Brasileiros e britânicos debatem comercialização de tecnologia

Março 11, 2008

Para quem está numa universidade ou instituição de pesquisa, uma invenção pode ser o fim ideal para uma pesquisa. No entanto, ela é apenas o início de outro processo: a comercialização desta tecnologia, garantindo recursos para a continuidade das pesquisas. Este é o principal tema do seminário “Da bancada ao mercado: comercialização de ativos intangíveis”, que reunirá especialistas brasileiros e britânicos no dia 12 de março, das 9h às 13h, na sede do INPI – Rua Mayrink Veiga, 9 – Centro do Rio de Janeiro.

O evento, que faz parte do “Ciclo de Estudos em Propriedade Intelectual e Desenvolvimento Brasil-Reino Unido”, organizado pela Embaixada Britânica e pela Academia de Inovação e Propriedade Intelectual do INPI, será aberto com a palestra do professor Robert Pitkethly, do Centro de Pesquisa em Propriedade Intelectual Oxford. Ele é especialista em gestão de ativos intangíveis.

O seminário também contará com as palestras de dois professores brasileiros. Jerson Lima da Silva é professor titular no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ e diretor científico da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Marli Elizabeth Ritter dos Santos é coordenadora do Escritório de Transferência de Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A última palestrante do dia será a advogada Juliana Viegas, especialista em contratos de propriedade intelectual.

Em seguida, os palestrantes vão participar de um debate sobre comercialização de ativos intangíveis, que será mediado pela coordenadora-geral de Contratos de Tecnologia do INPI, Lia de Medeiros.

Fonte: MDIC


Brasil e Paraguai realizam reunião bilateral em Foz do Iguaçu

Março 11, 2008

Foz do Iguaçu (PR) recebe hoje (11/3) representantes de Brasil e Paraguai para a 12ª reunião bilateral de comércio, a primeira de 2008. O encontro está sendo realizado no Parque Tecnológico da Central Hidrelétrica de Itaipu Binacional e reúne representantes de diversos órgãos dos dois governos. O grupo brasileiro é chefiado pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, e o paraguaio pelo vice-ministro de Relações Econômicas e Institucionais, Didier Olmedo.

A reunião terá início com uma apresentação do Parque Tecnológico e das possibilidades de sua utilização do processo de integração produtiva e competitiva, entre os dois países. Outros assuntos previstos são: exportação de produtos de madeira pelo Porto de São Francisco do Sul (SC), implantação das áreas de controle integrado nas aduanas, integração de cadeias produtivas e simplificação de trâmites de importação do Brasil.
 
Ainda está na pauta, a pedido do governo paraguaio, a agilização do transporte de pessoas e veículos na Ponte da Amizade. Outro assunto em discussão, de interesse do Brasil, é o Protocolo de Montevidéu, na parte relativa ao comércio de serviços no Mercosul. Os demais membros do bloco já ratificaram o documento, só falta o Paraguai fazer o mesmo. Para isso, o texto precisa ser aprovado pelo Legislativo do país.
 
Intercâmbio
 
Nos dois primeiros meses de 2008, as exportações brasileiras para o Paraguai atingiram US$ 343 milhões e as importações brasileiras oriundas do país alcançaram US$ US$ 138 milhões. A balança comercial foi favorável ao Brasil, sendo de US$ 204,8 milhões – valor superior ao registrado nos primeiros dois meses de 2007, de US$ 138,3 milhões.
 
No período, a pauta de exportação brasileira para o Paraguai foi composta por 91,5% de produtos industrializados e 8% de básicos, enquanto a de importação foi constituída por 82,3% de produtos básicos e 17,7% de industrializados.

De janeiro a dezembro de 2007, a corrente de comércio entre os dois países atingiu US$ 2,1 bilhões, expansão de 36,1% sobre o fluxo registrado em 2006, de US$ 1,5 bilhão. De janeiro a dezembro de 2007, a corrente de comércio entre os dois países atingiu US$ 2,1 bilhões, expansão de 36,1% sobre o fluxo registrado em 2006, de US$ 1,5 bilhão. O resultado corresponde ao maior intercâmbio comercial paraguaio-brasileiro dos últimos dez anos.

Fonte: MDIC


Negociação não avança, Auditores-Fiscais vão à greve

Março 11, 2008

A falta de propostas do Governo durante a reunião de ontem (10/3) entre representantes do grupo Fisco e do MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), em Brasília, obriga a Classe a decidir pela greve na Assembléia Nacional de hoje, já que a negociação não avançou.

Em vez de iniciar a discussão sobre os pontos pendentes da negociação (calendário, fosso e salário inicial), os representantes do Governo quiseram limitar o debate ao único item que era do seu interesse – a avaliação de desempenho para efeitos de progressão e promoção.

Embora o Unafisco não esperasse solucionar nessa reunião todos os pontos pendentes, o que foi apresentado pelo Governo frustrou todas as expectativas que ainda pudessem restar. Mais do que nunca, os Auditores-Fiscais devem dar uma resposta contundente a tamanho desrespeito já a partir da Assembléia Nacional de hoje.

A reunião de ontem deixou claro que nada está garantido e que a vitória da Classe vai depender da mobilização. O Governo apostou que a promessa de subsídio conseguiria reverter a greve prevista para o dia 18 e acreditou que poderia continuar postergando o fim da negociação.

Em função disso, os Auditores precisam exigir o merecido respeito que a importância do cargo para o Estado garante à Classe. Já chega de promessas vazias e de discursos que não se transformam em prática.

Os Auditores-Fiscais nunca fizeram ameaças. Se ocorrerem quedas na arrecadação, revertendo os recordes dos últimos meses, a responsabilidade será exclusivamente da inabilidade política dos negociadores do Governo, que preferiram trilhar, lamentavelmente, o caminho inconseqüente do embate. O Unafisco sempre entendeu a greve como recurso extremo, porém o limite da negociação parece ter sido atingido.

Reunião – Durante a reunião dessa segunda-feira (10/3), o diretor de Relações do Trabalho do MPOG, Nelson Freitas, mais uma vez coordenou a discussão, que também contou com a presença do secretário-adjunto da RFB (Receita Federal do Brasil), Jânio Castanheira, e do coordenador-geral de Negociação e Relações Sindicais do MPOG, Idel Profeta.

De acordo com Freitas, a reunião que estava marcada para as 19h foi adiada para as 21h, porque a equipe estava discutindo, internamente, os pontos pendentes. No entanto, apenas uma proposta com as regras para a avaliação de desempenho foi concluída.

Com essa postura de discutir só o ponto de interesse do Governo, quando a Classe esperava uma proposta conclusiva, os representantes do MPOG empurram os Auditores-Fiscais para uma greve.

O presidente do Unafisco, Pedro Delarue, questionou a separação dos temas que deveriam ser tratados em conjunto. “A princípio o Unafisco quer o subsídio. Mas vai depender do calendário, da solução do fosso e do salário inicial. Queremos discutir tudo em conjunto. Se o Governo não tem nada mais para apresentar a não ser critérios de avaliação, proponho que adiemos o debate até que os demais pontos possam ser discutidos”, afirmou. A posição de Delarue foi apoiada pelas demais entidades.

Ameaça – Mais grave que não concluir a negociação, foi a postura radical assumida por um dos interlocutores do Governo. “O subsídio só está garantido com a avaliação de desempenho. Se vocês não querem discutir esse ponto, quer dizer que também não querem o subsídio?”, questionou Freitas em tom de ameaça.

Na tentativa de acalmar os ânimos, Castanheira explicou: “Existe uma negociação nesta mesa e outra dentro do Governo. Estamos tentando buscar consenso no Executivo, mas existem limitações dos dois lados (bancada sindical e bancada do Governo). Estamos trabalhando para trazer para esta mesa questões mais concretas. Queríamos trazer algo mais qualificado. No entanto, não houve consenso. Mas queremos continuar trabalhando no sentido do avanço”.

Delarue insistiu que a negociação só poderia se dar com a discussão de todos os pontos pendentes em conjunto. “O que havia ficado definido na reunião passada (5/3) era que a avaliação de desempenho estaria prevista em lei e o detalhamento seria feito através de portaria interministerial. Pelo que podemos ver nessa proposta, o tempo de progressão na carreira está aumentando para no mínimo 18 meses. Hoje, o tempo é de 12 a 18 meses. Além disso, a proposta não fala na redução de padrões, o que seria muito prejudicial para quem está no fosso. Não podemos discutir a avaliação sem levar em conta esses outros aspectos”, reafirmou.

Nova rodada – Idel Profeta sugeriu que a discussão fosse retomada hoje com a presença de técnicos do Ministério que poderiam dirimir dúvidas sobre os critérios da avaliação.

No entanto, Delarue ratificou a posição das entidades de só dar prosseguimento à discussão quando o Governo tiver uma proposta completa. Uma nova reunião está marcada para amanhã às 20h. “Na quarta-feira discutiremos todos os pontos: o calendário, o fosso, o salário inicial, a avaliação e até o subsídio. Não vai ser a pauta do Governo. Vai ser a pauta do Governo e das entidades”, justificou.

Fonte: Unafisco


Micro e pequenas gaúchas estão entre as maiores exportadoras, diz Sebrae

Março 11, 2008

As micro e pequenas empresas gaúchas estão entre as brasileiras que mais exportam, atrás apenas das paulistas. A constatação é de uma Pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), divulgada nesta segunda-feira em Brasília.

O estudo, referente ao desempenho das organizações com menos de cem funcionários entre o período de 1998 e 2006, apontou que dos mais de US$ 1,9 bilhão faturados em 2006 pelas empresas brasileiras, US$ 249,7 milhões foram gerados pelos empreendimentos do Rio Grande do Sul (RS).

Apesar da desistência de algumas delas em atuar no ramo exportador, a receita exportada do Estado no ano retrasado foi 12,7% superior à de 2005. Em relação a 1998, as exportações gaúchas acumularam um crescimento ainda maior de 55,1% nos ganhos.

Os produtos manufaturados (79,2% do total) foram os mais vendidos ao mercado externo. Entre eles, estão calçados e componentes, móveis e partes e couros e peles. As máquinas e aparelhos de uso agrícola, pedras preciosas e semipreciosas também engrossaram a lista dos mais comercializados no mercado internacional.

— A tradição dessas empresas em exportar e o aumento de investimentos em inovação e na qualidade dos produtos explicam o desempenho bem acima da média nacional — explicou o economista e coordenador da pesquisa, Fernando Ribeiro.

Mesmo habituadas à cultura exportadora, as empresas de pequeno porte do Estado ainda enfrentam dificuldades para se manter no mercado internacional. Atualmente, mais de 1,191 mil firmas atuam no RS com vistas ao mercado externo.

— Precisamos aumentar mais a escala, com consórcios ou empresas exportadoras do tipo trading. Mas reduzir a burocracia na hora de exportar e melhorar as linhas de crédito ao setor também ajudariam bastante a driblar os gargalos que persistem — concluiu o presidente do Sebrae, Paulo Okamoto.

Ranking dos maiores exportadores

1º São Paulo - US$ 697 milhões
2º Rio Grande do Sul - US$ 249,7 milhões
3º Santa Catarina - US$ 172,4 milhões
4º Paraná - US$ 171,1 milhões
5º Minas Gerais - US$ 136,2 milhões
6º Espírito Santo - US$ 80,1milhões
7º Pará - US$ 70,3 milhões
8º Rio de Janeiro - US$ 64,7 milhões
9º Bahia - US$ 47,4 milhões
10º Mato Grosso - US$ 33,2 milhões

Fonte: Sebrae


Estudo aponta que micro e pequenas empresas exportaram mais em 2006

Março 11, 2008

Brasília - O valor médio exportado pelas micro e pequenas empresas cresceu nos últimos anos, mas o número de empreendedores que mantiveram negócios com o mercado externo caiu. Foi o que revelou estudo divulgado hoje (10) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), encomendado à Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

O levantamento mostra que o aumento médio do valor exportado entre as microempresas foi de 5,8% em 2006, em relação a 2005, e de 11,3% entre as pequenas, em uma tendência de alta observada desde 2002.

“O crescimento do faturamento médio é explicado pelo maior valor agregado dos produtos exportados. Temos empresas que conseguiram se manter e, a partir da introdução de tecnologia e de inovação, alcançaram um aumento de escala”, afirmou à Agência Brasil o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. Ele informou que setores especializados, com mais investimento em tecnologia, como o de produção de softwares, tiveram crescimento maior do que os baseados em mão-de-obra intensiva, como o de confecções.

O montante exportado pelas microempresas em 2006 atingiu US$ 148,5 milhões, o que representou um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior. Já as pequenas empresas exportaram um total de US$ 1,76 bilhão no mesmo ano, um acréscimo de 6,1%.

Em contrapartida ao aumento no volume de exportações, o estudo aponta que houve queda de 2,6% no número de empresas que exportaram em 2006. Naquele ano, 12.998 empresas de micro e pequeno porte venderam seus produtos no exterior. Deste total, somente 31,8% das empresas atuam continuamente com o mercado externo, 34,5% de forma descontínua e 33,7% tiveram sua primeira experiência neste tipo de comercialização.

A descontinuidade ocorre, segundo Okamotto, porque muitas empresas entram no mercado internacional sem grandes reservas e acabam desestimuladas pelas mudanças cambiais.

“Com o real cada vez mais caro, a empresa perde vantagem e cai fora do mercado por não ter preço competitivo”, explicou. “Exportar a primeira vez fazendo um esforço grande, você consegue. Mas depois, precisa ter capital de giro adequado, assistência técnica. É preciso fôlego para se manter exportando, porque o retorno do dinheiro é mais demorado do que na venda para o mercado interno”, acrescentou.

O percentual de participação das micro e pequenas empresas em relação à totalidade das exportações do país segue em ritmo decrescente nos últimos anos. Esse índice em 2006 foi de apenas 1,4%.

O presidente do Sebrae disse que o órgão está investindo na capacitação de empresários interessados em entrar no mercado internacional, para que eles tenham domínio de condições exigidas tais como capital mínimo, tipo de financiamento a que têm acesso e certificação de produtos que serão exportados. “Uma alternativa é atuar de forma consorciada, para que caiam os custos e as pessoas possam ter uma atuação mais profissional e mais permanente”, ressaltou Okamotto.

A metodologia de classificação das empresas utilizada no estudo seguiu os limites de receita bruta anual, previstos na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. As microempresas são aquelas com receita anual máxima de R$ 240 mil. Para as pequenas empresas, o montante pode chegar a até R$ 2,4 milhões.

Fonte: Agencia Brasil


Sebrae lançará programa para qualificar micro e pequenas empresas

Março 11, 2008

Brasília - O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lançará no próximo mês um projeto com o objetivo de capacitar empresários que querem exportar e de torná-los competitivos com empresas que exportam para o Brasil.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, explicou as principais diretrizes do que será o Programa de Internacionalização de Micro e Pequenas Empresas. “A questão vai além de só exportar. Queremos fazer também com que os produtos brasileiros tenham padrão internacional para garantir o mercado interno”, disse.

O estímulo às associações entre os micro e pequenos empresários também fará parte do programa, com um enfoque especial nas regiões de fronteira com o Brasil. “A intenção é aumentar a relação de parceria entre empresários brasileiros e os de outros países, procurando criar sinergias entre produtos e mercados, com padrões comuns”, ressaltou Okamotto.

Ontem (10), o Sebrae divulgou estudo encomendado à Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), que apontou um crescimento do valor médio exportado pelas micro e pequenas empresas nos últimos anos. Em 2006, quando comparado com 2005, o aumento do valor exportado entre as microempresas foi de 5,8% e de 11,3% entre as pequenas, em uma tendência de alta observada desde 2002. Entretanto, o número de empreendedores que mantiveram negócios com o mercado externo está em queda.

Fonte: Agência Brasil