Argentina lidera o destino das exportações gaúchas

As vendas externas do Rio Grande do Sul para a Argentina aumentaram 64% nos dois primeiros meses de 2008, atingindo US$ 283 milhões, e ultrapassando os Estados Unidos, que teve uma queda de 7% nas compras de produtos gaúchos no mesmo período, fechando em US$ 239 milhões. A liderança do mercado argentino como destino das exportações ainda não tinha sido registrada na história da balança comercial do Estado. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo presidente da Fiergs, Paulo Tigre. “Cada vez mais os exportadores estão trabalhando com criatividade para contornar as dificuldades inerentes à concorrência e ao câmbio. Este resultado mostra o forte empreendedorismo do gaúcho, que está procurando e conquistando novos mercados, agregando valor aos produtos e investindo em inovação e tecnologia”, afirmou o industrial, destacando que há uma maior diversificação de países compradores e uma menor dependência do mercado americano.
Os principais produtos gaúchos embarcados para o país vizinho foram químicos, plásticos, veículos automotores e máquinas e equipamentos. Já a queda nas compras americanas ocorreu, principalmente, no setor de calçados. Outros destinos que aumentaram as compras foram Índia (1.392%), Paraguai (109%), Holanda (69%) e China (63%). As exportações globais do Rio Grande do Sul (indústria e agropecuária) geraram US$ 2,35 bilhões um incremento de 36%. As importações totais atingiram US$ 2,16 bilhões, com uma elevação de 90% sobre o primeiro bimestre de 2007.
Já as exportações da indústria de transformação gaúcha, em janeiro e fevereiro, cresceram 32%, comparadas ao mesmo período em 2007, e chegaram a US$ 2,13 bilhões, ou seja, 91% do total do Estado. Com este resultado, o Rio Grande do Sul voltou a ocupar o terceiro lugar no Brasil, superando o Rio de Janeiro.
Setorialmente, a melhor atuação em janeiro e fevereiro foi de alimentos e bebidas, que têm a maior participação na pauta exportadora gaúcha, respondendo por 27% das vendas. Seus embarques somaram US$ 637 milhões, uma elevação de 79%, ante igual período em 2007. Os principais produtos foram carne de frango in natura e óleo de soja. Já o refino de petróleo respondeu por US$ 88 milhões, um crescimento de 471%, seguido por material de transporte, que teve alta de 43% e atingiu US$ 125 milhões.
As importações de produtos industriais, por sua vez, subiram 85% e somaram US$ 2 bilhões. O setor que mais cresceu foi extrativa mineral (156%), alcançando US$ 890 milhões e representando 41% das compras totais. O segundo lugar ficou com o químico, US$ 258 milhões, e refino de petróleo, US$ 234 milhões, com elevações de 72% e 74%, respectivamente. De acordo com a Fiergs, as perspectivas para o ano seguem positivas, e as exportações ainda devem sentir os efeitos dos embarques de soja nos próximos meses.
Fonte: Jornal do Comércio

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