Fundo auxilizará internacionalização das empresas

Maio 12, 2008

 

O minstro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje (12), durante a solenidade de lançamento da Política de Desenvolvimento Industrial, a criação do Fundo Soberano do Brasil, para incentivar as empresas brasileiras.

O fundo será composto por recursos do Orçamento e terá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como gestor.

“Serão recursos fiscais e de operações financeiras que serão repassados a organismos como o BNDES para auxiliar na internacionalização das empresas brasileiras no exterior”, disse Mantega. “Vai ajudar na competitividade das nossas empresas no exterior”, completou o ministro.

O fundo soberano do Tesouro Nacional terá o papel de induzir a ampliação dos investimentos das empresas nacionais no exterior, e não o de incentivar as exportações com financiamento, segundo afirmou o diretor da Área Financeira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maurício Borges Lemos.

Lemos informou que, para administrar o fundo, o BNDES abrirá um escritório no exterior, provavelmente no Uruguai.

Tradicionalmente, lembrou Lemos, o banco apóia a internacionalização de empresas brasileiras com recursos próprios e realiza operações de financiamento às exportações, mas também tem programas de apoio com recursos externos, como o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

As operações atuais do BNDES de apoio às exportações tem envolvido recursos da ordem de US$ 2 bilhões. Já o fundo soberano terá captação e empréstimo em moeda estrangeira, a um custo mais baixo do que o atual e pode atingir o montante de US$ 20 bilhões.

Segundo Lemos, o banco vai operar os recursos do fundo soberano e, para isso, abrirá escritório em agosto, provavelmente em Montevidéu. Posteriormente, o governo avaliará a possibilidade de transformar o escritório numa filial ou numa subsidiária do banco. “Vai ser mais um posto avançado para as nossas operações pós-embarque que serão decididas o Brasil”, disse o diretor da instituição.

Ele explicou que a escolha do Uruguai deve-se ao baixo custo tributário e à proximidade do país com o Brasil, que ajuda na viabilização dos projetos de integração na América do Sul. O escritório poderá ainda ajudar nas operações de apoio às empresas brasileiras em outros mercados internacionais.

“O melhor lugar é um paraíso fiscal [zona sem impostos ou com impostos baixos, no jargão econômico, também conhecida como Tax Heaven], onde o custo tributário seja mínimo. Ele [o escritório] captaria recursos e, nessa captação, poderia estar a aplicação de recursos do Tesouro em dólar”, disse Lemos, referindo-se ao país onde a operação financeira será constituída.

O fundo soberano vai lastrear as operações de empréstimos em dólar do BNDES no exterior, para financiar empresários brasileiros que tenham projetos de expansão de suas atividades no mercado externo. O custo dos empréstimos será mais baixo do que o atual e os prazos, mais longos. Na avaliação de Lemos, a operação será positiva para o Tesouro Nacional, na medida em que vai melhorar a rentabilidade das reservas internacionais com garantias ainda melhores do que as atuais.

“Uma empresa nacional que se torna competitiva no exterior pode trazer tecnologia e, inclusive, produzir essa tecnologia no país. Ao fazer isso, ela tem chances de contratar criação de tecnologia nacional em segmentos como gestão e inovação”, afirmou o diretor do BNDES.

Lemos considera mais provável setores tradicionais da economia brasileira serem o ponto de partida do processo. Prospecção preliminar realizada pelo BNDES indica a existência de muitas empresas brasileiras no cenário estrangeiro, sobretudo nos setores alimentício, de mineração, de petróleo e de energia, além de empreiteiras da construção civil pesada, empresas de máquinas e equipamentos, e ainda nichos diferenciados, como os de moda e confecções.

O diretor do BNDES disse que o custo do funding (recursos de capital para financiamento de empresas) será equivalente ao custo atual do Tesouro norte-americano, que é de cerca de 3% ao ano. Ele lembrou que os juros básicos nos Estados Unidos somam 2% ao ano. “O custo para as empresas brasileiras poderá também ser reduzido.”

As operações que vierem a ser efetuadas por intermédio do fundo soberano poderão tornar o BNDES acionista de grandes empresas, o que representará uma expansão de valor da carteira de sua subsidiária, a BNDES Participações (BNDESPar). “Seria mais uma etapa no papel do banco enquanto sócio de empresas que começam, às vezes, de baixo e se tornam grandes depois”, afirmou Lemos.

Fonte: ABr


Críticas à nova política industrial é de quem nunca fez infra-estrutura, diz Paulo Bernardo

Maio 12, 2008

Rio de Janeiro - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, considerou normal as críticas à nova política industrial lançada hoje (12), no Rio de Janeiro. Ele afirmou, no entanto, que o plano é formado por medidas abrangentes, que vão beneficiar os diversos setores da economia.

“Algumas críticas são feitas por gente que nunca fez infra-estrutura no país, que ficou 25 anos sem ter qualquer investimento planejado de maneira consolidada em infra-estrutura. Mas eu acredito que essa política vai ser alvo de menos críticas, porque ela é muito abrangente”, disse, ao participar da solenidade de lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo.

O ministro disse que seria “muita pretensão” do governo achar possível adotar medidas, como o enxugamento de dólares do mercado, capazes de influenciar a cotação do dólar, freando a valorização do real frente a moeda norte-americana, já que esse quadro é verificado em escala global.

Segundo o ministro, embora o dólar esteja caindo, as exportações brasileiras estão em expansão.

“Não vi ninguém falar que quebrou por causa do dólar. Tem gente querendo que mexamos na cotação com medidas artificiais, mas é muito complicado para o governo fazer isso”, disse.

Fonte: Agência Brasil


Política industrial vai assegurar trajetória de desenvolvimento sustentável, diz presidente

Maio 12, 2008

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a política industrial, lançada hoje (12), irá assegurar uma trajetória de desenvolvimento sustentável ao país. Segundo ele, a política propõe um compromisso entre os setores público e privado e não deve ser vista como uma ação do governo Lula.

“A Política de Desenvolvimento Produtivo, que estamos lançado agora, dará sustentação a um longo ciclo de desenvolvimento produtivo com ênfase na inovação, na competitividade, no apoio ao empreendedorismo e no crescimento das nossas exportações”, afirmou durante discurso na cerimônia de lançamento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

O presidente afirmou que durante 25 anos o Brasil viveu um cenário de incertezas e crescimento volátil e baixo e que estamos virando a página, porém, sem desprezar o aprendizado desse período.

“Tiramos muitas lições desses 25 anos em que atravessamos com enormes sacrifícios os desertos da estagnação. Chegou a hora de reforçar as bases do nosso futuro. Investir, inovar e exportar são as nossas metas nesse momento de virada”, disse.

Lula falou também falou sobre a competitividade do Brasil no setor de geração de energias limpas, como os biocombustíveis. “Para o Brasil trata-se de uma magnífica oportunidade”, disse, acrescentando que o crescimento da demanda de alimentos é também uma oportunidade de expansão para a agricultura industrial e familiar brasileira.

A Política de Desenvolvimento Produtivo, conhecida como política industrial, tem quatro metas a serem atingidas até 2010: acelerar o investimento fixo; estimular a inovação; ampliar a inserção internacional e o número de micro e pequenas empresas exportadoras.

Entre as medidas anunciadas, estão a desoneração para diversos setores produtivos, que deve representar renúncia fiscal de R$ 21,4 bilhões até 2011.

Fonte: Agência Brasil


Política indústrial não é para conter valorização do real, segundo Paulo Bernado

Maio 12, 2008

Brasília - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, voltou a negar que o lançamento da nova política industrial tenha o objetivo de controlar a valorização do real frente ao dólar.

As medidas estão sendo anunciadas hoje (12) em solenidade no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o ministro, a queda do dólar não vai impedir o crescimento das exportações brasileiras.

A Política de Desenvolvimento Produtivo compreende metas de desoneração e financiamento para 24 setores da economia.

“É uma estratégia importante que pelo menos melhora a situação em termos de câmbio. O Brasil passou 25 anos sem investimentos em infra-estrutura e agora, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e essa política são tentativas”, disse Paulo Bernardo.

Fonte: Agência Brasil


Amorim destaca colaboração de Brasil, Índia e África do Sul com países mais pobres

Maio 12, 2008
   

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, classificou ontem(11) de  “pioneira” a iniciativa de cooperação trilateral entre ministros do Brasil, Índia e África do Sul. Ao participar de um balanço dos planos de ação setoriais e dos acordos trilaterais assinados no Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas), Amorim destacou a participação brasileira no enfrentamento de crises sócio-econômicas em países como Haiti e Guiné Bissau.

“O Brasil tem orgulho da contribuição que tem dado, juntamente com a Índia e a África do Sul, em projetos de real impacto na vida de milhares de pessoas que vivem em países pobres. Estamos prontos para estender tais projetos e aprovar novas parcerias”, disse o ministro em seu discurso de abertura da 5ª Reunião Ministerial do Ibas, na Cidade do Cabo, África do Sul.

O Ibas foi criado em 2003 como instância de coordenação política entre os três países para promover a cooperação trilateral em áreas de interesse comum e fortalecer a voz dos países em desenvolvimento. A reunião de hoje representa uma preparação para 3ª Cúpula Presidencial do Ibas, marcada para 15 de outubro, na Índia.

Ainda durante o encontro, Amorim reforçou que a cooperação trilateral pode apresentar benefícios não apenas para as nações envolvidas como também para outros países em desenvolvimento, sobretudo os mais pobres.

“Temos conhecimento de nossos problemas sociais, mas procuramos não nos esconder de nossa responsabilidade em ajudar países que passam por necessidades ainda maiores. O Fundo IBAS, uma iniciativa pioneira, reflete a percepção de que países desenvolvidos podem se ajudar mutualmente.”

O Fundo Ibas para Iniciativas de Alívio à Fome e à Pobreza financia projetos de cooperação técnica em países de menor desenvolvimento relativo. Desde 2004, o fundo investiu US$ 1,5 milhão em projetos de tratamento de resíduos sólidos no Haiti e de promoção da agricultura familiar em Guiné Bissau, entre outros. O Brasil já contribuiu com cerca de US$ 3,5 milhões para o fundo.

Fonte: Agência Brasil


Pesquisa mostra aumento da inserção de empresas brasileiras no exterior

Maio 12, 2008

Brasília - Pesquisa da Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, revela que, de 100 empresas dos países emergentes com maior potencial de internacionalização comercial e de investimentos diretos, a maioria é de origem chinesa; mas relaciona também empresas do Brasil, Índia, México, Rússia e Hong Kong. As brasileiras citadas são: Brasken, Coteminas, Embraco, Embraer, Gerdau, Natura, Petrobras, Sadia, Vale do Rio Doce, Votorantim e Weg.

Também podem ser incluídas nesse cenário a empresa resultante da fusão da cervejaria Ambev com a belga Interbrew, em 2004, e a entrada da montadora de veículos Marcopolo e da beneficiadora de suco de laranja Cutrale em outros mercados. Algumas iniciativas tiveram apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre elas a aquisição da Swift Armour argentina pela Friboi, a implantação de duas unidades armazenadoras da Cooperativa Agroindustrial Lar, no Paraguai, e a compra, pela Itautec, de uma distribuidora de produtos de informática nos Estados Unidos.

Essa inserção faz parte de uma mudança de postura do empresariado brasileiro, com a abertura da economia, nos anos 90, quando ficou patente a necessidade de as empresas nacionais se tornarem competitivas, interna e externamente, disse o  pesquisador João de Neri Araújo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo ele, isso estimulou a busca de alianças com outras empresas, bem como a instalação externa de escritórios de venda, assistência técnica, representações comerciais e unidades de produção.

De acordo com Araújo, as exportações brasileiras cresceram 149,5% de 2000 a 2006, em grande parte por causa da inovação tecnológica e da internacionalização das empresas nacionais. No entanto, o mais importante a destacar é o aumento sistemático do investimento brasileiro direto lá fora, afirma a economista Daniela Corrêa, no boletim da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP).

Daniela ressalta que muitas empresas nacionais perceberam que é mais simples e efetivo produzir em outro país do que contornar obstáculos logísticos e legais nas operações de venda ao exterior – aí subentendida a questão de barreiras protecionistas, tarifárias e não-tarifárias. Deve-se considerar ainda a desvalorização do dólar, que encareceu o produto brasileiro no mercado externo, mas aumentou a rentabilidade das empresas brasileiras, que direcionam seus recursos para outros países.

Como resultado, o investimento brasileiro direto lá fora, que de 1994 (início do Plano Real) a 2005 havia somado US$ 30,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central, saltou para US$ 28,2 bilhões só no ano de 2006, contra US$ 2,517 bilhões contabilizados em 2005. O aumento se explica, em grande parte, pela compra da mineradora de níquel Inco, do Canadá, pela empresa Vale do Rio Doce, por US$ 14,6 bilhões. No ano passado, o investimento líquido direto no exterior caiu para US$ 7,03 bilhões.

Fonte: Agência Brasil


Após greve, portos devem se normalizar em 15 dias

Maio 12, 2008

Auditores fiscais da Receita Federal anunciaram na quinta-feira o fim da paralisação
.
Os portos brasileiros devem retornar à normalidade de suas operações dentro de 15 dias, após o encerramento da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, anunciada na quinta-feira. No Porto de Santos, o diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), José dos Santos Martins, disse esperar que a situação se normalize em no máximo 15 dias.

— Todos os terminais estão aproveitando a suspensão da greve para reorganizar seus espaços — explicou o dirigente da Sopesp, que conta com 45 terminais portuários associados.

Segundo Martins, as áreas dos terminais do porto santista chegaram a registrar uma ocupação de 90% durante o período mais grave da paralisação.

— Criou-se um gargalo logístico sem precedentes no Porto de Santos — afirmou, acrescentando que os “prejuízos são incalculáveis”.

— Foram afetadas todas as cadeias logísticas, desde o transporte rodoviário ao ferroviário — completou Martins.

Prejuízos

Ele destacou ainda que cada navio parado à espera de atracação gerou um prejuízo diário de US$ 60 mil a US$ 80 mil. No Paraná, o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) de Paranaguá, Rodrigo Sais, estima que em 21 dias a situação se normalize, com a retomada dos trabalhos pela categoria.

Segundo ele, os auditores adotaram “operação-padrão” desde o início do movimento grevista. Sobre o impacto da greve na movimentação do porto, Sais disse que as declarações de importações desembaraçadas em abril foram 50% inferiores às de fevereiro, um mês que historicamente registra um movimento menor.

Em Itajaí (SC), a expectativa é de que o fluxo no porto se normaliza em cerca de 15 dias, informou o diretor de Logística, Luiz Antônio Martins. No Porto de Itajaí, onde os auditores também adotaram a operação-padrão, a ocupação média nos pátios dos terminais ficou entre 80% a 90% durante a greve.

Portos secos

No transporte rodoviário, a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) calcula que o fluxo nos portos secos deve se normalizar no máximo em uma semana.

Segundo o vice-presidente da ABTI, José Carlos Becker, nessa semana os portos nas fronteiras do Brasil com os países do Mercosul acumularam filas de quase 1,1 mil caminhões, aguardando pela liberação das cargas.

Becker ressalta que os prejuízos apenas às transportadoras com a paralisação atingiram mais de US$ 60 milhões. Já a redução nas operações foi de 26%. A situação continua crítica, diz Becker, nos portos secos de Uruguaiana, São Borja e Foz do Iguaçu.

Fonte: Zero Hora


Rodada Doha volta à pauta com crise mundial

Maio 12, 2008

Governo brasileiro insiste que esse é o melhor momento para se fechar a negociação

Diante da alta dos preços das commodities, os governos do Brasil e dos Estados Unidos tentam dar um novo impulso à Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). A partir de hoje, o chanceler Celso Amorim se reúne com a representante de Comércio da Casa Branca, Susan Schwab, em Roma, para tentar aproximar posições, enquanto a OMC prepara o que deve ser o rascunho final de um acordo.
Adormecida por meses, a OMC voltou a ganhar destaque diante da crise nos alimentos. Pascal Lamy, diretor da entidade, alertou na semana passada que as negociações podem dar uma resposta no médio prazo aos problemas no comércio de alimentos, abrindo mercados e reduzindo as distorções nos preços internacionais.
O governo brasileiro insiste que não há melhor momento para se fechar a negociação como agora. Com a alta nos preços das commodities, os grandes países ricos não estão sendo obrigados a gastar bilhões em subsídios com seus produtores. Um corte profundo nesse nível de ajuda, portanto, poderia ser mais fácil de ser alcançado.

O Itamaraty também estima que a crise evidencia a necessidade de que as barreiras ao comércio sejam eliminadas. O Brasil insistiu nessa tecla por semanas, mas teve seu próprio discurso prejudicado quando o Ministério da Agricultura tomou medidas para barrar a exportação de arroz. A iniciativa foi usada pelos países importadores como uma demonstração de que as medidas protecionistas são necessárias nessa etapa da crise.
Governos como o da França já indicaram que a solução não seria a abertura de mercados, mas a garantia de maiores barreiras e subsídios para assegurar que todos os países possam ter auto-suficiência na produção de alimentos.
O encontro entre Amorim e Schwab, o primeiro em meses, deve servir para que os dois governos avaliem como a negociação pode ser concluída ainda neste ano. Nas reuniões fechadas, o Brasil insiste que um acordo deve ser fechado com certa urgência.

SUBSÍDIOS
Ontem, os ministros de Relações Exteriores de Índia, Brasil e África do Sul pediram a eliminação dos subsídios agrícolas para amortecer os efeitos da crise mundial de alimentos entre os países mais pobres.
“O maior impacto na crise alimentícia seria a eliminação dos subsídios, pois é o que impede os países em desenvolvimento de produzirem alimentos”, afirmou o ministro, durante a 5ª Reunião Ministerial do grupo IBSA (sigla que contém as iniciais de Índia, Brasil e África do Sul), que ocorreu ontem, na Cidade do Cabo, África do Sul.

Fonte: O Estado de São Paulo


Pacote corta custo para exportação

Maio 12, 2008

Fabio Graner e Marcelo Rehder

Governo reduz contribuição patronal na folha de empresa exportadora e dá outros incentivos para indústrias

A nova política industrial que será anunciada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá trazer cerca de 20 medidas de desoneração tributária e de financiamento. Entre elas está a primeira iniciativa para desonerar a folha de salários da indústria, que por enquanto será apenas para as empresas exportadoras do setor de tecnologia da informação.
O governo deverá reduzir pela metade a contribuição patronal dessas empresas para a Previdência, dos atuais 20% da folha de pagamentos para 10%. O alívio incidirá só sobre a folha de pagamento dos funcionários que trabalham com exportação. Para os demais, que estão voltados para o mercado doméstico, a empresa continuará a recolher 20%.
Até ontem, o governo estudava ainda a possibilidade de eliminar a contribuição das exportadoras de software ao chamado chamado Sistema S (conjunto de entidades voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica, que têm em comum seu nome iniciado com a letra S, como Sesi, Senai e Senac) e ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Se a medida for incluída no pacote a ser anunciado hoje, representará corte adicional de 3,1 pontos porcentuais na carga sobre a folha de pagamento.
As desonerações previstas no Plano de Desenvolvimento Produtivo, como tem sido chamado oficialmente a nova política industrial, terão um custo fiscal para o Tesouro Nacional que poderá chegar a R$ 25 bilhões até 2011. Somadas a uma série de outras medidas de redução de custos financeiros, de investimento e de exportação, elas têm como objetivo incentivar os investimentos, a inovação tecnológica e, principalmente, as exportações.
Na prática, esse conjunto de medidas pode compensar, ao menos em parte, a indústria pela valorização do real em relação ao dólar. A intenção é estimular as vendas externas para reverter a escalada no déficit em conta corrente, que tem preocupado o governo.
Adiado várias vezes, por conta de divergências entre o Ministério da Fazenda e do Desenvolvimento, o anúncio da nova política é aguardado com alguma desconfiança pela indústria. Além de dúvidas quanto ao alcance das medidas de desoneração tributária, os empresários estão preocupados com a instância que coordenará o projeto. Eles temem uma repetição do ocorrido com a política anterior, de 2004,que enfrentou resistências dentro do próprio governo.
Fonte: O Estado de São Paulo


Amorim pede fim de subsídios para amortecer crise dos alimentos

Maio 12, 2008

Os ministros de Relações Exteriores de Índia, Brasil e África do Sul pediram a eliminação dos subsídios agrícolas para amortecer os efeitos da crise mundial de alimentos entre os países mais pobres. Para Celso Amorim, esse é o fator mais importante.

“O maior impacto na crise alimentícia seria a eliminação dos subsídios, pois é o que impede os países em desenvolvimento de produzirem seus próprios alimentos”, afirmou o ministro de Relações Exteriores brasileiro durante reunião na África do Sul.

O Brasil, a Índia e a África do Sul formam o grupo IBSA, criado em 2003 para reforçar a cooperação política e econômica entre as nações do hemisfério sul.

Na entrevista coletiva posterior à reunião ministerial deste grupo, Amorim citou o caso de São Tomé e Príncipe, uma nação que visitou recentemente e cujo alimento básico era o arroz, pois no passado o recebiam de graça de outros países.

“Mas, agora não podem pagar pelo arroz que costumavam receber de graça” por causa do aumento dos preços internacionais, declarou Amorim.

Amorim esteve acompanhado de seus colegas da África do Sul, Nkosazana Dlamini, e da Índia, Pranab Mukherjee, durante reunião para continuar com os contatos periódicos do grupo e para preparar a cúpula do IBSA, que ocorrerá em outubro em Nova Délhi.

Em seu encontro, os ministros participantes assinaram vários acordos em áreas como educação, agricultura, comércio, setor energético, transportes, cultura e ciência e tecnologia. Entre os convênios está incluída a decisão de realizar o próximo Seminário Acadêmico do IBSA de 2008 no Brasil.

Fonte: Terra