Balança comercial tem resultado postivo de US$ 922 milhões na semana

Maio 19, 2008

Brasília – A terceira semana de maio apresentou superávit (resultado positivo) comercial de US$ 922 milhões, com exportações de US$ 5,294 bilhões e importações de US$ 4,372 bilhões. A informação foi divulgada hoje (19) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No mês, o superávit comercial chegou a US$ 2,219 bilhões, resultado de US$ 10,959 bilhões de exportações e US$ 8,740 bilhões de importações. No ano, balança comercial acumula saldo de US$ 6,799 bilhões, resultado inferior ao de igual período do ano passado (US$ 15,609 bilhões). Até a terceira semana de maio, neste ano, foram registrados US$ 63,708 bilhões de vendas ao exterior e US$ 56,909 bilhões de compras externas.

O superávit comercial tem apresentado redução no Brasil devido ao maior ritmo de crescimento das importações do que das exportações. Às 15h, o ministério divulgará na internet mais informações sobre o resultado da balança comercial na terceira semana de maio.

Fonte: Agência Brasil


Política industrial não deve privilegiar setores, defende professor

Maio 19, 2008

Brasília – O governo anunciou na última terça-feira (13) uma nova política industrial, que pretende aumentar as exportações, estimular a criação de pequenas e médias empresas e elevar a participação brasileira no comércio internacional. Com base nesses anúncios, surge uma série de debates referente ao investimento e desenvolvimento tecnológico, competitividade da indústria brasileira e inserção no mercado estrangeiro.

Em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional, o professor e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Maurício Canedo, ponderou alguns pontos dessa pacote.

Para ele, a política industrial é composta por medidas que desoneram investimento em capital fixo e que estimulam o desenvolvimento. No entanto, teme que algumas medidas setoriais possam favorecer apenas alguns setores, que teriam prioridade na concessão de benefícios.

“A política industrial peca um pouco por conta desses subsídios. Essas desonerações seriam mais adequadas se houvesse medidas mais horizontais”, explicou.

O especialista considera a inovação tecnológica importante, porém não concorda que o governo coloque esse setor como prioridade.

“O Brasil deve investir também em setores tradicionais, pois temos vantagens comparativas com o agronegócio e o biodisel. Podemos fazer inovação também em setores tradicionais”, completou.

Canedo pondera que se todos os setores forem incluídos no pacote, o efeito será positivo. No entanto, segundo ele, é importante que o país mantenha o foco nos setores em que tem vantagem comparativa, com nos de produção e de qualificação de mão-de- obra.

Fonte: Agência Brasil


Bloco andino mais perto da União Européia

Maio 19, 2008

As negociações para um acordo comercial entre a União Européia (EU) e a Comunidade Andina de Nações (CAN) – bloco formado por Peru, Colômbia, Equador e Bolívia – deram sinais de avanço maiores do que as com o Mercosul no último final de semana em Lima. Representantes dos blocos realizaram reuniões paralelas à V Cúpula de América Latina e Caribe e União Européia (ALC-UE), na semana passada, na capital do Peru.
Os presidentes e líderes de governos presentes e representantes dos 27 países da UE e dos 33 países da ALC assinaram a Declaração de Lima, documento que em seu primeiro item “enfatiza a prioridade política de que se concluam as negociações de acordos de associação da UE com a CAN e América Central, e que se retomem as negociações com o Mercosul”.
A declaração também enfatiza o combate à pobreza e estabelece que “se deve gerar crescimento econômico sustentável, com impacto distributivo, preservando a política macroeconômica coordenada e um clima seguro para investimento”.
A reunião preparatória e a minicúpula UE-Mercosul foi coordenada pela Argentina, atual presidente do bloco sul-americano, integrado também por Brasil, Paraguai e Uruguai. O comunicado dos dois blocos divulgado no sábado (17), todavia, não registrou avanço nas negociações bilaterais, estagnadas desde 2004.
O documento da minicúpula UE-Mercosul prevê a organização de uma reunião do Conselho de Cooperação no segundo semestre deste ano, sem data ou local definido. Já os presidentes do Peru, Alan Garcia, e da Bolívia, Evo Morales, anunciaram que a minicúpula UE-CAN definiu uma nova data, 12 de junho, para a elaboração de um instrumento significativo pelos negociadores. “Nesta data vamos apresentar uma forma concreta para a aprovação do acordo entre os dois blocos”, afirmou Garcia, acrescentando que os três polares seriam mantidos: diálogo político, cooperação para o desenvolvimento e comércio.
Esse avanço maior com a CAN do que com o Mercosul foi previsto pelo presidente da comissão organizadora da V Cúpula no Peru, Ricardo Vega Llona. “Nós da CAN estamos com as conversas mais adiantadas”, afirmou. Rafael Correa, presidente do Equador, ao desembarcar em Lima, disse que era a favor do comércio com a UE, “mas era contra o livre comércio”.
Os negociadores dos dois blocos reiteraram o interesse em concluir um acordo “ambicioso e equilibrado”, mas condicionado à conclusão do diálogo multilateral da Rodada Doha, para a liberalização do comércio global no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Ao longo da semana passada, nas reuniões preparatórias para a minicúpula UE-Mercosul levantou-se a necessidade e já não mais a oportunidade para a conclusão de Doha. Para alguns especialistas, s eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro, será o marco definitivo para o sucesso ou o fracasso da agenda Doha, iniciada em 2001. Assim como a UE, os maiores concessores de subsídios agrícolas, que distorcem a competitividade dos países mais pobres no mercado internacional.
A presidente chilena, Michelle Bachelet, anunciou no sábado, após encontro bilateral com a UE, o comprometimento juntamente com o bloco europeu em avançar na Rodada Doha para encontrar “uma resposta ao problema dos preços dos alimentos”, tema que, aliás, dominou grande parte do diálogo da V Cúpula ALC-EU.
Para o presidente do Conselho de Relações Internacionais da Fecomércio de São Paulo, Mario Marconini, o momento não é o mais propício para se retomar as negociações UE-Mercosul. Marconini participou de um Fórum Empresarial Mercosul-União Européia, realizado paralelamente à cúpula ALC-UE, em Lima. Segundo ele, os participantes do encontro encaminharam um documento aos chanceleres dos dois blocos pedindo a retomada das negociações.
R.H.
Fonte: Gazeta Mercantil


PORTARIA SRF Nº 8, DE 16 DE MAIO DE 2008

Maio 19, 2008

SECRETARIA DE COMÉRCIO EXTERIOR
PORTARIA No- 8, DE 16 DE MAIO DE 2008
O SECRETÁRIO DE COMÉRCIO EXTERIOR DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR, no exercício de suas atribuições, com fundamento no art. 15 do Anexo I ao Decreto nº 6.209, de 18 de setembro de 2007, resolve:
Art. 1º Fica alterado o texto do § 6º do art. 148 da Portaria SECEX nº 36, de 22 de novembro de 2007, mantidos os incisos de “I” a “VI”, como segue abaixo:
“§ 6º Ficam dispensadas da obrigatoriedade de inscrição do exportador no REI as exportações via remessa postal, com ou sem cobertura cambial, exceto donativos, realizadas por pessoa física ou jurídica até o limite de US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos) ou o equivalente em outra moeda, exceto quando se tratar de:”.
Art. 2º Fica alterada a redação do art. 163 da Portaria SECEX nº 36, de 22 de novembro de 2007, para a que se segue:
“Art. 163. O Registro de Exportação Simplificado (RES) no Siscomex é aplicável a operações de exportação, com cobertura cambial e para embarque imediato para o exterior, até o limite de US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos), ou o equivalente em outras moedas.”.
Art. 3º Ficam alterados os itens XI, XIV, XVIII e XIX do Anexo “L” da Portaria SECEX nº 36, de 22 de novembro de 2007, conforme abaixo:
“XI – amostras, sem valor comercial, até o limite de US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos) ou o equivalente em outra moeda, exceto nos casos de produtos para os quais haja anuência prévia de algum órgão;”;
“XIV – exportações, com ou sem cobertura cambial, realizadas por pessoa física ou jurídica, até o limite de US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos) ou o equivalente em outra moeda, exceto nos casos de produtos para os quais haja anuência prévia de algum órgão;”;
“XVIII – de bens enviados ao exterior como remessa expressa, nos termos da legislação específica da Receita Federal do Brasil, ou não qualificados como remessa expressa e transportados por empresa de courier, objeto de declaração simplificada de exportação registrada no Siscomex, até US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos), ou o equivalente em outra moeda;” e
XIX – de bens contidos em remessa postal internacional, ou objeto de declaração simplificada de exportação no Siscomex por intermédio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), até o limite de US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos), ou o equivalente em outra moeda;”.
Art. 4º Fica alterado o item XVI do Anexo “P” da Portaria SECEX nº 36, de 22 de novembro de 2007, conforme abaixo:
“XVI – amostras, que não caracterizem destinação comercial, ressalvados os casos envolvendo bens até o valor de US$ 50.000,00 (cinqüenta mil dólares dos Estados Unidos) ou o equivalente em outra moeda, em que o registro de exportação no Siscomex será dispensado na forma do Anexo “L” desta Portaria;”.
Art. 5º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.
WELBER BARRAL


Textos para Doha devem sair hoje

Maio 19, 2008

De Genebra

Os mediadores das negociações agrícola e industrial na Rodada Doha planejam divulgar hoje seus novos textos de compromisso, na tentativa de facilitar um acordo no mês que vem em Genebra. Mas enormes diferenças persistem entre exportadores e importadores. O texto agrícola deve confirmar corte de 54% em média nas tarifas e limite de pelo menos US$ 13 bilhões nos subsídios dos Estados Unidos. Deve incluir método para calcular cotas para produtos sensíveis (como carnes), que terão cortes tarifários menores na Europa.

A expectativa maior é com relação ao texto industrial. O Brasil e outros dez países apresentaram de novo seus argumentos ao mediador Don Stephenson, na sexta-feira, que ficou de estudá-los. Os dois grandes problemas continuam sendo a fórmula para o corte tarifário dos produtos industriais e flexibilidades para os emergentes protegerem certos setores. (AM)
Fonte: Valor Econômico


Montadoras recorrem às fábricas argentinas

Maio 19, 2008

A Argentina ganhou, nos últimos meses, o equivalente à fábrica da Ford de São Bernardo do Campo, em São Paulo, só com a produção de automóveis transferidos das empresas brasileiras para abrir espaço à ampliação das linhas nacionais. Fiat, General Motors, Renault e Peugeot mandaram ao país vizinho cerca de 100 mil veículos antes feitos no Brasil. A maior parte volta para abastecer o mercado local. Várias fábricas brasileiras operam no limite da capacidade produtiva e o consumo de carros tem surpreendido a própria indústria. Este ano, foram vendidos 1,019 milhão de veículos até a primeira quinzena de maio, 32,7% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado.
As montadoras anunciaram para este ano investimentos de quase US$ 5 bilhões em ampliação da produção e novos produtos, mas a realização de obras e compra de máquinas e equipamentos leva tempo. Até lá, a alternativa tem sido a implantação de turnos extras, trabalho de fim-de-semana e a transferência de alguns modelos e o uso das linhas argentinas, onde as fábricas operam com elevada ociosidade. Até agora, a mudança envolveu principalmente carros mais antigos.
“Os modelos mais novos, de desenvolvimento recente, ficam no Brasil. Os que estão indo para a Argentina são aqueles em produção há algum tempo, que podem ser transferidos sem problemas”, diz o diretor da consultoria ADK, Paulo Roberto Garbossa.
O número de veículos produzidos no país vizinho será muito maior a partir de junho, quando a Volkswagen deve anunciar a transferência de parte da produção do Fox para a filial de Pacheco, e a Fiat, de parte do Palio para Córdoba. Em janeiro, a Fiat iniciou a produção de versões do Siena na subsidiária argentina para operar com mais folga a linha do recém-lançado Punto na fábrica de Betim (MG).
A Fiat vai produzir 50 mil unidades anuais do Siena na fábrica de Pacheco. A linha de montagem estava desativada desde 2002 e a fábrica produzia apenas motores e transmissões. Nas próximas semanas, o presidente da montadora no Brasil, Cledorvino Belini, deve anunciar a transferência de parte da linha Palio, o segundo carro mais vendido no País, com cerca de 200 mil unidades ao ano.
O presidente da Volkswagen, Thomas Schmall, também deve comunicar em junho que parte do modelo Fox passará a ser feita em Pacheco, na fábrica que produz a SpaceFox, o antigo Polo Classic e a picape Caddy. É possível que a filial divida com Brasil os modelos destinados ao mercado nacional, mas pode ficar apenas com a cota voltada às exportações. No ano passado, foram exportadas 70 mil unidades do Fox.
A Renault, que em setembro mandou para a Argentina toda a produção do Clio, deve produzir este ano 46 mil unidades do modelo. A transferência ocorreu para que a fábrica do Paraná pudesse dedicar-se às linhas dos novatos Logan e Sandero, além da Sénic e do Mégane. A General Motors também dividiu com a Argentina a produção do Classic. De lá, vieram cerca de 28 mil unidades vendidas no País em 2007. No fim de 2006, a Peugeot transferiu para Buenos Aires a produção de 5 mil modelos 206 para serem exportados anualmente ao México. Na ocasião, executivos informaram que era mais lucrativo atender a esse contrato via Argentina do que Brasil, por causa do câmbio.

Fonte: Jornal do Comércio


Para Mantega, as empresas precisam exportar mais

Maio 19, 2008

Para justificar a criação do fundo soberano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que sua grande preocupação é o câmbio.

     Um dos seus principais objetivos é o de incentivar à exportação. Veja trechos da entrevista:

      FUNDO SOBERANO

      “O fundo soberano talvez demore um pouco a ser absorvido. Trata-se de estrutura um pouco complexa, difícil de entender. O FMI entendeu rápido. A delegação do FMI se reuniu comigo e elogiou a criação do fundo. No mesmo dia em que criamos nosso fundo, a Índia e o Japão também anunciaram a criação do fundo soberano. Quais os países que têm condições de criar um fundo soberano? Os países que possuem fluxo financeiro externo forte. Não precisa de superávit em conta corrente ou de superávit nominal, como muitos dizem. Nada disso. A Índia, por exemplo, tem déficit primário.

      O Brasil tem um fluxo financeiro forte, e isso nos credencia a ter um fundo soberano. Não um fundo como o do Kuait ou o dos Emirados Árabes Unidos, que têm muito petróleo e um saldo fantástico. Cada país tem um objetivo diferente. O nosso objetivo, além da preocupação com o câmbio, é o de criar um fundo anticíclico, uma espécie de reserva de superávit primário. Agora, estamos nos tempos das vacas gordas e o objetivo é acumular reservas para manter um primário elevado no período das vacas magras.”

      CÂMBIO

      “O câmbio apreciado prejudica todo o setor exportador, mas minha grande preocupação é com o setor manufatureiro. Quero que a indústria automobilística exporte mais automóveis, que a indústria aeronáutica exporte mais aviões e que o setor de bens de capital exporte mais. Estou muito feliz em exportar commodities, e estamos ganhando um dinheirão com isso, mas quero exportar também manufaturados e, para isso, o câmbio é fundamental.

      O meu objetivo é que as empresas brasileiras tenham pelo menos de 20% a 30% da produção voltada ao mercado externo. As empresas brasileiras precisam investir mais, produzir para o mercado doméstico, mas não perder “market share” [fatia de mercado] lá fora.”

      CHINA

      “A principal vantagem competitiva da China em relação ao Brasil é o câmbio. O preço da mão-de-obra na China está subindo e a produtividade do trabalho deles é muito inferior à nossa. Eles precisam de três trabalhadores quando nós precisamos de um. A produtividade deles é um terço da nossa. Nós ganhamos em tudo deles, menos no câmbio. A nossa moeda é apreciada em cerca de 30%, e a deles, depreciada artificialmente nuns 30%. Essa é a vantagem da China.”

Fonte: Folha de São Paulo


Brasil investiga dumping em pneus

Maio 19, 2008

Brasil vai investigar a existência de dumping nas exportações chinesas de pneus de construção radial, aros 20″, 22″ e 22,5″, utilizados em ônibus e caminhões. De acordo com o Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), já foram apresentados elementos suficientes que indicam a prática, resultando em dano para a indústria nacional. A investigação tem início a partir de hoje.

Fonte: O Estado de São Paulo