Auditores definem nesta quarta-feira rumo da greve

Abril 30, 2008

Enquanto aguarda nova assembléia, categoria segue operação padrão em Uruguaiana.

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal poderá ter um novo rumo a partir desta quarta-feira. A categoria realiza assembléia nacional a partir da manhã desta quarta. A perspectiva é de que as paralisações sejam encerradas provisoriamente.

A intenção é de retomar as negociações com o governo para reajuste salarial e mudanças no plano de carreira. Em Uruguaiana, os auditores seguem realizando operação padrão, trabalhando com 30% dos funcionários e priorizando cargas paradas há mais de 20 dias.
Fonte: Zero Hora


Indústria têxteis do Brasl e dos Estados Unidos anunciam acordo

Abril 30, 2008

A Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a Aafa (American Apparel & Footwear Association) divulgaram ontem um memorando de entendimento que prevê ações para eliminar barreiras tarifárias e não-tarifárias das indústrias têxteis no Brasil e nos Estados Unidos. O anúncio foi feito no dia seguinte ao presidente norte-americano, George W. Bush, ter recebido na Casa Branca 20 altos executivos brasileiros e norte-americanos para ouvir as reivindicações das empresas para melhorar a relação bilateral.

Fonte: Folha de São Paulo


Importados têm participação maior

Abril 30, 2008

O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, disse que o aquecimento do mercado interno está propiciando oportunidades às empresas locais, mas boa parte do crescimento fica com a importação.
O consumo de têxtil, vestuário e calçados aumentou 14,1%em volume no primeiro bimestre deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a produção dos setores tiveram crescimento de 3,1%. “Esses números demonstram o descompasso entre a produção e as vendas”, disse Pimentel.
No ano passado, as importações de têxteis e vestuário totalizaram US$ 3 bilhões, com alta de 40,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, que foi de US$ 2,1 bilhões. Com isso, o saldo negativo na balança comercial somou US$ 648 milhões, bem acima dos US$ 33 milhões registrados em 2006. Para este ano, Ulrich Kuhn prevê US$ 4 bilhões em importações de têxteis. Em 2005, o setor gerou um superávit de US$ 700 milhões.
Na pauta de exportações brasileiras felpudos como toalhas e roupões e T-shirts já ocuparam destaque. Atualmente, entretanto, a valorização do real aliada à forte concorrência dos asiáticos e ao fim do sistema de cotas que vigorava nos principais compradores mundiais estabelecendo volumes de compras de cada mercado, o Brasil reduziu significativamente essas vendas. Em 2005 a exportação de T-shirts contribuíram com US$ 60,74 milhões da receita com as vendas externas para em 2007 despencarem para US$ 36,52 milhões.
Ulrich Kuhn, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau (Sintex) e também diretor da área internacional da Hering, informou que com a perda da competitividade no Brasil, estas camisetas transformaram-se em commodities. Hoje quem abastece o mercado mundial são Bangladesh e o Vietnã.
No acumulado do ano passado as exportações do setor têxtil somaram US$ 2,4 bilhões, 11,9% mais do que o mesmo período de 2006, quando registrou US$ 2,1 bilhões.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(J. W.)


Restrição a exportações preocupa Nações Unidas

Abril 30, 2008

Marcelo Ninio, enviado especial a Berna
OMC considera “sem precedentes” as medidas adotadas por países asiáticos

ONU pede suspensão de restrições a embarques de alimentos; segundo o Banco Mundial, existe risco de que preços subam ainda mais

O número crescente de países que passaram a aplicar restrições às exportações de alimentos para garantir os preços e o abastecimento domésticos em meio à crise mundial preocupa a ONU. A medida já foi adotada por mais de dez países, sobretudo na Ásia, num movimento que especialistas da OMC (Organização Mundial do Comércio) consideram “sem precedentes”.
Na semana passada, o governo brasileiro decidiu proibir por tempo indeterminado a exportação de arroz do estoque público, por temer o desabastecimento interno.
No plano contra a crise anunciado ontem, a ONU apontou as barreiras à exportação como um dos motivos da escalada de preços e defendeu o fim das medidas. O secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, pediu “a imediata suspensão” das restrições.
“Esses controles encorajam o armazenamento, elevam os preços e atingem as pessoas mais pobres do mundo, que lutam para se alimentar”, disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
Ele elogiou a Ucrânia por ter dado “um bom exemplo” na semana passada, ao suspender as restrições à exportação de grãos. “Isso teve um efeito imediato na queda de preços, e outros podem fazer o mesmo”, disse Zoellick, pedindo uma ação conjunta dos governos com o setor privado.
Para o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, barrar as exportações “não é uma boa solução econômica” no curto prazo. “É óbvio que tais medidas resultam em aumentos adicionais de preços”, disse Lamy.
Na semana passada, o Japão, maior importador de alimentos do mundo, disse que pedirá a introdução de normas na OMC para regular as restrições às exportações, algo já adotado por mais de dez países, entre eles Indonésia, Rússia, China e Vietnã. “É óbvio que esse tipo de medida diminui a oferta de produtos no mercado e leva ao aumento de preços”, disse Lennart Bäge, presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.

Álcool
O secretário-geral das Nações Unidas também culpou os biocombustíveis pela alta de preços, mas apenas os que são subsidiados e que “substituem a produção de alimentos”. Indagado pela Folha se isso excluía o álcool brasileiro, feito a partir da cana, Ban foi vago. “Há críticas aos biocombustíveis, mas a questão deve ser vista de forma abrangente. Há alguns aspectos positivos e outros que precisamos estudar.”
No dia anterior, o secretário-geral da Unctad (Conferência da ONU para Comércio e Desenvolvimento), Supachai Panitchpakdi, havia dito à Folha que o álcool brasileiro não entrara em discussão no encontro e que a preocupação da organização é com o produto norte-americano, feito a partir do milho com política de subsídios do governo.
Fonte: Folha de São Paulo


REUNIÃO - Bush apóia acordo tributário Brasil-EUA

Abril 30, 2008

Na Casa Branca, empresários se dizem frustrados com velocidade dos governos em tomar decisões.

     O presidente George W. Bush disse ontem que seu governo apóia os acordos bilaterais tanto de tributação como de investimentos com o Brasil. O anúncio foi feito durante reunião de trabalho com pesos-pesados de empresas brasileiras e norte-americanas e os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Miguel Jorge (Desenvolvimento), após encontro no Salão Oval da Casa Branca.

      “Uma das coisas com as quais eu concordo com os executivos brasileiros é que apoio fortemente uma Rodada Doha bem-sucedida, e nosso governo vai trabalhar muito próximo do do Brasil para concluí-la”, disse o presidente, observado pelos empresários e políticos numa sala de reuniões do edifício executivo anexo à sede do governo. “Em segundo lugar, em termos de política bilateral, assim como meu governo, eu apoio fortemente um tratado bilateral tributário e de investimento.”

      O anúncio foi recebido com entusiasmo por Tim Solso, da Cummings, e Josué Gomes, da Coteminas, que representavam os outros executivos-chefes presentes ao encontro -o segundo do tipo desde que o fórum bilateral foi criado. Mas a agilidade dos governos em tirar as intenções do papel mereceu o adjetivo de “frustrante” do empresário brasileiro, em reunião posterior com a imprensa.

      Frustração

      “Posso dizer de forma bastante simples que tivemos muitos progressos, mas são progressos que deixaram e deixam a todos nós, executivos, um pouco frustrados”, disse Gomes. “Achamos que poderíamos ter tido muito mais sucesso, porque de fato alguns assuntos estão na agenda dos dois países há 40 anos, como no caso da bitributação.”

      Falando depois do empresário, a ministra Dilma disse que o tratado “é algo que deve ser aprofundado”. “Nós temos a clareza de que é necessário um conjunto de reuniões técnicas com duplo objetivo: primeiro buscar identificar da forma mais clara possível quais são os problemas técnicos que devem ser objeto de nossa ação e procurar ações para soluções.”

      Mais tarde, falando a jornalistas, a ministra diria que achava natural e compreendia a ansiedade dos empresários. “Mas o tratado bilateral que sairá será não o tratado perfeito, mas o possível.”

      Ela levantou a hipótese de o Brasil deixar de fora o setor de serviços. “Há uma assimetria entre os dois países nesse setor”, disse ela. “Portanto, o tratado não vai poder abrangê-los de forma integral. Em serviços, somos mais recebedores do que exportadores; portanto seria algo muito prejudicial ao país.”

      Um dos pontos de tensão levantados por autoridades ligadas a ambos os governos seriam exigências feitas pelos Estados Unidos à Receita Federal (o fisco brasileiro), como maior acesso a informações bancárias de empresas e de pessoas físicas, que não encontraram contrapartida no que foi oferecido pelos americanos.

      “Não acreditamos que pedimos ao Brasil nada do que nós já não fazemos”, defendeu-se o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez.

Fonte: Folha de São Paulo