Um acordo de liberalização comercial que está sendo negociado entre Brasil e Chile poderá beneficiar o pólo industrial da Zona Franca de Manaus (ZFM). O texto do acordo deverá ser finalizado durante a reunião da Comissão de Monitoramento do Comércio dos dois países, que ocorrerá no dia 6 de março, em Santiago, Chile, com a presença do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho. Após aprovação do texto final, o acordo deverá ser assinado na próxima reunião da Comissão Administradora do Acordo de Complementação Econômica n.º 35 (ACE-35).
Devido à importância do tema para a ZFM, a superintendente da Zona Franca de Manaus, Flávia Grosso, também participará da reunião, junto com o secretário Ivan Ramalho, que está capitaneando as negociações realizadas por técnicos do MDIC, da Suframa e do Itamaraty.
Flávia Grosso explica que este acordo deverá concretizar a alteração do artigo 12 do ACE-35, o que possibilitará melhores condições de acesso dos produtos provenientes da ZFM para o Chile e das zonas francas chilenas para o Brasil. A proposta, explica a superintendente, foi negociada durante a XXXIV Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC), ocorrida em 17 de dezembro do ano passado, em Montevidéu, Uruguai.
“O acordo é muito importante para a Zona Franca de Manaus por dar acesso às preferências entre Mercosul e Chile, uma das mais fortes economias da América Latina que, aliás, já é o sexto mais importante mercado para as exportações do Amazonas”, afirmou Flávia Grosso.
Em 2007, o Estado vendeu US$ 34,55 milhões para o mercado chileno. Os principais produtos da pauta de exportação foram: telefones celulares, motocicletas, filmes e papéis fotográficos, televisores, canetas esferográficas e aparelhos de barbear não-descartáveis.
A superintendente da Suframa destacou ainda o empenho do secretário-executivo do MDIC, Ivan Ramalho, bem como dos técnicos do Ministério, da Suframa e do Itamaraty. “O esforço de todos foi vital para que se chegasse ao estágio atual das negociações”, enfatizou.
Com a celebração do acordo, a inclusão dos produtos de zonas francas no ACE-35, condição não permitida até então, deverá gerar um aumento nas exportações do Amazonas e, conseqüentemente, do Brasil para o Chile. Diversos segmentos industriais se beneficiarão do futuro acordo. No caso do telefone celular, por exemplo, produto do qual o Amazonas é importante fabricante, há possibilidades de incrementar ainda mais suas vendas para aquele País, contribuindo para o equilíbrio da balança comercial do Amazonas, hoje deficitária.
Fonte: MDIC
