Bernardo garante que governo não vai ceder aos auditores

Maio 29, 2008

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, garantiu nesta quinta-feira que “de maneira nenhuma” o governo vai atender à reivindicação dos auditores fiscais, que exigem reajuste salarial para R$ 19,6 mil a partir de 2009, sob pena de reiniciarem a greve que durou 54 dias no início deste ano. Segundo o ministro, caso os auditores voltem a cruzar os braços, o governo não só descontará os dias parados como poderá dar poderes aos analistas do setor para exercerem as funções dos grevistas, o que depende apenas de estudos do Ministério da Fazenda.

Paulo Bernardo disse que o governo já esgotou os limites da negociação e fez as concessões possíveis aos auditores na questão salarial e agora “não temos a menor condição de fazer o que eles querem”. Atualmente, o teto salarial da carreira de auditor fiscal é R$ 13.382,26, mas os servidores querem equiparação com os delegados e procuradores federais. O sindicato da categoria – Unafisco – marcou assembléia nacional para a próxima segunda-feira, quando será decidida a retomada ou não da greve.

Ele também alertou os auditores fiscais que se não houver um acordo imediato com o governo para aceitar um “pequeno reajuste” eles ficarão fora do projeto que será enviado ao Congresso para substituir a medida provisória que concede aumento a várias categorias de servidores públicos. Isso porque, a partir de 4 de julho, a Lei Eleitoral proíbe o governo de conceder aumento ao funcionalismo público até o início de 2009 devido às eleições municipais de outubro deste ano.

“Caso não aceitem o que propusemos, eles não receberão aumento nenhum e vamos economizar esse dinheiro”, advertiu o ministro do Planejamento.

Paulo Bernardo falou aos jornalistas após participar da sessão de encerramento do Congresso Consad de Gestão Pública, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O evento começou no dia 26 e foi promovido em parceria pelo Ministério do Planejamento e o Consad (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração). Na ocasião, foi divulgada a “Carta de Brasília”, com propostas para um pacto destinado a melhorar a gestão pública. Entre elas, a de submeter essa idéia à sociedade e articular uma frente parlamentar nesse sentido.

Assinado pelo ministro Paulo Bernardo e o presidente do Consad, Paulo César Medeiros, o documento declara que é fundamental investir na melhoria da gestão pública e dar visibilidade ao tema, de forma a incluí-lo nas agendas dos governos, mostrando sua importância para que o Estado tenha condições efetivas de propiciar as respostas que a sociedade demanda. E conclui: “O desafio de modernizar a gestão é de todos os três níveis de governo, de todos os poderes e também da sociedade, em particular dos seus setores organizados.”
Fonte: Terra


Abicalçados cria projeto para elevar exportações

Maio 29, 2008

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apresentou ontem o projeto Brazil Landed, que visa a ampliar as exportações de pequenos volumes de calçados brasileiros para os Estados Unidos. A iniciativa de criar este programa, segundo o diretor-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, é acompanhar a mudança no modelo exportador nacional para aquele mercado, cujos grandes distribuidores estão reduzindo o volume de compras mas há um expressivo contingente de lojistas de menor porte, que optam por produtos de maior valor agregado em lotes menores.
O Brazil Landed vai funcionar a partir da contratação de um agente brasileiro em solo norte-americano, que segue uma sistemática para viabilizar as operações, de modo que o valor para o comprador seja reduzido. Pelo sistema de vendas FOB (Free on Board), por exemplo, bastante utilizado pelos fabricantes brasileiros, os compradores norte-americanos dobram ou muitas vezes triplicam os valores para o varejo. Já pelo sistema Landed, o acréscimo no valor sobre o preço do par pode ficar entre 45% a 50%. Ao consolidar uma única entrega os diversos lotes vendidos pelas empresas, diversos custos seriam divididos e até mesmo reduzidos.
Conforme Nelson Germann, consultor da empresa Spectrum, que será o contato do Brazil Landed nos Estados Unidos, o objetivo é fornecer uma estrutura completa para os fabricantes brasileiros naquele país. Isso inclui contratação de linhas de crédito, aquisição e operação de software de gestão para controle da distribuição dos produtos – de acordo com os sistemas utilizados pelas lojas de departamentos americanas -, centro de distribuição, fornecimento de apoio administrativo e central de atendimento ao cliente (instalada em Novo Hamburgo), para facilitar a comunicação entre o fabricante e o lojista. Nos EUA, a estrutura física ficaria sediada em Nova Iorque e Miami. German estima que há um contingente de 3,5 mil lojistas norte-americanos com os quais o Brasil pode negociar através deste projeto.
Na avaliação de Klein, as pequenas cadeias independentes de varejo, alvo deste sistema, compram pequenas quantidades de cada modelo/cor de calçado (o que exige um processo de consolidação dos embarques de vários exportadores), não apreciam o trâmite aduaneiro (o que pode ser contornado pelo emprego do sistema “delivery-duty-paid”) e não aceitam operar com cartas de crédito ou pagamentos antecipados (o que demanda a intervenção de uma operadora de factoring).
Segundo ele, é imprescindível manter o cliente constantemente a par da evolução de sua ordem de compra nos diversos estágios da produção, do embarque e da distribuição local e, em razão da distância e, por vezes, da dificuldade de comunicação com o produtor, exige-se sistema de comunicação via telefone e internet.
O projeto também terá foco no investimento em marca própria por parte das empresas, estimulando assim a construção de uma imagem do calçado brasileiro nos mercados-alvo (posteriormente, o sistema será utilizado também na Europa). Para tanto, o grupo escolhido irá participar de feiras estratégicas, que serão definidas ainda neste semestre.
Fonte: Jornal do Comércio RS


LULA – Brasil se transformará em um grande exportador mundial

Maio 29, 2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil, nos próximos anos, se transformará em um grande exportador mundial.

     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (27), em Contagem (MG), onde participou da cerimônia de entrega da primeira locomotiva de grande porte produzida no país, que “o Brasil, nos próximos anos, se transformará em um grande exportador mundial”.

      “Nós sabemos que, para ser um grande exportador, nós precisamos ter meios de transportes ágeis e baratos. Nós temos 95% do transporte brasileiro que vai para o exterior que vai de navio. Portanto, nós temos que fazer as nossas ferrovias chegarem até os principais portos brasileiros”, disse.

      No ano passado, o Brasil ficou em 23º lugar no ranking dos maiores exportadores mundiais, com US$ 161 bilhões, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Em 2007, o país foi responsável por apenas 1,2% do total das exportações mundiais.

      O presidente destacou ainda a importância dos investimentos em infra-estrutura no país. Segundo ele, é preciso “dar ao Brasil a oportunidade de escoar sua produção com a facilidade de um país que quer se transformar em uma grande nação precisa ter”.

      A locomotiva, produzida pela empresa GE Transportation, será utilizada para o transporte de minério. Segundo

      a Presidência, antes dessa locomotiva, apenas itens de pequeno e médio porte eram fabricadas no país.

      Indústria naval

      O presidente também destacou os investimentos feitos na indústria naval. “Ontem, nós assinamos o acordo para a construção de mais 42 navios construídos por estaleiros brasileiros. Até 2014, nós teremos que construir mais 200 navios no Brasil”, afirmou.

      Além dos navios, Lula disse que a Petrobras precisa contratar, com uma certa urgência, 26 sondas e mais plataformas. “Estamos trabalhando para atender a demanda da Petrobras e para garantir que essa demanda permita que a gente reconstrua a nossa indústria naval.”

      No discurso, ele citou o ex-presidente Juscelino Kubitschek e seu Plano de Metas, enfatizando que Kubitschek pensou o país com “uma indústria naval forte e uma rede de ferrovias e rodovias forte”. Para Lula, o Brasil que tem utilizar todo seu potencial de transporte.

      “Se nós conseguirmos um sistema perfeito intermodal de transporte, seria a solução para todos nós, aproveitando o potencial de hidrovias que temos, aproveitando a costa marítima que temos, aproveitando as rodovias que temos e as ferrovias que temos”, afirmou.

      África

      Em seu discurso, o presidente destacou ainda que o Brasil precisa buscar parcerias com os países africanos. “Se o Brasil não tomar cuidado de fazer as parceiras que precisa fazer na África, podem ficar certos que já tem gente fazendo.”

      Segundo Lula, “os chineses estão lá investindo em ferrovias, investindo em hidrovia, investindo sobretudo na busca de minérios. “O Brasil não pode ficar parado esperando ver as coisas acontecerem no continente africano sem a nossa participação”, ressaltou.

      Transporte terreste

      Para Lula, “um motorista de caminhão não pode transportar uma carga por 2 mil ou 3 mil quilômetros”. De acordo com o presidente, “carga tem que ser de caminhão apenas quando envolver, no máximo, 200 ou 300 quilômetros”.

      “Temos que construir e aprender a conviver com terminais que possam fazer com que os caminhões sejam apenas quase que entregadores em curtas distâncias e que os trens, as hidrovias e o transporte marítimo se encarreguem de fazer o restante do transporte neste país”.

Fonte: Agência o Globo


Logística: Seminário debate desafios do setor

Maio 29, 2008

Representantes da iniciativa privada e do governo se reúnem hoje no 55º Fórum de Debates do Projeto Brasil, em São Paulo, para debater o tema “Logística, a Regulação do Setor e a Integração entre as Agências”.

Dentre os convidados estão a ALL (América Latina Logística), a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o Idelt (Instituto para o Desenvolvimento de Logística e Transportes), a Transpetro e a Vale.

O diretor da Secretaria de Gestão de Programas de Transportes, Roberto Zaidan, o presidente do Porto de São Sebastião, Frederico Bussinger e o diretor da ANTT, Francisco de Oliveira Filho, são alguns dos convidados, além do diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Agenor Junqueira.

Uma questão que deverá ser debatida é a que envolve o planejamento das malhas rodoviária e ferroviária. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) prevê investimentos em infra-estrutura logística de, pelo menos, R$ 55,2 bilhões até o ano de 2010.

Entre os temas também estará presente a atuação das agências reguladoras, entidades responsáveis por intermediar as relações entre o setor privado e a sociedade.

O seminário ocorre hoje, das 8h30 às 13h40, no Hotel Paulista Plaza, na Alameda Santos, 85.

Fonte: Guia News