Amanhã é dia greve!

Março 17, 2008

Depois de seis meses e meio de frustradas tentativas de entendimento entre as entidades que representam o Fisco Federal e os representantes do Governo, aproxima-se o dia de um enfrentamento que parecia ser evitável, na medida em que, já em outubro do ano passado, a maior parte dos pontos positivos oferecidos pelo Governo aos Auditores-Fiscais já estava colocada. De lá para cá, a negociação, por inabilidade ou despreparo da bancada governista, só retrocedeu.

Por iniciativa do Governo, foram introduzidos na negociação temas como regras esdrúxulas de avaliação de desempenho para progressão e remoção, rebaixamento do salário inicial da Classe e aproximação do salário final do Analista Tributário ao do inicial dos Auditores. Na transposição criada para resolver o problema do fosso salarial, o Governo conseguiu fazer com que o salário da maioria dos “enfossados”, mesmo depois da transposição, ficasse abaixo do prometido na tabela apresentada há apenas um mês.

Na avaliação da DEN (Diretoria Executiva Nacional), as propostas do Governo, analisadas em seu conjunto, são inaceitáveis, a começar pelo aviltamento do salário inicial, que seria o menor entre as carreiras típicas. Enquanto o oferecido à AGU (Advocacia-Geral da União) se aproxima de 15 mil reais e o do delegado da Polícia Federal se aproxima de 13,5 mil reais, o inicial proposto aos Auditores-Fiscais não chega a 12 mil reais.

Divisão interna – Combinada com uma avaliação de desempenho para promoção que contém critérios draconianos, a proposta condena a RFB (Receita Federal do Brasil) a criar, no futuro próximo, mais uma divisão interna – desta vez, entre os pré-2008 e os pós- 2008. A aproximação entre o salário inicial do Analista e o final do Auditor – diga-se de passagem, por meio da desvalorização do Auditor – também favorecerá o acirramento da disputa interna na RFB.

Tudo isso torna a greve, a partir de amanhã, inevitável. Se por um lado, durante todo esse tempo, a paciência e o espírito de negociação dos Auditores demonstraram que a Classe não desejava a paralisação; por outro, a inabilidade dos negociadores do Governo e o desprezo demonstrado por algumas reivindicações fundamentais levaram os Auditores à greve.

Respeito ao cargo – Importante ressaltar que esse movimento não será apenas por salário ou por subsídio, mas por respeito ao cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil. A proposta apresentada pelo Governo, em seu todo, é prejudicial aos interesses estratégicos dos Auditores-Fiscais e aos do próprio Governo, na medida em que tende a acirrar velhas disputas e a criar algumas novas, prejudicando a eficiência do Órgão. Fundamental, ainda, é esclarecer que as conseqüências desse movimento, sejam elas quais forem, serão de exclusiva responsabilidade do Governo, que se recusou valorizar os Auditores-Fiscais da mesma forma que fez com outras carreiras típicas do Estado brasileiro.

Hoje haverá mais duas reuniões no MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão). Embora elas possam parecer uma demonstração de vontade do Governo em superar o impasse atual, nossa percepção é de que elas tendem a se transformar numa tentativa de imposição.

A insistência de impor, nas reuniões de hoje, uma tabela e um calendário de implementação inaceitáveis, acompanhados de regras de avaliação inadmissíveis, será encarada pelo Unafisco como a confirmação de que o Governo deseja o enfrentamento.

Fonte: Unafisco


Alitalia, Air France to merge

Março 17, 2008

$1.1 billion takeover offer by Air France-KLM is accepted by struggling Italian national airline 

ROME (AP) — Alitalia’s board on Sunday unanimously accepted Air France-KLM’s bid valued at $1.1 billion in a move to save the struggling national carrier.

The Air France-KLM offer values the airline at $216 million, far less than expected, based on a share swap of 1 Air France share for every 160 Alitalia shares. The Franco-Dutch carrier also said it will pay $946 million for convertible shares.

The Franco-Dutch carrier says it will inject $1.56 billion in capital once the deal is complete.

Alitalia’s board issued a statement accepting the offer after a marathon meeting that went some 16 hours into early Sunday. Air France said it was “happy” with Alitalia’s decision.

Air France has said it wants to have union approval before the deal is finalized. It also must be approved by the Italian government, which is selling its 50% share, as well as the stock market regulator and EU competition authorities.

Air France said it expected to have necessary government and regulatory approvals within the first half of 2008.

Air France said it plans to relaunch Alitalia with an industrial and restructuring plan that will allow the Italian carrier “to rediscover the means of its development and to consolidate its status as a national leader.” Alitalia will maintain its national identity within the Air France-KLM group, the carrier said in a statement.

The Franco-Dutch carrier said it expected to achieve operational profits in 2009.

Alitalia has been losing $1.56 million a day, and its cash reserves were down to just $439 million at the end of January, nearly a 25% drop from a month earlier.

The outgoing center-left government of Romano Prodi has been trying for more than a year to sell Alitalia. It’s decision to enter exclusive talks with Air France has been met with opposition by unions concerned about jobs and backers of Milan’s Malpensa airport, which would lose its status as a hub. Air France intends to maintain just one hub for Alitalia, at Rome’s Leonardo da Vinci airport.

Opposition leader Silvio Berlusconi, who is favored to win national elections next month, recently said he could accept an Air France-KLM purchase of Alitalia if the Italian carrier maintains its national identity, backing down from his opposition to the deal.

Fonte: CNN


Empresas brasileiras fecham US$ 40,5 milhões em negócios no Panamá

Março 17, 2008

As 59 empresas brasileiras que estiveram no Panamá, para a 26ª Exposição Comercial Internacional (Expocomer) fecharam US$ 4,1 milhões em negócios imediatos e US$ 36,4 milhões em vendas para os próximos 12 meses. Os resultados superaram as expectativas iniciais da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que organizou a participação brasileira.

O pavilhão do Brasil ocupou uma área de 830 m2 com empresas dos setores de alimentos, químicos, moda, materiais de limpeza, cosméticos, jóias, casa e construção civil. O público presente, além de conhecer as mercadorias nacionais, pôde visitar o Bar Brasil e provar comidas e bebidas típicas do país, tais como pão de queijo, café, paçoca, pé de moleque, café e guaraná. As empresas participantes avaliaram positivamente os resultados do evento e 67% já declararam interesse na próxima edição.

As empresas fizeram 1.178 contatos de negócios e os países que mais geraram acordos foram África do Sul, Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, França, Guatemala, Honduras, Jamaica,  México, Nicarágua, Peru, República Dominicana, Trinidad  & Tobago, Uruguai e Venezuela.

Para o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Maurício Borges, o mercado panamenho é estratégico, não só por ser um centro de distribuição para outros países da América Central e Caribe, mas, também, devido ao seu forte crescimento econômico. “O Panamá tem condições de absorver produtos com alto valor agregado, bem como itens sofisticados”, afirma Borges.
Desde 2003, a Apex-Brasil apóia a ida de empresas brasileiras à Expocomer.

Em 2007, a Feira atraiu 17 mil visitantes e reuniu 527 expositores de 37 países, como Taiwan, China, México e Estados Unidos e gerou cerca de US$ 127 milhões em negócios para as empresas participantes. Na ocasião, os setores apoiados pela Apex-Brasil fecharam contratos imediatos na ordem de US$ 2,8 milhões.

Fonte: Assessoria de Imprensa Apex-Brasil


Pequenas perdem espaço no Exterior

Março 17, 2008

Valorização do real frente ao dólar e turbulências afastam empresas de menor porte do mercado internacional.O número de pequenas e micro empresas exportadoras caiu 4,4% em 2006 ante o ano anterior. No período, 12.998 empresas venderam produtos no Exterior, ante 13.538 em 2005. Os dados são do estudo As Micro e Pequenas Empresas na Exportação Brasileira - Brasil e Estados: 1998/2006, divulgado pelo Sebrae e produzido com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior, por meio da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

Segundo o Sebrae, essa é uma tendência desde 1999, e a única exceção ocorreu em 2004, quando o número de pequenas exportadoras cresceu duas vezes mais que o de grandes e médias empresas. Segundo o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a apreciação do real ante o dólar é o fator que mais explica essa redução.

- A valorização cambial tira muita competição dos pequenos - diz.

O economista da Funcex Fernando Ribeiro acrescentou que, ao contrário das grandes e médias que aproveitam a taxa de câmbio valorizada para importar insumos e, com isso, reduzir custos de produção, as pequenas não conseguem utilizar essa estratégia.

O número de pequenas e micros que exportam continuamente também é pouco expressivo. No ano de 2006, 31,8% das microempresas que exportaram também o fizeram continuamente em anos anteriores. As que exportaram de forma descontínua somaram 34,5%, e 33,7% foram estreantes naquele ano.

Em abril, o Sebrae lançará o Programa de Internacionalização de Micro e Pequenas Empresas, destinado a apoiar os empresários interessados em exportar e de se manter de forma sustentável no mercado externo. A iniciativa pretende aumentar o acesso dos empresários a informações num trabalho integrado do Sebrae, com a Agência de Apoio às Exportações, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Relações Exteriores. Terão foco as exigências da legislação para realização das exportações, como especificações sobre embalagens, etiquetas e questões ambientais. Fonte: Correio Braziliense


Acordos binacionais

Março 17, 2008

Ana Améila Lemos
Brasília
Quando completar uma década o acordo binacional para a construção de nova ponte sobre o Rio Uruguai, na fronteira Brasil e Argentina, ela deverá sair do papel. Em junho será publicado o edital para estudo e até o final deste ano contratada a empresa vencedora da licitação que terá até 2009 prazo para dizer qual a melhor localização da nova ponte. Os governos brasileiro e argentino decidiram que não haverá cobrança de pedágio. A nova ponte integra as prioridades eleitas por Lula e Cristina Kirchner como relevantes no processo de integração.

Acordos 2
A nova ponte pode sair em Itaqui, Porto Xavier ou Porto Mauá. A audiência pública organizada pelo ex-deputado Orlando Desconsi (PT, foto) em Campina das Missões examinou o projeto com o representante do Itamaraty, secretário Roger Joseph Abboud, e com a Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa e das Missões.

Acordos 3
Na audiência foi informado de que os dois governos já criaram grupo de trabalho para avaliar o estado da infra

Fonte: Zero Hora