Miguel Jorge lança DVD comemorativo de 200 anos de comércio exterior em evento no DF

Fevereiro 29, 2008

Na próxima terça-feira (4/3) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, lançará, durante a 123ª edição do Encontro de Comércio Exterior (Encomex), no Centro de Convenções de Brasília, o DVD comemorativo do bicentenário do comércio exterior brasileiro. O evento é promovido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O material multimídia é resultado de uma extensa pesquisa histórica feita pela equipe da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, sob acompanhamento de profissionais da área de História da Universidade de Brasília. No DVD, a narrativa dos 200 anos das relações comerciais brasileiras com diversos países do mundo foi dividida por décadas. O usuário encontrará, no DVD, informações como os principais produtos exportados e importados a partir de 1808, fatos históricos que influenciaram o comércio exterior brasileiro, imagens, estatísticas e vídeos explicativos que apresentam os acontecimentos mais importantes, nos últimos duzentos anos. A distribuição do material será gratuita, além disso, todo o conteúdo do DVD será disponibilizado no site do MDIC para download. Durante o Encomex, também haverá o lançamento, junto com os Correios, do selo alusivo aos 200 anos de Comércio Exterior. Os participantes do evento ainda poderão assistir a peça teatral “Brasil 200 anos”.

Fonte: MDIC


Correios apresentam programa Exporta Fácil no Encomex

Fevereiro 29, 2008

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos apresentará o programa “Exporta Fácil” ao público do Distrito Federal durante a 123ª edição do Encontro de Comércio Exterior (Encomex), que será realizada no dia 4 de março, no Centro de Convenções. O evento será promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção às Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A participação do público é gratuita e as inscrições podem ser feitas no site: http://www.encomex.desenvolvimento.gov.br Com o objetivo de difundir a cultura exportadora por todos os estados brasileiros, o Encomex é promovido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC desde 1997. Em 11 anos, o evento já foi realizado em mais de 80 municípios brasileiros, reunindo um público superior a 70 mil pessoas entre empresários, estudantes e operadores de comércio exterior. Na edição de Brasília do Encomex, o “Exporta Fácil”, solução dos Correios para simplificar a remessa de produtos brasileiros para o exterior será apresentado no painel “Instrumentos de Apoio e Estímulo ao Comércio Exterior”, que ainda contará com exposições de técnicos do departamento de Superação de Barreiras Técnicas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e da Unidade de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Durante o painel, o participante do Encomex vai conhecer as diversas modalidades de exportação oferecidas pelos Correios para envio de mercadorias para mais de 200 países. Em 2007, o “Exporta Fácil” foi utilizado para remessa de produtos brasileiros para 114 países. Os principais itens exportados foram jóias, bijuterias, roupas e acessórios, máquinas, instrumentos de óptica, instrumentos médico-cirúrgicos, livros, artigos de couro, autopeças e produtos e plásticos.

Fonte: MDIC


UE adverte para grande risco de fracasso da rodada de Doha

Fevereiro 29, 2008

BRUXELAS, 29 Fev 2008 (AFP) - O comissário europeu do Comércio, Peter Mandelson, afirmou nesta sexta-feira que existe um “grande risco de fracasso” nas negociações da rodada de Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), em um discurso pronunciado em Lesoto e distribuído em Bruxelas.

As negociações sobre comércio internacional da rodada de Doha enfrentam atualmente “um grande risco de fracasso”, exceto se os negociadores puderem restaurar o equilíbrio entre as exigências de cada parte, disse Mandelson.

A rodada de Doha da OMC deveria ter sido concluída em 2004, mas está paralisada por divergências entre os países emergentes, que pedem mais abertura dos mercados agrícolas da Europa e dos Estados Unidos, e os países desenvolvidos, que desejam maior acesso para seus bens industriais e de serviços.
Fonte: UOL Economia


Pequenos e médios exportadores sofrem com depreciação

Fevereiro 29, 2008

A recente queda do dólar, ao mais baixo nível dos últimos nove anos, não tem afetado, por enquanto, as vendas externas do País, já que cerca de 65% da pauta de exportação é de commodities que dependem menos da variação cambial e seus preços permitem rentabilidade. O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, destaca, no entanto, que os que mais sofrem com o câmbio são as indústrias manufaturadas de setores pulverizados como as de calçados, confecções e móveis, que correspondem, em média, 30% do total de 35% da indústria de manufaturados.

“Estas pequenas e médias empresas que dependem, exclusivamente, da taxa para mostrar produtos mais competitivos estão perdendo mercado”, diz Castro, explicando que o ideal seria aumentar os preços para gerar lucro, no entanto, não há margem e as empresas acabam abandonando o mercado externo e se focando na demanda interna, que está aquecida pelo crédito consignado.

Já no setor de intercompany, que representa cerca de 70% do total de 35% dos manufaturados, os problemas com a variação cambial também prejudicam mas, segundo Castro, essas empresas mantêm as exportações, pois tem mais flexibilidade de ajuste nos preços e de se estabelecer em outras plataformas.

Para o executivo, mas do que o atual patamar do câmbio, a barreira ao exportador é a burocracia que segura a economia como um todo. A falta de infra-estrutura e o custo elevado com portuário também pesam. Castro ressalta ainda a necessidade de se fazer a reforma tributária.

Já Miriam Tavares, diretora da AGK corretora, acredita que a valorização do real pode provocar, ainda que lentamente, a desindustrialização do País, uma vez que desestimula as exportações de produtos industrializados, ao mesmo tempo em que estimula as importações em detrimento da produção interna.

“Daqui a algum tempo estaremos sem plataforma de exportação”, completou Castro da AEB, citando que o atual superávit comercial é obtido em função dos preços elevados das commodities que não é controlado pelo País e, sim pelos mercados externos. Em razão disso, as exportações podem cair a qualquer momento. “O País não tem garantia de estabilidade”, finaliza.

Fonte: Terra


OMC ainda pode ser a solução

Fevereiro 28, 2008

28 de Fevereiro de 2008 - O Ministério das Relações Exteriores considerou o anúncio do fim do embargo como positivo. Mas, segundo o diretor do Departamento Econômico da Subsecretaria-geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Itamaraty, Carlos Márcio Bicalho Cozendey, “até que as coisas voltem ao normal”, o Brasil continuará se preparando para uma eventual disputa com os europeus na OMC.

De acordo com ele, a medida significa a retomada do que os europeus haviam dito que fariam em dezembro passado. Ou seja: que eles publicariam o nome das empresas que poderão exportar ao bloco de acordo com a lista apresentada pelo governo brasileiro. “É uma indicação de que eles não querem fechar por fechar, mas temos que observar as próximas etapas para ampliar isso”.

Um estudo preliminar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que há duas possibilidades de violação dos Acordos da OMC no caso de implementação de listas discriminatórias e limitadas de propriedades aptas a exportar para a União Européia. No entanto, a própria instituição reconhece que “ainda é cedo” para uma atitude destas e que a negociação é o melhor caminho. O estudo da CNA mostra que a União Européia está fazendo exigências ao Brasil que não faz para outros dois importantes fornecedores: Argentina e Uruguai. Nem mesmo dentro do bloco exige-se, por exemplo, a habilitação prévia das fazendas fornecedoras aos frigoríficos.

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(Fernando Exman e Neila Baldi)


Brasil se consolida como o maior exportador ao Uruguai

Fevereiro 28, 2008
O Brasil se consolidou como o principal exportador ao Uruguai, com um aumento de 22,2% do comércio nos últimos doze meses. Isso acontece no momento em que as importações uruguaias cresceram 43,1%, alcançando a cifra de US$ 5,62 bilhões em 2007. As informações são da agência Ansa.

O Instituto Uruguai XXI informou que as importações de petróleo aumentaram 20,6% no período entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2008, o que lhe garantiu a primeira colocação entre as importações, em valor de US$ 1,114 bilhões.

O petróleo, que hoje chegou ao preço recorde de US$ 102 o barril, tem uma participação de 19,8% nas compras do país, que importa o volume total de seu consumo, cerca de 1 milhão de barris ao mês. Outros produtos que registraram grande aumento nas importações foram maquinarias e artefatos mecânicos (42,6%), veículos, automóveis e tratores (33,5%) e máquinas e aparatos de gravação de imagem e som (31,8%), segundo o instituto.

Também a Argentina intensificou suas vendas para o país vizinho nesse período, com um crescimento de 18,7%.
Fonte: Terra


EXPORTAÇÕES - Governo quer que exportações em 2009 cheguem a US$ 200 bilhões, anuncia Miguel Jorge

Fevereiro 27, 2008

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciou na Segunda, 25, que o objetivo do governo para o próximo ano é que as exportações cheguem a US$ 200 bilhões.

     O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, anunciou nesta Segunda-feira (25) que o objetivo do governo para o próximo ano é que as exportações cheguem a US$ 200 bilhões. “Para esse ano, o objetivo é entre US$ 175 bilhões e US$ 180 bilhões”, disse.

      Miguel Jorge participou da cerimônia da assinatura do convênio entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), que prevê investimentos de R$ 16,5 milhões para promover a imagem do etanol brasileiro no exterior como energia limpa e renovável.

      Indagado se a indicação da balança comercial que mostrou um ritmo de crescimento maior nas importações na quarta semana do mês de fevereiro - de 18 a 24 - preocupava o governo, o ministro disse que não, pois considera um “problema conjuntural e não estrutural”.

      “O que tem acontecido é que, como a Petrobras estava de férias coletivas, ela exportou muito menos. Houve um aumento grande das importações de petróleo, os preços do petróleo subiram, portanto, o valor das importações de petróleo pela Petrobras subiu. E além disso nós importamos muito trigo da Argentina, coisa que não tínhamos feito no ano passado”, explicou.

Fonte: Agência Brasil


Dólar abaixo de R$1,70 pela 1ª vez desde 99

Fevereiro 27, 2008

Bovespa registra 5ª alta consecutiva. BM&F lucrou R$293 milhões em 2007, 49% a mais

Felipe Frisch, Juliana Rangel e Aguinaldo Novo

RIO e SÃO PAULO. O dólar comercial encerrou ontem abaixo de R$1,70 pela primeira vez desde 20 de maio de 1999. A moeda caiu 1,29%, para R$1,684, sua sétima queda consecutiva, tendo perdido 5,23% no ano. Segundo especialistas, o recuo se deve à desvalorização do dólar em todo o mundo e ao fluxo de investimentos estrangeiros nos mercados de juros - a 11,25% ao ano - e de ações no Brasil. O dólar também registrou sua menor cotação histórica em relação ao euro, que atingiu US$1,4982.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve sua quinta alta consecutiva: 0,28%, aos 65.182 pontos, próximo do último recorde histórico da Bolsa, de 65.790 pontos, em 6 de dezembro. No ano, o Ibovespa tem alta de 2,03% e, nos últimos cinco pregões, de 4,63%. O risco-país se manteve estável aos 235 pontos centesimais. O saldo de estrangeiros na Bovespa no mês está positivo em R$529 milhões, até o dia 21.

CVM condena ex-executivos da Sadia

A Bovespa acompanhou Wall Street. O Dow Jones subiu 0,91% e o Nasdaq, 0,75%, apesar dos indicadores negativos dos EUA. O índice de preços ao produtor de janeiro subiu 1%, contra projeção de 0,3%. E a confiança do consumidor bateu 75 pontos, o pior nível em cinco anos. Segundo Ricardo Amorim, chefe de pesquisa de América Latina do Banco WestLB, as altas se deveram à manutenção da avaliação de risco das seguradoras de bônus Ambac e MBIA por Standard & Poor’s e Moody’s.

A Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) divulgou ontem, por volta de 22h, seu primeiro balanço de companhia aberta. O lucro líquido de 2007 foi de R$293 milhões, 48,7% a mais do que os R$197,2 milhões registrados em 2006. No quarto trimestre, o ganho foi de R$69,1 milhões. A receita operacional líquida cresceu 41,8%, dos R$388 milhões para R$551 milhões. A margem líquida aumentou de 50,8% para 53,3% e o volume de contratos negociados, de 283,5 milhões para 426,3 milhões.

Fábio Barbosa será presidente do Santander

Ontem, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) puniu o ex-diretor de Relações com Investidores da Sadia Luiz Gonzaga Murat Júnior e o ex-membro do Conselho de Administração Romano Ancelmo Fontana Filho, por quebra do dever de lealdade e uso de informações privilegiadas. Eles compraram recibos de ações da Perdigão negociados em Nova York (ADRs) antes da oferta hostil da Perdigão pela Sadia, no ano passado. A Sadia chegou a oferecer R$29 por ação, mas retirou a proposta diante da recusa dos controladores da Perdigão. Cinqüenta minutos após a retirada da oferta, Murat e Fontana venderam parte dos ADRs.

O executivo Fábio Barbosa, à frente do ABN Amro Real, foi confirmado ontem como futuro presidente do Santander no país, o primeiro brasileiro a ocupar o cargo. Ele assumirá as funções assim que o Real se separar legalmente do ABN Amro, cujos ativos globais foram comprados por um consórcio formado por Santander, RBS e Fortis.
Fonte: O Globo


Importações devem aumentar medidas protecionistas, diz governo

Fevereiro 27, 2008

Iuri Dantas, da Sucursal de Brasília
Nova responsável pela defesa comercial do Brasil também prevê que exportadores brasileiros enfrentarão mais resistência e investigações em outros países

Nova responsável pela defesa comercial do país, a advogada Miriam Barroca avalia que os exportadores brasileiros enfrentarão mais resistência e um número maior de investigações em outros países.
“A expansão das exportações torna mais comuns as investigações contra nossas empresas, de forma que o ministério atua em apoio à defesa das exportações brasileiras”, afirmou a nova diretora de Defesa Comercial do Ministério do Desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, o crescimento expressivo das importações deve continuar exigindo a aplicação de tarifas antidumping provisórias para proteger a indústria nacional.
Em sua primeira entrevista desde a nomeação para o cargo, no mês passado, Barroca assinala que a entrada dos produtos chineses no país não merecerá atenção especial sua.
Ela não descarta, porém, que as vendas chinesas ao Brasil tornem-se alvo de um número maior de investigações. Leia abaixo trechos da entrevista, concedida por e-mail, a pedido de Barroca.

FOLHA - Quais os principais desafios da defesa comercial com exportações mais complexas e maior número de destinos?
MIRIAM BARROCA - Com o aumento contínuo do fluxo comercial brasileiro, a atuação na área de defesa comercial intensifica-se nas suas duas principais vertentes: aplicação dos mecanismos de defesa comercial e apoio ao exportador brasileiro. Isso porque, com o aumento das importações, maior é a probabilidade de ocorrência de práticas desleais de comércio que provoquem dano à indústria nacional e que mereçam a atenção do governo para a aplicação de medidas de defesa comercial para resguardar nossa indústria.
Por outro lado, a expansão das exportações brasileiras torna mais comuns as investigações contra nossas empresas, de forma que o ministério atua em apoio à defesa das exportações brasileiras. Já no que se refere aos destinos das exportações brasileiras, o desafio do ministério está na atuação em apoio aos exportadores brasileiros em países de idiomas, culturas e ordenamentos jurídicos em muito diferentes do brasileiro, o que demanda um estudo da legislação do país de destino para que possamos auxiliar de forma adequada os exportadores.
FOLHA - As importações da China terão atenção especial?
BARROCA - Não há dúvidas de que a China está em destaque no cenário mundial, não somente pelas exportações mas pelo seu crescimento e desenvolvimento, que aumentam a cada ano.
É importante destacar que a simples existência de importação não permite concluir pela ocorrência de dano à produção brasileira.
O ministério realiza o acompanhamento das importações brasileiras, originárias de todos os países, por meio do sistema de acompanhamento Aliceweb, de acesso público.
Ressalto que todos os setores que se sentirem prejudicados pelas importações, de qualquer origem, e que tenham indícios de que os preços do produto importado são artificialmente menores, em razão de práticas desleais de comércio, poderão entrar em contato, a fim de que seja analisada a viabilidade de aplicação de uma medida de defesa comercial.
A China não será alvo de acompanhamento ou atenção especial. O que poderá acontecer, na prática, é que, em razão do aumento das importações de produto chinês, os pedidos de investigação contra as importações chinesas poderão ser mais freqüentes.

FOLHA - O prazo das investigações, cuja média hoje gira em torno de oito meses, é satisfatório para a sra.?
BARROCA - A legislação brasileira, a exemplo da internacional, prevê que as investigações antidumping devem ser encerradas em 12 meses e, em casos excepcionais, em 18 meses. A diminuição do prazo das investigações para oito meses demonstra grande eficiência do ministério, que atuou em duas frentes: otimização das práticas internas e colaboração da indústria peticionária, apresentando as informações necessárias para a instrução do processo sem a solicitação de prazos adicionais. Ressalte-se que, a depender da complexidade da investigação, esse prazo pode ser maior. Em relação à continuidade das aplicações de medidas antidumping provisórias, o ministério continuará mantendo sua política de recomendar a aplicação sempre que se demonstrar necessário e forem cumpridos os requisitos legais.

FOLHA - A sra. vê algum setor ou setores mais ameaçados pelo aumento de importações?
BARROCA - Tradicionalmente, o setor mais demandante, na área de defesa comercial, é o setor químico, apesar de todos os setores estarem sujeitos à prática de dumping e de subsídios.

FOLHA - Os mecanismos em vigor hoje são suficientes para defender a indústria nacional?
BARROCA - Acredito que os instrumentos de defesa comercial disponíveis são adequados para a proteção da indústria. No entanto, mesmo que não fossem, a necessidade de o Estado aumentar sua capacidade de agir em casos mais graves nessa área não seria de competência interna, mas, sim, proveniente de negociação internacional.
De qualquer maneira, existem outras formas de defender o setor produtivo das importações desleais que não a defesa comercial. Por exemplo: o acordo sobre procedimentos para licenciamento de importações e o acordo de valoração aduaneira [acordo que fixa regras para o cálculo do valor dos produtos no comércio exterior].

FOLHA - Como a sra. vê o subfaturamento das importações de alguns países?
BARROCA - O governo reconhece a importância do combate às práticas fraudulentas no comércio internacional, e a Camex está coordenando ações específicas para reprimir eficientemente essas práticas.
Fonte: Folha de São Paulo


Lula diz que Cuba poderia entrar pra Mercosul

Fevereiro 26, 2008

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em entrevista a uma TV argentina que o Brasil não vai ajudar Cuba diretamente na transição de governo porque não seria “politicamente correto” e que Fidel Castro deixou o comando na hora certa. Mas o presidente quer contribuir para que Cuba “não volte a ser um cassino”. Ele disse até que Cuba poderia entrar para o Mercosul.

Fonte: Folha de São Paulo