De Buenos Aires
Os formuladores do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) estimam que os maiores beneficiários da eliminação do dólar no comércio bilateral serão os pequenos e médios exportadores. As transações em pesos e reais, sem passar pelo dólar, devem eliminar custos que pesam pouco no bolso das grandes empresas, mas muito no das pequenas companhias.
Um gráfico apresentado pela gerente do Banco Central argentino, Maria Cristina Pasin, em uma conferência para apresentar o SML aos exportadores, mostra que, em junho de 2007, os exportadores argentinos que venderam até US$ 10 mil pagaram um spread sobre a taxa de câmbio de referência do Banco Central de até 0,29%. Na medida em que aumentam os valores exportados, o spread vai baixando até perto de zero, que era o que pagavam os exportadores de mais de US$ 2 milhões. Os spreads mudam de acordo com a conjuntura, mas o exemplo não está longe da realidade atual.
Ao spread se somam custos administrativos e as comissões bancárias sobre as transações de câmbio que, segundo Sergio Ares, gerente de Comércio Exterior do Banco da Província de Buenos Aires, variam de US$ 10 a US$ 50, dependendo do banco e do volume de transações. A lógica é sempre quem vende mais, paga menos. (JR)
Fonte: Valor Econômico
