Abril será decisivo para Rodada Doha

Abril 3, 2008
Rosana Hessel
São Paulo, 3 de Abril de 2008 - Ontem, o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, fez um alerta de que é “a

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São Paulo, 3 de Abril de 2008 - Ontem, o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, fez um alerta de que é “agora ou nunca” para a Rodada Doha, de negociações para a liberalização do comércio global no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). Zoellick, que já foi o negociador dos Estados Unidos na Rodada Doha, iniciada em 2001, ressaltou a necessidade de um encontro ministerial “nas próximas semanas”.
O diretor geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), André Nassar, concorda com essa afirmação, especialmente em referência ao mês de abril. “Se não houver um avanço neste mês nas negociações a fim de que a Rodada Doha, ela não será concluída neste ano”, disse.
De acordo com Nassar, a expectativa dos negociadores é de que finalmente seja apresentado uma nova versão da proposta agrícola pela OMC ainda neste mês. Ele lembrou que existem dois pontos ainda indefinidos: a questão dos produtos especiais e a das salvaguardas especiais para países em desenvolvimento. Segundo o diretor do Icone, a expectativa é que esses dois pontos estejam mais claros no novo texto para que finalmente haja um avanço nas negociações. “A questão dos subsídios domésticos está clara. Os Estados Unidos só irão aceitar a proposta quando eles souberem quanto vão perder ou deixar de ganhar sobre esses dois pontos pendentes”, acrescentou.
Nassar lembrou que a proposta atual impõe tetos limitadores para os EUA em relação à concessão de subsídios. Ele citou dois casos. Na soja, por exemplo, ele lembrou que os EUA já concederam aos agricultores US$ 3,6 bilhões e, pela proposta da OMC só poderão conceder até US$ 1,8 bilhão em subsídios. Já no caso do algodão, o teto proposto para os subsídios é de US$ 1,5 bilhão enquanto os EUA já chegaram a conceder US$ 4,1 bilhões.
Com relação à proposta do “New Deal” agrícola anunciada ontem por Zoellick, Nassar lembrou que essa idéia não está vinculada a Doha, pois o acordo na OMC é de longo prazo e essa acordo seria uma solução mais de curto prazo. “Há uma preocupação muito grande do Bird com o recente aumento dos preços dos alimentos. Os países pobres que dependem das importações são os mais atingidos.”
Fonte: Gazeta Mercantil


Negociações UE-Mercosul

Abril 3, 2008

EFE
Bruxelas, 3 de Abril de 2008 - Representantes de alto nível da UE e do Mercosul iniciaram ontem uma reunião de três dias para avaliar o estado das negociações entre os dois blocos e estudar a possibilidade de uma cúpula bilateral em maio.[…]
No encontro será estudada a situação da negociação para um acordo de associação política e comercial, que está bloqueada desde o final de 2006, mas que se tenta reativar durante este mês, disseram fontes européias.
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Bruxelas, 3 de Abril de 2008 - Representantes de alto nível da União Européia (UE) e do Mercosul iniciaram ontem uma reunião de três dias para avaliar o estado das negociações entre os dois blocos e estudar a possibilidade de uma cúpula bilateral em maio.
No encontro será estudada a situação da negociação para um acordo de associação política e comercial, que está bloqueada desde o final de 2006, mas que se tenta reativar durante este mês, disseram fontes européias. A reunião de líderes aconteceria de forma paralela à cúpula entre a UE e América Latina e o Caribe que será realizada em Lima nos dias 16 e 17 de maio
Fonte: Gazeta Mercantil


País questiona barreira dos EUA

Abril 3, 2008

Jamil Chade

O Brasil questionou ontem uma série de medidas existentes nos Estados Unidos e que dificultam as exportações de ovos, frutas, frango e várias outras commodities. A lei estabelece que todas as vendas precisam passar antes por uma avaliação de impacto econômico e de como a entrada desses produtos afetam os pequenos produtores americanos.
O governo americano deixou claro ontem na Organização Mundial do Comércio (OMC) que essa é sua lei e que não há mudança prevista. Washington assegurou que a medida não interfere na avaliação fitossanitária dos produtos.
O Brasil afirma que a lei é um obstáculo e que alguns produtos podem levar até um ano para serem liberados para a exportação. O Itamaraty afirmou que vai continuar a tratar dos assunto bilateralmente com os Estados Unidos. J.C.

Fonte: O Estado de São Paulo


Ajuste informal prioriza substituição de importações

Abril 3, 2008

De Caracas

Entre os empresários venezuelanos e brasileiros com negócios no país, há uma convicção: após o plebiscito em que foi derrotado no dia 2 de dezembro, o presidente Hugo Chávez começou a implantar um plano informal de ajuste na economia venezuelana. Sob o pretexto de favorecer um processo de substituição de importações por meio de medidas protecionistas, o governo venezuelano busca conter o avanço das importações.

Para isso, vem adotando quase semanalmente medidas que aumentam as exigências burocráticas para autorizar importações pelo câmbio oficial. No dia 3 de março, por exemplo, em uma medida que afeta os exportadores brasileiros, Chávez centralizou na Comissão de Administração de Divisas (Cadivi) as autorizações para importações que antes podiam ser feitas livremente no âmbito da Aladi. Em 2007, o Cadivi centralizou 47% das importações, enquanto 24% delas se deram no âmbito da Aladi.

Com a centralização, o presidente busca privilegiar o ingresso de alimentos e de remédios, de olho nas eleições regionais que deverão acontecer no final do ano passado, a primeira a ser disputada pelo partido oficialista PSUV. Já há indícios de que a nova orientação já começa a fazer efeito na pauta de importações. Segundo os dados das exportações controlados pelo Cadivi (órgão vinculado ao Ministério das Finanças) a importação de alimentos consumiu 11,4% dos dólares liberados pelo órgão em 2007. Este percentual já subiu para 16,5% no primeiro trimestre deste ano.

Setores, como o de importação de automóveis e autopeças, são prejudicados. Chávez limitou, por exemplo, a cilindrada dos carros que podem ser trazidos do exterior. O presidente também procurou cortar as compras por cartão de crédito, que responderam por 11,8% do total importado nem 2007. O limite de aquisições baixou de US$ 3 mil para US$ 400 por cartão em 27 de dezembro do ano passado.

O governo tenta também refrear a demanda que impulsiona a inflação - a taxa de preços ao consumidor teve um aumento de 17% para 22% ao ano entre 2006 e 2007 - por meio de elevações pontuais nas taxas de juros. O do rotativo do cartão de crédito, por exemplo, foi elevado no dia 13 de março de 28% para 32%.

O ajuste é heterodoxo: Chávez não só mantém como reforça os instrumentos do controle de preços e do controle cambial. Em janeiro, baixou uma lei draconiana contra a estocagem de mercadorias para fins especulativos. A retenção de mercadoria nos armazéns portuários pode terminar com o confisco do produto.

Para tentar frear o câmbio negro, Chávez transformou este ano em crime contra a economia nacional a divulgação da cotação do dólar no paralelo. Quem for apanhado fazendo transação ilegal de divisas pode ser condenado a até seis anos de cadeia.

A contenção do dólar paralelo também é feita com o lançamento de novos bônus governamentais, chamados no país de “notas estruturadas”. São papéis adquiridos em bolívares fortes pela cotação oficial que são vendidos com desconto sobre o valor de face no exterior, permitindo, na prática, uma troca por dólar por uma cotação intermediária entre a do câmbio negro e a do oficial.

Paralelamente, o presidente procura reforçar o caixa estatal: criou um imposto similar à antiga CPMF brasileira, mas com uma alíquota de 1,5% sobre cada transação financeira. Um índice tão alto que assustou os próprios governistas. “Esta medida é prejudicial ao setor empresarial como um todo e vai de encontro às iniciativas tomadas para controlar a inflação”, disse Alejandro Uzcátegui, presidente da entidade Empresarios por Venezuela (Empreven), instituição criada a pedido de Chávez para contrabalançar a oposição feita pela Fedecámaras, o órgão patronal que participou do golpe contra o presidente em abril de 2002.

Ainda com o objetivo de enxugar a liquidez monetária, o governo há alguns meses transferiu depósitos governamentais do setor privado para o setor público, diminuindo a disponibilidade de crédito. “Chávez fala em promoção do desenvolvimento autóctone, mas na verdade o que pretende é um racionamento de divisas”, critica o economista Orlando Ochoa, executivo da corretora de valores Interacciones.

“Neste conjunto da obra, só está faltando até agora o corte de gastos governamentais”, comentou Eduardo Garmendía, presidente da Associação de Indústrias Metalúrgicas e de Mineração, setor que depende em 80% de suas vendas das encomendas governamentais.

Segundo Garmendía, há sinais de que o governo irá diminuir suas despesas atrasando a assinatura de novos contratos. “O governo praticamente não expediu ordens de compra no setor de petróleo. Há três grandes projetos siderúrgicos no papel. Como Chávez não pode fazer um corte nos gastos correntes, em função dos programas sociais, vai mirar nos investimentos”, afirmou.

E o gasto social na Venezuela está longe de ser desprezível. Segundo publicou o diário “El Universal”, diretamente de recursos orçamentários Chávez aplicou no ano passado 17,5 bilhões de bolívares fortes com os programas sociais (ou “missões”) e bolsas de transferência de renda. A este total se somaram 7,4 bilhões de bolívares fortes vindos da PDVSA e 1,2 bilhão dos fundos constitucionais, como o Fonden. A soma total foi de 26,1 bilhões de bolívares fortes, ou cerca de US$ 12 bilhões.

O impacto das políticas de restrição às importações e de liquidez deve se fazer sentir na economia a curto prazo. O desaquecimento já era previsto em função da conjuntura internacional. A previsão oficial do ministério das Finanças para o crescimento da economia deste ano é de 6%. A se confirmar, o menor nos últimos cinco anos.
Fonte: Valor Econômico


Argentina cria barreiras para importação de linha branca

Abril 3, 2008

Sergio Leo

A Argentina anunciou ao governo brasileiro que uma nova medida, a ser adotada em breve, deve afetar os produtores de eletrodomésticos no Brasil: em conseqüência da crise de energia no país, o governo argentino determinará novas normas técnicas, com maiores exigências de eficiência no consumo de energia, para produtos como máquinas de lavar e geladeiras. O Brasil fornece hoje 87% das geladeiras consumidas no país.

A redução gradual do superávit do Brasil no comércio com a Argentina foi insuficiente para superar os problemas bilaterais: as divergências no comércio do trigo, agora, podem provocar novo contencioso entre os dois parceiros do Mercosul, alertou ontem o secretário de Desenvolvimento da Produção, Armando Meziat, ao fazer um relato da reunião da Comissão de Comércio Brasil-Argentina, que discutiu o assunto. “Essa questão pode gerar confronto entre os dois países, com uma ação antidumping dos produtores brasileiros.”

O governo argentino trouxe uma boa notícia para os importadores brasileiros do trigo do país vizinho: foram reabertos os registros de exportação do trigo na Argentina, que estavam fechados desde janeiro. Nos próximos três meses, serão permitidos registros para exportação de até 1,2 milhão de toneladas. A notícia foi comemorada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho, embora seja considerada insuficiente para atender às necessidades de importação dos moinhos brasileiros, que têm a Argentina como principal fornecedor.

Ramalho avisou que o governo poderá aumentar as cotas para importação de trigo sem tarifas proveniente dos Estados Unidos e Canadá, caso a Argentina não seja capaz de atender às necessidades brasileiras. Meziat informou que o governo estuda reduzir tributos, como o adicional de frete para a Marinha Mercante, para dar maior competitividade a essas importações. As restrições às exportações argentinas são defendidas pelo governo vizinho como instrumento de garantia do abastecimento interno, e geram fortes protestos na própria Argentina.

O principal fator de conflito entre Brasil e Argentina, porém, é a diferença de taxação entre o trigo, usado como matéria-prima, e a farinha. Sujeitos a tarifa de exportação 18 pontos percentuais inferior à aplicada sobre o trigo, os produtores de farinha e trigo têm competido com vantagem com os fabricantes brasileiros (que usam matéria-prima da Argentina, pagando imposto). A farinha de trigo argentina ganha fatias crescentes do mercado brasileiro: em 2004, ocupava 4% do mercado; em 2005, estava em 5%; em 2007 chegou a 8% e, neste ano, deverá chegar a 10%, segundo previsão do governo brasileiro.

Os argentinos anunciaram ontem a decisão da presidente Cristina Kirchner de atender parcialmente às queixas brasileiras, e reduzir para dez pontos percentuais a diferença entre o imposto de importação do trigo e o da farinha. A redução agradou, mas é insuficiente e deve gerar reação negativa dos produtores de farinha do Brasil, previu Ramalho. Meziat disse acreditar que talvez seja possível retomar as tentativas fracassadas de um acordo no setor privado dos dois países para limitar o crescimento das vendas de farinha de trigo argentina ao Brasil.

Fernando Fraguio, secretário de Indústria do Ministério da Economia da Argentina, repetiu sua queixa tradicional contra os superávits em favor do Brasil nas trocas comerciais, ao comentar a reunião. Os superávits vêm diminuindo, mas o Brasil ainda leva vantagem no comércio, argumentam os argentinos, que ontem, mais uma vez, rejeitaram as sugestões brasileiras para novo acordo de comércio no setor automotivo, com menos restrições às vendas de automóveis, partes e peças entre os dois países.

O tema voltará a ser discutido entre os governos no fim de abril, e os argentinos adiantaram que querem manter barreiras à importação de autopeças, para desenvolver a indústria nacional
Fonte: Valor Econômico


Fiscais da Receita mantêm a greve

Abril 3, 2008

 

Em Porto Alegre, manifestantes que estão parados há 15 dias promovem ato em frente à Superintendência

Em greve há duas semanas, os auditores fiscais da Receita Federal promoveram ato ontem em frente ao prédio da Superintendência Regional, na avenida Loureiro da Silva, em Porto Alegre. Desde o começo da paralisação, que acontece em âmbito nacional, os prejuízos maiores estão concentrados nas áreas aduaneiras, com a retenção de caminhões. Sem avanços nas negociações com o governo federal, a greve segue por tempo indeterminado.

Para cumprir a legislação, um mínimo de 30% do quadro mantém o atendimento no Rio Grande do Sul, afirmam as entidades representativas da categoria. ‘Passados oito meses de negociação, não houve proposta concreta do governo. O que tem surgido representa retrocesso em relação às apresentadas anteriormente’, disse o vice-presidente do Unafisco/Delegacia Sindical de Porto Alegre, Fernando Magalhães.

Eles reivindicam plano de carreira igual ao que foi concedido aos policiais federais e aos advogados da União e querem ganhar R$ 19,7 mil por mês. Atualmente, o salário inicial de um auditor é de R$ 10 mil e o salário médio da categoria é de R$ 13 mil. Magalhães avaliou que o fim da greve depende exclusivamente de uma proposta concreta do governo federal, que deverá ser apresentada ainda hoje. As autoridades econômicas, porém, vêm evitando conceder equiparação salarial a categorias distintas de servidores para evitar o chamado ‘efeito cascata’.

Para amanhã, a categoria planeja promover o ‘dia nacional de entrega’, quando os auditores grevistas pretendem repassar a responsabilidade sobre os processos à administração da Receita. ‘A administração terá que redistribuir as tarefas aos que continuam trabalhando ou colocar os processos na espera’, disse Magalhães.

Depois da manifestação, os auditores fiscais da Receita se uniram aos auditores fiscais do Trabalho, que retomaram a greve na semana passada. O grupo realizou novo ato em frente à sede da Delegacia Regional do Trabalho, na avenida Mauá. ‘Não temos estrutura para atender a população’, disse a vice-presidente da Associação Gaúcha dos Auditores Fiscais do Trabalho (Agitra), Geraldina Inez de Matos. Em algumas unidades do Interior, onde há apenas um auditor do Trabalho, a fiscalização não foi interrompida.

Fonte:  Correio do Povo


APEX-Brasil lança projeto para Tradings

Abril 3, 2008

A Apex-Brasil desenvolve por intermédio de sua Unidade de Imagem e Acesso a Mercados o projeto Trading. O projeto visa a inclusão das pequenas e médias empresas na base exportadora brasileira, uma vez que as empresas comerciais exportadoras e tradings aglomeram várias representações de empresas desse porte

No projeto Tradings, a Apex-Brasil planeja realizar, ainda este ano, ações de promoção de exportação para mercados estratégicos como Angola, China, Cingapura, Emirados Árabes e México. Para tanto, a agência está fazendo um levantamento cadastral dessas empresas comerciais que estão operando no Brasil.

A Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior) foi contrata para realizar este levantamento e catalogar as empresas. As Tradings e Operadoras Comerciais de Exportação que desejarem participar, ou obter mais informações sobre o Projeto, podem se cadastrar pela internet no endereço: www.apexbrasil.com.br

Fonte: Guia News