Greve dos auditores prejudicou balança comercial, diz secretário

Maio 4, 2008

Brasília - O saldo da balança comercial poderia ter sido US$ 1,2 bilhão maior não fosse a greve dos auditores fiscais. A afirmação é de Weber Barral, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A diferença de exportações menos importações, em abril, foi de US$ 1,744 bilhão. Os números foram comentados hoje (2) por Barral, titular da secretaria de Comércio Exterior.

Segundo ele, no mês passado, várias solicitações de exportação não tiveram despacho da Receita Federal, por conta da greve. Dentre elas a de petróleo, no valor de US$ 600 milhões; de soja em grão, que totalizava mais de US$ 300 milhões; de farelo de soja em grão, num total de US$ 200 milhões; e de minério de ferro, no valor de US$ 120 milhões.

Barral ressaltou que as exportações continuam crescendo num bom ritmo, tendo registrado evolução de 15,2% nos últimos 12 meses. Ele lembrou que, no entanto, as importações cresceram bem mais, tendo alcançado 38% de crescimento no mesmo período, em função, principalmente, da desvalorização do dólar norte-americano em relação ao real.

Segundo ele, as vendas de produtos brasileiros cresceram em quase todos os países, no mês passado, exceto nos Estados Unidos, epicentro da crise financeira do mercado imobiliário de risco (subprime). Em abril, houve redução de 20% das vendas brasileiras para aquele país, equivalentes a US$ 182 milhões.

Barral ressaltou, contudo, que os Estados Unidos são “nosso principal parceiro comercial e devem se manter como tal”. Segundo o secretário, a redução das exportações para o país se deu em virtude do petróleo solicitado e não despachado.

Ele disse ainda que a elevação do Brasil ao grau de investimento contribui para a desvalorização cambial, mas ressaltou que câmbio é “apenas um dos fatores que facilitam as importações”, e pode ter ainda outro efeito, na avaliação do secretário, que é a entrada de capital produtivo no país.

O secretário lembrou que vários países têm câmbio elevado, como a Alemanha, e continuam com grandes exportações porque têm alta competitividade industrial. Para ele, o Brasil precisa de uma logística mais eficiente, um sistema tributário mais claro e mais incentivos às exportações. Barral destacou que, nesse sentido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgará, no próximo dia 12, a nova política industrial, com 40 medidas de apoio à indústria brasileira.

Fonte: Agência Brasil


Para empresários, obtenção do grau de investimento pode prejudicar exportações

Maio 4, 2008

Rio de Janeiro - O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, disse hoje (2) que a conquista do grau de investimento pelo Brasil, concedido na quarta-feira (30), pela agência de avaliação de risco internacional Standard & Poor’s, terá efeito desfavorável sobre as exportações, ainda que tenha sido positivo para o país.

“Para  o Brasil, o investment grade  foi excelente. Para o comércio brasileiro, não foi bom”, disse Castro. Ele explicou que a tendência da taxa de câmbio é cair ainda mais, em decorrência da maior atratividade para investimentos estrangeiros no Brasil com a obtenção do título. Com uma desvalorização maior do dólar, haveria prejuízo para as exportações, restringindo-as e tornando-as mais caras. “Em contrapartida, facilita e estimula as importações”, avaliou.

O vice-presidente da AEB acredita que, já em 2009, o Brasil poderá registrar déficit na balança comercial, como reflexo da desvalorização cambial. Os números divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que o superávit da balança comercial somou US$ 4,580 bilhões nos quatro primeiro meses deste ano, uma redução de 64,5% em comparação ao primeiro quadrimestre de 2007.

“Nós estamos projetando para este ano um superávit máximo de US$ 22 bilhões”, estimou Castro. “Esse é o teto, mas com tendência a ser menor”, frisou.

Castro sugeriu a redução da taxa de juros, dentre as medidas que deveriam ser tomadas pelo governo para compensar  a perda nas exportações. “Porque hoje, depois de você ter um atestado de ótimo pagador [conseqüência do grau de investimento], não justifica pagar juro mais alto”.

Outra sugestão do vice-presidente da AEB é a redução dos custos portuários e, no médio prazo, promover a reforma tributária. “Nós, hoje, estamos exportando tributos. E a reforma  tributária seria uma alternativa de eliminação de tributos indiretos”, observou. Para Castro, o governo tem que investir também na melhoria da infra-estrutura, “que hoje é muito ruim, além de insuficiente e deficiente. E, com isso, ela se torna onerosa.”

Ele ressaltou, contudo, que a AEB não considera necessário mexer na taxa de câmbio, que, no Brasil, tem o regime flutuante. Castro disse que as leis de mercado é que vão definir a taxa, “sabendo que hoje o cenário não é muito favorável. Mas, é uma lei e não podemos mudar a lei ao sabor do momento”.

Castro avaliou, ainda, que a recessão norte-americana também poderia ter impacto nas exportações brasileiras. Mas, para ele, até agora, a crise ainda não afetou o comércio exterior. “Porque as cotações das ‘commodities’ [produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional] todas sobem, e quanto à demanda internacional, existem indícios de que pode reduzir. Mas até agora, concretamente, não houve redução”, explicou.

Fonte: Agência Brasil


TCU quer padrão euro no orçamento do Itamaraty

Maio 4, 2008

Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) quer substituir o dólar pelo euro – moeda da União Européia – como referência monetária na elaboração do orçamento do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). De acordo com a assessoria do tribunal, o ministro Marcos Vinicius Vilaça recomendou a proposta ao Ministério do Planejamento, responsável pelo orçamento do governo federal.

“Desde o ano de 2002, o sistema financeiro mundial passa por uma valorização constante do euro frente à moeda americana. O dólar norte-americano vem perdendo espaço como moeda de pagamento das trocas internacionais, sendo preciso, então, repensar a sua adoção indiscriminada”, argumentou Vilaça, em comunicação feita ao plenário do TCU.

De acordo com o TCU, 90% dos gastos do Itamaraty são feitos fora do território nacional e uma parte significativa desses recursos é executada em euro. A valorização da moeda européia em relação ao dólar provoca “distorções nos orçamentos, em especial naqueles órgãos ou entidades que executam parte de suas despesas em moeda estrangeira”, segundo Vilaça.

O TCU recomenda que a mudança de padrão monetário seja feita especialmente em relação ao orçamento das representações do Itamaraty em países da União Européia.

O Ministério do Planejamento só vai se pronunciar sobre o assunto depois que receber oficialmente a sugestão do tribunal.

Fonte: Agência Brasil


Seminário debate oportunidades de negócios na Índia

Maio 4, 2008

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, presidem nesta segunda-feira, 5 de maio, em São Paulo, seminário sobre oportunidades de negócios na Índia. Também integra o evento o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Índia, Roberto Paranhos.

No encontro haverá uma exposição sobre os resultados da Missão Comercial realizada à Nova Delhi, no final de março, e as possibilidades de negócios identificadas ao longo desta missão chefiada pelo ministro Miguel Jorge. Também serão apresentados casos de sucesso e haverá tempo para perguntas aos palestrantes.

O evento acontece no hotel Gran Meliá Mofarrej, Sala Aragon, na Alameda Santos, 1437, Cerqueira César, em São Paulo, a partir de 13h30 da segunda-feira, 5 de maio.

Os interessados em participar do Seminário devem entrar em contato com a Câmara de Comércio Brasil-Índia pelo e-mail promoex@promoex.com.br, telefone (11) 3073.0037 ou fax (11) 3073.0037, extensão 24. É preciso fornecer o nome do participante, da empresa, telefone e e-mail de contato

Fonte: MDIC