feira)
Local: The Royal Palm Plaza Resort 
Endereço: Av. Royal Palm Plaza, 277, Bairro Jardim Califórnia
Horário: 8 às 18 horas
Inscrições gratuitas: www.encomex@desenvolvimento.gov.br
Informações: (19) 2116-0835


Brasil tem recorde de exportações para a Argentina

Junho 4, 2008

Vendas chegaram a US$ 1,637 bilhão em maio, valor 37% superior ao mesmo mês de 2007.

As exportações brasileiras para o mercado argentino bateram novo recorde em maio. Segundo a consultoria Abeceb, as vendas de produtos brasileiros para a Argentina chegaram a US$ 1,637 bilhão no mês passado, valor 37% superior ao mesmo mês de 2007 e 19% maior em comparação a abril deste ano.

As exportações argentinas para o Brasil foram de US$ 1,063 bilhão, o que indica um aumento de 25,4% em comparação com maio do ano passado. Atualmente a Argentina é o terceiro maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Os principais produtos fabricados no país para o mercado argentino foram automóveis, auto-peças, aparelhos transmissores e receptores (basicamente telefones celulares), geradores elétricos e pneus.

As vendas argentinas foram representadas principalmente por trigo (os envios autorizados antes da imposição de restrições à exportação desse produto por parte do governo de Cristina Kirchner), veículos de transporte de passageiros, auto-peças e combustíveis.

Em maio, o superávit do Brasil com a Argentina foi de US$ 574 milhões. Esse foi o segundo maior superávit brasileiro com o mercado argentino desde outubro de 2007, mês de recorde histórico, quando a balança foi favorável ao Brasil em US$ 577 milhões.

O Brasil acumula 60 meses consecutivos de superávit comercial com a Argentina. O superávit brasileiro acumulado desde janeiro deste ano até maio é de US$ 1,674 bilhão. Isso equivale a 32% a mais do que o acumulado no mesmo período de 2007.
Fonte: Zero Hor


Acordo trará carros chineses do Uruguai para o Brasil

Junho 4, 2008

Depois de fechar um acordo automotivo com a Argentina na sexta-feira passada, o governo brasileiro negocia agora os termos de um entendimento com o Uruguai. O Brasil permitirá a entrada de carros da chinesa Chery, a única montadora instalada no Uruguai.
“Serão carros uruguaios, fabricados no Uruguai, que virão para o Brasil em uma quantidade bem inferior à produção brasileira”, justificou o secretário de De-
senvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando Meziat. O atual acordo com o Uruguai termina no dia 30 de junho e uma nova rodada de negociação deve ocorrer na próxima semana em Montevidéu.
Segundo Meziat, 1,5 mil veículos modelo Tiggo, fabricados pela Chery, deverão entrar no Brasil já no segundo semestre deste ano. A expectativa é de que a fábrica chinesa tenha uma produção de 10 mil unidades em três anos para atender aos mercados uruguaio, argentino, venezuelano e brasileiro. “O acordo busca dar equilíbrio ao comércio entre Brasil e Uruguai. Para isso, é preciso que o Uruguai tenha o que vender ao Brasil”, disse Meziat.
Em 2007, o Brasil exportou para o Uruguai US$ 235 milhões em veículos e autopeças enquanto que as importações brasileiras de produtos uruguaios somaram apenas US$ 18 milhões. Pelos cálculos do secretário, a entrada dos carros Tiggo no Brasil deve representar mais US$ 22,5 milhões na balança comercial bilateral em 2008. O acordo que está sendo fechado com o Uruguai não deve ter o mesmo mecanismo de compensação (flex) acertado com a Argentina. Embora o governo uruguaio pleiteie a definição desse coeficiente, que estabelece um limite de exportação para o país vizinho proporcional às importações, o secretário afirma que outro mecanismo de compensação será discutido para estimular empresas brasileiras a investirem no Uruguai.
Outro ponto em negociação para equilibrar a balança comercial bilateral e tornar o mercado brasileiro acessível é a exportação de carros blindados do Uruguai para o Brasil. O atual acordo já permite a entrada de até dois mil veículos blindados sem o pagamento de imposto de importação, mas ficou inviabilizado pela carga pesada de impostos (PIS, Cofins, ICMS) que é cobrada pelo Brasil na entrada do automóvel. Meziat explicou que fica mais barato importar o carro de outro país, como a Alemanha, e blindar no Brasil. O secretário disse que será negociada uma fórmula que neutralize essa carga de impostos e viabilize a importação pelo Brasil de 500 unidades de carros blindados do Uruguai ainda em 2008. As empresas de blindagem no Brasil querem a redução da cota atual de dois mil veículos por ano.
Os negociadores brasileiros se esforçaram para fechar um acordo que convirja em cinco ou seis anos para todo o Mercosul. “Ainda não estamos falando em livre comércio com o Uruguai”, disse Meziat. Os termos fechados com a Argentina prevêem o livre comércio de veículos e autopeças com o Brasil a partir de julho de 2013. O secretário considera, no entanto, que o acordo anunciado na sexta-feira já significa na prática o livre comércio com a Argentina, porque não existe a perspectiva de que o comércio bilateral atinja o limite fixado.
Os acordos automotivos são necessários, porque este setor não foi incluído no Mercosul, o que significa que as vendas de veículos e autopeças não estão isentas da cobrança do Imposto de Importação como para os demais produtos.
O novo acordo Brasil-Argentina começa a vigorar em 1 de julho de 2008. A partir dessa data, para cada US$ 100 que o Brasil exportar para a Argentina, ele poderá importar daquele país até US$ 250 sem o pagamento do Imposto de Importação. Já a Argentina poderá importar US$ 195 do Brasil sem impostos para cada US$ 100 exportados. Mas, na prática, segundo Meziat, o Brasil importa da Argentina somente US$ 63 para cada US$ 100 exportados. Já os argentinos importam US$ 158 para cada US$ 100 exportados para o Brasil.
O secretário disse que o objetivo é o de estimular o aumento das vendas argentinas para o mercado brasileiro. “Vai passar a ser um bom negócio investir na Argentina, porque o Brasil será um mercado acessível”, explicou o secretário. Meziat argumentou que Brasil e Argentina poderão formar o quarto maior pólo produtor de automóveis dentro de cinco anos, quando devem atingir uma produção de 5 milhões e 1 milhão de unidades, respectivamente.

GM fechará quatro fábricas na América do Norte para economizar US$ 1 bilhão
A montadora norte-americana General Motors (GM) anunciou ontem que fechará quatro fábricas na América do Norte, em meio a uma forte queda nas vendas de picapes e dos veículos esportivos utilitários (conhecido em inglês pela sigla SUVs) nos Estados Unidos. A montadora informou também que vai acelerar o lançamento de veículos de passeio menores. As vendas da GM nos EUA tiveram uma redução de 27,5% em maio, acima da perda de 19% estimada pelos analistas. A queda foi liderada pelo recuo de 37% nas vendas de caminhões leves.
Em um esforço para economizar cerca de US$ 1 bilhão até 2010, a GM disse que em 2009 encerrará a produção na unidade de montagem de caminhões em Oshawa, na província canadense de Ontário; em 2010, fechará a fábrica de SUVs em Moraine, no estado de Ohio, nos EUA; e, se as condições do mercado a obrigarem, fechará também a fábrica de caminhões médios em Janesville, em Wisconsin, até o fim de 2009. A montadora ainda encerrará as atividades de uma fábrica de caminhões médios no México já neste ano.
A GM lançou uma revisão estratégica da marca Hummer, incluindo uma possível venda, e reafirmou seu compromisso de financiar a produção do veículo elétrico Chevy Volt. A companhia informou ainda que está acrescentando terceiros turnos em duas fábricas.
O presidente da montadora, Rick Wagoner, disse que as medidas são uma “resposta ao rápido aumento dos preços do petróleo e às mudanças resultantes nos EUA”. Ele afirmou que a empresa considera as mudanças mais estruturais do que cíclicas. Wagoner lembrou que, desde o início do plano de recuperação da companhia na América do Norte, em 2005, havia declarado que o objetivo era também estruturá-la globalmente para a lucratividade e o crescimento sustentados. “Desde o começo do ano, porém, as condições econômicas e de mercado tornaram-se significativamente mais difíceis”, observou, referindo-se à elevação dos preços da gasolina.
A rival americana Ford Motor também apresentou queda de 15% nas vendas em maio, com a mudança na preferência dos clientes, que deixaram de procurar picapes e SUVs para buscarem modelos menores.

Fonte: Jornal do Comérci


Apesar da vitória na OMC, Rodada Doha não avança

Junho 4, 2008

A decisão dos tribunais da Organização Mundial do Comércio (OMC) favorável ao Brasil na disputa sobre os subsídios norte-americanos ao algodão, abrindo possibilidade legal de retaliação, é uma medida que terá repercussão e impactos além dos limites do comércio exterior. Esse julgamento, que levou cinco anos até a decisão final e custou milhões de dólares em advogados internacionais, de fato representa importante marco nas polêmicas disputas na OMC sobre subsídios agrícolas. Tecnicamente, a organização que rege o comércio mundial confirmou em instância máxima que os subsídios americanos são “inconsistentes” em relação às práticas internacionais, solicitando que os programas de ajuda de Washington aos produtores de algodão sejam refeitos para se adequar às normas da OMC. Cauteloso, o Itamaraty ainda não definiu o que fará com essa vitória.
A repercussão dessa decisão começa exatamente nesse ponto, a possibilidade de retaliação. Por exemplo, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, pediu que a diplomacia brasileira aja com “rigor” quanto à decisão da OMC, porque o histórico de reações dos Estados Unidos, muitas vezes “aliados à União Européia”, demonstra que a pouca disposição de cumprir decisões internacionais quando não são favoráveis aos seus interesses. Em nota, o Itamaraty preferiu outro caminho, comentando apenas a “satisfação” com a decisão. A contida reação do Ministério das Relações Exteriores diz respeito aos procedimentos internos da OMC, uma vez que a condenação do subsídio americano deverá ainda ser analisada pelo órgão de Solução de Controvérsias, que tem um mês para emitir seu relatório. Apenas depois desse trânsito é que a o assunto chega ao painel arbitral, instância que definirá as retaliações cabíveis por parte do Brasil contra os Estados Unidos.
É fato que Washington acumula seguidas desobediências às decisões da OMC sobre subsídio ao algodão. No primeiro painel sobre a reclamação brasileira quanto ao algodão, quando os EUA foram condenados em 2005 no âmbito da OMC, foi estipulado um prazo de dois anos para que Washington se adequasse à decisão, obedecendo-a. Como os EUA não cumpriram o prometido, o Brasil voltou ao tribunal produzindo a decisão final, sem possibilidade de apelação. O Brasil mostrou no tribunal que entre 1999 e 2005 os EUA deram aos produtores de algodão subsídios superiores aos autorizados pelas normas internacionais da ordem de US$ 12,5 bilhões.
Esse é o ponto mais curioso de todo esse embate: autoridades brasileiras, como as da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, já disseram que o uso da retaliação contra os EUA dependerá do resultado da reunião de ministros no âmbito da Rodada Doha, que deve ocorrer em julho. Segundo essas autoridades do comércio exterior brasileiro, caso os EUA concordem em reduzir subsídios agrícolas para a destravar a Rodada Doha, o Brasil abriria mão do direito de retaliar as posições comerciais americanas.
Essa atitude pode deixar em situação de razoável fragilidade os negociadores brasileiros, em especial quando se levam em conta, por exemplo, os resultados da Lei Agrícola que acaba de ser aprovada pelo Congresso norte-americano. A decisão, que prevê ajuda de US$ 290 bilhões para os próximos cinco anos aos agricultores americanos (US$ 45 bilhões só para 2009), garante preço mínimo para vários produtos, além de recursos especiais para soja, trigo e açúcar, além de apoio específico para algodão. É verdade que a lei foi vetada pelo presidente Bush, mas o Congresso, com forte apoio político dos dois partidos, democratas e republicanos, derrubou o veto. É recado óbvio dos limites que devem ser seguidos pelos negociadores americanos no âmbito da Rodada Doha.
A partir desse histórico de reações dos congressistas americanos, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão pediu a efetivação das retaliações a serem autorizadas pela OMC. Pedro de Camargo Neto, secretário do Ministério da Agricultura quando o Brasil abriu o primeiro contencioso do algodão na OMC, em 2003, alertou que houve “leniência do governo brasileiro ao acreditar que o problema seria resolvido na Rodada Doha”. Esse risco, que produz sério erro de análise, pode ser repetido. Há duas semanas, o Itamaraty tratou com certo otimismo a reabertura das negociações na Rodada; tudo indica, no entanto, que as negociações não avançaram, exatamente porque EUA e Europa não aceitam reduzir subsídios agrícolas. Esses fatos sugerem que pautas muito específicas de negociação na Rodada Doha não satisfazem interesses brasileiros, porque os países ricos nada cedem nessas negociações. Até mesmo quando esses interesses ganham a sustentação de uma vitória nos tribunais arbitrais da OMC.

Fonte: Gazeta Mercantil


Crise ajuda exportador de alimentos a recuperar margens

Junho 4, 2008

São Paulo – Enquanto os principais líderes mundiais estão em Roma para discutir a crise dos alimentos em conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as indústrias brasileiras refazem para cima os cálculos do faturamento com as vendas externas. O crescimento da demanda acima da oferta está beneficiando indústrias e produtores brasileiros, que têm encontrado compradores cada vez mais flexíveis a negociação, ao contrário do cenário do passado, quando o setor acumulou prejuízos em função da valorização do real em relação ao dólar.
Nos últimos anos, muitos exportadores chegaram até mesmo a arcar com os custos para não perder espaço no mercado mundial. Ao que tudo indica, porém, a situação agora começa a mudar e as empresas brasileiras podem começar a recuperar suas margens. Tanto que a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) já reviu para cima suas estimativas em relação à exportação de alimentos processados. No início do ano, a expectativa da Abia em relação as vendas externas era atingir a marca de US$ 28 bilhões, ante os US$ 26,6 bilhões do ano passado. Agora, a estimativa é alcançar até US$ 30 bilhões. Em volume, no entanto, a previsão foi mantida, exportar 5% a mais em relação as 44,5 milhões de toneladas de 2007.
“Uma coisa é ter estoque e outra bem diferente é não ter. Esse cenário abre espaço para conversar sobre preços”, explicou Denis Ribeiro, coordenador do departamento de economia da Associação.
Antonio Carlos Tadiotti, sócio e diretor industrial da Predilecta Alimentos, fabricante e exportadora de derivados de goiaba e tomate, contou que se surpreendeu com a procura, principalmente por polpa de goiaba, nas últimas semanas. “Os pedidos dispararam na semana passada”, disse Tadiotti. “Os europeus estão praticamente desesperados. Vamos ter que desviar 15 a 20 dias da produção do mercado interno para atender aos pedidos do mercado externo.”
O executivo afirma que, neste contexto, a empresa tem encontrado compradores mais flexíveis em relação a preços nos últimos meses. “Conseguimos recompor as nossas margens”, afirmou.
Tadiotti afirmou que esse cenário, aliado a cotação da goiaba, cujos preços estão menores em comparação a 2007, devem ajudar a empresa a ampliar os embarques este ano. A expectativa inicial da Predilecta era exportar 12% mais em relação aos US$ 13,8 milhões do ano passado. “Estamos começando a rever esse crescimento”, disse. “Está muito fácil para recuperar os preços porque hoje a crise é mundial no ramo de alimentos. Existe uma compreensão em relação aos reajustes”, disse. A Predilecta negocia com tradings e com compradores diretamente.
Até mesmo o setor de massas, que tradicionalmente não é um grande exportador, pode encontrar possibilidades de bons negócios dentro da nova conjuntura internacional. Claudio Zanão, presidente a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), contou que esse discurso alarmante de crise no setor alimentício pode favorecer empresas que queiram conquistar mais espaço no mercado internacional.
“As exportações brasileiras de massas dependem muito da ocasião”, explicou. “É uma questão de oportunidade, mas sempre existem fabricantes que se aproveitam do momento”, acrescentou Zanão, lembrando que já viu “fortunas que foram feitas em momentos de crise”.
Aumento do consumoRibeiro, da Abia, cita os dados da FAO para explicar o fenômeno mundial de crise dos alimentos. Segundo a organização, de 1994 a 2007, o consumo médio anual cresceu em quase todas as categorias. A que registrou maior aumento foi o óleo de soja, cujo consumo subiu 5,6% a cada ano, em média. O consumo de frango vem na seqüência, com alta de 5,3% ao ano. O leite em pó integral registrou consumo 5% maior em média a cada ano. O consumo de farelo aumentou 4,8% e da carne bovina 1,7%.
“Há uma conscientização do problema de desbalanceamento entre oferta e demanda mundial de alimentos muito claro com a queda dos estoques mundiais”, explicou Ribeiro.
Segundo ele, os produtos que registraram a maior redução dos estoques foram o trigo e milho, este último agravado por conta da produção de etanol nos Estados Unidos. “No ano 2000, por exemplo, o período entre o consumo e a produção de milho era de 130 dias. Em 2008 este período está em 76 dias”, disse. “O do trigo caiu de 116 dias em 2000 para 76 este ano”, explicou.
Para tentar segurar esse crescimento, as indústrias e os produtores apostaram no reajuste dos preços. De 1994 a 2007, o reajuste médio anual do preço do leite em pó integral, por exemplo, foi de 5,6%. O farelo teve reajuste de 3,4%, o óleo de soja 3%, o frango 1,2% e a carne bovina 0,5%
É este cenário que tem contribuído para o “desespero” dos compradores internacionais. A estimativa é que a adequação entre a safra e a demanda pode demorar nove anos, o que representa oito safras. “A nossa estimativa era de que de três a quatro safras resolveria, mas o crescimento brutal da China pode fazer com que demore mais”, explicou Ribeiro.
Segundo ele, entre os itens produzidos no Brasil que podem ganhar espaço no mercado internacional estão o frango e a carne bovina. “A Europa tem muito estoque de leite em pó, teremos menos espaço”, afirmou.
Fonte: Gazeta Mercantil


Cresce abertura de contas no exterior

Junho 4, 2008

São Paulo – O fim da cobertura cambial, anunciada pelo governo em março deste ano, que permitiu que as empresas deixassem até 100% das suas receitas de exportação fora do País, tem impulsionado o aumento da abertura de contas no exterior.
Com o crescimento dessa demanda, o Banco BNP Paribas resolveu criar no Brasil, em janeiro deste ano, a área de cash management, gerida por Ivan Garcia. Desde então, o banco já conta com 25 a 30 clientes, oferecendo a possibilidade de abertura de contas em cerca de dois terços dos 85 países em que atua. “Nosso foco de atuação tem sido as grandes empresas, com volume de exportação e importação acima de US$ 50 milhões anual, o que corresponde ao universo de cerca de 260 companhias”, afirma Garcia.
Ele destaca que a unidade de Nova York é o principal destino dos pedidos de abertura de contas recebidos pelo banco. Segundo Garcia, há uma demanda crescente também para a abertura de contas na Ásia, com o aumento das exportações para esse mercado. Só a China alcançou no ano passado a terceira colocação no destinos das exportações brasileiras, respondendo por 7% do total exportado, que alcançou US$ 160,6 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
No Banco do Brasil, o maior volume de contas também fica na agência em Nova York. O banco conta com uma rede de 42 unidades em 23 países e já tem 100 contas externas de exportadores. “A demanda para a abertura de contas no exterior é crescente e pretendemos elevar em 50% esse número nos próximos 90 dias”, afirma Nilo Panazzolo, diretor de comércio exterior do BB.
A vice-presidente da área corporate do BNP Paribas Brasil, Deborah Vieitas, ressalta que não há a necessidade das empresas abrirem diversas contas para cada mercado em que têm atuação. O banco oferece nesses casos contas multi-moedas e até mesmo multi-bancos, que funcionam como uma conta centralizadora das operações da holding, e permite a compensação de saldos dentro do mesmo grupo econômico. “Essas contas permitem a transferência de recursos entre as afiliadas, facilitando a gestão de caixa das empresas no exterior”, afirma. Além desses produtos, o banco também trouxe para o Brasil o sistema Connexis Cash, que permite que as empresas acessem a movimentação de suas contas no exterior via internet.
O serviço das contas multi-moedas também é oferecido pelo Banco Itaú BBA, que concentra as operações de abertura de contas na agência em Nassau (Bahamas). O banco apresentou um crescimento de 102% no número de abertura de contas, entre março de 2007 e março deste ano.
Segundo Alexsandra Bertolla, responsável pela área de cash management internacional do banco, desde agosto de 2006, quando o governo permitiu que as empresas deixassem até 30% de suas receitas com exportação no exterior, a demanda para abertura de contas fora tem mostrado alta.Para facilitar a gestão dos recursos, o Itaú BBA criou o sistema gestor de comércio exterior, que faz o gerenciamento da movimentação financeira no exterior, facilitando a entrega da Derex (Declaração de Recursos no Exterior) pelas empresas para a Receita Federal. Alexsandra destaca que, com a adoção desse sistema, empresas de médio porte também começaram a se interessar em abrir contas externas. “Elas perceberam o benefício que isso agregaria na gestão de caixa e eficiência financeira e fiscal”, diz.
Segundo Ivan Garcia, em média as empresas brasileiras deixam no exterior cerca de 25% a 30% das receitas com exportação. “Como o fim da cobertura cambial é recente, esse volume ainda não é grande e depende da necessidade de cada empresa”, diz.
Com a internacionalização das companhias locais, o volume deixado no exterior tem aumentado. “As empresas brasileiras com presença no exterior têm apresentado necessidade de abrir contas fora do País para gerenciamento das obrigações de suas subsidiárias”, diz Garcia.
Os recursos deixados no exterior são utilizados principalmente para pagamentos de importações, de dividendos e juros aos acionistas estrangeiros, além de despesas com fretes e royalties.
Garcia destaca que também há interesse por operações de hedge, com o objetivo de proteção à exposição cambial, mas a maior parte das aplicações correspondem a operações de overnight, com média de 30 dias.
O responsável pela mesa de clientes do Itaú BBA, José Augusto Durand, destaca que as empresas têm aplicado em produtos de curto prazo, em média de 90 dias, como o Time Deposit, equivalente ao CDB (Certificado de depósito Bancário). “Elas aplicam esses recursos para pagar suas despesas no exterior e preferem fazer suas operações de hedge no Brasil”, afirma ele.
Fonte: Gazeta Mercantil


Brasil vai renovar acordo automotivo com Uruguai

Junho 4, 2008

Brasília – O governo brasileiro pretende renovar o acordo automotivo com o Uruguai ainda este mês. A declaração do secretário do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat, é anunciada após o País fechar acordo com a Argentina, no mesmo setor, última sexta-feira. O objetivo é equilibrar a balança comercial entre os dois países, incentivando a produção de veículos no Uruguai com a garantia de importação pelo Brasil. Sem indústria automotiva, o Uruguai registra déficit na balança comercial com o Brasil.
“A idéia é estabelecer um sistema de compensação para que as empresas invistam naquele país com a garantia que o Brasil comprará os automóveis produzidos lá”, disse Meziat. Com isso, o preço dos carros fica atrativo e a indústria no Mercosul se fortalece.
Em 2007 o Brasil vendeu US$ 235 milhões em automóveis e autopeças ao Uruguai, enquanto as importações somaram US$ 18 milhões. A expectativa é de que as vendas uruguaias de veículos e peças ao Brasil cheguem a US$ 80 milhões em um ano, sobretudo de carros blindados e chineses.
A chinesa Chery Automóveis é a única montadora atualmente instalada no Uruguai, que produz 10 mil carros anuais na região, número bem modesto se comparado aos 3 milhões produzidos no Brasil em 2007. Estima-se que 1,5 mil carros poderiam vir ao Brasil por ano, no valor médio de US$ 15 mil.
Fonte: Gazeta Mercantil


Chile: caminhoneiros param pela 1ª vez em 8 anos

Junho 4, 2008

Milhares de caminhoneiros chilenos interromperam suas atividades nesta terça-feira, na primeira paralisação nacional do poderoso sindicato chileno desde 2000, em protesto contra o aumento do preço do petróleo e contra as medidas oficiais consideradas insatisfatórias para paliar a situação.

A paralisação de 48 horas havia atingido à tarde uma adesão de 80% dos motoristas, disse Diego Ramírez, porta-voz da Confederação Nacional de Proprietários de Caminhões.

Os caminhoneiros interromperam suas atividades em todas as regiões do país, sem que incidentes tenham sido registrados nas estradas, acrescentou ele.

O governo classificou de “injusto” o movimento, que foi decidido ainda depois do anúncio feito na segunda-feira pela presidente Michelle Bachelet de que injetaria US$ 1 bilhão em um fundo para estabilizar o preço dos combustíveis, a maior injeção de recursos desde a sua criação em 1991.
Fonte: Terra