Cadeia do plástico recebe investimentos para aumentar exportações

Março 10, 2008

Com a presença do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, os presidentes da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, e do Instituto Nacional do Plástico (INP), Merheg Cachum, será assinado na terça-feira (11/3) projeto que prevê fortes investimentos em ações para aumentar as exportações da cadeia de plástico do Brasil.

Participam do projeto, denominado Export Plastic, 78 empresas de 10 estados brasileiros que atuam em três segmentos: ráfia (usada no acondicionamento de produtos a granel, por exemplo), embalagens flexíveis e utilidades domésticas. 

O evento inicia às 9h, quando será servido um café da manhã, no auditório do Condomínio Milenium, na Av. Chedid Jafet 222, Vila Olímpia, São Paulo.

Haverá coletiva de imprensa após palestra do Ministro Miguel Jorge e dos representantes da Apex-Brasil, INP e Abiquim.

Fonte: Assessoria de Imprensa Apex-Brasil


Lula quer atender a Serra e exportadores na reforma tributária

Março 10, 2008

Depois de avaliar que a proposta de reforma tributária foi bem recebida pelo empresariado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva calcula que terá de atender a uma reivindicação do governador José Serra (PSDB-SP) e de outros Estados produtores para que o assunto tenha chance de prosperar. A informação consta em reportagem assinada por Kennedy Alencar, Gustavo Patu e Letícia Sander publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).Apesar de o governo ter previsto na proposta que a alíquota para o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrado na origem das mercadorias vá ficar em 2%, Lula e conselheiros econômicos com os quais se reuniu na última quinta consideram que será preciso elevar esse percentual.

A Folha apurou que o governo já aceita os 4% pleiteados por Serra, mas os Estados consumidores desejam e lutarão no Congresso pelo percentual mais baixo. Reservadamente, um dos negociadores do governo avalia que uma alíquota de 3% talvez seja aceita por quase todos os Estados.

Lula também se empenhará para reduzir impostos da folha salarial de setores exportadores.

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma tributária prevê a criação de uma legislação única para o ICMS –hoje, cada Estado tem a sua.

A cobrança passará da origem do produto para o destino, mas essa mudança não irá ocorrer de forma imediata. Ela entrará em vigor no oitavo ano subseqüente a aprovação da PEC. Além disso, está previsto que uma arrecadação equivalente a da alíquota do ICMS ficará com o Estado de origem para compensar eventuais perdas e estimular a fiscalização.
Fonte: Folha On Line


Fundos cambiais derretem junto com o dólar

Março 10, 2008

Com queda acentuada da moeda, aplicação tem fortes resgates. Nem mesmo os ligados ao euro são boa opção

Felipe Frisch

Foi-se o tempo em que, para manter o poder de compra - principalmente em momentos de crise, como a atual no mundo -, a recomendação era a aquisição de dólares ou a aplicação em um fundo cambial. Hoje, pode ser uma das piores escolhas, pois a moeda americana praticamente só tem caído desde o início do ano passado. De lá até a última sexta-feira, quando o dólar comercial fechou a R$1,684 para venda, a perda acumulada já é de 21,2%. Prova da perda de charme do investimento em moeda estrangeira são os patrimônios dos fundos cambiais - compostos por títulos atrelados ao câmbio -, que, além de rendimentos negativos, vêm diminuindo graças aos sucessivos resgates.

Os fundos atrelados ao dólar, até o dia 4 de março, acumulavam patrimônio de tímidos R$608 milhões, enquanto a indústria de fundos no Brasil administra mais de R$1,159 trilhão. Os atrelados ao euro - para quem quer se proteger da variação da moeda da União Européia -, criados a partir de junho de 2003, já correm o risco de extinção. Hoje, apenas cinco instituições têm carteiras na categoria. E somam míseros R$53 milhões. Os fundos de dólar, mais tradicionais, são oferecidos por 22 instituições, em 57 fundos diferentes, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid).

Aposta em euro, no Brasil, ainda inclui risco do dólar

A grande dúvida do mercado e de muitos investidores é saber até onde o dólar vai. Em agosto do ano passado, com a moeda ainda em torno de R$2, eram poucos os que se arriscavam a dizer que chegaria a R$1,70 em menos de um ano e ainda derreteria além disso. Agora, o piso mais citado é o de R$1,60. Mas, dada a proximidade desse valor da cotação atual, ninguém se surpreenderá muito se o dólar chegar a R$1,50 até o fim do ano. Por isso, os analistas não recomendam a aplicação.

- A não ser que o mundo evolua para uma situação muito ruim, acho pouco provável a reação do dólar em relação ao real. Temos um diferencial de juros (a taxa básica brasileira é de 11,25% ao ano, enquanto a dos Estados Unidos é de 3% anuais) que só aumenta e atrai dinheiro para o real - enumera Alexandre Póvoa, diretor da Modal Asset Management.

Para Marco Franklin, sócio da Paraty Investimentos, o dólar não tem piso. E a tendência é de mais queda com a entrada de investimentos no país, devido à alta das commodities, que o país exporta. E mais dinheiro deve chegar, diante da perspectiva de o Brasil virar grau de investimento (investment grade, nota dada pelas agências de risco mundiais que permite que fundos internacionais mais conservadores apliquem no país) ainda este ano, diz.

Nesse cenário, ainda é vantagem apostar no real (para o pequeno investidor, via fundos DI, ou títulos públicos no Tesouro Direto, por exemplo), diz o gerente de câmbio do Banco Prosper, Jorge Knauer, para quem o futuro da cotação do dólar é imprevisível:

- Não dá para dizer até onde o dólar vai. O mercado achava que, a R$1,70, ia parar de cair. O fundo cambial não vale a pena, tende a acabar. Apostar no dólar hoje é muito ruim, a probabilidade de perda é grande e ainda tem taxa de administração.

Uma aparente alternativa aos fundos atrelados à variação do dólar são os fundos ligados ao euro, que tem batido sucessivos recordes de alta. No entanto, essas altas são no exterior, contra o dólar. Para fazer a conversão para o real, é necessário passar pelo dólar, em queda no Brasil e no mundo. Ou seja, mesmo que o euro suba, o dólar leva embora parte dos ganhos. Se, no início, a aplicação valia a pena por garantir as eventuais altas das duas moedas, hoje tem o risco de queda das duas.

Ouro tem sido procurado por investidores

- O euro está no topo de valorização em dólar. Se era para entrar num fundo deste tipo, já tinha que ter entrado - diz Jason Vieira, economista-chefe da Uptrend Consultoria.

A alternativa que tem servido como reserva de valor é o ouro, diz Sidnei Moura Nehme, diretor executivo da NGO Corretora de Câmbio. Segundo ele, é preciso ter em mente que não se leva o ouro negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) para casa, mas apenas um documento. O metal está na sua cotação máxima no mundo e no Brasil, a R$53 o grama, com alta de 21,84% desde o início de 2007.
Fonte: O Globo


Sem proposta: voto pela greve na Assembléia Nacional

Março 10, 2008

Os Auditores-Fiscais têm importante compromisso nesta semana. Amanhã (11/3) é dia da Assembléia Nacional que definirá o início da greve da Classe. Apesar das duas reuniões agendadas pelo Governo para esta semana, a DEN (Diretoria Executiva Nacional) entende que o momento é de forte mobilização de todos os filiados em busca da solução da Campanha Salarial que se arrasta há meses pela falta de uma proposta completa por parte do Governo.

A DEN alerta que a reunião marcada para hoje pode não trazer os avanços desejados pelos Auditores-Fiscais e, por esse motivo, conclama a todos para uma grande participação na Assembléia a ser realizada nesta terça-feira, dia 11 de março.

A busca pela conclusão da Campanha Salarial passa pela intensificação da mobilização, que servirá de alerta ao Governo sobre a insatisfação da Classe com a falta de proposta concreta que atenda aos pleitos dos Auditores. Muito tempo já se passou e várias reuniões ocorreram sem que uma proposta completa e satisfatória fosse apresentada.

Amanhã, será o momento de a Classe dar mais uma demonstração de unidade, participando em massa da Assembléia Nacional e ratificando a greve. A negociação não chegou ao fim e pontos cruciais não foram resolvidos como salário inicial, fosso e a data de implementação do reajuste.

Os Auditores-Fiscais devem estar preparados. Ninguém garante que a proposta a ser apresentada pelo Governo nas reuniões desta semana irá contemplar satisfatoriamente os pleitos da Classe. Daí a importância de continuar cumprindo o calendário definido na última Assembléia e confirmar a paralisação.

O Governo deve ter percebido que os Auditores estão realmente dispostos a entrar em greve. Como estratégia, programou uma agenda que coincide com o planejamento da Classe – reuniões um dia antes e um dia depois da Assembléia Nacional e a edição da MP na data da deflagração da greve. A idéia é fazer parecer que já está tudo resolvido. Mas ainda não está.

O anúncio do subsídio pode ser considerado o primeiro avanço na mobilização, mas sem o reajuste o subsídio pode causar a redução salarial em alguns casos. É preciso aumentar a mobilização para que possamos conquistar os demais pontos desejados. Os responsáveis pelos recordes de arrecadação sabem bem a importância do cargo que exercem para o Estado e, por isso, exigem ser valorizados.
Fonte: Unafisco