Países em desenvolvimento reduzem número de habitantes que vivem abaixo da linha de pobreza

Abril 25, 2008

Acra (Gana) - As metas do milênio ainda não estão asseguradas, mas já é possível perceber um alívio na pobreza mundial. De acordo com o relatório Desenvolvimento e Globalização: Fatos e Estatísticas, da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), o número de habitantes dos países em desenvolvimento que vive com menos de um dólar por dia caiu de 1,25 bilhão em 1990 para 980 milhões em 2004.

Na África subsaariana, a parcela da população que vive abaixo da linha da pobreza diminuiu de 46% para 41,1%. Um dos objetivos do milênio é reduzir pela metade a pobreza mundial até 2015.

De acordo com a Unctad, as remessas de imigrantes que trabalham em outros países têm sido importantes para a promoção do desenvolvimento, superando a assistência oficial. Em 2006, totalizaram US$ 177 milhões e passaram a representar a segunda maior fonte de financiamento para os países em desenvolvimento. O documento constata que a maior parte dessas remessas se destina à satisfação de necessidades básicas de grupos mais pobres, contribuindo para a redução da pobreza.

As remessas têm origem, principalmente, nos Estados Unidos, Arábia Saudita, Suíça, Alemanha, Rússia e Espanha. Os principais destinos são Índia, México, China, Filipinas e Bangladesh. O Brasil aparece em 13º lugar no ranking de países de destino, segundo dados de 2006 - naquele ano, os imigrantes brasileiros que trabalham no exterior enviaram aos seus
familiares US$ 3,5 milhões. Na América do Sul, o volume só perde para as remessas à Colômbia.

Em teoria, a assistência oficial para o desenvolvimento também vem crescendo desde o ano 2000, superando os US$ 100 bilhões em 2005 - o ritmo vinha caindo nos anos 90, ficando em US$ 45 bilhões em 2000. Segundo o informe da Unctad, grande parte desses recursos foi destinada a iniciativas de alívio da dívida desses países.

Em termos reais, a assistência para o desenvolvimento se mantém nos mesmos níveis de 1990: equivale a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) dos 23 doadores que integram o Comitê de Assistência para o Desenvolvimento (CAD) da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) , entre eles Estados Unidos, Comissão Européia, Canadá e Japão. A meta destes países para assistência oficial ao desenvolvimento é de 0,7% do PIB.


Brasil Tech - Tecnologia Brasileira na África do Sul

Abril 25, 2008

Seminários e rodadas de negócios, marcados para 26 a 29 de maio em Johanesburgo, criam oportunidades de parcerias com empresas sul-africanas

A tecnologia brasileira e as oportunidades de negócios e parcerias com empresários sul-africanos serão o tema do Brasil Tech, que acontece de 26 a 29 de maio no Sandton Convention Centre, em Johanesburgo, com a organização da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O objetivo do Brasil Tech é estreitar o relacionamento comercial entre os dois países em setores intensivos em tecnologia. O público esperado é formado por empresários, gestores públicos e privados, jornalistas, formadores de opinião e tomadores de decisão sul africanos.

Além de promover negócios, o evento pretende trabalhar a imagem do Brasil como um país líder em tecnologia em diversas áreas. “Vamos apresentar, de forma conjunta, vários setores que trabalham com alta tecnologia, revelando aos sul-africanos um Brasil produtor de alternativas flexíveis e criativas”, explica Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil.

O Brasil Tech é composto de seminários e rodadas de negócios. No dia 27 de maio, na parte da manhã, os convidados sul-africanos poderão assistir a palestras sobre temas como: a experiência brasileira em gestão de crise energética e a eficiência do país na distribuição de energia, o know-how brasileiro no uso de software livre na gestão pública e a Tecnologia da Informação aplicada ao agronegócio, por meio da experiência da Embrapa.

Na parte da tarde do mesmo dia, serão realizadas palestras sobre as indústrias brasileiras de máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos, Tecnologia da Informação e equipamentos médico-odontológicos. Cerca de 35 empresas brasileiras desses quatro setores estarão presentes ao evento e participam, no dia 28, de rodadas de negócios com empresários sul-africanos.

A estimativa da Apex-Brasil é que as firmas participantes fechem US$ 1,5 milhão em vendas durante o evento. “Mais do que as vendas imediatas, estaremos trabalhando para abrir o mercado sul-africano aos produtos brasileiros”, diz Teixeira.

Esta é a segunda edição do projeto Brasil Tecnológico. O primeiro foi no México, em novembro do ano passado, com resultados bastante positivos. Mais de 300 empresários mexicanos compareceram ao seminário que apresentou tecnologias de ponta do Brasil. E, nas rodadas de negócios, as 31 empresas participantes fecharam US$ 7,66 milhões em negócios.

Intercâmbio bilateral

Brasil e África do Sul são nações emergentes, participantes do grupo de potências econômicas BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). São países que enfrentam desafios similares e, portanto, têm a possibilidade de compartilhar soluções em inúmeras áreas. O comércio bilateral segue uma trajetória de crescimento, mas há espaço para um intercâmbio ainda maior.

Teixeira ressalta que as soluções tecnológicas brasileiras são desenvolvidas em um ambiente econômico e social similar ao da África do Sul e, portanto, podem se encaixar, com facilidade, dentro das necessidades do mercado sul-africano. “O Brasil é um país imenso, com uma grande diversidade de regiões e, portanto, com demandas variadas. Isso acabou tornando as soluções brasileiras flexíveis e dinâmicas, o que facilita o intercâmbio com outros países”, completa.
 
O relacionamento comercial entre Brasil e África do Sul está em ascensão. Em 2007, as vendas do Brasil para a África do Sul cresceram 20,46/%, atingindo US$ 1,75 bilhão. Desse total, US$ 1,488 bilhão foram de produtos semimanufaturados ou manufaturados. Já as compras feitas pelo Brasil de produtos sul-africanos tiveram um incremento de 20,1%, somando US$ 522 milhões.

Fonte: Apex Brasil


Brasileiros marcam presença na maior feira de embalagens do mundo

Abril 25, 2008

Projeto entre a Apex-Brasil e o INP levará 15 empresas do setor de plásticos para a Interpack, na Alemanha. Última edição do evento gerou US$ 12 milhões em negócios.

A indústria de embalagens plásticas se prepara para o mais importante evento do setor, a feira Interpack 2008, que será realizada entre 24 e 30 de abril em Dusseldorf, na Alemanha. O projeto Export Plastic, parceria de promoção de exportações do setor plástico entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Instituto Nacional do Plástico (INP) estará representado no evento por 15 empresas associadas, que ocuparão um pavilhão de 97m². Depois da última edição da Interpack, em 2005, o Export Plastic fechou US$ 12 milhões em negócios nos 12 meses que sucederam o evento.

A expectativa das empresas associadas que vão expor no estande do Programa Export Plastic é a geração de contatos qualificados com compradores internacionais que podem render negócios a curto e médio prazo. “A expectativa das empresas associadas que vão expor no estande do Export Plastic é a geração de contatos qualificados com compradores internacionais que potencialmente gerarão negócios no curto e médio prazo”, explica Marco Wydra, gerente do Export Plastic.

O evento, que acontece a cada três anos, deve receber 180 mil visitantes de 106 países em 2008. A Interpack traz novidades e tecnologias em processos e equipamentos para embalagens de todos os segmentos, além de tendências e inovações em matérias-primas, insumos e materiais de embalagens. Também gera negócios com compradores internacionais, dando ao  empresário brasileiro a oportunidade de buscar atualizações tecnológicas e profissionais.

O convênio entre a Apex-Brasil e o INP foi renovado em março. Estão programados investimentos no valor de R$ 9,2 milhões em ações de marketing e de negócios para os próximos dois anos. Participam do Export Plastic 78 empresas de 13 estados. Elas atuam em três segmentos do comércio de plástico transformado: ráfia (usada na confecção de sacos de entulho, por exemplo), embalagens (ou flexíveis) e utensílios domésticos (colheres de plástico e itens de papelaria, por exemplo). As mercadorias produzidas para exportação são variadas: desde lonas de caminhão e revestimentos de piscina até embalagens de alimentos perecíveis.

O novo projeto tem como meta aumentar de US$ 230 milhões para US$ 360 milhões e de 66 mil para 121 mil toneladas a quantidade exportada de plástico transformado até dezembro de 2009. Também espera gerar 700 novos empregos entre os beneficiados, bem como ampliar a base exportadora de produtoras de plástico transformado de 70 para 90 empresas no mesmo período.

Nos últimos dois anos, o Export Plastic aumentou em 67% as exportações de seus associados, que saltaram de US$ 197 milhões em 2005 para US$ 327 milhões em 2007. Assim, apesar de as vendas externas terem caído em toneladas (de 75,8 mil em 2005 para 66,6 mil em 2007), a valorização do Real pesou a favor da balança comercial.

Fonte: Apex Brasil


Greve dos auditores fiscais deve terminar amanhã

Abril 25, 2008

Representante da categoria em Uruguaiana acredita em final da mobilização.

Depois de uma reunião no final da manhã de hoje entre governo federal e representantes dos auditores fiscais da Receita Federal, a greve da categoria deve ser finalizada nas assembléias de amanhã.

Para o representante dos auditores fiscais de Uruguaiana, Marcelo Izaguirre, onde está localizado o maior Porto Seco da América Latina, este era um ponto bastante importante das reivindicações expostas ao governo.

— Acredito que a greve deverá cessar amanhã em todo país — afirma.

Um dos principais pontos da proposta do governo é a modificação do sistema de avaliação do auditor fiscal. Agora o governo levará em consideração o tempo de trabalho do auditor na avaliação para mudança de nível do funcionário.
Fonte: Zero Hora


Governo quer fim da greve para negociar com auditores

Abril 25, 2008

O governo apresentou nesta quinta-feira aos auditores fiscais da Receita Federal, em greve há 37 dias, uma nova fórmula de avaliação das promoções na carreira, ainda não revelada, mas condicionou a continuação das negociações ao fim da paralisação. A informação foi concedida pela assessoria de imprensa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco).

O Unafisco marcou para esta sexta-feira novas assembléias para votar a continuação ou o fim da greve, mas sua diretoria, reunida nesta tarde, ainda não decidiu a posição que irá recomendar às assembléias. O Unafisco considera que o sistema de avaliação da promoção negociado com o governo no acordo salarial fechado no ano passado, antes do fim da CPMF, dá margem ao uso de critérios políticos, porque a promoção é decidida pelo chefe imediato.

O principal entrave ao entendimento, porém, conforme reconhece a diretoria do Unafisco, é a mudança no cronograma de implementação dos reajustes salariais, estendido pelo governo até 2010, com o fim da CPMF, quando o último aumento seria concedido em 2009. Tal mudança fez com que este último reajuste incida sobre os vencimentos com 15 meses de atraso.

O Sindicato dos Auditores promoveu nesta sexta atos públicos em vários Estados e seus dirigentes voltaram ao Congresso Nacional solicitando apoio à greve. Segundo o Unafisco, 19 deputados e dois senadores foram ontem ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, solicitar um fim para o impasse. Participaram da nova rodada de negociações com os auditores, hoje, pelo lado do governo, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva.
Fonte: O Estado de Minas


Auditores decidem se acabam com greve na quarta-feira

Abril 25, 2008

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura 38 dias, vai continuar pelo menos até a próxima quarta-feira, quando a categoria realiza em todo o país assembléias deliberativas para avaliar os rumos do movimento.

As negociações entre os auditores e o governo se alongaram durante o dia e chegou-se a um meio termo sobre o item mais polêmico da pauta: a implantação do Sistema de Desenvolvimento da Carreira (Sidec).

O governo concordou em incluir, na avaliação para efeito de progressão na carreira, o fator antigüidade, considerado no plano atual e que ficou de fora na proposta inicial apresentada pelo Ministério do Planejamento sobre o Sidec.

No plano de carreira em vigor, além da antigüidade, o outro fator considerado é o mérito. Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), na proposta inicial do governo, um auditor só chegaria ao último nível da carreira em 42 anos de trabalho.

Agora, com a contraproposta do governo feita nesta quinta-feira, mérito e antigüidade continuam no novo plano. Segundo o Unafisco, o peso que os dois fatores terão na avaliação dos servidores ainda será discutido entre governo e auditores.

Amanhã, a categoria se reúne para começar a discutir a contraproposta, apresentada pelo secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva. Tanto a proposta de revisão do Sidec, quanto a do reajuste salarial, ainda serão analisadas na assembléia amanhã, mas o Ministério do Planejamento avisou que só volta a negociar se os auditores suspenderem a greve.

De acordo com a assessoria de imprensa da Federação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Fenafisp), entidade que também participou das negociações de hoje, a proposta de reajuste salarial feita pelo governo é de 40% e 43%, dependendo da faixa salarial. O teto, por exemplo, chegaria a R$ 19 mil.

Ainda segundo a Fenafisp, o cronograma de implementação do reajuste e a correção de diferenças salariais entre funcionários que exercem a mesma função ficaram sem solução porque o governo alegou que não pode negociar esses pontos no momento.

Ainda na parte da manhã, quando a negociação ainda não havia chegado ao fim, o presidente da Fenafisp, Lupércio Montenegro, reclamou da demora do governo em discutir o Sidec. Ao longo do dia, cerca de 200 auditores fiscais do trabalho e da Receita permaneceram em frente ao Ministério do Planejamento esperando uma solução.

Para a presidente do Sindicato Nacional dos Auditores do Trabalho (Sinait), Rosa Maria Campos Jorge, “a paciência da categoria já está no limite”. “Queremos voltar ao trabalho, mas estamos nos sentindo desprestigiados. Nosso trabalho é muito importante. Queremos o reconhecimento devido”, disse.
Fonte:terra


Novas bases para o acordo com Uruguai

Abril 25, 2008

Sonia Moraes e Rivadavia Severo

Depois da Argentina, os negociadores brasileiros reuniram-se ontem em Montevidéu para discutir ajustes no acordo automotivo com o Uruguai, que vence em julho.
No novo acordo ficou acertado entre os dois países o embarque de 6,5 mil veículos brasileiros - automóveis e comerciais leves - por ano para o Uruguai, sem controle de cotas para caminhões e ônibus.
O Uruguai conseguiu aumentar cota de exportação para o Brasil, de 800 para 2,5 mil unidades/ano. Também tem o direito de enviar para cá 22 mil veículos - 20 mil comerciais leves e 2 mil carros blindados — , além de US$ 100 milhões de autopeças. Apesar de ser mercado pequeno, o acordo será bom para o Brasil e o Mercosul, avalia a Anfavea, que reúne as montadoras brasileiras, pois “permitirá investimentos e desenvolvimento do comércio com o Brasil”.
Segundo a Anfavea, em 2005 o Brasil exportou US$ 83 milhões para o Uruguai. Em 2006 o embarque foi de US$ 80 milhões e em 2007 chegou a US$ 94 milhões. No primeiro bimestre de 2008, as exportações atingiram US$ 21 milhões.
Com a Argentina os negociadores brasileiros e argentinos definiram, nesta semana, em Buenos Aires, que as regras para o setor automotivo terão validade de cinco anos a partir do ano que vem.
Detalhes técnicos do acordo serão definidos em maio na reunião do Comitê Automotivo em Brasília, na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A validade para o acordo, de cinco anos, foi uma reivindicação de Brasília que queria tempo maior de validade do acordo para que as indústrias instaladas no Brasil pudessem programar melhor sua produção. Até este ano, o acordo valia por um ano apenas. A proposta de ampliar para cinco anos o acordo - feita pela delegação brasileira em São Paulo - agora foi aceita pelos argentinos.
Fonte: Gazeta Mercantil


FMI pede fim de controle à exportação

Abril 25, 2008

AUMENTO NO PREÇO DE ALIMENTOS:

O FMI (Fundo Monetário Internacional) pediu a suspensão dos controles à exportação de alimentos em razão da crise mundial causada pelo aumento de preços. O porta-voz do Fundo, Masood Ahmed, pediu que os países evitem restrições e “mantenham os incentivos para a produção nacional”.

Fonte: Folha de São Paulo


Restrição pode enfraquecer o Brasil em Doha

Abril 25, 2008

Marcelo Ninio, de Genebra

A decisão do governo de restringir a exportação de arroz pegou de surpresa e desagradou aos negociadores do Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio). O temor é que a medida enfraqueça a posição brasileira nas negociações da Rodada Doha, aumentando a resistência à abertura de mercados aos produtos agrícolas, que é a principal bandeira comercial do Itamaraty.
A disparada nos preços dos alimentos levou vários países produtores, sobretudo na Ásia, a restringir as exportações, despertando preocupação na OMC. Um deles reconheceu na semana passada que as restrições alcançaram “níveis sem precedentes”.
Os importadores já ameaçam contra-atacar. O primeiro disparo partiu do Japão, maior importador de alimentos do mundo, que pretende pedir, na próxima semana, que a OMC adote normas contra as barreiras ao suprimento de grãos como trigo, arroz e milho. “O Japão quer regras equilibradas para exportadores e importadores de alimentos”, disse Hiroaki Kojima, vice-diretor do Ministério da Agricultura.
Esse é exatamente o argumento que os negociadores brasileiros se preparam para rebater nas negociações sobre agricultura, que prosseguirão na próxima semana. O impacto dos altos preços de alimentos já havia sido levantado em reuniões anteriores, quando países exportadores foram criticados por pedir cortes nas tarifas de importação ao mesmo tempo em que impõem barreiras à venda de seus produtos.
Um diplomata brasileiro contou que os japoneses lembram até hoje o embargo à exportação de soja imposto pelos Estados Unidos, em 1973, para justificar seu protecionismo. Na época, com o mundo vivendo uma onda de altos preços de alimentos semelhante à atual, os Estados Unidos bloquearam as exportações de soja por cinco dias para assegurar o abastecimento interno de ração aos produtores de carne.
A preocupação agora é que, ao impor limites à venda de produtos ao exterior, o Ministério da Agricultura abale a credibilidade do Brasil nas negociações da OMC como fornecedor de alimentos e também sua imagem de defensor da abertura dos mercados.
As regras da organização permitem que países em desenvolvimento adotem a medida, o que exclui a possibilidade de que ela seja contestada no tribunal da OMC.
Resta aos países importadores tentar incluir regras nas atuais negociações agrícolas. A expectativa é que o Japão proponha uma norma que obrigue os países a avisar com antecedência a adoção de restrições à exportação.
O Brasil junta-se a grupo de dez membros: China, Argentina, Rússia, Ucrânia, Cazaquistão, Vietnã, Camboja, Indonésia, Índia e Egito.

Fonte: Folha de São Paulo