Aquecimento global abre rota marítima no Ártico

Maio 20, 2008

O derretimento das geleiras do Ártico, um dos efeitos mais evidentes do aquecimento global, está criando novas rotas marítimas no Pólo Norte que poderão derrubar os custos logísticos do comércio mundial, além de impor desafios na estratégia de segurança aos países próximos da região.  

 

 

Grandes empresas internacionais de navegação dizem que já existem condições climáticas de trafegar pelo Ártico durante boa parte do ano e aguardam apenas uma definição sobre a posse das águas para explorar regularmente esses caminhos.

 

O colapso das calotas polares ocorre em velocidade assustadora. A parte do gelo marinho que derrete a cada verão é cada vez maior - e a parte que recongela no outono, cada vez menor. A tal ponto que, no último verão setentrional, a camada de gelo no Ártico equivalia, em extensão, a apenas metade do que era há 50 anos. Isso cria um círculo vicioso para as mudanças climáticas, já que a água absorve a radiação solar e ajuda a elevar a temperatura do planeta - ao contrário do gelo, que reflete essa mesma radiação. O resultado é que o aquecimento tende a aumentar mais.

 

Esse fenômeno, percebido com maior clareza ao longo da última década, dá a largada para uma revolução na marinha mercante. Duas rotas historicamente fechadas para a navegação começaram a se abrir, conforme explica Danilo Ramos, engenheiro brasileiro que ocupa o cargo de gerente de projetos da multinacional francesa CMA CGM, com sede em Marselha. A Passagem Noroeste, sobre o Canadá, que costumava ter não mais de dois meses e meio de rotas navegáveis, hoje se abre ao tráfego marítimo por até cinco meses, viabilizando o transporte regular de mercadorias. A Passagem Nordeste, sobre a Rússia, tinha um período de navegabilidade entre junho e outubro - hoje esse período se estende até dezembro.

 

O tamanho do impacto da abertura dessas passagens pode ser facilmente sentido em duas ligações de enorme fluxo comercial. A ligação Nova York (EUA)-Yokohama (Japão), com extensão de 18.560 quilômetros através do Canal do Panamá e de 25.125 quilômetros pela alternativa do Canal de Suez, se encurta para 15.220 quilômetros usando a Passagem Noroeste. Já a ligação Hamburgo (Alemanha)-Vancouver (Canadá), com extensão de 17.310 quilômetros através do Canal do Panamá e de 27.200 quilômetros pela alternativa do Estreito de Magalhães, cai para 13.770 pela Passagem Nordeste.

 

Fonte: Valor Econômico


Logística reversa: Preservação ambiental criará nova demanda para mercado

Maio 20, 2008

A crescente preocupação com a preservação ambiental proporcionará a ampliação do mercado logístico a partir da logística reversa ou logística verde. A constatação é do consultor de empresas e conselheiro do Gelpe (Grupo de Estudo da Logística de Pernambuco), Marcílio Cunha.

Em evento realizado na Amcham de Recife (PE), o consultor comentou: “a atividade, que consiste em trazer de volta ao processo de produção – da própria companhia ou de outras indústrias – materiais, embalagens e itens comercializados, ajuda as empresas a conquistar a sonhada imagem de ecologicamente correta e a reduzir custos com novas embalagens, ações tão valorizadas no ambiente corporativo”, avalia ele.

O especialista afirma, entretanto, a logística verde é pouco praticada no País. “A consciência ambiental no mundo dos negócios é uma prática em crescimento. O que determina o retorno dos materiais ainda é a questão (da obrigação) legal ou o custo, como no caso das garrafas de vidro, cuja produção é cara”, explica.

A legislação ambiental obriga alguns segmentos industriais a retornarem produtos, embalagens ou materiais usados em seus processos, como no caso dos fabricantes de pneus, pilhas e baterias de celulares.

“Mas existem casos também em que a logística reversa é utilizada para redução de custos. Na reciclagem de latas de alumínio, por exemplo, é tão importante que, se não existisse, as empresas teriam custo de produção bem mais alto”, pondera ele.

Fonte: Guia News


Setor gráfico: Consórcio de exportação assina convênio com a Apex-Brasil

Maio 20, 2008

O Graphia (Graphic Arts Industry Alliance), consórcio de exportação do setor gráfico, coordenado pela Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), assinou convênio de parceria com a Apex-Brasil, que estabelece investimentos da ordem de R$ 4,6 milhões e vigência prevista de 24 meses.

Entre as atividades a serem desenvolvidas no período, o convênio abrangerá a participação do grupo de empresas gráficas brasileiras representadas pelo Graphia como expositoras em 18 feiras internacionais, além da realização de 36 missões comerciais ao exterior.

Também contempla a inserção em um Projeto Vendedor, com rodadas de negócios nos Estados Unidos, e a organização de sete Projetos Compradores, os quais consistem na vinda de 28 clientes do exterior para visita às fábricas nacionais.

Fazem parte do novo acordo com a Apex e a Graphia a aquisição de cinco pesquisas internacionais de mercado e a divulgação internacional por meio de anúncios em revistas especializadas de diversos segmentos, entre outras ações nesse sentido.

De acordo com o gerente do Graphia, Wagner Silva, inicialmente os mercados-alvo deste convênio são Estados Unidos, Canadá, França, Inglaterra, Espanha, Portugal, Cuba, México, Argentina, Peru, Venezuela, África do Sul e Emirados Árabes.

“O montante dos negócios realizados provenientes das parcerias com a Apex-Brasil totaliza, até o momento, cerca de R$ 20 milhões, com exportações efetuadas para 19 países e negócios regulares para diversos destinos, a exemplo dos Estados Unidos, México, Portugal, Argentina, Peru, Jamaica e, mais recentemente, Cingapura”, diz Silva.

O portfólio das exportações já realizadas pelo Graphia contempla produtos do segmento editorial, embalagens, ponto de venda, artigos de papelaria e escritório, além de materiais promocionais diversos.

O grupo, que iniciou atividades em 2003, se destina a divulgar o setor gráfico brasileiro no exterior, prospectar mercados e clientes, e potencializar as exportações das empresas participantes.

“A sinergia resultante desta aliança permite oferecer excelente padrão de qualidade e atendimento. Assim, podemos unir know-how e tecnologia para produzir uma grande variedade de produtos impressos”, declara o gerente. Atualmente, o Graphia está estruturado em três unidades de negócios: Embalagem, Papelaria e Editorial-Promocional.

Fonte: Guia News


Linha Azul: Empresas mineiras ainda não aderiram ao sistema

Maio 20, 2008

Lançado em 2005, o Despacho Aduaneiro Expresso, também conhecido como Linha Azul, ainda não foi adotado por nenhuma empresa em Minas Gerais.

A explicação, segundo a inspetora da Receita Federal Helena Panteliades, passa pela falta de informação e pelo medo que as companhias têm de expor suas informações.

“Existe uma dificuldade na quebra de paradigma. Para que uma indústria entre no regime especial, tem que contratar auditoria interna para checar como estão os controles e acaba descobrindo que não tem nenhum. Não há acompanhamento de forma eficaz”, analisou Helena, que participou na semana passada do comitê de Comércio Exterior da Amcham-Belo Horizonte.

Linha Azul é um procedimento especial de facilitação aduaneira oferecido pela Receita Federal desde 2005. Ele consiste em conceder uma série de benefícios e isenções de tributos a empresas cadastradas que seguem determinadas exigências da Receita. O regime só pode ser adotado por indústrias. No Brasil, atualmente são 17 as companhias enquadradas no modelo, de acordo com Helena Panteliades.

As alternativas oferecidas pela Receita Federal para facilitar o desembaraço aduaneiro são, na opinião da inspetora, mal aproveitadas pelas companhias. Ela revela que, devido à falta de conhecimento, algumas pagam mais tributos do que deveriam.

Helena admite que uma das causas para esse desperdício está em deficiências na divulgação do trabalho aduaneiro. “Temos que fazer uma campanha de conscientização da sociedade em relação às facilidades que podemos oferecer. Por enquanto, fazemos de maneira pontual”, afirmou.

Fonte: Guia News


Para Secretário de Comércio Exterior, outros setores terão vez na nova política industrial

Maio 20, 2008

Welber Barral afirmou que na nova política industrial há medidas para todos os produtos brasileiros, além de diretrizes pontuais para exportadores. Entre os itens mencionados, estão as alterações no Proex, que terá fundos de do Proex R$ 1,3 bilhão.

O Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Welber Barral, disse nesta quinta (15/05) que a nova política industrial do governo, lançada nesta semana, não será um privilégio de apenas alguns setores. O secretário repetiu a declaração do Ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, enfatizando que é papel do mercado, e não do Governo, decidir quais setores vencem ou perdem na economia. O plano lançado oficialmente na segunda (12/05) engloba 25 setores. O depoimento do secretário foi feito durante palestra a profissionais ligados ao comércio exterior, na cidade de São Paulo.

Após a declaração, Welber Barral afirmou que na nova política industrial há medidas para todos os produtos brasileiros, além de diretrizes pontuais para exportadores. “Alguns setores trouxeram uma proposta ao governo, que foi acolhida. Se outros setores tiverem propostas concretas, elas também serão consideradas”, disse. O secretário ainda explicou que alguns setores como a energia nuclear foram incluídos no plano por motivos de estratégia.

Todos os detalhes referentes às medidas de apoio à exportação foram apresentados na palestra. Entre os itens mencionados, estão as alterações no Programa de Financiamento às Exportações (Proex). Com o novo plano, foi elevada a dotação orçamentária do Proex de R$ 500 milhões para R$ 1,3 bilhão. Também foi ampliado o limite de faturamento das empresas habtadas a captar recursos do programa, de R$ 60 milhões para R$ 150 milhões. Além disso, o prazo de financiamento para os bens dos setores têxtil e confecções, madeira e móveis, calçados e couro foi estendido.

O secretário também falou da reativação do programa de financiamento Revitaliza Exportação, com R$ 9 bilhões aplicados anualmente até 2010. O programa terá taxas fixas de juros de 7% ao ano, com bônus de adimplência de 20% dos juros. O prazo de financiamento de exportações é de até três anos, com um ano e meio de carência. Para o Tesouro Nacional, que fará a equalização das taxas de juros, o custo é de aproximadamente R$ 1,6 bilhão de 2008 a 2018.

Também como parte da nova política industrial do governo, foi apresentada a informatização do sistema de drawback, que isenta de impostos os produtos importados utilizados como insumos para bens de exportação. Segundo Welber Barral, a idéia é facilitar a utilização, diminuindo a burocracia para o exportador. “O novo sistema possui uma melhor visualização de informações e uma interface mais amigável”, declarou. A expectativa é que o número de empresas que utilizam o drawback via internet suba entre 10 e 20%, em três anos.

Atualmente, o principal mercado de destino das exportações brasileiras é a União Européia, com 25% de participação. Em janeiro a abril de 2008, o Brasil vendeu US$ 13,2 milhões à UE, um aumento de 12,3% em relação ao mesmo período no ano passado. O cenário econômico atual fez o governo estipular US$ 180 bilhões como meta das exportações neste ano, um crescimento de 12% sobre 2007.

Fonte: Net Marinha


OMC apresenta ‘rascunho final’ para Rodada Doha

Maio 20, 2008

Entidade quer aproveitar crise dos alimentos para, enfim, fechar um acordo entre emergentes e desenvolvidos

A Organização Mundial do Comércio (OMC) apresentou ontem o que espera ser o rascunho final de um acordo, com novas flexibilidades para os países emergentes e cortes de subsídios considerados “interessantes” pelo Itamaraty. Mas a proposta, que deve enfrentar resistência nos países ricos e pobres, deixa de fora a liberalização do etanol diante da falta de acordo entre Brasil e Estados Unidos sobre o produto. Os mediadores das negociações da Rodada Doha mostraram quase cem páginas de propostas sobre como liberalizar os setores industrial e agrícola.
A Rodada foi lançada em 2001 e deveria ter sido concluída em 2005. Agora, a tentativa é de fechar um pré-acordo em junho numa reunião ministerial, com base nos textos apresentados ontem. Para o comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, está na hora de um acordo, principalmente diante da crise mundial de alimentos.
Segundo ele, o que as novas propostas trazem à mesa é suficiente para atender aos interesses dos países em desenvolvimento em termos de exportação. Mas nem todos estão convencidos disso e vários governos alertam que estão tendo de pagar um preço alto para ter acesso ao mercado europeu.
O preço viria no setor industrial. Para tentar convencer os emergentes a fechar um acordo, a nova proposta dá mais flexibilidade na abertura do setor. O princípio é o de que, quanto maior o corte de tarifas, mais direitos os países terão de escolher setores sensíveis para proteção. No caso do Brasil, esses setores seriam o automobilístico, o químico e o de eletrônicos.
A idéia é que, se um país aceitar cortar mais de 65% de sua tarifa de importação para o setor industrial, terá o direito de escolher uma gama ampla de produtos que continuarão com barreiras. O Brasil e os demais emergentes querem que o corte seja de, no máximo, 50%. Mas o Itamaraty já indicou que poderia flexibilizar sua posição se concessões fossem feitas pelos países ricos. O Mercosul estima que precisa manter pelo menos 16% dos produtos protegidos e com tarifas ainda altas.
Certas concessões também foram apresentadas a Bolívia e Venezuela. Os dois países alegaram que deveriam ser tratados como “pequenas economias”. A idéia de Caracas e La Paz é que, sem o petróleo ou gás, têm uma economia frágil e, portanto, não deveriam ser obrigadas a amplas aberturas de mercado. Pela proposta, os venezuelanos poderiam manter barreiras às importações, mas longe do volume de taxas que pediam.
Pela fórmula criada pela OMC, o coeficiente de corte variaria entre 19 e 26 - quanto menor o coeficiente, maior seria o corte. Os países emergentes alegam que, sem espaço para manter as tarifas, não têm como aceitar uma Rodada que teria como objetivo gerar desenvolvimento. O novo texto apresentado pelo mediador das negociações industriais amplia a abrangência dos possíveis cortes de tarifas sobre bens manufaturados, na esperança de que isso facilite umacordo.
No caso das economias emergentes, a proposta anterior previa que o coeficiente variaria entre apenas 19 e 23, o que representaria um corte de tarifas de pelo menos 60% no Brasil no setor industrial. Pelo novo texto, esses países recebem três opções, dependendo do grau de proteção que queiram dar a seus setores industriais.
Se o Brasil optar por cortar apenas 55% das tarifas, não poderá praticamente escolher nenhum setor como isento de proteção extra. Se optar por um corte maior, poderá indicar até 14% de sua pauta de importação como produtos imunes de liberalização profunda. “O Brasil terá de optar entre escolher alguns poucos setores para proteger e sacrificar os demais ou fazer um corte menos profundo, mas atingindo toda a economia”, disse um diplomata.
Os países ricos alertam que só com acesso aos mercados das economias emergentes é que poderiam liberalizar seus setores agrícolas. A Associação de Indústrias dos Estados Unidos já deixou claro à Casa Branca que somente apoiará um acordo que dê acesso aos mercados de Brasil, Índia e China.
No que se refere à agricultura, a nova proposta mantém parâmetros parecidos com o de seu último texto, limitando os subsídios agrícolas a entre US$ 13 bilhões e US$ 16,5 bilhões por ano nos EUA. O Brasil, porém, comemorou o fato de que os números dessa vez vieram entre colchetes, o que, na linguagem diplomática, significa a possibilidade de uma negociação.
Na avaliação do Itamaraty, significa que poderiam ser ainda mais baixos os níveis dos subsídios. Hoje os americanos insistem que precisariam dar ao menos US$ 21 bilhões, ainda que nos debates internos tenham admitido chegar perto de US$ 16 bilhões. O Brasil quer US$ 12 bilhões como teto para os subsídios. Com a alta nos preços dos alimentos, a tese é de que os produtores precisariam de um volume menor de subsídios nos EUA para obter lucros. Para o Brasil, portanto, o momento é “ideal” para fechar um acordo, congelando os subsídios a níveis mais baixos.

ETANOL
Mais uma vez, o etanol ficou de fora das propostas apresentadas. Os países negociam uma lista de produtos considerados ambientais. Mas, diante da falta de um acordo entre Brasil e os países ricos, os mediadores da OMC optaram por não citar nenhum produto.
Fonte: O Estado de São Paulo


UE já investe mais no Brasil do que na China

Maio 20, 2008

Os 27 países do bloco investiram 7,1 bi no País em 2007, ante 1,8 bi no mercado chinês

A União Européia (UE) investiu mais no Brasil do que na China em 2007. Segundo dados oficiais de Bruxelas, os 27 países do bloco investiram 7,1 bilhões no País em 2007, ante 1,8 bilhão no mercado chinês. Somente se somados os investimentos em Hong Kong é que a China praticamente empata com o Brasil em destino dos investimentos europeus.
O estoque de investimentos da Europa na China é ainda bem superior ao que existe no Brasil, diante do fluxo acumulado nos últimos anos no mercado asiático. Mas o mercado brasileiro volta a chamar a atenção dos europeus, principalmente com o retorno do crescimento e estabilidade da economia.
Em 2006, por exemplo, os chineses atraíram 6 bilhões, além de outros 3 bilhões em Hong Kong. Para o Brasil, o total de investimentos foi de 5,6 bilhões. Já no ano passado, o Brasil reverteu a tendência. Só da Espanha os investimentos somaram 2,5 bilhões.
Na Europa, o Brasil se tornou nas últimas semanas o foco das atenções da imprensa econômica. Para jornais ingleses, espanhóis e franceses, a economia brasileira é uma das mais atrativas, principalmente depois do grau de investimento. Apesar disso, o presidente da Associação de Bancos da Suíça, Pierre Mirabaud, alerta que o novo status não deve ser visto como “panacéia para resolver todos os problemas”.
O Brasil ainda perde para a Índia, que viu os investimentos serem multiplicados por dez entre 2006 e 2007, atingindo 10,9 bilhões. Já os russos receberam investimentos de 17 bilhões. Entre os Brics (bloco constituído por Brasil, Rússia, Índia e China), portanto, o País é o terceiro mercado preferido dos europeus. Entre os Brics (bloco constituído por Brasil, Rússia, Índia e China), portanto, o País é o terceiro mercado preferido dos europeus.

NOVA GEOGRAFIA
Os dados da UE também revelam uma nova geografia no fluxo de investimentos. Os Brics mais que dobraram os investimentos na Europa entre 2006 e 2007. Não por acaso, governos de vários países europeus acostumados a apenas comprar empresas estrangeiras reagiram surpresos com a nova tendência. Alguns dos setores chegaram a clamar pela “soberania” da produção européia.
Juntos, os países que formam o Bric investiram mais de 13 bilhões no mercado europeu. Só o Brasil investiu quase 2 bilhões, ante 9,5 bilhões da Índia. China e Rússia investiram outros 2 bilhões. Em 2006, o volume investido não chegava a 5 bilhões, dos quais 1,2 bilhão vinha do Brasil.
No geral, os investimentos para a Europa aumentaram 90% em 2007, em comparação com 2006, chegando a 319 bilhões. Os investimentos europeus no mundo aumentaram em 50%, passando de 275 bilhões em 2006 para 420 bilhões em 2007.
Apesar de o Brasil superar a China, o volume de recursos que chega no País é ainda menos de 10% do que vai para o mercado americano. No ano passado, os europeus investiram 113 bilhões nos EUA e outros 58 bilhões no Canadá.
Entre os europeus, os maiores investidores são os ingleses, com um terço do que a UE destina ao mundo. Já a Alemanha é o segundo lugar, com 12%, seguida pela França. Os americanos investiram 145 bilhões no bloco de 27 países em 2007, ante 74 bilhões em 2006.
Fonte: O Estado de São Paulo


Produtores receberão incentivo para exportar

Maio 20, 2008

A portaria interministerial que muda os critérios de compras governamentais dos laboratórios públicos deve ser assinada hoje no BNDES no Seminário sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

     O evento contará com o presidente BNDES, Luciano Coutinho, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, além de especialistas do banco, do governo federal e da Fiocruz, envolvidos com a política industrial para o setor.

      Para acompanhar a política industrial formulada para a área da saúde, o governo anunciará a formação de um comitê gestor que se reunirá periodicamente. O governo dará também melhores condições de crédito aos produtores que passarem a exportar e investir em inovação de produtos.

      Taxa

      Fabricantes de medicamentos, insumos fármacos, equipamentos médicos, materiais hospitalares, reagentes para diagnósticos, hemoderivados e vacinas terão acesso à taxa de 4,5% ao ano se decidirem tomar recursos do BNDES para projetos de inovação tecnológica, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.

      Uma das maneiras mais importantes de fomentar a cadeia farmacêutica, para Luciana, do BNDES, é fortalecer a indústria farmacêutica, compradora de matéria-prima:

      - Se a indústria cresce e ganha escala, puxa outros.

      Luciana lembra que a indústria nacional cresce no mercado brasileiro. Embalada pela produção de genéricos, aumentou consumo de 30% para 40% nos últimos sete anos, segundo estimativas preliminares do BNDES, que também lançou linhas de crédito direcionadas para os farmacêuticos.

Fonte: Jornal do Brasil