Brasil e Peru discutem saídas para o Pacífico

Maio 30, 2008

O Sindireceita (Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita Federal do Brasil) promove nos próximos dias 6 e 7 o seminário internacional “Saída para o Pacífico e Áreas de Livre Comércio - Oportunidades de Integração e Desenvolvimento”, em Rio Branco, no Acre, e em Puerto Maldonado, no Peru.

A intenção é avaliar a perspectiva de crescimento no comércio entre os dois países, a necessidade de estruturação das áreas de livre comércio na região Norte e as oportunidades que poderão surgir com a abertura de uma rota terrestre de acesso ao Pacífico.

A conclusão da rodovia interoceânica que ligará o Brasil aos portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan pelo estado do Acre poderá reduzir em aproximadamente 6 mil quilômetros a distância comercial entre o Brasil e os países asiáticos.

Somente no ano passado, as exportações para a Ásia representaram 14,7% do volume de embarques de produtos brasileiros para o exterior no último ano.

Fonte: Guia News


Lula pede redução de taxas de importação

Maio 30, 2008

Preocupado com a inflação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a seus ministros que estudem formas de conter as altas de preços, entre as quais a redução das tarifas de importação de alguns produtos, tal como já foi feito com o aço e o trigo. Segundo fontes do governo que trabalham diretamente no assunto, adubos e fertilizantes estão na lista de itens que deverão ter o acesso ao mercado brasileiro facilitado, para aumentar a concorrência e permitir a queda dos custos dos produtores. A proposta está sendo examinada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).
Lula demonstrou sua aflição com a escalda dos preços a um grupo de ministros, durante o vôo entre o Haiti e El Salvador, onde chegou na quarta-feira à noite para participar de um encontro empresarial. De acordo com interlocutores, o presidente teria afirmado que o Banco Central tem instrumentos limitados para conter a inflação - no caso, a alta de juros.
Na próxima semana, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, vai se reunir com seu colega da Fazenda, Guido Mantega, para conversar sobre o assunto. Miguel Jorge afirmou que deverá fazer um levantamento de preços de produtos industrializados e compará-los com os dados que a Fazenda tem. Ele também pretende conversar com representantes de alguns setores. “Já baixamos a alíquota de importação do aço e do trigo. Se houver outros produtos cuja redução da tarifa de importação possa reduzir o preço, nós faremos o mesmo”, disse Mantega, em Brasília. Miguel Jorge descartou a volta do controle de preços. “Temos de esquecer definitivamente. Não funciona nem na guerra.”
Na conversa com membros de sua equipe, Lula teria dito também que o governo tem procurado fazer sua parte no caso de preços administrados. Citou como exemplo os combustíveis, cujos preços foram mantidos durante um bom tempo, apesar dos freqüentes aumentos da cotação do barril de petróleo no mercado internacional.
Depois de mais de dois anos de congelamento, no mês passado o presidente autorizou a Petrobras a reajustar o preço da gasolina na refinaria em 10% - mas o Executivo reduziu imposto para atenuar o aumento. Ele está convencido de que o petróleo é um dos grandes responsáveis pelo aumento no custo dos alimentos.
No Ministério da Agricultura, é grande a expectativa em relação às tarifas de importação de adubos e defensivos que, em alguns casos, chegam a 14%. Conforme técnicos da pasta, é elevada a dependência da importação de insumos pela agropecuária brasileira, da ordem de 70%.
Outra medida proposta pela Agricultura é a extensão, a outros produtos básicos, da isenção do Adicional ao Frete da Marinha Mercante, concedida na semana passada ao trigo. A alíquota é de 25% e sua eliminação ajudaria a reduzir custos de transportes pagos pelos produtores.
Em discurso a empresários brasileiros e centro-americanos nesta quinta-feira, Lula voltou a criticar os subsídios dos países europeus e dos Estados Unidos aos agricultores. Reconheceu, no entanto, que será difícil reduzi-los ou eliminá-los neste momento. “A UE sabe que precisa flexibilizar seu mercado agrícola, para que os produtos dos países tanto da América Latina como da África e alguns países asiáticos tenham facilidade de entrar no mercado europeu. E eles têm dificuldade de fazer isso, não por causa do custo econômico mas, sobretudo, do custo político”, afirmou.
Lula também admitiu que o Brasil tem dificuldade em reduzir os subsídios nas áreas industriais e de serviços, como querem europeus e americanos.
Fonte: Jornal do Comércio RS


Argentina reduz impostos para exportação de produtos agrícolas

Maio 30, 2008

O governo da presidente Cristina Kirchner anunciou nesta quinta-feira uma redução dos polêmicos impostos implementados em março para as exportações de produtos agrícolas. Os aumentos tributários - junto com as restrições para as exportações de carne e trigo - foram nos últimos dois meses e meio o pivô do conflito entre o governo e os produtores agropecuários.

No início da noite, em uma entrevista coletiva à imprensa, o Chefe do Gabinete de Ministros, Alberto Fernández, anunciou que os impostos “móveis” (que variam de acordo com os preços internacionais dos produtos) descerão do teto de 95% para 52,7% para o caso da soja de girassol, sempre que o preço internacional esteja entre US$ 600 e US$ 750. No caso do trigo, o imposto seria de 41,6%, enquanto que o tributo sobre o milho cairia para 45%.

No entanto, apesar das reduções, os impostos aplicados ainda continuarão mais elevados que os tributos existentes antes da crise com o setor agropecuário. Os ruralistas exigem que os impostos aplicados às exportações agrícolas retrocedam aos níveis anteriores ao dia 11 de março, quando o governo implementou os aumentos. Neste caso, os ruralistas exigem que os impostos sejam reduzidos para 35%, patamar que o governo Cristina rejeita categoricamente.
Fonte: Zero Hora


Caminhões brasileiros são barrados na Argentina

Maio 30, 2008

Produtores rurais protestam contra novo esquema de impostos às exportações.

Os caminhões brasileiros que trafegam pela rodovia do Mercosul, a rota nacional 14, estão sendo barrados pelos produtores rurais argentinos. Cerca de 30 produtores realizam nesta quinta-feira um bloqueio pacífico, impedindo o tráfego de veículos na região.

Até o momento não houve incidente, mas os produtores estão rodeados por policiais responsáveis pela segurança em grandes mobilizações no interior do país.

— Não deixaremos passar nenhum caminhão internacional carregado com alimentos — afirmou Alfredo De Angeli, líder rural da província de Entre Ríos, na cidade de Gualeyguachú.

Para driblar a polícia, os produtores estão fazendo piquetes móveis e rápidos para barrar os caminhões.

A crise explodiu em 11 de março, quando o governo impôs um novo esquema de impostos às exportações de soja, girassol, trigo e milho, que os produtores rurais chamam de “confiscatório” e que o Executivo se nega a anular. Desde então, o setor agropecuário realizou greves comerciais acompanhadas de bloqueios de estradas que causaram desabastecimento e encarecimento dos alimentos.
Fonte: Zero Hora


Governo estuda corte de tarifas de importação

Maio 30, 2008

O governo federal poderá promover uma redução de alíquotas de importação como instrumento para conter a inflação. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, essa alternativa será discutida nos próximos dias com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no âmbito da Câmara de Comércio Exterior (Camex). O Ministério da Fazenda fará um mapeamento dos segmentos que estão registrando maior aumento de preços, para que a possível redução seja feita de maneira seletiva, explicou Miguel Jorge.

O ministro disse que um dos setores que poderá ter corte de alíquota é o aço. “Houve aumentos muito grandes em relação ao aço e se for comprovado o impacto inflacionário desses aumentos é possível que sejam zeradas as alíquotas de determinados tipos do produto.” Na avaliação de Miguel Jorge, o Brasil tem uma escala de produção de aço muito grande, o que viabiliza importações, sobretudo em função da situação cambial atual, bastante favorável.

De acordo com o ministro do Desenvolvimento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos ministros que o acompanham à viagem ao Haiti e El Salvador que é grande a preocupação com a inflação nos próximos meses e que o esforço de contenção não pode ficar apenas a cargo do Banco Central, por meio do controle da taxa de juros.

O presidente pediu então que cada ministério encontre políticas de contenção inflacionária. As instruções foram passadas no avião presidencial, durante a viagem entre os dois países. Na opinião do presidente , o aumento internacional do preço de commodities agrícolas é o principal fator de alta inflacionária.

Lula sinalizou, entretanto, que uma eventual redução de alíquotas terá limites. Ao discursar para empresários na abertura de um encontro entre investidores do Brasil e da América Central, o presidente disse que a redução não pode afetar o setor produtivo, ao comentar sobre as negociações da Rodada Doha.

“Todos sabem aonde o sapato está apertando. No G-20, precisamos flexibilizar as tarifas na indústria e nos serviços, mas não a ponto de ver a indústria decrescer por conta de uma enxurrada de produtos do Primeiro Mundo. No Brasil, faz pouco tempo que começamos a crescer e não podemos flexibilizar a ponto de impedir o crescimento. Não são poucas as reuniões que temos feito a respeito, mas ainda não chegamos a um ponto de consenso”, afirmou Lula.

Sobre o grau de investimento concedido ao Brasil da agência de risco Fitch, o presidente Lula disse ter ficado “feliz” com “a notícia de que uma segunda agência reconheceu o Brasil como investment grade. Estamos colhendo aquilo que foi plantado pelo governo brasileiro. Quem trabalha com seriedade termina conquistando seus objetivos”, afirmou.

Em Brasília, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que o governo poderá baixar a alíquota de importação de produtos que estejam pressionando a inflação interna. Ele lembrou que o governo já adotou esse tipo de medida para o aço e para o trigo, itens que têm apresentado grande elevação de preços, ainda que influenciados por altas no mercado externo. “Já baixamos (a alíquota de importação) do aço e do trigo. Se houver outros produtos cuja redução da tarifa de importação possa reduzir o preço, nós faremos o mesmo”, disse Mantega. (Com agências noticiosas)
Fonte: Valor Econômico


Importados da China sobem e reduzem concorrência

Maio 30, 2008

A apreciação do real funciona como um dique, protegendo a economia brasileira da inflação chinesa - uma verdadeira enxurrada de alta de preços, provocada pela explosão das commodities e pelo encarecimento da mão-de-obra no gigante asiático. Nos últimos meses, porém, a pressão foi tão forte que a muralha apresentou algumas rachaduras e começou a vazar.

Os preços dos importados da China subiram 4,4% em dólar e 1,6% em real no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2007, conforme dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior elaborados pelo Bradesco. O escudo da valorização funcionava perfeitamente até pouco tempo. Na comparação com o primeiro trimestre de 2007, os preços dos produtos importados da China subiram 12,7% em dólar, mas caíram 7% em real.

Um análise setorial feita pelo Bradesco apontou aumento dos preços de importação, em reais, dos produtos chineses nos setores calçadista e de material elétrico no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2007. Nos setores têxtil, equipamentos eletrônicos e plástico, os preços seguem em queda nessa comparação, mas em ritmo mais fraco.

Os dados indicam que a demanda interna forte e a alta dos importados abriram uma brecha para os fabricantes nacionais promoverem reajustes. Se isso está ou não ocorrendo, varia de setor para setor. Enquanto alguns fabricantes preferem refazer as margens de lucro e repassar os aumentos de custos, outros optam por retomar a participação no mercado local.

O departamento econômico do Bradesco analisou os setores de equipamentos eletrônicos, material elétrico, calçados, têxtil, vestuário e plástico. O banco cruzou os dados dos preços de importação em reais (totais e vindos da China) com o Índice de Preços no Atacado (IPA), da Fundação Getúlio Vargas, para observar a correlação entre os dois indicadores.

Em eletrônicos, os indicadores andam muito próximos, dado o peso das importações no consumo e a importância da China como fornecedora. No primeiro trimestre de 2008 em relação ao quarto trimestre de 2007, o IPA do setor subiu 0,5%. Os preços dos importados de todos os destinos, em reais, avançaram 6%. Se a origem for a China, ainda há uma pequena queda de 1,35%.

A valorização do real já foi mais eficaz para conter o aumento dos produtos chineses e garantir o bom comportamento dos preços nacionais dos eletrônicos no atacado. Em relação ao primeiro trimestre de 2007, os preços dos importados da China subiram 12,6% em reais, mas caíram 7,2% em dólares. Já o IPA cedeu 4%.

Os fabricantes de calçados e têxteis estão entre os que mais reclamam da concorrência da China. Apesar da pequena participação do país no consumo interno desses produtos, as empresas argumentam que os chineses pressionam os preços para baixo. Segundo os fabricantes, a concorrência é desleal, porque os calçados e tecidos chineses chegam subfaturados.

Para esses setores, o aumento dos preços dos produtos chineses é um alívio. No primeiro trimestre em comparação com o quarto trimestre de 2007, o IPA de calçados subiu 1,4%. Os preços dos sapatos importados da China aumentaram 5,3% em dólares e 1,8% em reais. Em têxteis, o IPA avançou 1,2%, mas os preços dos importados chineses caíram 1,4% em dólares e 4% em reais. Pode ter sido uma queda momentânea. Na comparação com janeiro a março de 2007, os preços dos têxteis importados da China subiram 15% em dólares e caíram 5% em reais.

“Mais cedo ou mais tarde, os preços na China subiriam, devido ao encarecimento da mão-de-obra. Isso aconteceu no Japão, na Coréia e em Taiwan”, explicou Fábio Silveira, sócio da RC Consultores. Ele ressaltou que contribuem também a alta das commodities e, principalmente, o enfraquecimento do dólar, que baliza os preços de importação em todo o mundo.
Fonte: Valor Econômico


Brasil e Argentina promovem reunião bilateral e do acordo automotivo

Maio 30, 2008

Autoridades brasileiras e argentinas reúnem-se hoje, quinta-feira (29/5) e amanhã, sexta-feira (30/5), em Buenos Aires, na Argentina, para encontro do Comitê Automotivo Brasil-Argentina e da Comissão Bilateral entre os dois países. A programação, no primeiro dia, prevê encontros preparatórios da delegação brasileira para deliberações da bilateral, às 17 horas, seguida de outra, às 17h30, para o comitê automotivo, que do lado brasileiro será coordenada pelo secretário executivo, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho.

No dia seguinte (30/5), às 9 horas, começam os debates da reunião bilateral do comitê automotivo, e na seqüência, haverá as primeiras tratativas inter países, sob monitoramento do secretário de Comércio Exterior, do MDIC, Welber Barral. Os principais temas a serem discutidos nesses dois encontros serão as reuniões setoriais de vinho e de alho; valoração aduaneira; zonas de processamento de exportações (ZPEs), linha branca, calçados, televisores; defesa comercial; trigo, brinquedos e harmonização estatística, acordo automotivo, entre outros.

Fonte: MDIC


Parceria entre Brasil e El Salvador vai incentivar o desenvolvimento de energias alternativas

Maio 30, 2008

Brasília - Brasil e El Salvador atuarão em conjunto no estímulo à inovação e tecnologia. Acordo nesse sentido foi assinado hoje (29), durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. O desenvolvimento de energias alternativas está entre as prioridades da parceria, que também tem como foco áreas como tecnologia industrial, gerência de pesquisa e desenvolvimento, incubação de empresas de tecnologia, qualidade e produtividade.

Pelo acordo, Brasil e El Salvador se propõem a executar projetos conjuntos em áreas de interesse mútuo, promover o intercâmbio de informação tecnológica e técnica e de experiências na pesquisa e no desenvolvimento da tecnologia industrial e facilitar a atualização técnica de cientistas e engenheiros por meio do intercâmbio de profissionais.

Também estão previstos no acordo o intercâmbio entre provedores de serviços tecnológicos, a facilitação de visitas de empresários salvadorenhos a indústrias brasileiras e a troca de experiências em apoio à qualidade e produtividade de pequenas e médias empresas.

Durante a visita do presidente Lula, também foram firmados outros dois acordos bilaterais. Um deles prevê a cooperação no setor de turismo. O outro estabelece auxílio jurídico mútuo em matéria penal. No documento conjunto, os dois países destacam a importância de combater “graves atividades criminosas” como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico ilícito de pessoas, drogas e armas de fogo e terrorismo e seu financiamento.

Além do encontro de trabalho com o presidente salvadorenho, Elias Antonio Saca, Lula participou, em El Salvador, do 2º Encontro Empresarial Sica-Brasil, com empresários brasileiros e centro-americanos e da 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo das duas regiões. Neste evento, Lula discutiu possibilidades de acordos nas áreas de combate à fome, erradicação da pobreza, biocombustíveis e segurança com mandatários de Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá - países que integram o Sistema para a Integração Centro-Americana (Sica) – e República Dominicana.

Fonte: Agência Brasil


Lula defende, em El Salvador, aumento das relações comerciais na América Latina

Maio 30, 2008

Brasília - Na abertura do 2º Encontro Empresarial Brasil – Sica (Sistema para a Integração Centro-Americana), em San Salvador (El Salvador), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (29) que a recessão da economia dos Estados Unidos é uma brecha para a América Latina intensificar as relações comerciais.

“Ou nós procuramos consolidar outras parceiras entre nós, procurar outros nichos de mercado entre nós, ou correremos o risco de fazer com que essa crise resulte em prejuízos para quem não teve coragem de procurar novas parcerias”, disse Lula.

De acordo com o presidente, os negócios entre o Brasil e os países do Sica cresceram 280% de 2003 a 2007, passando de US$ 549,7 milhões para US$ 1,7 bilhão. Ele disse que as cifras podem aumentar ainda mais e citou como oportunidades de parcerias as áreas agrícola e, em especial, de biocombustíveis.

Lula convocou os empresários brasileiros e centro-americanos a investir. “O fato é que boa parte da agenda que Brasil e Sica estão implementando depende do setor privado”. Ele anunciou que o Brasil será sócio extra-regional de um banco de integração da América Central. Ressaltou também que está em negociação um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Sica.

O presidente voltou a defender o biocombustível brasileiro. Ele pediu apoio aos governantes do Sica para rebater as críticas de que o etanol e o biodiesel ameaçam a produção mundial de alimentos. “Temos de provar, por meio de ações, que o etanol e o biodiesel podem produzir em harmonia com nosso princípio de desenvolvimento sustentável”, afirmou.

O encontro empresarial foi aberto também pelo presidente salvadorenho, Elias Antonio Saca. A delegação brasileira contou com a participação de 39 empresários.

Também participaram do evento 150 executivos de Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá - países que integram o Sica – e República Dominicana, além de entidades como a Federação de Câmaras de Indústria da América Central, a Federação de Câmaras de Exportadores da América Central, a Câmara de Comércio e Indústria de El Salvador e a Associação Salvadorenha de Indústrias.

Fonte: Agência Brasil


América Central quer atrair investimentos brasileiros

Maio 30, 2008

Brasília - O impulso à produção de biocombustíveis foi um dos temas centrais do 2º Encontro Empresarial Sica-Brasil, que reuniu , na manhã de hoje (29), cerca de 200 empresários brasileiros e centro-americanos na cidade de San Salvador, em El Salvador.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está no país desde ontem à noite, participou do fórum de negócios, que teve como principal objetivo incentivar investimentos de empresas brasileiras na região e promover o intercâmbio comercial e a transferência de tecnologia para o desenvolvimento socioeconômico da América Central.

Pelo lado brasileiro, participaram 39 empresários. Também estavam lá 150 executivos de Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá - países que integram o Sistema para a Integração Centro-Americana (Sica) – e República Dominicana, além de entidades como a Federação de Câmaras de Indústria da América Central, a Federação de Câmaras de Exportadores da América Central, a Câmara de Comércio e Indústria de El Salvador e a Associação Salvadorenha de Indústrias.

Em discurso na abertura do encontro empresarial, o presidente salvadorenho, Elías Antonio Saca, citou a América Central como ponto estratégico para investimentos e trocas comerciais graças às facilidades oferecidas pela integração regional. Saca também mencionou o Plano Puebla Panamá – uma espécie de PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê a criação de um corredor entre o Panamá e o estado mexicano de Puebla, com investimentos em sistemas de comunicação, redes viárias, integração energética e energias renováveis, entre outros.

O governo salvadorenho também aposta no interesse crescente de empresários brasileiros no país. Devido à posição estratégica e ao tratado de livre comércio que tem com os Estados Unidos, El Salvador é potencial centro de distribuição comercial de produtos brasileiros na região.

Segundo dados da Presidência de El Salvador, os investimentos brasileiros diretos no país triplicaram em 2007 em relação ao ano anterior – totalizaram US$ 13, 7 milhões, contra US$ 4,3 milhões registrados em 2006. Recentemente, a industria têxtil Pettenati anunciou investimentos de US$ 95 milhões na construção de uma fábrica em Ciudad Arce, La Libertad.

A balança comercial, no entanto, segue amplamente favorável ao Brasil. Em 2007, as exportações brasileiras para El Salvador alcançaram a cifra de US$ 176,4 milhões, enquanto as importações de produtos salvadorenhos foram de apenas US$ 4,29 milhões. Ainda assim, o país centro-americano comemora os números, pois foi o melhor desempenho de vendas para o Brasil desde 1999.

Fonte: Agência Brasil